sexta-feira, 6 de março de 2015

NACALA - PORTO , MUNICIPIO PROMOVE TURISMO E PROJECTA ESTE ANO A REALIZAÇÃO DE ENCONTROS E FEIRAS DE NEGÓCIOS, ENVOLVENDO OPERADORES TURISTICOS DAS PRAIAS DE NAHERENGUE, RELANZAPO, QUISSIMAJULO E FERNÃO VELOSO

O MUNICÍPIO de Nacala-Porto, na província de Nampula, traçou um plano de divulgação do seu potencial turístico, um projecto que passa essencialmente pelo levantamento dos serviços fornecidos pelos operadores da área.
De acordo com o director do Departamento dos Serviços de Indústria e Turismo no Município de Nacala, Alberto Lourenço Adelino, o primeiro passo será dado no próximo mês, com a realização da primeira feira gastronómica envolvendo operadores do sector.
O município projectou para este ano a realização de encontros e feiras de negócios, envolvendo operadores turísticos das praias de Naherengue, Relanzapo, Quissimajulo e Fernão Veloso para alavancar as potencialidades da zona.
Para a divulgação das potencialidades turísticas da cidade portuária de Nacala, o município projectou um orçamento de pouco mais de 350 mil meticais, contando com a parceria de alguns operadores que abraçaram a iniciativa.
Alberto Adelino disse ao “Notícias” terem sido contactados algumas entidades com experiência na realização deste tipo de evento, principalmente na Ilha de Moçambique, onde anualmente são organizados festivais gastronómicos denominados “Txotziva”.
Ele afirmou que, para além da promoção da gastronomia e do turismo tradicional de sol e mar, a edilidade pretende identificar outras áreas com potencialidades turísticas. Para o efeito, foram contactadas empresas de consultoria vocacionadas  nesta área.
“O objectivo é massificar a actividade turística em Nacala-Porto. Presentemente, somente fala-se de estâncias de luxo onerosas para o cidadão de baixa e média renda”, observou Alberto Adelino.
Ainda este ano o conselho municipal propõe-se a apresentar um guia turístico para os visitantes que escalarem Nacala-Porto que é também uma zona económica especial.
Importa referir que com a implantação da zona económica especial, Nacala-Porto começou a receber diversas infra-estruturas do ramo turístico para responder à demanda dos investidores. Até Setembro de 2014 existiam duas salas de dança e igual número de agências de viagens que empregavam pelo menos duas dezenas de pessoas. Na área de restauração funcionavam 24 estabelecimentos diversos entre restaurantes, bares, pastelarias, empregando  no total 168 pessoas.
“No que respeito ao alojamento, temos em pleno funcionamento em Nacala-Porto 32 estâncias, entre hotéis, lodges, pensões, residenciais, casas de hóspedes e de alojamento representando 500 quartos e 680 camas certificados pela direcção provincial”, referiu."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

ANADARKO PROSSEGUE INVESTIMENTOS NO GÁS, NOMEADAMENTE EM MOÇAMBIQUE.

O GRUPO norte-americano Anadarko Petroleum prevê investir entre 5,4 mil milhões e 5,8 mil milhões de dólares em 2015 em projectos de pesquisa e exploração de petróleo e gás natural, em vários países, incluindo Moçambique.
Um comunicado publicado na página electrónica da petrolífera refere que a maior parte do investimento (55 por cento) será realizado nos Estados Unidos de América, mais concretamente em projectos de exploração em terra, actualmente em curso.
“Em 2015, a Anadarko espera abrir, em águas profundas, entre nove e 12 poços de exploração/avaliação, nomeadamente na Colômbia, Quénia e no Golfo do México e pretende avançar nas descobertas em Shenandoah, no Golfo do México, e no mar Paon, na Costa de Marfim, no sentido de avaliar a respectiva rentabilidade e continuar com o projecto de gás natural liquefeito em Moçambiq"ue”, pode ler-se lê-se no comunicado."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

quinta-feira, 5 de março de 2015

BANCO MUNDIAL VAI APOIAR MOÇAMBIQUE NA RECONSTRUÇÃO DEPOIS DAS CHEIAS, VOA MOÇAMBIQUE, A VOZ DA AMÉRICA

"Moçambique        

Banco Mundial vai apoiar Moçambique na reconstrução depois das cheias

Director executivo para África terminou hoje visita a Moçambique.                       

