terça-feira, 15 de Abril de 2014

MOÇAMBIQUE SESSÃO DO CONSELHO DE MINISTROS DE 15 DE ABRIL DE 2014

"O Conselho de Ministros realizou, no dia 15 de Abril de 2014, a sua 11.ª Sessão
Ordinária.Nesta Sessão, o Governo apreciou e aprovou:
A Proposta de Lei que cria a Ordem dos Arquitectos e aprova o respectivo
Estatuto, a submeter à Assembleia da República.A Ordem dos Arquitectos é uma pessoa colectiva de Direito Público, dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial e tem como objectivo contribuir para a defesa e promoção da
arquitectura, do urbanismo e do planeamento físico, zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de Arquitecto e promover a valorização profissional e científica dos seus membros.

– O Decreto que cria a Coutada Oficial de Micaúne, Localizada no Distrito
de Chinde, Província da Zambézia. A Coutada Oficial de Micaúne, Localizada no Distrito de Chinde, Província da Zambézia, numa área de 240,3 km2 com uma população de 7.411
habitantes em Micaúne-Sede (Matotombo e Mugorre), visa promover a biodiversidade mediante a utilização sustentável dos recursos florestais e faunísticos com benefícios para o ambiente, população local e investidores, proporcionando retornos económicos para o País, concessionários e a melhoria das condições de vida da população local.
O Decreto que cria a Coutada Oficial de Luabo, localizada no Distrito do
Chinde, Província da Zambézia.A Coutada Oficial de Luabo, situada numa área de 557,5 km2 com uma população de 5.609 habitantes dentro dos limites da área proposta e uma
população estimada em 1.800 habitantes nas áreas adjacentes, nos povoados de Rovuma, Samacota e Piongue, visa promover a biodiversidade mediante a utilização sustentável dos recursos florestais e faunísticos com benefícios para o ambiente, população local e investidores, proporcionando retornos económicos para o País,
concessionários e a melhoria das condições de vida da população local.
A Resolução que autoriza o Ministro do Turismo a proceder à Negociação
e Ajuste Directo da Coutada Oficial de Luabo, no Distrito de Chinde, Província de Zambézia.
Estratégia de Migração de Radiodifusão Analógica Terrestre para Digital;
A Estratégia estabelece o processo da migração da Radiodifusão Analógica para Digital, em Moçambique e sistematiza o modelo empresarial de negócio, o quadro de financiamento, a arquitectura técnica e tecnologia, o enquadramento legal e regulatório, a estratégia de comunicação e de divulgação do processo de migração, os recursos
necessários e os principais constragimentos à execução da estratégia.

Ainda nesta Sessão, o Governo apreciou as informações sobre:
A situação de Emergência, particularmente causada pela época chuvosa
e as acções de resposta levadas a cabo para atenuar os impactos negativos das cheias e inundações;
Ponto de Situação do Recenseamento Eleitoral;

Diálogo entre o Governo e a Renamo;

O Relatório de Promoções, Progressões e Mudanças de Carreira dos


Funcionários e Agentes do Estado realizadas em 2013;
A Situação Disciplinar dos Funcionários e Agentes do Estado em 2013;

A Conta Satélite do Turismo: Exercício Piloto

O Acidente Aéreo das LAM."
FONTE : PORTAL DO GOVERNO DE MOÇAMBIQUE.

