domingo, 1 de maio de 2016

DOMINGOS DIOGO MÉDICO CARDIOLOGISTA E DIRECTOR CLINICO DO HOSPITAL CENTRAL DE MAPUTO: PACIENTES COM DOENÇAS CORONÁRIAS TEM SIDO BENEFICIADOS E COM SUCESSO A OPERAÇÕES AO CORAÇÃO, TAIS OPERAÇÕES SÃO GRATUITAS

Pacientes com doenças coronárias, que beneficiaram, há dias, de cirurgia com recurso às novas tecnologias, foram submetidos a essa operação com sucesso, de acordo com dados avançados por Domingos Diogo, médico cardiologista e Director Clínico do HCM.
Entretanto, de acordo com este médico car­diologista, até à sema­na finda, acima de dez doentes diagnosticados com doenças coronárias encon­travam-se na lista de espera para beneficiar do novo serviço de cirurgia, implementado pela primeira vez numa unidade hospitalar pública do país.
A nova tecnologia, avançou Dr. Diogo, vai permitir que o ser­viço de Saúde Pública responda à demanda, no que diz respeito ao perfil epidemiológico que se verifica ao longo dos tempos nesta área.
Nas consultas de cardio­logia, temos diagnosticado, por semana, um a dois pacien­tes com doenças coronárias, o que faz com que o Serviço de Saúde Pública se sinta se na obrigação de intervir nesta área de forma mais profícua, referiu.
Para o efeito, serão operados por semana três pacientes em intervenções que podem levar, cada uma, três a quatro horas.
Para a realização das ci­rurgias, o HCM conta com uma equipa médica sénior composta por quatro cardiologistas e igual número de anestesistas, três ci­rurgiões, dois instrumentistas, um psicólogo e dois fisioterapeu­tas, dos quais um na reanimação e outro na enfermaria.
De referir que esta equipa é composta por médicos e enfer­meiros nacionais treinados na Espanha.
CIRURGIAS SERÃO GRATUITAS
De acordo com o Director Clí­nico do HCM, Domingos Diogo, os novos serviços de cardiologia serão realizados a título gratuito e espera-se que possam respon­der à demanda que se regista nesta área, que até um passado recente era apenas satisfeita pelo Instituto do Coração.
Destaque-se que no sector privado, esta cirurgia chega a custar até 35 mil dólares.
Dados avançados pelo Direc­tor Geral do HCM, João Fumane, indicam que parte dos pacientes recorria a serviços oferecidos em países como França, Portu­gal e Índia.
Recorde-se que o HCM ini­ciou intervenções cirúrgicas ao coração em 2007, nesta altura apenas realizava cirurgias a co­ração aberto.
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE

RDP ÁFRICA GALA DE CELEBRAÇÃO DOS 20 ANOS DA RDP ÁFRICA PRESTA HOMENAGEM A PESSOAS DA CULTURA MOÇAMBICANA: ROBERTO CHICHORROLURDES MUTOLA, MALANGATANA, MOREIRA CHONGUIÇA, MÁRIO COLUNA, EUSÉBIO; ENTRE OUTROS, EMBAIXADORA DE MOÇAMBIQUE FERNANDA LICHALE PRESENTE NA CERIMÓNIA AGRADECE A HONRA DADA E A CONFIRMAÇÃO E RECONHECIMENTO DOS TALENTOS MOÇAMBICANOS NESTE EVENTO