 
William Mapote
O Banco Mundial manifestou hoje, 5, o desejo de apoiar Moçambique na reconstrução depois das cheias que provocaram este ano mais de uma centena de mortos e destruíram diversas infra-estruturas económicas e sociais.
Banco Mundial vai apoiar Moçambique na reconstrução depois das cheiasA promessa de apoio foi deixada em conferência de imprensa que marcou o fim da visita ao país de Louis Larose, director executivo para a região africana do Banco Mundial.
“Estamos a trabalhar junto com o Governo para começar a titular e avaliar especificidades ou efeito das cheias a médio e a longo prazo. As áreas incluem as infra-estruturas sociais e económicas, mas também o impacto no desenvolvimento humano no sentido das acções em sistemas de educação, agricultura, saúde, nutrição de crianças”, disse Louis Larose, no final da sua visita a Maputo.
Numa altura em que muitos moçambicanos estão com espectativas nos benefícios que a exploração do gás natural, prevista para os próximos três anos, o Banco Mundial aconselha para a implementação de políticas de gestão prudente, por forma a não defraudar as expectativas.
Hoje Banco Mundial anunciou um apoio de 200 milhões de dólares para o Orçamento Geral de Estado deste ano e outros 300 milhões para projectos sectoriais."
FONTE: VOA MOÇAMBIQUE, A VOZ DA AMÉRICA.

CABO VERDE, DEVERÁ ACELERAR O SEU CRESCIMENTO ECONÓMICO EM 2015, PREVÊ FMI.

ECONOMIA

A SEMANA :

Cabo Verde perspectiva "aceleração" do crescimento em 2015 05 Março 2015

O Fundo Monetário Internacional (FMI) perspectiva que Cabo Verde deverá acelerar o seu crescimento económico em 2015, mas recomenda que o Governo ajuste o programa de investimentos públicos e as reformas no sector económico para permitir ao sector privado criar emprego. Este optimismo do FMI deve-se à retoma do Investimento Directo Estrangeiro estimado em cerca de 150 Milhões de Euros, o que deverá impulsionar a economia cabo-verdiana nos próximos dois anos.

 Cabo Verde perspectiva
Estas novidades e recomendações foram feitas pelo chefe da missão do FMI, Ulrich Jacoby, que esteve em Cabo Verde nos últimos 15 dias para avaliar a situação económica do arquipélago e perspetivar os níveis de crescimento e endividamento de 2015. Segundo este responsável, vários são os factores que no ano passado contribuíram para o fraco crescimento da nossa economia. Mas dados recolhidos no terreno mostram que em 2015 Cabo Verde deverá acelerar o seu crescimento.
Ulrich Jacoby afirmou que, em 2014, o país foi afectado pela conjuntura económica não favorável na Europa, que se repercutiu diretamente na economia de Cabo Verde, e pela epidemia do Ébola que afetou toda a região africana principalmente na redução do fluxo do turismo. Referiu também da situação da seca, que foi agravada pela erupção vulcânica. Para este ano, o chefe da equipa técnica do FMI fala em sinais positivos: remota da zona euro e do Reino Unido (mais acelerado) e o reforço do Investimento Directo Estrangeiro em cerca de 150 Milhões de Euros. O sector turístico e as exportações (principalmente do peixe) também dão sinais animadores. Ulrich Jacoby aplaude igualmente as recentes medidas do BCV com vista ao aumento do crédito à economia.
O FMI também valida a política económica do Governo, principalmente no que toca ao financiamento concessional para a infra-estruturação do país e o programa de privatização. Mas adverte quanto à divida e o deficit. Nestas linhas, aconselha a uma gradual redução do esforço do Estado nas infra-estruturas – “o que deverá ser paulatinamente deixado para os privados”. Aconselha igualmente a manutenção das políticas para conectar os pequenos empresários à rede do turismo.
A ministra das Finanças e do Planeamento Cristina Duarte prevê um crescimento na ordem dos 3% em 2015. Isto tendo em conta vários factores: a infra-estruturação do país, as reformas económicas e fiscal, o ambiente de negócio, a gestão portuária, aeroportuária e energética. Diz a ministra que esta retoma será suportada, entre outros pela exportação do pescado e o regresso do Investimento Directo Estrangeiro.
Cristina Duarte advoga que “quem analisa o Orçamento do Estado para 2015 vê que, de facto, o Governo está engajado na diminuição do programa de investimentos e de ajustamento gradual do deficit”. A governante concorda que 2014 foi um ano difícil e que vários factores constituíram uma pressão extraordinária sobre as despesas orçamentais e o défice (inicialmente projectado para os 8% - aumentou para níveis entre 8 e 9%) – o que contribuiu para um crescimento “mais lento” da economia.
Sanny Fonseca"
FONTE: JORNAL A SEMANA DE CABO VERDE
 

EMPREENDEDORISMO TOCA A TODOS ATÉ AOS FABRICANTES DE RELÓGIOS DA SUIÇA, HÁ QUE SABER MUDAR E MELHORAR.

Em poucos anos, os relógios a quartzo passaram a custar menos de 10 dólares e alcançaram o absoluto sucesso de vendas. A indústria suíça, despreparada para a súbita mudança de paradigma, mergulhou numa grande crise

Para continuar a triunfar há que saber mudar e melhorar

04/03/2015 | 21:53 |  Dinheiro Vivo
Durante centenas de anos, a Suíça foi o maior fabricante mundial de relógios. Em 1962, cientes dos novos rumos da tecnologia de medição do tempo, os suíços fundaram o "Centre Eletronique Horloger" (CEH), para desenvolver um relógio de pulso a quartzo. O protótipo - "Beta 21" - mostrou-se muito superior aos melhores relógios mecânicos, porém, e apesar do excelente desempenho do modelo a quartzo, as grandes fábricas suíças, face à posição bastante confortável que detinham no mercado, não se interessaram em apostar e desenvolver a nova tecnologia.Americanos e japoneses acreditaram no sucesso do novo produto criado pelos suíços e aperfeiçoaram os modelos e, em 1970, registou-se uma mudança de paradigma que causou uma revolução na indústria e no mercado relojoeiro. Em poucos anos, os relógios a quartzo passaram a custar menos de 10 dólares e alcançaram o absoluto sucesso de vendas. A indústria suíça, despreparada para a súbita mudança de paradigma, mergulhou numa grande crise, levando centenas de fábricas à falência e inúmeras pessoas ao desemprego.
Apesar de ter mais de 40 anos, o caso suíço é um exemplo atual e cabal da forma como os paradigmas que nos trazem sucesso hoje não garantem êxito amanhã. Pelo contrário. Totalmente absorvidas por produzir, de uma forma geral, as organizações mostram resistência à mudança, não questionam a forma como executam, agem em modo automático, não restando tempo para refletir sobre como fazer mais e melhor. "Somos escravos dos nossos próprios hábitos". A declaração é de Masaaki Imai, guru japonês reconhecido internacionalmente como o criador do método Kaizen, e resume, em poucas palavras, o status quo em que colaboradores e equipas de trabalho estão mergulhados.
É comum e é útil existirem regras e modelos, ou seja, paradigmas. O problema surge quando estes modelos são encarados como o único modelo para algo. É imperativo ter discernimento, irrequietude e coragem para reinventar, testar e implementar modelos pioneiros que permitam continuar a triunfar. O caso suíço desmonta a máxima de que "em equipa que ganha não se mexe" e reforça um novo lema: "Para continuar a triunfar há que saber mudar e melhorar".
# Problema:
? Paradigmas...
- ... que desencadeiam resistência à mudança;
- ...que geram colaboradores "amorfos", apenas absorvidos por produzir, não dedicando tempo a refletir e a encontrar novas formas melhorar;
-...que representam um bloqueio à conquista de novos sucessos;
# Solução:
? Criar uma cultura de melhoria contínua envolvendo todas as pessoas, todos os dias, em todas as áreas;
? Dedicar tempo a questionar os paradigmas atuais e a encontrar novos caminhos alternativos;
? Pensar novas formas de fazer melhor em equipa.
# Benefícios
? Motivação e envolvimento dos colaboradores;
? Dinâmica de melhoria;
? Melhoria do produto e do serviço.