domingo, 13 de Abril de 2014

EMBAIXADORA DE MOÇAMBIQUE EM PORTUGAL FERNANDA LICHALE INICIA FUNÇÕES E ACOMPANHA INICIATIVAS DA COMUNIDADE MOÇAMBICANA

"0414PEX- PORTUGAL:COMUNIDADE MOÇAMBICANA ENALTECE NOMEAÇÃO DE NOVA EMBAIXADORA

13-04-2014 23:31:51

Lisboa, 13 Abr (AIM)- A comunidade moçambicana em Portugal enalteceu este fim de semana, em Lisboa, a nomeação de Fernanda Lichale para nova embaixadora de Moçambique, considerando que é mais uma prova inequívoca do lugar que a mulher ocupa nos processos de governação e por outro lado o compromisso e a agenda que o Governo moçambicano tem em conferir mais poder as mulheres promovendo a igualdade de género' e a participação activa no processo de desenvolvimento do País.Esta posição consta de mensagens apresentadas este domingo, tanto pela Organização da Mulher Moçambicana (OMM), núcleo de Lisboa, como pelas organizações e associações de moçambicanos residentes na capital portuguesa, num convívio no âmbito da celebração do 7 de Abril, dia da Mulher Moçambicana. Outra mensagem apresentada na ocasião é de jovens moçambicanos residentes em Lisboa.O evento serviu igualmente para a apresentação da nova embaixadora de Moçambique em Portugal à comunidade moçambicana residente em Lisboa e arredores, constituindo o primeiro acto público de Fernanda Lichale, acreditada no dia 21 de Março passado pelo Presidente da República portuguesa, Aníbal Cavaco Silva. Lichale, que ocupava idêntica posição em Madrid, Espanha, foi nomeada em Janeiro passado pelo Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, para nova embaixadora de Moçambique em Portugal, no âmbito de uma movimentação que incluiu a designação de novos diplomatas de Moçambique para o Quénia, Burundi, Espanha e Hungria.No ano em que Moçambique acolhe as V eleições gerais (legislativas e Presidenciais), o 7 de Abril foi assinalado sob os lemas “Igualdade para as Mulheres é Progresso para todos” e “ Mulher Moçambicana é Pela Paz, Eleições Livres, Justas e Transparentes”.Temos o orgulho de pertencer a um dos poucos Países do Mundo que honra a Mulher com um feriado Nacional, sublinhou Ana Massamba, secretária da OMM, núcleo da capital portuguesa. 'Nós as mulheres estamos expectantes que as eleições que se avizinham decorram num ambiente de paz, tolerancia e fraternidade, pois Moçambique é um País uno e indivisivel', apela a mensagem.Num concorrido evento em que estiveram cerca de 400 pessoas, entre moçambicanos radicados em Portugal e amigos de Moçambique, Ana Massamba acrescentou que 'nós mulhesres temos consciência da magnitude da missão que (Fernanda Lichale) vem assumir e nos mostramos disponíveis para apoiar incondicionalmente para atingir os objectivos traçados de entre tantos a coesão e a unidade de moçambicanos em Portugal'.É um exemplo vivo da superação das barreiras na luta pela igualdade de direitos, disse Massamba, adinatando que 'é com alegria e satisfação que a recebemos Senhora Embaixadora'.No dia 7 de Abril é exalta a figura de Josina Machel, heroína e uma das mais célebres e queridas filhas de Moçambique que, vivendo em pleno contexto de uma sociedade na qual o papel da mulher estava relegado a um segundo plano, deu um passo corajoso na luta pela libertação da pátria moçambicana do colonialismo português e para o processo de emancipação da mulher. Imbuídas deste espírito corajoso de Josina Machel 'devemos fazer reflexões' diversas sobre a mulher tendo em vista, chamar a atenção a quem de direito e a sociedade em geral de algumas dificuldades e desigualdades que a Mulher Moçambicana ainda enfrenta neste novo Milénio, quer em Moçambique quer na Diáspora. 'Embora estejamos a lograr alguns sucessos na participação da mulher nos processos de desenvolvimento económico e sócio cultural e nos órgãos de poder político, muito há ainda por fazer na luta pela emancipação da mulher e na dignificação do seu papel na família, nas empresas nos órgãos decisórios e na sociedade em geral', adianta a mensagem da OMM, núcleo de Lisboa.Segundo as mensagens, o ano 2014 é decisivo para a consolidação da democracia em Moçambique com a realização a 15 de Outubro das eleições gerais legislativas e presidencias por isso 'encorajamos a participação massiva das mulheres', tanto no processo de recenseamento a decorrer em Portugal desde o dia 16 de Março e que termina esta segunda-feira, dia 14 de Abril, como nas próprias eleições, cientes da 'nossa responsabilidade em contribuir nos destinos do País'Ana Massamba referiu que a mulher tem desempenhado um papel importante na consolidação e edificação duma sociedade melhor e é neste contexto que 'reafirmámos o comprometimento na consolidação da democracia e unidade nacional'.Falando na ocasião, a nova embaixadora de Moçambique em Portugal disse que a realização este ano das V eleições legislativas e Presidenciais significa que o país está empenhado em consolidar a jovem democracia. Este ano, as legislativas e Presidenciais coinscidem com as II eleições das Assembleias Provinciais.Fernanda Lichale, depois de historiar sobre o significado do 7 de Abril, manifestou a disponibilidade de trabalhar com todos os moçambicanos em Portugal na preservação da moçambicanidade.
(AIM)
DM
(AIM)"
FONTE: AIM MOÇAMBIQUE.

