quarta-feira, 26 de abril de 2017

DOM SEBASTIÃO SOARES DE RESENDE, ANTIGO BISPO DA BEIRA, ESTE ANO FAZ 50 ANOS QUE FALECEU, E ALGUMAS MEMÓRIAS

FALECEU EM 1967, ENCONTRA-SE SEPULTADO NO CEMITÉRIO DE SANTA ISABEL NA CIDADE DA BEIRA, SOFALA, MOÇAMBIQUE. ALGUNS EPISÓDIOS DA MINHA VIDA E DOM SEBASTIÃO SOARES DE RESENDE. FEZ-ME O CRISMA EM TETE NA IGREJA DE SÃO TIAGO MAIOR DE TETE. ASSISTI À SAGRAÇÃO COMO PADRE DE DOMINGOS FERRÃO EM TETE, NA MESMA IGREJA,PRESIDIDA POR DOM SEBASTIÃO. ACAMPAMENTO DO CNE EM JÉCUA, MANICA. ALGURES EM 1965/66, VISITOU-NOS DE SURPRESA DURANTE A NOITE NESTE ACAMPAMENTO DO ESCUTISMO CATÓLICO, CONTACTOU-NOS A TODOS A SABER COMO ESTAVAMOS ACOMODADOS E A FAZER O QUÊ. COM O MEU TIO AVÔ CORONEL ALBERTO MACEDO PINTO, QUANDO CHEGOU COMO GOVERNADOR À BEIRA EM MARÇO DE 1959, NA CERIMÓNIA DA MISSA DA  PÁSCOA, FEZ UMA INTERVENÇÃO FORTE NA CERIMÓNIA RELIGIOSA CONTRA O REGIME COLONIAL. O MEU TIO AVÔ NO FINAL DA CERIMÓNIA FOI À SACRISTIA A PEDIR-LHE UM AUDIÊNCIA NO PAÇO EPISCOPAL.SENTIU ALGUM EMBARAÇO POR PARTE DE DOM SEBASTIÃO.ACABOU POR ACEITAR O ENCONTRO. COMEÇARAM A VISITAR - SE REGULARMENTE. DOM SEBASTIÃO CONTINUOU BISPO, O MEU TIO AVÔ CONTINUOU ATEU. ISTO FOI-ME RELATADO PESSOALMENTE PELO MEU TIO AVO QUE VEIO A FALECER COM QUASE 100 ANOS. NÃO CHEGOU A CUMPRIR O SEU MANDATO COMO GOVERNADOR DE MANICA E SOFALA FOI DEMITIDO POR SALAZAR. AS VÁRIAS CARTAS QUE ENVIOU A SALAZAR A QUESTIONÁ-LO DO PORQUÊ DA SUA DEMISSÃO ESTÃO NA SUA FICHA DA PIDE E NO ARQUIVO DE SALAZAR NA TORRE DO TOMBO. SALAZAR NUNCA LHE RESPONDEU.