O Kaizen Institute é uma empresa multinacional que dá suporte às organizações no desenho e implementação de processos que permitem a melhoria contínua de forma sustentada"
FONTE: www.dinheirovivo.pt

LAM LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE REGISTOU UM CRESCIMENTO NOS PASSAGEIROS MOVIMENTADOS EM 10% EM 2014

A COMPANHIA bandeira nacional, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), registou em 2014 um crescimento global de 10 por cento no tráfego de passageiros  (passageiros transportados).
Segundo a empresa, no ano passado  foram transportados 788.085 passageiros, contra os 746.433 transportados em 2013.
Ontem, na cidade de Maputo, quadros seniores da LAM estiveram reunidos num seminário que tinha como objectivo avaliar o grau de realização do Plano Estratégico da empresa para o quinquénio 2014/2018.
Em declarações à jornalistas, Carlos Sitoe, porta-voz do seminário, fez uma avaliação do desempenho da companhia aérea entre Janeiro e Dezembro de 2014, tendo destacado, entre outros aspectos, a introdução na frota de uma aeronave Boeing 737-700 com capacidade para transportar 132 passageiros, oficializado o contrato de compra de 3 aeronaves com a fabricante americana Boeing, e o início dos voos na nova rota Maputo-Nacala-Maputo.
“Iniciámos também, no final do ano passado,  voos de tarifa baixa, com a designação Letzgô, servindo as cidades de Maputo, Beira, Nampula, Tete e Quelimane. Relativamente ao reforço da frota, está previsto para o ano 2016 o início da recepção das primeiras duas aeronaves do lote das 3 que assinámos o acordo com a Boeing. Isto significa que em Junho de 2016 vamos receber a primeira aeronave e a outra no mês seguinte (Julho). Teremos o terceiro avião a chegar em Junho de 2017”, disse.
Carlos Sitoe também se referiu aos constrangimentos que a LAM enfrentou em 2014, destacando “várias irregularidades no que respeita à nossa operação devido ao facto de termos enviado os aviões para grande manutenção no exterior”.
Sitoe acrescentou que embora tenha registado um crescimento global do tráfego de passageiros, os números atingidos representam apenas cerca de 5 por cento do que a LAM havia planificado para o período.
“Há vários factores que poderão ter concorrido para isso. É evidente que havia rotas em que tínhamos planificado captar mais tráfego, mas como sabe houve uma retracção em termos de investimentos na província de Tete, onde estavam a ser implementados grandes projectos da área de recursos minerais”, disse.
A LAM está proibida de efectuar voos para o espaço europeu. Sobre este assunto,
Carlos Sitoe afirmou que a empresa está a trabalhar com parceiros para que num horizonte de médio prazo possa retomar as operações intercontinentais.
A este respeito, Lacumba Aiuba, administrador delegado da LAM, afirmou também que no âmbito da “Qualidade, Safety e Security”, a LAM vai ser auditada sucessivamente em Abril (EASA), Junho (IOSA) e em Agosto (ISO).
“O sucesso da auditoria da EASA é um passo importante para a saída do país da lista negra da União Europeia”, disse Lacumba Aiuba."
FONTE: JORNAL DE NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

XAI - XAI, CIDADE CAPITAL DA PROVINCIA DE GAZA, MOÇAMBIQUE, EM DESENVOLVIMENTO, NOVOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS, FARMÁCIAS, ESCOLAS, CLINICAS PRIVADAS E HABITAÇÃO MODERNA

A CIDADE de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, está a registar mudanças significativas. Qualquer pessoa que conhece a urbe nota que em cada dia que passa, novas construções vão surgindo, desde estabelecimentos comerciais, farmácias, escolas, clínicas privadas e habitação moderna.
A nossa reportagem que recentemente esteve na província de Gaza verificou “in loco”, este crescimento notável da cidade de Xai-Xai e soube que o facto não é obra do acaso. Resulta de um esforço entrosado da população e das autoridades administrativas e municipais, visando proporcionar melhores condições de vida, não só aos habitantes como também a quem visita o município, para além de atrair o turismo, uma das fontes de rendimento das cidades costeiras do nosso país, como é o caso de Xai-Xai.
As novas construções estão a surgir não só na zona alta, tida como de expansão, como também na cidade baixa que nas cheias de 2000 foi severamente afectada pelas águas das chuvas e do rio Limpopo, ao transbordar. As pessoas que erguem infra-estruturas naquela zona conhecem os riscos que estes correm, mas nem por isso, preferem desenvolver lá mesmo os seus negócios, por se tratar de uma área movimentada, pois é a porta de entrada da cidade de Xai-Xai.
Já na zona alta, está a surgir um verdadeiro bairro de elite, com casas modernas de dois ou três andares: os donos são moçambicanos, sobretudo jovens, alguns dos quais professores e outros funcionários públicos que foram acumulando pequenas economias, para construir a casa dos sonhos. Outros, são moçambicanos residentes na cidade de Maputo, empresários, e outros financeiramente estáveis, que foram a Xai-Xai para erguer casas, a fim de arrendá-las, já que este é o negócio do presente e do futuro de alguns moçambicanos.
Há também gente humilde que recorreu aos bancos, para fazer uma casa de habitação dos sonhos, no bairro de Chinunguine, a caminho da praia. É caso para dizer que ali está a surgir um verdadeiro “Sommarchield” (um dos bairros de elite da cidade de Maputo) de Xai-Xai.
Entretanto, tal como acontece em Maputo, na zona da Polana (Cimento e Caniço), em Xai-Xai estão a surgir também dois pólos: de um lado, na parte alta, o imponente bairro de Chinunguine, com casas de “fazer inveja”, e do outro, o bairro de reassentamento da população atingida pelas cheias - Patrice Lumumba, onde estão a ser erguidas casas de construção precária. Neste último bairro, onde se localiza o cemitério do bairro Patrice Lumumba, há também pessoas que, alegando serem antigos donos das machambas, agora parceladas para o reassentamento, estão a invadir o” espaço dos mortos”, construindo casas de habitação, sem nenhuma autorização, para o efeito, das autoridades municipais.
Um outro aspecto que chama atenção a quem visita a cidade de Xai-Xai é o seu nível de organização e limpeza. Embora os vendedores ambulantes e da esquina, à semelhança de outras urbes do país, prefiram desenvolver os seus negócios nas bermas das estradas, e nesse processo, espalhando o lixo, a urbe mantém-se limpa. O facto resulta de um trabalho conjunto realizado pelo Conselho Municipal e os próprios vendedores informais.
Segundo o Presidente do Município, Ernesto Chambisse, por um lado, os vendedores são sensibilizados no sentido de, ao desenvolverem as suas actividades quotidianas, manterem o espaço limpo e, por outro, os funcionários do Conselho Municipal fazem a limpeza todos os dias, divididos em dois grupos: um por volta das 18 horas e o outro, pouco depois das 21 horas. Este último grupo remove o lixo que por ventura tenha escapado durante a primeira jornada de limpeza ou tenha sido colocado por algum comerciante que fechou a sua loja mais tarde.
De facto são notórios, ao fim do dia, grupos de homens e mulheres envolvidos na limpeza da cidade de Xai-Xai, o que proporciona à urbe um aspecto mais acolhedor a quem para lá se dirige ou vive. Às primeiras horas da manhã, os próprios vendedores, quando chegam aos seus locais de trabalho, a primeira coisa que fazem, antes de colocar a mercadoria nos passeios, é limpar o espaço. Foi neste contexto que a cidade de Xai-Xai foi considerada, ano passado, a mais limpa do país, um desiderato que o Município pretende mantê-lo, para sempre.
Todavia, o Presidente do Conselho Municipal ainda não é um homem feliz com a situação da limpeza da cidade, pois faltam meios para a urbe fazer muito mais. “Ainda não estamos felizes em termos de meios de recolha, mas o envolvimento dos munícipes tem ajudado muito. Às vezes usam os seus próprios meios para transportar o lixo aos pontos de transferência, onde temos os depósitos”, explicou Ernesto Chambisse, acrescentando que logo de seguida os carros de recolha passam por lá para transportar os contentores até ao depósito final.
Com uma população estimada em 116 mil habitantes, segundo o senso 2007, neste momento o município de Xai-Xai dispõe de sete tractores e seis camiões para a recolha do lixo. Para maior eficiência do trabalho, as autoridades municipais adoptaram um sistema de calendarização d da recolha. Por exemplo, na segunda-feira, os tractores são alocados a um determinado posto administrativo para a recolha de resíduos e no dia seguinte vão ao outro, assim sucessivamente, pois um só tractor não seria suficiente para abarcar todos os bairros, segundo explicou o edil.
“O nosso maior desafio é podermos percorrer a cidade de Xai-Xai de ponta a ponta e não ver lixo. Estamos a trabalhar nesse sentido, neste momento podemos afirmar que 80 a 90 por cento de resíduos sólidos produzidos são recolhidos”, afirmou, realçando a colaboração dos munícipes neste trabalho.
LIMITAÇÕES FINANCEIRAS CONDICIONAM PROGRESSO
Se por um lado, os sinais de crescimento da cidade de Xai-Xai são visíveis a olho nu, para qualquer pessoa que por ali passa ou vive, por outro, “muitas outras coisas que deviam acontecer são limitadas por exiguidade de recursos humanos e financeiros”- palavras de quem dirige o município, há pouco mais de um ano.  
Ernesto Chambisse, Presidente do Conselho Municipal, falando ao nosso Jornal sobre principais desafios da cidade de Xai-Xai, disse que em 2014 houve muitas actividades que ficaram por realizar, tendo até algumas dificuldades de escolher o prioritário dentro das prioridades das comunidades. Mesmo assim, Ernesto Chambisse não hesitou em indicar a questão dos transportes como maior desafio do seu município.
“Se for a sair a esta hora que passa das 16h30, em direcção à zona alta, as paragens estão abarrotadas de gente, parecem comícios. É extremamente difícil. Nós temos que fazer aprovar uma política estratégica de gestão dos transportes”, disse Chambisse, apontando o combate à erosão como o segundo grande desafio do município de Xai-Xai. De facto, quem já esteve na cidade de Xai-Xai conhece muito bem este problema. É aliás, o “calcanhar de Aquiles” dos munícipes, sobretudo na zona alta, para onde está a crescer a urbe.
A zona é formada por dunas, sendo que as novas construções são feitas nestas dunas. Mesmo o bairro de Inhamissa e Marien Nguabi que aparentemente são planas, as curvas são bastante diferenciadas e as subidas acentuadas. Quando chove, as águas correm em direcção ao rio, arrastando consigo o solo, tornando o problema da erosão uma “dor de cabeça” para as autoridades municipais.
Todavia, está a ser implementado um projecto de contenção da erosão que consiste na colocação de blocos, ao longo das zonas propensas. Dentro destes blocos, é semeado o capim “Vet Verde”, cuja raiz impede a progressão da erosão. É uma experiência obtida fora do país e que está a ser usada nos bairros mais problemáticos. Pelo que nos foi dado a saber, parece estar a ter resultados e o conselho municipal pretende estender para outras áreas da cidade de Xai-Xai, onde a erosão tira sossego.
A nossa reportagem soube que uma boa parte dos bairros de Xai-Xai, sobretudo na zona alta, resultaram de cheias e de uma outra situação anómala, qualquer, como por exemplo, deslocação das pessoas das sãs zonas de origem, facto que não permitiu observar o ordenamento territorial. Portanto, as construções são desordenadas e isso pode também contribuir para a erosão acentuada que a urbe enfrenta. Neste sentido, Ernesto Chambisse incluiu no seu “pacote” de desafios o ordenamento territorial. “Nós temos que garantir em alguns bairros de reassentamento, sobretudo no que foi feito em 2013, uma urbanização básica, porque há zonas que não têm esta urbanização básica. Estamos a falar de um aglomerado de famílias, sem estrada, de zonas onde não pode entrar uma ambulância para socorrer situações de emergência porque não há acesso de viaturas, mesmo pessoais. Não pode entrar um carro da agência funerária, então, isso constitui a nossa grande preocupação”, explicou o Presidente do Município de Xai-Xai.
UMA FLORESTA DE PROBLEMAS
A cidade de Xai-Xai, por um lado é atravessada pela Estrada Nacional Número Um (EN-1) e por outro pela que vai à praia. Porém, existem outras zonas, como o bairro Patrice Lumumba que não tem nenhuma estrada de grande dimensão, se não a que está agora em conclusão. No entanto, o desafio na área de transportes inclui a ligação entre os bairros, segundo Chambisse. “Essas são as nossas grandes preocupações, sem nos esquecermos, sobretudo, da formação de recursos humanos porque podemos até ter meios materiais, mas se os recursos humanos não estiverem devidamente tratados, vai ser sempre um desastre”, disse, acrescentando que “há algumas coisas aqui que não estão a acontecer não por falta de meios, mas de recursos humanos qualificados para o efeito”.
Ernesto Chambisse explicou, por exemplo, que na vereação de construção de vias municipais, com os poucos tractores que tem, se houvesse pessoas capacitadas para fazer uma brigada de manutenção de estradas e pequenas construções, o equipamento estaria a ser rentabilizado da melhor forma possível. “Na administração e finanças precisamos de técnicos que lidam com matérias como cobrança e pagamento de impostos, o IPRA, CISA, entre outros. A Inspecção municipal, também precisa de pessoas habilitadas”, disse o edil de Xai-Xai. Para Chambisse, o seu município “é uma floresta de problemas”. Este ano, segundo explicou, “o Governo vai passar ao município, a gestão de escolas primárias. Muito lamentavelmente, na cidade capital, ainda temos algumas escolas onde as crianças estudam debaixo das árvores, isso temos que eliminar. Não podemos continuar a coabitar na capital com crianças que estudam ao relento e quando há ventania não podem ir à escola”, referiu, acrescentando que de entre várias coisas que “nós podemos dizer, que são a nossa preocupação, as nossas prioridades são também condicionadas pelos meios. Podemos falar de construir uma estrada, comprar equipamento, mas se não temos recursos não vamos longe. Quererem comprar material escolar, carteiras, etc., sem recursos não é possível, mas a vontade lá está...”, sublinhou.
Como disse Chambisse, a vontade não compra pão. “Podemos ter muita vontade, mas se meter a mão no bolso e sair só um balão de ar, coisa nenhuma vai acontecer. Por isso, temos que melhorar o processo da colecta de receitas. A aposta que nós deixamos aqui é de que cada vereador, funcionário, no fim do ano tem que dizer qual foi a sua contribuição para o aumento da receita do conselho municipal. Em segundo lugar, temos os chamados fundos de compensação autárquica do Governo. Embora o bolo seja insignificante, é preciso agradecer porque a autarquia depende do que tiver sido aprovado para a província. Podemos receber 10 milhões ou 9 milhões, mas 800 metros de estrada em pavet é acima deste valor 10 milhões”, esclareceu.
PARCERIAS COM OS BRASILEIROS
Ernesto Cambisse disse que, por um lado, o município conta com o Programa de Cidades de Mudanças Climáticas (PCMC) que para este ano comprou um camião basculante e uma série de computadores, algum equipamento para a vereação da urbanização como GPS e outros instrumentos necessários para a medição da terra (material do agremissor). Por outro, a urbe tem uma parceria técnica com o Município de Vitória, do Brasil, que tem enviado alguns técnicos para a capacitação dos nossos técnicos.
Para este ano, o Município de Xai-Xai espera estabelecer duas parcerias. Uma com o Município de Sines, em Portugal, e outra com o Município de Andradina, na cidade de São Paulo, sendo que este último decorrem nesse sentido negociações e já num estado bastante avançado. São cidades com características similares às de Xai-Xai. “Temos poucas parcerias, porém, a nível doméstico há vezes que conseguimos “pescar” alguma coisa. No ano passado, estabelecemos uma parceria para a construção de uma estrada de cerca de 200 metros de pavet. Neste momento, estamos em negociação com uma instituição bancária e uma outra para tentarmos pavimentar uma estrada com um quilómetro e 200 metros. Se as parcerias funcionarem, a construção da estrada vai iniciar ainda este ano de 2015.   
Trata-se de aspectos que desafiam um município com tendência e vontade de crescer, onde as autoridades municipais e a população local “falam” a mesma língua. É assim que em 2014 Xai-Xai foi considerada a cidade mais limpa, um feito que segundo Ernesto Chambisse, se pretende mantê-lo eterno. É neste contexto que os vendedores foram sensibilizados e educados a saber tomar atitude sempre que sujam: trabalhou, sujou e limpou”.
Um dos vereadores que conversou com a nossa reportagem, disse com orgulho que a cidade de Xai-Xai é uma das mais seguras. Quem sabem, os ladrões que por vezes cometem crimes sejam provenientes de outras cidades do país, Maputo ou Inhambane, por exemplo, pois “o povo de Gaza, para além de humilde é trabalhador, vive do fruto do seu trabalho e, coisa alheia é para ser respeitada”.
DELFINA MUGABE


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