Roberto Chichorro (Artes Plásticas), Lurdes Mutola (Desporto) são os moçambicanos homenageados recentemente em Portugal  na gala de celebração dos 20 anos da RDP África, realizada no Casino Estoril.
Mário Esteves Coluna, Eusébio Ferreira da Silva (desportistas) e o artista Malangatana Valente Ngwenha são outras figuras relembradas e reconhecidas pelos seus feitos durante aquele cerimónia, que foi apresentada por Nuno Sardinha e Fernanda Almeida.
A RDP África homenageou ainda, entregando estatuetas, várias figuras africanas que se têm destacado nas diversas áreas. Foi assim que Dany Silva (músico de Cabo Verde), Benvindo Fonseca (bailarino de Cabo Verde), Sana Na N’Hada (cineasta de Guiné Bissau), Pedro Champalimaud (investigador de Portugal), Armando  Cabral (Modelo e criativo de Guiné Bissau), Ana Paula Tavares (escritora angolana e historiadora), Rogério Carvalho (angolano actor de teatro), Maria Isabel  Monteiro (líder destacada associativismo em Portugal), foram homenageados em noite de festa pelos 20 anos da rádio que promove as artes e cultura africanas.
O júri atribuiu um prémio especial pelo percurso político a Miguel Trovoada, antigo presidente de São Tomé e Príncipe.
A festa foi animada pelos músicos Moreira Chonguiça (Moçambique), Yuri da Cunha, Eduardo Paim (Angola), Dino D’Santiago (Cabo Verde), Karyna Gomes (Guiné Bissau), Toto, trio de jovens Calema e Binham Quimor (São Tomé e Príncipe).   O considerado maior ouvinte da RDP África e humorista de Guiné Bissau Maio Coopé desfilouos seus dotes em palco, retratando teatralmente alguns dos programas da RDP África.
Os cantores presentes na gala interpretaram músicas de Lura, Sara Tavares, Tabanka Djaz, Juca, SSP, entre outras bandas africanas que foram destaque ao longo dos vinte anos da RDP África.
Uma participação especial foi notável a nível da música. É o facto de o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, mesmo não sendo compositor do ritmo tropical, ter sido convidado especial da gala dos vinte anos da RDP África. Na sua performance , o músico moçambicano destacou a bandeira e culturas moçambicanas. Projectou no ecrãm atrás do palco enquanto tocava, imagens de Moçambique, das cidades, praias moçambicanas, mulheres de Mussiro, Cahora Bassa, Mafalala, More Jazz Big Band, acompanhadas de vozes de Chico António, Júlia Mwitu, Dilon Djindje, Elvira Viegas, Ali Faque que falavam da música, faziam a mescla com o sopro do saxofonista que calmamente invadia o palco, arrancando uma forte salva de palmas da plateia do Casino Estoril.
PARTICIPANTES NA GALA  SATISFEITOS
Diplomatas dos países africanos falantes da língua portuguesa acreditados em Portugal, membros do corpo directivo da RTP África, artistas e demais convidados, testemunharam a noite de glamour que exaltou através da RDP África, os feitos culturais dos africanos e renovou as esperança de continuidade na promoção das artes e culturas africanas.
TEMOS MUITOS
TALENTOS CULTURAIS
-         Fernanda Lichale, Embaixadora de Moçambique em Portugal
Esta cerinónia significa o reconhecimento deste grande país que é Moçambique.  Foram reconhecidos grandes figuras de Moçambique, malangatana, Chichorro que vive aqui e tivemos a grande actuação do nosso saxofonista Moreira Chonguiça. Só temos que agradecer esta honra que nos dão e que confirma os talentos que temos. A cultura é uma das áreas que nós temos que investir nela. Hoje vivemos outra realidade que é Portugal consumir o que nós produzimos.  Temos muito por fazer ao nível do estabelecimento de parcerias. Há vinte anos atrás éramos pouco ouvidos e hoje somos a referência. Isso poderá continuar e crescer gradualmente.
A RDP ÁFRICA DEVE CONTINUAR
COM OS RECONHECIMENTOS
- Roberto Chichorro, artista plásticos
Muitas vezes a gente não sabe se realmente merece esses reconhecimentos. Mas são feitos que nos põem mais vaidosos. Agradeço e a RDP África deve continuar e a reconhecer cada vez mais gente que vai fazendo coisas pelos seus países e continente africano. É um momento maravilhoso, bonito  e espero que a rádio continue por muitos e muitos anos.  Relativamente ao nosso país, terra, que estava a andar muito bem, espero que a situação actual  de agitação militar passe. Não temos que viver em guerra. É uma tristeza ver essas coisas e gente a morrer. A guerra tem que parar para que Moçambique tenha o desenvolvimento que merece.
MOSTREI AS POTENCIALIDADES
TURÍSTICO-CULTURAIS DE MOÇAMBIQUE
- Moreira Chonguiça, saxofonista
É um privilégio porque a comemoração dos vinte anos da RDP África reflecte aquilo que são as aspirações da cooperação cultural. Estar nesta gala significa muito porque sendo saxofonista e participar neste meio em que a música tropical é a que mais se destaca é gratificante.  A RDP África vem demonstrando a evolução e diversificação da indústria cultural em África. Apresentei-me de forma solo, tocando sozinho, usando um conceito de mistura de imagens e sound track com vozes de artistas moçambicanos que admiro muito. São artistas que espelham a cultura moçambicana contemporânea moçambicana. Portanto, apresentei “um Moçambique com presente e futuro, com potencialidades turístico-culturais. É igualmente um homenagem que faço as nossas vozes musicais – Chico António, Júlia Mwitu, Wazimbo, Dilon Djindje, Elvira Viegas, Xidiminguana que alimentaram esta rádio ao longo dos vinte anos com as suas composições”.
Texto de Frederico Jamisse, em Lisboa"
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE

SUAZILÂNDIA E MOÇAMBIQUE: PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE FILIPE NYUSI AFIRMOU QUE MOÇAMBIQUE ESTARÁ SEMPRE DISPONIVEL A TRABALHAR COM O REINO DA SUAZILÂNDIA ELEVANDO O NIVEL DE EXCLÊNCIA DAS SUAS RELAÇÕES POLITICO - DIPLOMÁTICAS E ECONÓMICAS

O Presidente da República, Filipe Nyusi, repetiu quinta-feira passada o apelo para a dinamização da implementação de acções concretas, que se reflictam na melhoria das condições dos povos moçambicano e swázi.
Falando no banquete oficial oferecido ao Rei Mswati III, por ocasião da visita do monarca ao nosso país, Filipe Nyusi apontou como exemplo a necessidade da realização regular das Comissões Mistas de Cooperaçãoe  da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança, a reafirmação da fronteira comum, a pertinência de mais trocas de informações entre as entidades de defesa e segurança para o combate ao crime transfronteiriço e crime organizado, entre outros.
O estadista moçambicno disse ainda ser necessário a criação de condições para a legalização de trabalhadores moçambicanos na Suazilândia, a conclusão de estudos para a assinatura de memorando de entendimento sobre energia e aumento do fornecimento de electricidade à Suazilândia, de cooperação técnica e institucional na área de indústria e comércio, bem assim do estudo sobre as taxas de referência de importação de açúcar e a modernização das infraestruturas ferro-portuárias para torná-las mais eficientes e expandir a sua utilização pela Suazilândia.
Nyusi sintetizava assim, os passos conseguidos nas conversações antes havidas entre as delegações dos governos de Moçambique e da Suazilândia que mais assentaram nas áreas em que incide a cooperação entre os dois países vizinhos e sobre as melhores formas de tirar maior proveito das potencialidades e vantagens comparativas ao seu dispor.
Para Filipe Nyusi, Moçambique estará sempre disponível a trabalhar com o Reino da Suazilândia com vista a elevar cada vez mais, o nível de excelência das suas relações político-diplomáticas e económicas para que as duas economias e populações colham benefícios directos do seu intercâmbio.