QUINTA 13 DE MAIO, INHAMIZUA, BEIRA, SOFALA, LOCAL A VISITAR


ABRIL 2014, A QUINTA 13 DE MAIO DO DINO TELEMOVEL +258 847573694, DISTA a 17 KM DA CIDADE DA BEIRA , EM INHAMIZUA, PASSASE UM BOM DOMINGO, IRÁ TAMBÉM FUNCIONAR AOS SÁBADOS, PESSOAL MUITO SUMPÁTICO, PRATOS BEM CONFECCIONADOS O FRANGO GRELHADO OU A GALINHA ASSADA NA BRASA, DA AUTENTICA, PODE-SE PERNOITAR, VIRA-SE UM POUCO PARA O INTERIOR DA ESTRADA PRINCIPAL CHEGANDO AO IMAP, INSTITUTO DE FORMAÇAO DE PROFESSORES, O ACESSO DEVERIA ESTAR MELHOR CUIDADO PARA ESTE LOCAL TAO APRASIVEL, O DINO RECEBE-NOS MUITO BEM, OS CÃES "CUMPRIMENTAM" E FICAM NO SEU CANTINHO, FESTAS, EVENTOS, INICIATIVAS COMERCIAIS, BOM LOCAL. DÁ PARA RELAXAR....

SOFALA E ZAMBÉZIA, PROVINCIAS DE MOÇAMBIQUE TAMBÉM A VISITAR


ABRIL 2014, A HOSPITALIDADE E SIMPATIA É UM BOM CARTÃO DE VISITA DE MOÇAMBIQUE, O "BANCO DE SOFALA" E O DELTA DO ZAMBEZE, PERMITE DESTACAR DUAS PROVINCIAS NUMA OFERTA IMPAR DE GASTRONOMIA A NIVEL MUNDIAL: OS CARANGUEJOS E O CAMARÃO, HOJE A BEIRA POR EXEMPLO TEM DIVERSAS UNIDADES HOTELEIRAS FEITAS DE RAIZ OU BEM REABILITADAS, BEIRA SOL, TIVOLI, LUNAMAR, SENA, VIP, RANI´S HOTEL ESTA TERÁ SIDO A ÚLTIMA NO MACÚTI, ENTRE OUTRAS QUE ME DESCULPEM O ESQUECIMENTO.
ESTES LINDOS CARANGUEJOS ADQUIREM-SE JUNTO AOS MERCADOS DO MAQUININO, DA BAIXA OU NA PRAIA, POR EXEMPLO.

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

LAM LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE PERSPECTIVA-SE TERMINAR O "BANIMENTO" DA UE

LAM no bom caminho para voltar a voar para UE
altA Comissão Europeia admitiu esta 5ª feira vir a retirar as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) da lista de companhias proibidas de voar para a União Europeia, caso as autoridades mantenham os "progressos promissores" observados até ao momento.O executivo comunitário actualizou hoje, pela 23.ª vez, a lista negra das companhias aéreas proibidas de operar no espaço aéreo da UE, mantendo a proibição de voar imposta às companhias aéreas de Angola - à exceção da TAAG, sob condições estritas -, Moçambique e São Tomé e Príncipe, mas, no caso de Moçambique, reconheceu "progressos promissores" desde a anterior revisão da lista, em dezembro último.A Comissão decidiu mesmo retirar da lista negra todas as companhias aéreas da Swazilândia, tendo o comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, comentado que "quando os países fazem o que é necessário para garantir a segurança da sua indústria de aviação, é importante que a UE reconheça esses esforços", e "a prova disso são os progressos observados em África"."A Swazilândia é agora o segundo país, após a Mauritânia, a ser retirado da lista de segurança da UE, e também foram observados progressos promissores na Zâmbia, Moçambique, Sudão e Líbia", disse.
Leia também:
+ LAM alarga cobertura regional
+ Governo prepara reestruturação da companhia aérea LAM
Segundo a Comissão, "espera-se que a continuação destes progressos possa levar a decisões positivas no futuro".
Além de retirar da lista as companhias áreas da Swazilândia, a Comissão decidiu ainda autorizar a Cebu Pacific, das Filipnas, a voar para a UE, e a companhia nacional do Cazaquistão, a Air Astana, a aumentar o seu número de voos para a Europa."
FONTE: RÁDIO MOÇAMBIQUE.