DOM ANTÓNIO FERREIRA GOMES, BISPO DO PORTO, SALAZAR E A CARTA QUE ESTE ENVIOU A SALAZAR EM 13 DE JULHO DE 1958

















terça-feira, 25 de abril de 2017

A BEIRA, SOFALA, MOÇAMBIQUE E O 25 DE ABRIL DE 1974 EM PORTUGAL

O Autarca – Jornal Independente, Terça-feira – 25/04/17, Edição nº 3247 – Página 04/05 Correspondênci@ Electrónic@ Por: Augusto Macedo Pinto (*) A Beira e o 25 de Abril (**) A 17 de janeiro de 2004, decorrem trinta anos sobre os acontecimentos da cidade da Beira, Moçambique, que vieram a ser determinantes na viragem da página da História de Portugal, do seu regime político e, consequentemente, abrir caminho à descolonização. Como adiante se verá em quatro versões de autores e perspectivas diferentes, unânimes são, no entanto, quanto aos efeitos dos tumultos na cidade da Beira. Por coincidência, encontrava-me nesse dia na Beira, ainda como alferes miliciano, a prestar serviço militar em Tete. Tínhamos combinado um jantar familiar num dos restaurantes chineses, onde estaria o meu primo por afinidade, o então comandante da 5ª Companhia de Comandos, capitão Luciano de Jesus Garcia Lopes, hoje oficial-general das Forças Armadas, daí a razão da minha presença, pois só terminaria o serviço militar a 15 de fevereiro. A minha família estava de regresso a Portugal no avião dos TAM (Transportes Aéreos Militares), voo esse que acabaria por trazer também de regresso o general Costa Gomes, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas que se tinha deslocado à Beira por razão daqueles conflitos. Claro que o jantar não se realizou. O então Capitão Garcia Lopes encontrava-se de fé- rias com a família na messe de Oficiais da Beira, no Macú- ti. Sendo um oficial exemplar, sempre em operações no mato, segundo então me contou, ficou chocadíssimo, perplexo e incrédulo com os insultos ouvidos à sua pátria, à sua farda e à sua família efectuados por um milhar de pessoas que se juntaram, durante o fim da tarde e início da noite, junto da messe de Oficiais. A Policia de Segurança Pú- blica foi impotente no sentido de evitar o apedrejamento aos militares e ao seu edifício, originando uma lesão com maior gravidade ao Capitão Garcia Lopes com a fractura da clavícula direita. Os cuidados médicos, pessoalmente pouco amistosos no hospital da Beira, tiveram de ser continuados ainda na então Lourenço Marques e posteriormente em Lisboa. As manifestações das referidas pessoas prolongaram-se durante a noite, só tendo terminado cerca da uma da manhã, com a intervenção das duas secções da Policia Militar sob o comando do capitão Garcia Lopes e após o abandono do local pela PSP, que se manifestou impotente para as dispersar, avançaram sobre as pessoas que atabalhoadamente fugiram do local. Para uma melhor compreensão e análise destes conflitos/ tumultos ocorridos em janeiro de 1974, na cidade da Beira e na Região Centro de Moçambique, permito-me recomendar a leitura das obras de Avelino Rodrigues, Cesário Borga e Mário Cardoso, “O Movimento dos Capitães e o 25 de Abril - 229 dias para derrubar o fascismo”, da Morais Editores, edição de 1974, pág. 284 a 287, de Jorge Jardim, “Moçambique Terra Queimada”, da Editorial Intervenção, edição de 1976, pág. 160 a 170, de Ricardo Saavedra, “Os Dias do Fim”, da Editorial Noticias, edição de 1995, pág. 18 a 20 e de David Martelo, “1974 Cessar – Fogo em África”, Publicações Europa América, edição de 2001, pág. 42 a 45. Os autores Avelino Rodrigues, Cesário Borga e Mário Cardoso referem-se aos tumultos na Beira no Capí- tulo V “Raízes próximas do 25 de Abril”, no seu subtítulo “Spínola apoia os capitães contra os racistas de Moçambique”. Jorge Jardim aborda os conflitos da Beira tendo como título ”Início do enfrentamento” e subtítulos “Tudo começou na Beira” e “Planeando a descolonização”. Ricardo Saavedra, no prólogo da sua obra, ao falar da situação na Beira, sob o título “A marcha dos centuriões”, sendo um dos três subtítulos para estes factos, cuja obra o autor considera ficção. David Martelo insere a sua abordagem ao assunto no Capítulo I, “A situação militar em África nas vésperas do 25 de Abril”, no subtítulo “Situação moral”. E a Beira de Moçambique vira a página da História em Portugal: “Parece bem nítido, agora, que os acontecimentos da Beira (desencadeados sob a inspiração dos “democratas”) foram o “detonador” da acção revolucionária que explodiu em Abril”, Jorge Jardim. “No Congresso do Porto, os centuriões obtiveram o rastilho para o Movimento dos capitães; nas manifestações da Beira, coesão para atiçar os nobres sentimentos da classe contra aqueles que os pretendiam transformar em bodes expiatórios”, Ricardo Saavedra. “Não é necessário ser muito entendido em questões militares para compreender o efeito devastador produzido no moral das tropas pelos acontecimentos da Beira. Constituíram, de resto, um marco decisivo da caminhada para o 25 de Abril, relançando, no seio do Movimento dos capitães, a questão da guerra e permitindo sensibilizar oficiais até então renitentes em discutir os seus contornos políticos.”, David Martelo.■ (*) Augusto Macedo Pinto, Advogado, Membro das Ordens dos Advogados de Portugal e de Moçambique; Antigo Cônsul Geral Honorário de Moçambique em Portugal; Membro da Associação Consular do Porto; Fundador e membro da Associação Portugal Moçambique; e da Associação Comercial da Beira (ACB) Sofala, Moçambique. (**) Artigo de Opinião, publicado na pág. 13, na edição do Jornal de Noticias do Porto de 16 de Janeiro de 2004, e na Pág. 04/05 da edição de 25.04.2016 do Jornal O Autarca.■ "
FONTE: O AUTARCA, JORNAL DE MOÇAMBIQUE

quinta-feira, 20 de abril de 2017

CHIPACO, MOÇAMBIQUE COM ÁGUA POTÁVEL E APOIO A CRIANÇAS VULNERÁVEIS PELA MÃO DA ONG PORTUGUESA BIG HAND

ONG portuguesa leva água potável a mil pessoas no centro de Moçambique

Maputo - A aldeia de Chipaco, no centro de Moçambique, passou a ter água potável e é a mais recente beneficiária dos projetos da organização não-governamental (ONG) portuguesa Big Hand, anunciou quarta-feira o organismo.
"Já estamos em Chipaco há dois anos com um programa que apoia cerca de 200 crianças vulneráveis diariamente com alimentação, higiene pessoal, apoio escolar e dinamização de atividades culturais e desportivas", disse à Lusa David Fernandes, diretor da ONG"
FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE.

PAZ EM MOÇAMBIQUE: DHLAKAMA DIZ QUE "A GUERRA ESTÁ NO FIM" EM MOÇAMBIQUE

   MOÇAMBIQUE

Dhlakama diz que “a guerra está no fim” em Moçambique

Chimoio, Moçambique - Afonso Dhlakama, líder da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, disse na quarta-feira que a "guerra está no fim" em Moçambique, a duas semanas do fim da atual trégua, que se poderá tornar permanente.
"Tenho mantido contactos com o meu irmão Filipe Nyusi", Presidente de Moçambique, "para ver se encontramos uma saída para a paz efetiva porque não queremos ver mais sangue" derramado, disse Dhlakama numa teleconferência com jornalistas, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM)."
FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ASSOCIAÇÃO PORTUGAL MOÇAMBIQUE COM SEDE NO PORTO INAUGURA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA E REABRE O SEU BAR, 21 DE ABRIL, SEXTA FEIRA, AFONSO CHAMBE, CONSUL GERAL DE MOÇAMBIQUE NO PORTO E ZONA NORTE DE PORTUGAL, É O CONVIDADO DE HONRA, MARQUE A SUA PRESENÇA EM MOÇAMBIQUE NO PORTO.


"A ASSOCIAÇÃO PORTUGAL MOÇAMBIQUE convida todos os associados e amigos para a inauguração da Exposição de Fotografia “Imagens de um país real...” de ANA RITA MARTINS que terá lugar no próximo dia 21, sexta feira, pelas 19 horas na sua sede sita no Largo Duque da Ribeira nº 32-54 no Porto (quem desce a Rua Mouzinho da Silveira, vindo de São Bento, à esquerda).
Na mesma altura proceder-se-á à reabertura do bar da Associação que passará a estar ao serviço dos seus associados, a partir de agora.
A inauguração conta com a presença de Sua Excelência o Senhor Consul de Moçambique no Porto e Norte de Portugal, Dr Afonso Chambe.
Com as melhores saudações associativas,
O Presidente da Direcção,
João Pedrosa Russo"

PAZ EM MOÇAMBIQUE. BEIRA ACOLHE CIMEIRA DE PAZ E RECONCILIAÇÃO NACIONAL, POR COINCIDÊNCIA A 30 DE ABRIL REUNEM-SE TODOS OS ARCEBISPOS DE MOÇAMBIQUE NA BEIRA POR OCASIÃO DOS 50 ANOS DO FALECIMENTO DE DOM SEBASTIÃO SOARES DE RESENDE

FONTE: DIÁRIO DE MOÇAMBIQUE SOBRE A CIMEIRA DA PAZ.