“Moçambique está, igualmente, disponível a colocar os seus recursos naturais e energéticos, bem como as suas infraestruturas económicas ao serviço do progresso dos nossos dois países, no quadro dos programas estratégicos como o Roteiro e Estratégia de Industrialização da SADC que aprovamos em Abril do ano passado. Os nossos dois países orgulham-se por pertencerem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e a sua contiguidade geográfica impele-os a estarem na vanguarda do processo de integração regional”, disse o Presidente.
Enquanto países independentes, o percurso da cooperação entre Moçambique e o Reino da Suazilândia foi reafirmado com a assinatura do Acordo Geral de Cooperação em 1992, considerado pelo Chefe do Estado moçambicano, a ferramenta que permite a edificação dos alicerces para o crescimento e desenvolvimento económico de ambos os países e povos.
“Nós, os moçambicanos, guardamos, com grande consideração, as memórias do gesto e da atitude do Reino da Suazilândia que foram manifestados em diferentes momentos desde a luta pela nossa independência nacional até ao tempo em que lutamos pelo bem-estar do nosso Povo”, disse o Presidente da República, que mais adiante acrescentou:
Quando a maioria dos países da região Austral da nossa mãe África estava sob dominação colonial, foi pelo território do Reino da Suazilândia e com o apoio de Sua Majestade Rei Sobhuza II, que muitos nacionalistas moçambicanos encontraram a porta de saída”, recordou Nyusi.
Na verdade, a Suazilândia foi uma retaguarda segura para alcançar a Tanzânia, país a partir do qual os moçambicanos se lançaram para a luta pela libertação do jugo colonial razão pela qual povo moçambicano está eternamente grato ao povo Suazi e os dirigentes dos dois países pretendem transmitir o valor deste nobre gesto às gerações vindouras.
Este acordo que monitora à nossa relação definiu as principais áreas de cooperação e permitiu a concepção de projectos conjuntos em vários domínios de intercâmbio. As áreas que hoje passamos em revista dão especial ênfase para a política e diplomacia; defesa e segurança; transportes e comunicações; migração; agricultura; saúde; educação; cultura, juventude e desporto; entre outros, todas com impacto muito positivo na melhoria das condições de vida dos nossos povos”, lembrou o estadista moçambicano.
Nesta base, os dois países dizem ter incrementado a livre circulação de pessoas, bens e serviços, suprimiram os vistos de entrada para os seus territórios, eliminaram as minas antipessoal, reduziram de forma significativa o roubo do gado nas zonas fronteiriças comuns e foram reabilitadas algumas infraestruturas e vias de comunicações.
A visita do Rei da Suazilândia, incluiu ainda uma visita à central eléctrica da Gigawat-Mocambique, em Ressano Garcia, distrito da Moamba, província de Maputo."
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE.

ALBERTO MONDLANE GOVERNADOR DA PROVINCIA DE MANICA, MOÇAMBIQUE DÁ A CONHECER O CRESCIMENTO DAS REDES SANITÁRIAS E ESCOLAR NA PROVINCIA DE MANICA EM 2015

A rede sanitária e escolar registou um crescimento assinalável nos últimos tempos, na província de Manica, com a entrada em funcionamento de seis novos hospitais e 53 estabelecimentos de ensino em 2015.
Com estas novas infra-estruturas, em toda província, o número de hospitais subiu de 109 em 2014 para 115 unidades. O governador para província de Manica, Alberto Mondlane, falando há dias na abertura da XI sessão plenária do Observatório de Desenvolvimento da Província, disse que neste momento o raio teórico entre as unidades sanitárias é de 13,2 km, o que possibilita maior assistência médica e medicamentosa às comunidades.
Mondlane referiu que como resultado de investimentos feitos neste sector, no ano passado, a província conheceu afrouxamento de algumas doenças. Os casos de  malária, por exemplo, diminuíram em 23 por cento.
O mesmo verificou-se com as doenças diarreicas que registaram um decréscimo em 6,2 por cento.
Refira-se ainda que no ano passado a província não notificou nenhum caso de cólera, o que, de acordo com o governante, deveu-se a colaboração da população na observância de regras básicas de higiene individual e colectiva.
"A rede sanitária e escolar cresceu nos últimos tempos fruto dos investimentos feitos nos dois sectores. Estes investimentos devem beneficiar a população. Quando o governo cria essas infra-estruturas, faz olhando principalmente para o povo", referiu Alberto Mondlane.
Na ocasião, aquele governante disse que o que se pretende é que o povo deixe de percorrer longas distâncias a procura duma unidade sanitária ou estabelecimento ensino.
Disse que o governo continuará a trabalhar para que estas distâncias fiquem cada vez mais reduzidas e o acesso a cuidados médicos e o ensino estejam mais próximo às comunidades.
Hoje estamos em 13.2 quilómetros. O desafio é reduzir cada vez mais essa distância. O mesmo deve acontecer com as escolas. As nossas crianças não podem continuar a caminhar muitos quilómetros para chegar a escola. O que se pretende é que elas estudem próximo das suas áreas de residência para reduzirmos os índices de desistências e todos outros risco a que, por vezes, têm estado expostas", vincou Alberto Mondlane.
Das 53 escolas que entraram em funcionamento no ano passado na província de Manica, 51 são da EP1, onde estiveram matriculadas 600.448 alunos o que representa um crescimento na ordem de 4,6 por cento quando comparado com 2014.
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE.

