sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

BANCO DE MOÇAMBIQUE REÚNE COM ANTIGOS GOVERNADORES

Governador do BM mantém encontro com antigos governadores Maputo (O Autarca) – O Governador do Banco de Moçambique (BM), Rogério Zandamela, reafirmou que a modernização da Política Monetária continua a ser um desafio para a instituição que dirige, na medida em que a mesma visa a manutenção da estabilidade macroeconómica, base fundamental da implementação de políticas sectoriais e promoção do crescimento da economia nacional. Falando num encontro que manteve com os antigos Governadores do Banco de Moçambique, nomeadamente, Eneas Comiche, Prakash Ratilal, Adriano Maleiane e Ernesto Gove, no contexto da realização do 41º Conselho Consultivo recentemente realizado em Maputo, o timoneiro do Banco central reiterou a necessidade de se reforçar a transparência na condução da política monetária através, entre outros aspectos, da divulgação de relatórios com informações macroprudenciais, da criação de um indexante único para todas as taxas de juro que serão a base para a negociação entre os Bancos e os seus clientes, melhoria da comunicação sobre os aspectos relativos à Educação Financeira e a manutenção do modelo de conferências de imprensa sobre as decisões do Comité de Política Monetária. O Governador do Banco mencionou ainda que “o País atravessa uma época difícil, o que obriga a intervenção de todos os actores sociais para Da esquerda: Prakash Ratilal, Adriano Maleiane, Rogério Zandamela (actual Governador do Banco de Moçambique), Emeas Comiche e Ernesto Gove garantir a melhoria desta situação”. Estes desafios exigirão do Banco de Mo- çambique, na qualidade de gestor de política monetária, cambial e prudencial, uma atenção e acompanhamento permanentes em relação ao comportamento dos principais indicadores sob sua gestão, com vista a adopção das medidas que se mostrarem as mais adequadas para assegurar o controlo da inflação. De acordo ainda com o Governador do BM esta é a condição para que as taxas de juro se tornem mais atractivas ao investimento e consequente a promoção de um crescimento económico sustentável e inclusivo. Por sua vez, os antigos governadores mostraram-se disponíveis para dar o seu contributo ao BM, sempre que necessário. Participaram do encontro, para além do Governador e Vice-Governador em exercício, os antigos governadores, os Administradores e alguns directores do Banco de Moçambique.■ (Redacção) "
FONTE: O AUTARCA, JORNAL DE MOÇAMBIQUE, oautarcabeira@yahoo.com.br
NB: RECORDO MUITO BEM E COM SAUDADE, O ANTIGO GOVERNADOR E PRECOCEMENTE FALECIDO, ALBERTO CASSIMO.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

