quinta-feira, 10 de março de 2016

BRASIL EM MOÇAMBIQUE, EMBAIXADOR DO BRASIL EM MOÇAMBIQUE RODRIGO SOARES RECEBIDO PELO PRIMEIRO MINISTRO DE MOÇAMBIQUE, CARLOS AGOSTINHO DO ROSÁRIO

O BRASIL está a atrair pequenas e médias empresas do ramo do agro-processamento para embarcarem numa segunda geração de investimentos no país em alinhamento com as prioridades do Governo, que pretendem tornar o pequeno agricultor virado para o mercado.
O facto foi dado a conhecer ontem, em Maputo, pelo Embaixador brasileiro em Moçambique, Rodrigo Soares, momentos após ser recebido em audiência pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário. Tratou-se de um encontro de cortesia, em que foram passados em revista vários aspectos, desde a economia à política e também as relações de cooperação entre os dois países.
Segundo Rodrigo Soares, houve uma primeira geração de investimentos brasileiros no país que estão bem encaminhados em sectores como a mineração e indústria de construção.
“Estive com diversas associações e empresários que renovaram a aposta brasileira em Moçambique. Podemos passar para uma segunda geração de investimentos, sobretudo na área agro-industrial. A ideia é atrair cada vez mais pequenas e médias empresas brasileiras na área agro-industrial de modo a que possamos contribuir com os objectivos do Governo moçambicano de alavancar a produção agrícola”, indicou.
A ideia do Executivo de Maputo ao apostar no agro-processamento é criar uma cadeia de valor na qual há ganhos para todos os sub-sectores e por esta via a agricultura vai beneficiar de novos investimentos que permitam que o agricultor possa aprimorar as suas tecnologias de produção, apostando na produtividade por hectare.
Ainda na área da agricultura, o Brasil está a investir neste momento perto de 97 milhões de dólares no âmbito do Projecto Mais Alimentos para África, com o qual apoia a massificação da mecanização agrária no país através dos chamados centros de prestação de serviços agrários.
Com efeito, o Governo decidiu criar 47 centros de prestação de serviços em todo o país para sustentar a revitalização da mecanização agrária, recentemente reforçada com a aquisição de 430 tractores.
Espera-se que com este programa haja mais complementaridade e mais competitividade nos programas e iniciativas na área agrária e também a transferência de tecnologias para maior expansão das áreas de produção de alimentos que poderão levar a preços mais competitivos, garantindo assim mais segurança alimentar e nutricional.
O embaixador brasileiro, que se encontra no país há sensivelmente seis meses, deu conta que no encontro com o Primeiro-Ministro Carlos Agostinho do Rosário renovou a confiança do Brasil em relação a Moçambique, tanto na evolução política quanto na economia.
“Moçambique é o maior beneficiário da cooperação do Brasil não só em África como também no mundo inteiro. Temos quarenta projectos em andamento em diversas áreas e não há nenhum pensamento de se reduzir o número de projectos com Moçambique, pelo contrário, queremos fortalecer ainda mais os vínculos”, indicou.
Num outro desenvolvimento, Soares deu conta que o Brasil “tem uma presença importante de empresas e a sua aposta é bastante clara. O Brasil tem confiança nas instituições políticas moçambicanas. Acreditamos que a democracia em Moçambique está a ir a passos largos. Temos confiança na condução do processo político por parte do Governo moçambicano e não há nenhuma ideia de que as actuais circunstâncias se possam alterar. Este é o nosso desejo e a nossa aposta”, asseverou.
O investimento do Brasil em Moçambique nos últimos dez anos ascende a dezena de bilhões de dólares."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

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