sábado, 30 de abril de 2016

HWAWEI EM PRAGA CONFERENCIA EUROPEIA PARA DEBATER O FUTURO DA CLOUD E APRESENTAR SOLUÇÕES DA ÁREA ENTERPRISE BUSINESS

Financeira portuguesa mostra em Praga como usa sistemas de TI da Huawei para gerir negócio

29 de Abril de 2016, 12:33:18
O caso da Whitestar esteve em destaque na HCC 2016, a conferência da Huawei dedicada a soluções de TI e Cloud, onde Marco Toste, CTO da Whitestar Asset Solutions, mostrou como implementou um sistema de backup e Disaster Recovery no seu datacenter.
A experiência da financeira portuguesa foi uma das escolhidas internacionalmente para subir a palco da conferência europeia que reuniu por estes dias em Praga clientes e parceiros da Huawei para debater o futuro da Cloud e também para apresentar as soluções da área de Enterprise Business, onde a marca chinesa está a apostar fortemente
O caso da empresa já tinha estado em destaque noutros eventos internacionais da Huawei, tornando-se também uma bandeira para o escritório português da empresa e um exemplo do que pode ser alcançado nesta área.
A Whitestar é um fornecedor de serviços no mercado financeiro e gere cerca de 5 mil milhões de ativos, sendo a informação o seu principal ativo e no âmbito do seu plano de internacionalização traçou como meta o reforço da infraestrutura tecnológica.
“Em 2014 decidimos criar uma infraestrutura mais robusta para suportar a nossa internacionalização, e prepararmo-nos para a terceira plataforma, suportada em mobilidade, cloud service e Big Data”, explicou Marco Toste, que lembra que um dos desafios era criar uma private cloud, sem risco porque o principal ativo da empresa é a informação e a legislação financeira é muito rigorosa.
A Whitestar decidiu apostar nas soluções da Huawei para criar um sistema de backup redundante e Disaster Recovery para o seu datacenter, assente em tecnologia da Huawei e um centro de recuperação de desastre redundante que funciona como uma segunda camada de proteção. As aquisições passaram pelos servidores, storage e tecnologia de segurança, que foram usadas para suportar o crescimento da empresa e os dados pessoais e financeiros dos clientes.
Marco Toste admite que teve de enfrentar algum estigma e ideias feitas sobre comprar produtos de uma empresa chinesa, mas em todo o processo elogia o compromisso da Huawei e o esforço dedicado ao projeto, garantindo que esta é uma parceria de sucesso.
“Era fácil para nós escolher outros fabricantes, são conhecidos e trabalhámos com eles toda a vida, mas temos uma maneira diferente de ver as coisas na Whitestar e a ideia de divergir, fazer diferente, que ninguém estava à espera. E com o desafio à Huawei e com a implementação penso que atingimos o nosso objetivo”, explica o CTO da Whitestar Asset Solutions.
FONTE: SAPO MZ

CABO VERDE EXPORTAÇÕES AUMENTAM 31,9% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2016

Exportações aumentam 31,9% no primeiro trimestre do ano

Praia - As exportações de Cabo Verde aumentaram 31,9% no primeiro trimestre do ano, enquanto as importações e as reexportações diminuíram 4,6% e 7,4%, respetivamente, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) cabo-verdiano.
Segundo os dados provisórios do comércio externo apurados pelo INE, no primeiro trimestre deste ano o défice da balança comercial diminuiu 7,7% e a taxa de cobertura aumentou em 3%, comparativamente ao período homólogo."
FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

TURISMO EM MOÇAMBIQUE VISTO PELO NEW YORK TIMES

O jornal The New York Times adora Moçambique. Sabe porquê?

Avanços nos direitos humanos, lugares de outro mundo e turismo a baixo custo

28/04/2016 | Fonte: © viajar.sapo.mz | João Pedro Lobato

Lusa | Nascer do Sol em Maputo
Moçambique é um dos países africanos mais elogiados pelo jornal norte-americano. Dos 52 lugares do mundo que o The New York Times recomenda que visitemos em 2016, Moçambique surge em sexto lugar. Avanços nos direitos humanos, uma capital fervilhante e praias de outro mundo. A isto junta-se o facto de ser um país muito barato para fazer turismo, pelo menos para os bolsos ocidentais, tal como testemunhou um dos seus jornalistas.

A capital do México, a cidade francesa de Bordéus, a ilha de Malta, assim como a Baía do Coral e o Parque Nacional Theodore Roosevelt, ambos nos Estados Unidos, são os únicos lugares do mundo à frente de Moçambique na lista dos melhores sítios a visitar em 2016, publicada no início do ano pelo icónico jornal.

O facto de em Julho de 2015 ter-se tornado uma das poucas nações africanas a descriminalizar a homossexualidade, no que foi considerado um grande avanço ao nível dos direitos humanos, abriu a porta aos turistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), que assim podem visitar este país sem medo de qualquer tipo de represálias por parte das autoridades, ao contrário do que sucede em muitos dos países da região. Nesse sentido, a capital Maputo é apontada como um lugar de tolerância.

Mas há mais. Em Março, o jornalista e escritor de viagens Seth Kugel, num dos habituais textos que escreve para o The New York Times (NYT), deu a conhecer o que descobriu ao fim de três dias e três noites na costeira Maputo. Um local que fervilha a música e cultura; antigos edifícios coloniais, aqui e acolá, que nos remetem para um era perdida; avenidas, apinhadas de pessoas, com o nome de famosos líderes mundiais que marcaram o período da independência (de Ho Chi Min a Mao Tse Tung, passando por Vladimir Lenine); mercados a céu aberto ou junto ao mar onde se vende comida e peças de arte artesanal; uma longa e sedutora costa que cobre o flanco da cidade; e peixe, muito peixe e marisco ao dispor de um simples estalar dos dedos.

Concentrado em gastar o menos possível, o principal receio de Seth Kugel estava nos preços inflacionados que iria encontrar (assunto que tanto tem dado que falar no país), provocados por uma economia em crescimento e um maior investimento estrangeiro. Na verdade, para um moçambicano alguns dos preços podem ser quase proibitivos, mas para alguém da Europa, Estados Unidos ou das potências asiáticas o único problema resume-se ao valor a pagar pelo alojamento: uma pensão para turistas, de aspecto simpático mas a milhas de ser luxuosa, poderá custar 70 dólares por noite (2240 meticais), por exemplo, mas os que preferem algo ainda mais barato poderão sempre encontrar um quarto por 15 dólares (480 meticais)… mas não esperem lençóis lavados todos os dias ou paredes de branco imaculado.

O melhor de Maputo? A sua gente, a possibilidade de travar uma rápida amizade com os moçambicanos mesmo que se seja um estrangeiro: as relações estabelecem-se de forma fácil, frisa Kugel.

Não é de agora o interesse do jornalista norte-americano por Moçambique. Em Fevereiro de 2014, igualmente para o NYT, Kugel descreveu a sua viagem de quatro dias ao longo da costa Sul do país, em busca de praias pequenas e vazias. Foi na vila de Tofo, perto da cidade de Inhambane, que se deu a rendição do escritor de viagens. O preço por uma estadia de luxo com vista para a praia? 62 dólares (cerca de 2000 meticais). Mas existe sempre a hipótese de pagar 20 dólares (640 meticais) pela estadia numa pensão espaçosa, estilosa e onde a privacidade está garantida.

Fã de marisco fresco? Como não poderia deixar de ser, o que não faltam são restaurantes onde ele é servido, com preços que rondam os 7 dólares (220 meticais). Nunca o paraíso pareceu tão acessível e barato para alguém vindo de fora de África."
FONTE: SAPO MZ