JOÃO MACEDO PINTO SOUSA, MOÇAMBIQUE DE SUL A NORTE NUMA MOTO BMW, "MOTOCANDO" PELA EUROPA E PELO NORTE DE ÁFRICA

"Ecólo e Adventure Rider editorial Fazer milhares de quilómetros de mota, mesmo sendo uma BMW, não é fácil, vamos ouvir um cheirinho das estórias do meu sobrinho João Luís Macedo Pinto Sousa, contadas por ele. O resto irão ler quando publicar o livro das suas viagens por Mo- çambique e pelo Mundo. Ele vai contar: “Chamo-me João Luís Macedo Pinto Sousa, tenho 40 anos, sou ecólogo e solo adventure rider. Durante a minha estadia em Mo- çambique fui de Maputo ao Rovuma numa mota BMW F650 GS. Comecei a subir em Dezembro a caminho de Nacala onde iria passar o Natal com familiares. Temperaturas eram muito altas e havia muito calor, logo a mota aquecia muito. Estava toda equipada e com combustível extra preparada para qualquer situação da expedição (mudança de pneus, cordas, etc). Fiz paragem em Xai- -Xai, Tofo, Inhassoro, passei pelo parque natural da Gorongosa, passei o Rio Zambeze e parei em Caia também. Depois de Caia passei pela Ilha de Moçambique. O Natal foi em Nacala com familiares e a passagem do ano na praia das Chocas na Província de Nampula. Em Janeiro come- çaram as chuvas torrenciais próprias da época. No dia 12 de Janeiro comecei a descer em direcção ao Sul, e na zona de Mocuba os campos já se encontravam completamente alagados. Campos, casas e cultivos totalmente destru- ídos pela chuva. Passei por uma ponte alagada a 70 km de Mocuba. Quando chego a Mocuba, a ponte que liga à cidade (construída em 1944) estava a destruir-se completamente e o rio estava cheio e barrento. Relatos de muita gente morta, comunicações ficaram paralisadas, as ligações tanto para Norte como para Sul foram interrompidas e a ponte para Maganja também ruiu. Ficamos isolados. Junto da ponte estavam umas bombas de gasolina em constru- ção onde eu e outras pessoas em trânsito se abrigaram. Todos os dias íamos a ponte saber notícias de sobreviventes, se haveria barcos, etc. Passados uns dias as comunicações começaram a conseguir-se apesar de com dificuldades. Comunicamos com o Consulado de Portugal na Beira e outras pessoas amigas, comuniquei com o régulo da zona para sabermos o que poderí- amos fazer ou se o Governo iria mandar mantimentos, mantas e água de apoio a população. Os únicos helicópteros que apareceram eram os da TV. A RTP África contactou-me para eu relatar a situação. Alimentávamo-nos de ananás e batata doce, produtos da época. A água íamos buscar a um poço. Metíamos umas sementes vermelhas e pretas ou umas pastilhas para purificação. A humidade estava a 90%, muito calor, muitos bichos…. Apareceram-me tarântulas, mosquitos, insetos no geral…. Aconteceu um parto e como estavam lá também umas missionárias elas ajudaram no parto. Começou a registar-se casos de cólera e malária. Eu próprio apanhei malária. Passados 6 dias de isolamento liga o Director das Calamidades a dizer que estavam a construir uma ponte de madeira a 70 Km a norte de Mocuba. Quando cheguei lá estavam os populares com quem tínhamos que combinar a passagem na ponte. Tinha combinado 500,00 MT mas quando a mota ia a meio da ponte já pediam 1.000,00 MT, que era o dinheiro que me restava. Segui rumo a Nampula e dirigi-me de novo a Nacala para armazenar a mota e posteriormente ser expedida para Maputo e eu segui a Maputo via aérea. Quando cheguei a Maputo fui diagnosticado com malária e tive que fazer o tratamento. Esta viagem deu para eu conhecer o excelente país que é Moçambique e o seu povo, onde eu gostaria de voltar a trabalhar e viver. Depois do meu regresso à Europa, fiz outras expedições que inclui 33 países, desde o Porto até à costa do Adriático e Balcãs, Grécia, Ilhas Gregas, Sardenha, Córsega, Ibiza. Outra expedição até ao Norte da Escócia, incluindo o topo dos Alpes Suiços, topo dos Pirinéus e Península Ibérica. A última expedição a solo fiz do Porto-Dakar (Senegal) – Porto, atravessando o deserto do Sahara e a Cordilheira do Grande Atlas. Isto é só uma introdução, o resto vais ler quando publicar o meu livro.” Obrigada João pela tua linda estória"
FONTE: ESTÓRIAS DA ISAURA, MAGAZINE INDEPENDENTE, JORNAL DE MOÇAMBIQUE

LUISA FERREIRA, DIRECTORA COMERCIAL DA LAM - LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE FALA SOBRE A ABERTURA DE LOJAS LAM EM XAI XAI E EM MOCUBA.

LAM expande venda de passagens aéreas para Xai-Xai e Mocuba Maputo (O Autarca) – No âmbito de sinergias entre a LAM – Linhas Aéreas de Moçambique, S.A. e os Correios de Moçambique. E.P., duas empresas do sector dos Transportes e Comunicações, foi inaugurada ontem, segunda-feira (13) na cidade de XaiXai, província de Gaza, uma Unidade de Venda de Passagens Aéreas. Tratase da primeira vez que a capital provincial de Gaza passa a contar com uma loja especificamente destinada a venda de passagens aéreas da companhia de bandeira nacional. O acto de inauguração juntou os gestores e trabalhadores das duas empresas e diversos convidados, com destaque para entidades do Governo provincial de Gaza, do Município de Xai-Xai e e agentes económicos locais. A Directora Comercial da LAM, Luisa Ferreira, tecendo considerações sobre o projecto, disse que “a abertura da loja em Xai-Xai permitirá aos clientes residentes naquela cidade, bem como os de outros pontos da província de Gaza e algumas zonas das províncias circunvizinhas adquirir suas passagens, sem precisarem de se deslocar à capital do país, cidade de Maputo, como procediam anteriormente”. Refira-se que o projecto que tem o seu início em Xai-Xai prevê a expansão brevemente para a província da Zambézia, cidade de Mocuba, igualmente em parceria com os Correios de Moçambique. Xai-Xai,a cerca de duzentos quilómetros da cidade de Maputo, é a única urbe capital provincial que ainda não figurou da rota dos destinos cobertos pela LAM – Linhas Aéreas de Mo- çambique, S.A. E, Mocuba, a menos de duzentos quilómetros de Quelimnane, é a segunda maior cidade da Zambézia e um dos mais importantes centros económicos da província que detém a segunda maior população do país.■ (R)"
FONTE: O AUTARCA, JORNAL DE MOÇAMBIQUE, oautarcabeira@yahoo.co.br