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8 abril 2014
 
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Em Destaque 
 
Primeiro-Ministro presidiu a reunião do Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia
 
2014-04-07 às 21:47
 
 
O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho presidiu à 7.ª reunião do Conselho Estratégico para a Internacionalização da Economia, tendo reafirmado que a parceria que compõe o CEIE «vai para além da agenda de reformas estruturais incluídas no Memorando de Entendimento, visando criar um enquadramento favorável para uma economia aberta e competitiva que leve ao crescimento sustentável».
 
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Criadas mais 200 vagas de medicina geral e familiar no SNS
 
2014-04-07 às 16:08
 
 
«São 200 vagas em medicina geral e familiar para médicos fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS)», afirmou o Ministro da Saúde, Paulo Macedo, em Lisboa, numa conferência do Infarmed para assinalar o Dia Mundial da Saúde.
 
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Portugal pela floresta: agricultura e defesa juntam esforços para prevenir fogos florestais
 
2014-04-04 às 18:37
 
 
O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e o Exército assinaram um protocolo para abertura de 250 quilómetros de corta-fogos em todo o País até outubro, no âmbito da prevenção contra incêndios florestais.
 
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Temas 
 
 
Nesta página de Internet pode encontrar todas as iniciativas promovidas pelo Governo no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de abril de 1974, bem como muitas outras promovidas e desenvolvidas por entidades públicas e da sociedade civil. Este espaço faz também o convite a todos os que desejem enviar imagens ou vídeos alusivos ao 25 de abril. Estão todos convidados a participar nesta página de Internet, que se pretende abrangente e de todos.
 
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Obrigado a executar os compromissos assumidos pelo Governo anterior, nos quais estavam uma série de medidas difíceis para ajustar a nossa economia e devolver a sustentabilidade financeira ao País, o Governo procedeu a reformas estruturais para potenciar o regresso ao crescimento económico e a criação de emprego. Contudo, teve sempre como principal preocupação a proteção aos mais desfavorecidos. Uma infografia condensa as medidas tomadas nas várias áreas.
 
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O Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, e o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida, explicam o Portugal 2020, o próximo quadro comunitário de apoio, que será fundamental para o desenvolvimento do nosso País nos próximos anos.
 
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2014 Governo de Portugal
FONTE: GOVERNO DE PORTUGAL, NEWSLETTER.

ROTINAS FOMENTADORAS DE PRODUTIVIDADE NA NOSSA VIDA, VEJA EM www.dinheirovivo.pt

"De Jane Austen a Scott Fitzgerald, os 7 elementos comuns a alguns génios, que podem facilitar uma rotina fomentadora da produtividade

Inspire-se nas rotinas diárias de alguns génios e seja mais produtivo

secretária escritores
A importância das rotinas
D.R.
04/04/2014 | 13:55 | Dinheiro Vivo
Juan Ponce de León passou a vida em busca da fonte da juventude. Eu tenho passado a minha em busca da rotina diária ideal. Porém, apesar de os tempos dos calendários de papel com códigos de cores terem cedido lugar a aplicações de organização na nuvem, a rotina continua a esquivar-se; cada dia é um novo dia, tão imprevisível quanto uma corrida num rodeo e igualmente veloz.Naturalmente, fiquei fascinada com o livro recente “Daily Rituals: How Artists Work”  (Rituais Diários: Como os Artistas Trabalham). O autor, Mason Curry, examina os horários de 161 pintores, escritores e compositores, assim como de filósofos, cientistas e outros pensadores excecionais.
Ao lê-lo, fui-me convencendo de que, para estes génios, uma rotina era mais do que um luxo — era essencial ao seu trabalho. Como diz Currey, “Uma rotina sólida promove um caminho bem conhecido para as nossas energias mentais e ajuda a evitar a tirania dos estados de espírito.” E embora o livro, em si mesmo, seja um delicioso sortido de trivialidades e não um manual de instruções, comecei a notar alguns elementos comuns nas vidas dos génios mais saudáveis (os que confiaram mais na disciplina do que, digamos, na bebida e nas anfetaminas), que lhes permitiram o luxo de uma rotina fomentadora da produtividade:
Um espaço de trabalho com distrações mínimas. Jane Austen pediu que uma certa dobradiça rangente nunca fosse oleada, para ter sempre um aviso quando alguém se aproximasse da sala em que escrevia. William Faulkner, não tendo fechadura na porta do estúdio, retirava a maçaneta e levava-a consigo para dentro — algo com que o atual trabalhador do cubículo apenas pode sonhar. A família de Mark Twain não ousava irromper pela porta do seu escritório — se precisassem dele, tocavam uma buzina para o fazerem sair. Graham Greene foi ainda mais longe, alugando um escritório secreto: só a mulher sabia a morada e o número de telefone. Mais distraído pela vista da sua janela do que por interrupções, quando N.C. Wyeth tinha problemas em concentrar-se, colava um cartão no vidro.
Um passeio diário. Para muitos génios, um passeio diário era essencial ao funcionamento do cérebro. Para Soren Kierkegaard, os passeios diários eram tão inspiradores que, muitas vezes, ele corria de volta para a secretária e recomeçava a escrever, ainda de chapéu e com a bengala ou o guarda-chuva. É bem sabido que Charles Dickens fazia passeios de três horas todas as tardes — e o que observava alimentava diretamente a sua escrita. Tchaikovsky contentava-se com um passeio de duas horas, mas não regressava nem um minuto antes, convencido de que privar-se dos 120 minutos completos o faria adoecer. Beethoven fazia longas caminhadas após o almoço, levando consigo um lápis e um papel, para o caso de ter uma inspiração. Erik Satie fazia o mesmo nos seus longos percursos a pé entre Paris e o subúrbio da classe trabalhadora onde vivia, detendo-se sob os candeeiros de iluminação pública para apontar ideias que lhe ocorriam durante a viagem; diz-se que durante a guerra, quando esses candeeiros foram desligados, a sua produtividade diminuiu.
Registos e medições. Anthony Trollope escrevia apenas três horas por dia, mas impunha-se um ritmo de 250 palavras por cada 15 minutos, e se acabasse o romance que estava a escrever antes de as três horas terminarem, começava imediatamente um novo livro. Ernest Hemingway também registava a sua produção diária de palavras num gráfico, “para não me enganar a mim mesmo.” BF Skinner começava a terminava as suas sessões de escrita com recurso a um cronómetro, “e registava cuidadosamente num gráfico o número de horas que escrevia e as palavras que produzia.”
Uma clara linha divisória entre trabalho importante e tarefas de rotina. Antes de haver email, havia cartas. Fiquei perplexa (e recebi uma lição de humildade) ao perceber quanto tempo cada pessoa atribuía à simples reposta a cartas. Muitos dividiam o dia em trabalho a sério (como compor ou pintar durante a manhã) e tarefas de rotina (responder a cartas à tarde). Outros dedicavam-se às tarefas de rotina quando o trabalho a sério não estava a correr bem. Mas, se a quantidade de correspondência era idêntica à de hoje, esses génios históricos tinham uma vantagem: o correio chegava a intervalos regulares, e não continuamente.

O hábito de parar quando o trabalho corre sobre rodas e não quando estão encalhados.
Hemingway explica: “Escreve-se até chegar a um ponto em que ainda temos sumo e sabemos o que vai acontecer a seguir; então paramos e tentamos aguentar até ao dia seguinte”. Arthur Miller disse, “Não acredito em secar o reservatório, percebe? Acredito em afastar-me da máquina de escrever quando ainda tenho coisas para dizer”. À exceção de Wolfgang Amadeus Mozart — que se levantava às seis, passava o dia num corrupio de lições de música, concertos, compromissos sociais e muitas vezes só ia para a cama à uma da manhã — muitos escreviam de manhã, paravam para almoçar e dar um passeio, passavam uma hora ou duas a responder a cartas e paravam de trabalhar pelas duas ou três da tarde. “Percebi que alguém que está cansado e precisa de um descanso mas, mesmo assim, continua a trabalhar, é um tolo”, escreveu Carl Jung. Ou talvez um Mozart.
Um companheiro prestável. Martha Freud, mulher de Sigmund, “ordenava-lhe a roupa, escolhia-lhe os lenços e até lhe punha a pasta de dentes na escova”, nota Currey. Gertrude Stein preferia escrever ao ar livre, contemplando pedras e vacas; por isso, nas suas viagens ao campo, em França, arranjava um sítio para se sentar, enquanto Alice B. Toklas enxotava algumas vacas para o campo de visão da escritora. A mulher de Gustav Mahler subornava os vizinhos com bilhetes para a ópera, para que mantivessem os cães calados enquanto ele compunha — apesar de ter ficado amargamente desapontada quando o marido a forçou a desistir da sua prometedora carreira musical.
Os artistas solteiros também tinham ajuda: a irmã de Jane Austen, Cassandra, assumia a maior parte das tarefas domésticas para que Jane tivesse tempo para escrever — “A composição parece-me impossível com a cabeça cheia de porções de carneiro e doses de ruibarbo”, escreveu Jane. E Andy Warhol ligava à amiga e colaboradora Pat Hackett todas as manhãs, contando-lhe em pormenor as atividades do dia anterior. “Fazer o diário”, como eles lhe chamavam, podia demorar duas horas — com Hackett tirando notas aplicadamente e batendo-as à máquina todos os dias de semana, desde 1976 até à morte de Warhol, em 1987.
Vidas sociais limitadas. Um dos amantes de Simone de Beauvoir pôs as coisas nestes termos: “não havia festas, nem receções, nem valores burgueses… era um género de vida despojada, uma simplicidade deliberadamente construída para que ela pudesse fazer o seu trabalho”. Marcel Proust “tomou em 1910 a decisão consciente de se retirar da sociedade”, escreve Currey. Pablo Picasso e a sua namorada Fernande Olivier tomaram de empréstimo a Stein e Toklas a ideia de que o domingo era um dia para passar em casa — para poderem “livrar-se das obrigações da amizade por uma tarde que fosse”.
Este último hábito — um isolamento relativo — parece-me muito menos atrativo que alguns dos outros. Contudo, as rotinas destes pensadores parecem-me estranhamente convincentes, embora possam parecer inatingíveis e extremas.
A própria ideia de podermos organizar o tempo como queremos é inalcançável para a maioria de nós — por isso, termino com um brinde a todos aqueles que realizaram o seu melhor trabalho dentro dos constrangimentos da rotina de outra pessoa.
Como Francine Prose, que começava a escrever quando a carrinha da escolar levava os filhos e parava quando voltavam; ou T.S. Eliot, que achou muito mais fácil escrever depois de ter um emprego num banco, do que quando era um poeta esfomeado; e até mesmo F. Scott Fitzgerald, cujos primeiros escritos eram realizados nos momentos que sobravam do horário estrito que seguia como jovem oficial do exército. Esses dias não são tão lendários como as noites de Paris, ensopadas em gim, que viriam mais tarde, mas eram muito mais produtivos — e, sem dúvida, mais generosos para o seu fígado. Ser forçado a seguir no rasto da rotina de outra pessoa pode ser irritante, mas mantém-nos mais facilmente no caminho.
E, claro, é disso que se fala quando se fala de rotina — um caminho que percorremos ao longo do dia. Quer esse caminho seja aberto por nós mesmos, quer sigamos o caminho definido pelos nossos constrangimentos, talvez o mais importante seja mesmo continuarmos a andar.

Sarah Green é editora adjunta sénior na Harvard Business Review.
“Percebi que alguém que está cansado e precisa de um descanso mas, mesmo assim, continua a trabalhar, é um tolo”, escreveu Carl Jung "
FONTE: www.dinheirovivo.PT