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ESPANHA CAIXABANK ASSUME CONTROLO DE 84,5% DO BANCO BPI DE PORTUGAL

"Grupo espanhol Caixabank assume controlo de 84,5% do português BPI Lisboa - O grupo financeiro espanhol Caixabank passou a controlar 84,5% do capital do Banco Português de Investimento (BPI), na sequência da oferta pública de aquisição (OPA) cujos resultados foram revelados quartafeira (08) da semana passada. Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BPI informou que o seu presidente não executivo, Artur Santos Silva, anunciou a intenção de abandonar o conselho de administração, tendo entretanto o Caixabank proposto que Santos Silva permaneça como presidente honorário do banco. A tomada de controlo do BPI por parte do Caixabank levará igualmente a que o banqueiro português Fernando Ulrich abandone a presidência executiva, que ficará com o espanhol Pablo Forero. Ulrich passará a presidente não executivo do BPI. De saída da administação do banco português está Mário Leite da Silva, que representava a posição da empresária angolana Isabel dos Santos, um dos accionistas de referência do BPI, que vendeu a sua participação na OPA do Caixabank.■ (R/ África 21)"
FONTE: O AUTARCA, JORNAL DE MOÇAMBIQUE, oautarcabeira@yahoo.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2017

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA APOIAM MOÇAMBIQUE COM 37, 2 MILHÕES DE DÓLARES, ANUNCIO FOI FEITO A 10 DE FEVEREIRO 2017, PELA EMBAIXADA USA EM MAPUTO, PARA APOIO DE POLITICAS DE MELHORIA DE AMBIENTE DE NEGÓCIOS E CRESCIMENTO ECONÓMICO EM MOÇAMBIQUE

"EUA apoiam com 37,2 ME melhoria do ambiente de negócios em Moçambique

Maputo - A embaixada dos EUA em Maputo anunciou na sexta-feira um apoio de 37,2 milhões de dólares (cerca de 35 milhões de euros) para políticas de melhoria do ambiente de negócios e crescimento económico em Moçambique.
Em nota enviada à Lusa, a embaixada norte-americana refere que a verba vai financiar intervenções destinadas à melhoria do ambiente de negócios para o setor privado que opera na agricultura, comércio, energia, água e conservação da biodiversidade."
FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

PORTUGUESES EM MOÇAMBIQUE TÊM MAIS TRÊS POSTOS DE RECENSEAMENTO ELEITORAL

Cidadãos portugueses em Moçambique terão mais três postos de recenseamento Lisboa – Os cidadãos portugueses a residir em Moçambique terão mais três postos à sua disposição para procederem ao recenseamento eleitoral, segundo uma listagem de postos suplementares agora publicada em "Diário da República". A nova listagem indica, igualmente, a abertura de mais nove postos para os cidadãos portugueses a residir no Brasil. A lista de postos suplementares para que os portugueses da diáspora possam fazer a sua inscrição eleitoral inclui ainda dois novos postos em Cabo Verde, além de posições em paí- ses como Argentina, Austrália, Canadá, Espanha, França, Estados Unidos, entre outras regiões. Moçambique acolhe uma importante comunidade portuguesa ao ní- vel dos países da CPLP e últimamente tem sido um destino preferencial.■ (R)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

GUTERRES NOVO SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS VÊ ÁFRICA COMO UM CONTINENTE DE ESPERANÇA, PROMESSA E VASTO POTENCIAL


Guterres vê África de esperança, promessa e potencial e não "pelo prisma dos problemas"

Nova Iorque - O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou quarta-feira que África é "um continente de esperança, promessa e vasto potencial", preferindo esta abordagem em vez de olhar para a região "pelo prisma dos problemas".
"Muitas vezes, o mundo vê a África pelo prisma dos problemas; quando olho para a África, vejo um continente de esperança, promessa e vasto potencial", escreveu António Guterres numa declaração enviada à agência Lusa."
FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE