quinta-feira, 31 de março de 2022

CONFERENCIA ANUAL EMPRESARIAL DO SECTOR PRIVADOORGANIZADA PELA CTA PRESIDIDA PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA FILIPE JACINTO NYUSI

O PRESIDENTE DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE ENGENHEIRO FILIPE JACINTO NYUSI DEIXOU CLARO AS PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS MOCAMBICANAS TERAO DE APOSTAR NA INTERNACIONALIZACAO E TERAO O APOIO DO GOVERNO DE MOCAMBIQUE.RECENTE REPORTAGEM DA TVM TELEVISAO DE MOCAMBIQUE.

quarta-feira, 30 de março de 2022

SAO TOMÉ E PRINCIPE E CABOVERDE PRETENDEM VOOS DIRECTOS COM APOIO DE ANGOLA, FONTE NOTICIAS AO MINUTO, ASSIM DEVERIA FUNCIONAR A CPLP, DIREU EU!

"Cabo Verde e São Tomé pedem voos diretos com apoio de Angola Os primeiros-ministros de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe apontaram hoje a possibilidade de retoma das ligações aéreas diretas entre os dois arquipélagos envolvendo Angola, numa solução "tripartida" que garanta a "rentabilidade" da operação. Cabo Verde e São Tomé pedem voos diretos com apoio de Angola © Lusa Notícias ao Minuto 16:22 - 28/03/22 POR LUSA ECONOMIA LIGAÇÃO Partilhar "Em primeiro lugar, nós queremos encontrar uma solução que seja tripartida: Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe. Por questões que têm a ver com a sustentabilidade das ligações", afirmou o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, questionado numa conferência de imprensa conjunta, na Praia, com o homólogo são-tomense, Jorge Bom Jesus, que está de visita ao país até quarta-feira. Ulisses Correia e Silva recordou que "em tempos" havia uma ligação aérea entre Luanda, São Tomé e Praia, a qual foi descontinuada "por questões que têm a ver também com a sustentabilidade comercial". "Estamos a discutir há já algum tempo dentro da perspetiva de encontrar soluções que façam com que haja ligações, haja conectividades, mas ao mesmo tempo haja rentabilidade nos voos", sublinhou o chefe do Governo cabo-verdiano. Explicou que "uma das soluções" em cima da mesa é a implementação de "voos trânsito", de São Tomé para Luanda e depois de Luanda para a Praia, "comprando um destino direto". "Quem está em São Tomé compra um destino diretamente para a Praia, só que passa por Luanda também, no fundo para ter lugares suficientes vendidos para justificar os voos", explicou. A transportadora aérea angolana TAAG realizava voos diretos de Luanda para a ilha do Sal, suspensos desde o início da pandemia de covid-19, não sendo conhecida qualquer intenção ou prazo de retoma. "Apesar das belezas das nossas ilhas, continuamos, de alguma forma, a ser ilhas prisão se não tivermos a capacidade de transporte aéreo e marítimo", lamentou o homólogo de São Tomé e Príncipe, na mesma declaração conjunta à imprensa, após reunir-se com Ulisses Correia e Silva, no Palácio do Governo, onde foram assinados novos acordos de cooperação bilateral. Para Jorge Bom Jesus, nem sempre os países têm capacidade para lançar estas iniciativas "per si", daí a "abertura" para o trabalho "em grupo": "Angola pode também entrar neste processo". O Presidente angolano, João Lourenço, defendeu há precisamente 15 dias, na Praia, a criação de uma 'joint-venture' entre as companhias aéreas de bandeira de Angola e Cabo Verde, TAAG e TACV, para aproveitar as capacidades de cada país. "Aproveitarmos da melhor forma possível as capacidades que Angola tem, em termos de meios aéreos, de aviões, e as capacidades que Cabo Verde tem em termos de gestão aeroportuária, de gestão de aeronaves, as capacidades que Cabo verde tem em termos de ter conseguido ao longo dos anos estar certificado a voar para espaços em que Angola não conseguiu", disse o Presidente angolano, após reunir-se com o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, durante a visita de Estado que realizou ao arquipélago. "Vamos juntar as capacidades dos dois países neste domínio da aviação civil e creio que sairemos todos a ganhar com isso", disse João Lourenço. No palácio do Governo, o chefe de Estado angolano e o primeiro-ministro cabo-verdiano assistiram em 14 de março à assinatura de um acordo entre as administrações das companhias aéreas estatais dos dois países para cedência, pela TAAG, de um Boeing 737-700, em regime de leasing, à Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), aeronave que chegou à Praia no mesmo dia e que vai garantir as ligações de médio curso do arquipélago. "Pensamos ir mais longe, constituir uma 'joint-venture' entre a TAAG e a TACV para, com aeronaves da TAAG, e tendo como base a cidade da Praia ou a cidade do Sal - este detalhe passou-me, o que é importante é que a base será Cabo Verde -, a partir daqui, operarmos para várias capitais da região da África Ocidental, conhecida como CEDEAO, e também dar continuidade não só para a Europa, como para os Estados Unidos da América", afirmou João Lourenço

terça-feira, 29 de março de 2022

DOCE AMARGURA , OBRA DE PAUL LAPERRE, , PRODUCAO DE ACUCAR EM MOCAMBIQUE ENTRE 1888 E 1988, SENA SUGAR ESTATES, A SUA PERSPECTIVA DE UMA ÉPOCA.

INÍCIO CULTURA "Em 1974, o exército português queria ir embora o mais rápido possível da guerra" Não é um livro de História, mas a história que conta Doce Amargura sobre mais de um século de existência da companhia Sena Sugar Estates em Moçambique mostra-nos como era a política para a "África portuguesa". Paul Laperre trabalhou nessa propriedade gigante e, após décadas de ausência devido à guerra civil, voltou ao Luabo. Foi-lhe impossível não contar a sua experiência. Outras novidades: A Grande Aventura de Mário Correia e Em Busca de um Reino de Laurence Bergreen. As antigas instalações da Sena Sugar Estates As antigas instalações da Sena Sugar Estates© DR João Céu e Silva 28 Março 2022 — 00:00 Facebook Twitter Comentar Partilhar TÓPICOS Novidades literárias Livros Cultura colonialismo História de Portugal Paul Laperre Francis Drake Moçambique Salazar Guerra Colonial Um livro mais amargo do que doce quando o tema é a produção de açúcar em Moçambique entre 1888 e 1988. Daí que o título não possa fugir a Doce Amargura - Vida e morte do império açucareiro Hornung na Zambézia. Justifica o autor: "Um livro amargo a vários níveis porque atualmente olho para um grande projeto que foi destruído ao fim de um século, apesar de ser muito necessário a Moçambique". Para Paul Laperre existem muitos "culpados" neste desfecho além das lutas que se seguiram à independência de Moçambique em 1976 e considera que "se aquela família, os Hornung, tivesse agido com antecipação e evitasse o destino que estaria para acontecer a 25 mil pessoas envolvidas com o fim do império português" tudo poderia ter sido diferente. Não é apenas uma amargura pessoal, garante, "porque a falta de perspetiva dos africanos que perderam o emprego e ficaram sem um futuro decente por várias gerações" também ficou confirmado quando há uns anos regressou à antiga propriedade onde trabalhara, viu que dela apenas restava a destruição de todas as infraestruturas, e decidiu contar uma história que foi tanto de sucesso empresarial como de escravatura. Relacionados Palcos. Reflexão sobre memória e colonialismo marca a próxima temporada da Culturgest Livro. Grada Kilomba: "Ainda hoje glorificamos e romantizamos o colonialismo" Cinema. A "ferida pós-colonialista em Portugal" testada por Kapuscinski "Em 1974, o exército português queria ir embora o mais rápido possível da guerra" A Sena Sugar Estates ainda estará na memória dos portugueses que estiveram em Moçambique, pois era uma das grandes iniciativas empresariais naquela "colónia", e este livro conta - de uma forma tão apaixonada como crítica - o que foi a sua existência. Fundada por John Peter Hornung, um inglês que casou com uma portuguesa e, por herança dela, decidiu introduzir o cultivo da cana-de-açúcar no Baixo Delta do Rio Zambeze no final do século XIX. A história da propriedade confunde-se com a história mundial e a política colonial portuguesa, que o geólogo Paul Laperre acompanhou nos derradeiros anos, em que foi também obrigado a uma reeducação marxista-leninista antes de abandonar a região do Luabo, onde viveu e nasceram dois dos seus filhos. Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão. Endereço de e-mail SUBSCREVER O retrato que deixa está distanciado dos sentimentos que lhe poderiam toldar a análise, pois tenta sempre distanciar-se do retrato que viveu nos tempos gloriosos e nos finais da propriedade. E, não sendo português - mesmo que fale razoavelmente a língua e conheça bem a nossa história -, é uma fonte menos comprometida com o colonialismo que pretendeu manter-se em África após a onda de independências a partir dos anos 1950, realidade que o império português tentou contrariar a todo o custo e que a Revolução de Abril abandonou apressadamente. Paul Laperre, o autor do livro sobre a Sena Sugar Estates Paul Laperre, o autor do livro sobre a Sena Sugar Estates© DR O que conta neste livro tem muito a ver com a colonização portuguesa, sem uma atenção aos novos tempos, e que só poderia terminar daquela forma? Sim, mas devemos ser honestos e considerar que não foram apenas os portugueses a quem faltou perspetiva, pois nessa época existiam muitas outras colónias e a situação foi a mesma nos vinte anos anteriores. Os europeus estiveram em África por quatro séculos, como foi o caso dos holandeses, e com o fim da II Guerra Mundial deveriam ter mudado a realidade. Reagiram demasiado tarde. Foi difícil resumir mais de um século desta propriedade em 500 páginas? Sim. Este foi um projeto que começou por querermos deixar, a minha mulher e eu, uma memória sobre a companhia Sena Sugar Estates. Tive de deixar muitos episódios de fora, tentar sintetizar o que era importante, mesmo que ao fazer este resumo deixe de fora muitos pormenores interessantes - era inevitável. Tudo começou quando regressámos a Luabo há uns anos e reencontrámos outra história entre as ruínas do que deixáramos antes, com reencontros com pessoas da nossa época que nos fizeram compreender o que e como mudou. Nunca esquecemos essa vida anterior, mas era impossível encaixar todo esse relato num livro porque a editora não aceitava mais páginas no livro. "Quando se apanhava um autocarro para a cidade da Beira não havia segregação racial, íamos todos juntos, mas se queriam uma carreira profissional, isso era impossível." Como foi a pesquisa final, designadamente sobre o lado português? Não foi difícil refazer a história porque tive muita sorte ao encontrar o arquivo dos Hornungs, que esteve guardado até 2002 nos estábulos das suas cavalariças no Sussex, onde existia no meio da merda dos cavalos muita documentação sobre a propriedade. Alguém teve o bom senso de preservar essas 68 caixas relacionadas com os negócios da família, até diários pessoais. Depois, outra sorte, ao tentarmos contactar com gente da época em 2010, a pedir informações, foram muitos os portugueses que nos responderam. E ainda refizemos contactos com várias pessoas em Moçambique que nos ajudaram nesta investigação. Desde o princípio sentiu que era necessário fixar a posição das políticas do governo português? Eu não queria escrever um trabalho académico formal, mas tentar colocar a Sena Sugar Estates dentro do seu lugar social e económico e incluí-la numa história mais global sobre os tempos pré-Salazar, os dele e o pós-Salazar, de forma a contextualizar a narrativa. E nessa parte não foi necessária muita pesquisa, porque há vários trabalhos publicados e bastava lê-los de forma a obter a fotografia completa sobre o período de tempo em que tudo aconteceu. Ao olhamos para trás, é aceitável que Salazar não tivesse o vislumbre necessário sobre a exigência de uma mudança política na colonização? O que penso é que Salazar era um homem muito estranho. Portugal não era a democracia atual e, no princípio da sua governação, ele impôs a ordem num país muito caótico. Creio que ao fazê-lo teria também a possibilidade de desenvolver as colónias e ao não o fazer criou o seu maior fracasso - que Marcelo Caetano prolongou. Principalmente, no início dos anos 1960, quando se cheirava a mudança de uma forma muito percetível. Como não se verificou, isso faz-me pensar que vivia numa bolha. Não só ele, pois os Hornungs ainda hoje também vivem assim. O nosso mundo não é o deles; são boas pessoas, mas distantes da realidade. Comprovei isso ao visitá-los há uns anos no Sussex, onde se mantêm isolados na sua enorme propriedade. As antigas instalações da Sena Sugar Estates As antigas instalações da Sena Sugar Estates© DR Pode dizer-se que este livro é também uma análise da colonização portuguesa? Sim, é, mas também das outras colonizações e que fixa uma certeza: terem feito muito pouco e demasiado tarde. Acontece o mesmo com a colonização holandesa, por exemplo, daí que não compreenda porque após a II Guerra Mundial não começaram a promover uma melhor formação dos povos, pois a escola primária é muito pouco. Aqueles territórios precisavam de técnicos, engenheiros, médicos, e mesmo em 1974 não era permitido aos africanos - não só pelos portugueses, mas por ingleses, por exemplo - ocupar lugares importantes nas sociedades. Quando se apanhava um autocarro para a cidade da Beira não havia segregação racial, íamos todos juntos, mas se queriam uma carreira profissional, isso era impossível. Porque escolheram os Hornungs Moçambique para fazer fortuna? Como muito na vida foi uma casualidade. O fundador era um inglês muito próximo dos portugueses e, após tentar a sua sorte em Lisboa a fazer estradas, em vez de regressar a Inglaterra apaixonou-se por uma portuguesa. Casou com uma Paiva Raposo, cujo pai tinha uma grande propriedade em Moçambique, e após a sua morte pensou em tentar ganhar a vida lá. Se tivesse conhecido uma inglesa, tudo seria diferente. Chamavam à propriedade A pérola do Zambeze. O seu destino seria sempre de perder o seu valor? Poderia ter tido outro destino, pois o delta do Zambeze é uma das zonas mais prósperas da Terra. Eu, que sou geólogo, posso defini-la como o paraíso onde tudo poderia ser cultivado. Quando Hornung vai para lá, nada existia à volta, apenas savana a toda a distância. Ele criou todas as infraestruturas energéticas para a exploração agrícola, transformação e exportação da produção agrícola. Acredito que essa região volte a ser muito importante. A propriedade sobreviveu à primeira e segunda guerras mundiais mas não à independência de Moçambique. Era inevitável? É sempre fácil dizer coisas acertadas posteriormente, mas à época não se percebe. Parte do drama deve-se à presença portuguesa, outra aos movimentos de libertação. Eu percebia que havia o desejo de se criar uma nova sociedade a seguir à independência, mas não decorreu de uma forma bem sucedida. Tinham uma estratégia, mas era sob os contornos marxistas-leninistas, ou seja, se queremos construir uma nova sociedade temos de destruir a antiga. Isto não funciona! No momento em que a independência se deu, eu passei a ser um colonizador e a fazer parte do sistema anterior. E aí, sem técnicos para manter a refinaria a funcionar e tudo o resto que a fazia existir. Ainda a acrescentar havia a luta entre Frelimo e Renamo! Nem queira saber... quando Moçambique se tornou independente em 1976, a classe média que aí vivia ficou sem casas que tinham adquirido, a organização familiar acabou, as escolas fecharam... a Frelimo chegou, fomos todos para campos de reeducação, e perdeu-se essa gente durante meses. Os europeus partiram de seguida e a cada mês podia-se observar as plantações da cana-de-açúcar a apodrecer - uma visão inimaginável até poucos meses antes. Foi a vingança de uma exploração e quase escravatura de séculos? Se olharmos para os ensinamentos marxistas-leninistas encontram-se lá aspetos positivos, afinal todos sonhamos com uma sociedade mais igualitária; a questão é que no momento em que esse pensamento domina o sistema, transforma-se num problema. Porque os responsáveis ficam com muito poder e no fim não se preocupam com as classes mais pobres. Foi o que aconteceu em Moçambique, basta olhar para a história das últimas décadas. E continuam pobres ao fim de quarenta e muitos anos. É preciso compreender que muitos condenavam o colonialismo, no entanto perderam-se os empregos, a educação, entre muitas outras coisas. Diz que líderes como Eduardo Mondlane perderam a face em relação à prometida transição pacificado poder. Deixaram de acreditar nesse género de transição após a independência? Homens como Mondlane eram boas pessoas mas havia outros. Nunca confiei em Samora Machel, quando se o ouvia percebia-se que era uma pessoa interessante mas ao mesmo tempo não se importava em matar. Ele foi o líder da resistência, daí que tivesse de ser violento. Em 1974, o exército português queria ir embora em vez de estar naquela guerra e o mais rápido possível. Podia ter havido um referendo, mas os militares não queriam saber de eleições ou qualquer outra solução no pós-25 de Abril. Os nacionalismos floresciam desde o fim da II Guerra Mundial. Era impossível não prever o que iria acontecer? Todos sabíamos que iríamos ser a última geração a trabalhar em África porque uma grande quantidade de países africanos já se tinham tornado independentes. Era óbvio que a parte portuguesa seguiria o mesmo caminho, quer Portugal quisesse ou não. Paul Laperre Editora Casa das Letras 566 páginas Outras novidades "Em 1974, o exército português queria ir embora o mais rápido possível da guerra" A epopeia aérea de Sacadura Cabral e de Gago Coutinho cem anos depois O centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul entre Lisboa e o Rio de Janeiro celebra-se este ano, mas são poucas as comemorações. Talvez porque o mundo esteja tão conturbado; talvez por que ao olhar-se para o "feito" de Sacadura Cabral e Gago Coutinho se reveja cem anos depois que uma travessia que deveria ser feita num único avião se tivesse desdobrado por três aeronaves até se cobrir todo o mar que separa os dois países... no entanto o que aconteceu em 1922 emocionou milhões de portugueses e brasileiros e ficou no imaginário da aviação incipiente como uma realização excecional. Entre as poucas celebrações está o livro de Mário Correia, A Grande Aventura, que refaz a viagem através de documentação pouco conhecida e com bastantes pormenores e rigor. O relato do também aviador contextualiza a época e os momentos mais pioneiros que se seguiram à primeira vez em que um "avião" se elevou durante 36 metros e por doze segundos. Seguiu-se o voo pioneiro de Santos Dumont no 14 Bis, durante 220 metros... e anos depois, em 1919 um hidroavião amarou no rio Tejo e fez sonhar Sacadura Cabral com a referida grande aventura. O recurso aos diários dos dois pilotos portugueses traz novidades e acrescenta informações mais exatas a esta narrativa de quem sobrevoou 8300 quilómetros do Atlântico e atualizou a navegação por sextante como séculos antes tinha permitido aos navegadores portugueses descobrirem o mundo. Mesmo em pandemia e em guerra, este é um livro que deve ser lido, até para perceber a dificuldade de certos sonhos que se transformaram em marcos históricos. Mário Correia Editora Oficina do Livro 199 páginas "Em 1974, o exército português queria ir embora o mais rápido possível da guerra" Os saques de Francis Drake pelo litoral português em nome do ódio a Espanha As diatribes do pirata Francis Drake com o beneplácito da sua rainha, D. Isabel, são bem conhecidas, bem como o seu ódio a Espanha. Em 1587, após um violento ataque a Cádis, o pirata navegou em direção a Portugal e andou a bordejar a costa e a atacar vários pontos. Essa descrição justifica a leitura de Em Busca de um Reino de Laurence Bergreen, porque dedica várias páginas ao que fez por cá. A 14 de maio aproxima-se de Lagos, faz entrar num dos mais famosos entrepostos de escravos um milhar de soldados e conquista o forte sem dificuldade. Nos dias seguintes, avança para Sagres e captura perto de uma centena de caravelas e naus portuguesas, queimando muito do que transportavam, mas poupando as vidas dos marinheiros. Em seguida, navega até Lisboa e fundeia em Cascais, onde exige uma troca de prisioneiros. Dias depois, viaja para os Açores e começa por capturar a embarcação São Filipe, logo acrescentando outras que iriam enriquecer os que o acompanhavam com o valor dos saques. O ódio aos espanhóis que então dominavam Portugal não levava Drake a desrespeitar a mais antiga marinha, a portuguesa, ou o legado de Vasco da Gama, daí que poupasse os deste lado da Península Ibérica nos seus sucessivos saques na região sem, no entanto, demonstrar de forma violenta todo o seu poder de fogo e desrespeito à armada espanhola enquanto espoliava o litoral do país. Episódios de um relato de aventuras marítimas que em muito ajudaram a formar a Inglaterra e que este biógrafo de Francis Drake retrata neste volume Laurence Bergreen Bertrand Editora 479 página FONTE DIÁRIO DE NOTICIAS

segunda-feira, 28 de março de 2022

FMI ANUNCIOU HOJE UM ACORDO COM MOÇAMBIQUE UM PROGRAMA DE FINANCIAMENTO AMPLIADO ATÉ 2025 NO VALOR DE 428 MILHOES DE EUROS, EXCELENTE E PARABENS!

Washington, 28 mar 2022 (Lusa) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje que chegou a acordo com Moçambique para a aplicação de um Programa de Financiamento Ampliado até 2025, desembolsando ajuda financeira pela primeira vez desde o escândalo das dívidas ocultas. "A equipa do FMI chegou a acordo técnico com as autoridades de Moçambique para um programa de três anos apoiado por um PFA no montante de 470 milhões de dólares [428 milhões de euros]", anunciou o líder da equipa do FMI no país, Alvaro Piris. "O programa económico do Governo apoiado pelo PFA tem como objetivos potenciar a sustentabilidade, o crescimento inclusivo e a estabilidade macroeconómica de longo prazo", acrescenta o responsável, notando que o programa está ainda sujeito à aprovação do conselho de administração do Fundo, o que geralmente acontece umas semanas depois do anúncio do acordo técnico. Esta é a primeira vez que o Fundo financia Moçambique desde a divulgação do chamado escândalo das dívidas ocultas, em 2016, havendo apenas a registar ajudas financeiras pontuais no seguimento de catástrofes específicas, como a pandemia de covid-19 ou os ciclones Kenneth e Idai, em 2019. MBA // LFS Lusa/Fim FONTE LUSA

EXXON MOBIL, ROSNEFT e TOTALENERGIES CONCORREM A NOVAS PROSPECCOES DE GAS EM MOCAMBIQUE, ALGUMAS DAS MAIORES RESERVAS DE GAS DOMUNDO FORAM DESCOBERTAS NA BACIA DO ROVUMA E VAO COMECAR A SER EXPLORADAS AINDA ESTE ANO EM MOCAMBIQUE

25-03-2022 19:59 Exxon Mobil, Rosneft e Totalenergies concorrem a novas prospeções em Moçambique Exxon Mobil, Rosneft e Totalenergies concorrem a novas prospeções em Moçambique facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 25 mar 2022 (Lusa) - As multinacionais petrolíferas Exxon Mobil, Rosneft e Totalenergies estão entre as 13 companhias que apresentaram propostas no sexto concurso de pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique, disse hoje à Lusa fonte do Governo moçambicano. Além das três companhias, também concorrem a italiana ENI, a russa Novatec, as chinesas Sinopec, CNOOC, CNPC e Petro China International, a Qatar Petroleum, a Sasol, da África do Sul, a indiana ONGC Videsh, a irlandesa Discovery Exploration​​​​​​​ e a Aiteo, da Nigéria. Além de uma proposta da companhia mãe, a Totalenergies apresentou uma segunda proposta através de um dos seus braços empresariais, a Totalenergies EP New Venture. “O Instituto Nacional de Petróleos (INP) vai proceder à avaliação dos documentos e a lista das empresas apuradas será publicada em 31 de março de 2022”, disse a fonte. O sexto concurso de concessão de áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos foi lançado no dia 25 de novembro de 2021 e termina no dia 30 de novembro, com o anúncio dos resultados. O processo abrange 16 áreas de intervenção: cinco na bacia do Rovuma, sete em Angoche, duas no Delta do Zambeze e duas no Save, perfazendo mais de 92.000 quilómetros quadrados. Uma das regiões, a bacia do Rovuma, sob o fundo oceânico em alto mar ao largo da costa de Cabo Delgado (norte do país), já tem áreas atribuídas. Algumas das maiores reservas de gás do mundo foram ali descobertas e vão começar a ser exploradas este ano. Moçambique tem ainda áreas atribuídas no âmbito do quinto concurso, cuja prospeção aguarda o arranque. PMA // VM Lusa/Fim FONTE LUSA

SECRETÁRIOS DE ESTADO DO XXIII GOVERNO CONSTITUCIONAL DE PORTUGAL COM TOMADA DE POSSE 30 DE MARCO QUARTA FEIRA ÀS 17H00M, FONTE PRESIDENCIA DA REPUBLICA

Presidente da República aceita lista de Secretários de Estado do XXIII Governo Constitucional 27 de março de 2022 O Presidente da República recebeu hoje do Primeiro-Ministro indigitado do XXIII Governo Constitucional, a seguinte proposta de nomeação dos Secretários de Estado do novo Governo, que aceitou: Secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa MÁRIO FILIPE CAMPOLARGO Secretário de Estado dos Assuntos Europeus TIAGO BARRETO CALDEIRA ANTUNES Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros ANDRÉ MOZ CALDAS Secretário de Estado do Planeamento EDUARDO NUNO RODRIGUES E PINHEIRO Secretária de Estado da Administração Pública INÊS PACHECO RAMIRES FERREIRA Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação FRANCISCO GONÇALO NUNES ANDRÉ Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas PAULO ALEXANDRE NASCIMENTO CAFÔFO Secretário de Estado da Internacionalização BERNARDO FORJAZ VIEIRA IVO CRUZ Secretário de Estado da Defesa Nacional MARCO ALEXANDRE DA SILVA CAPITÃO COSTA FERREIRA Secretária de Estado da Administração Interna MARIA ISABEL SOLNADO PORTO ONETO Secretária de Estado da Proteção Civil PATRÍCIA ALEXANDRA COSTA GASPAR Secretário de Estado Adjunto e da Justiça JORGE ALBINO ALVES COSTA Secretário de Estado da Justiça PEDRO LUÍS FERRÃO TAVARES Secretária de Estado do Orçamento SOFIA ALVES DE AGUIAR BATALHA Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ANTÓNIO MANUEL VEIGA DOS SANTOS MENDONÇA MENDES Secretário de Estado do Tesouro JOÃO NUNO MARQUES DE CARVALHO MENDES Secretária de Estado da Igualdade e Migrações SARA ABRANTES GUERREIRO Secretário de Estado da Juventude e do Desporto JOÃO PAULO MOREIRA CORREIA Secretário de Estado da Economia JOÃO JORGE ARÊDE CORREIA NEVES Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços RITA BAPTISTA MARQUES Secretário de Estado do Mar JOSÉ MARIA DA CUNHA COSTA Secretária de Estado da Cultura ISABEL ALEXANDRA RODRIGUES CORDEIRO Secretário de Estado do Ensino Superior PEDRO NUNO DE FREITAS LOPES TEIXEIRA Secretário de Estado da Educação ANTÓNIO DE OLIVEIRA LEITE Secretário de Estado do Trabalho LUÍS MIGUEL DE OLIVEIRA FONTES Secretário de Estado da Segurança Social GABRIEL GAMEIRO RODRIGUES BASTOS Secretária de Estado da Inclusão ANA SOFIA PEDROSO LOPES ANTUNES Secretário de Estado Adjunto e da Saúde ANTÓNIO LACERDA SALES Secretária de Estado da Saúde MARIA DE FÁTIMA DE JESUS FONSECA Secretário de Estado do Ambiente e da Energia JOÃO SALDANHA DE AZEVEDO GALAMBA Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas JOÃO PAULO MARÇAL LOPES CATARINO Secretário de Estado da Mobilidade Urbana JORGE MORENO DELGADO Secretário de Estado das Infraestruturas HUGO SANTOS MENDES Secretária de Estado da Habitação MARINA SOLA GONÇALVES Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional ISABEL CRISTINA FERNANDES RODRIGUES FERREIRA Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território CARLOS MANUEL SOARES MIGUEL Secretário de Estado da Agricultura RUI MANUEL COSTA MARTINHO Secretária de Estado das Pescas TERESA ALEXANDRA MECA VALVERDE GOUVEIA COELHO ESTÊVÃO PEDRO A posse de todo o XXIII Governo Constitucional está prevista para quarta-feira, 30 de março, pelas 17h00, no Palácio Nacional da Ajuda, em cerimónia restrita.

sexta-feira, 25 de março de 2022

SAO TOME E PRINCIPE ONU ORGANIZACAO DAS NACOES UNIDAS DISPONIVEL PARA APOIAR SAO TOME E PRINCIPE NA MOBILIZACAO DE RECURSOS PARA AS ELEICOES LEGISLATIVAS, AUTARQUICAS E REGIONAIS PREVISTAS PARA OUTUBRO ERIC OVEREST CIDADAO HOLANDES REPRESENTANTE DA ONU NOS PROXIMOS QUATRO ANOS EM SÃO TOME E PRINCIPE APRESENTOU AS SUAS CARTAS CREDENCIAIS A MINISTRA DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS, COOPERACAO E COMUNIDADES EDITE TEN JUA.

25-03-2022 14:09 ONU disponível para apoiar São Tomé na mobilização de recursos para as eleições ONU disponível para apoiar São Tomé na mobilização de recursos para as eleições facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button São Tomé, 25 mar 2022 (Lusa) – O novo coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) em São Tomé e Príncipe, Eric Overvest, reiterou hoje a disponibilidade para apoiar o país na mobilização de recursos para as eleições legislativas, autárquicas e regionais previstas para outubro. O diplomata holandês chegou ao país há uma semana e, após apresentação das cartas credencias à ministra dos Negócios Estrangeiros, já se encontrou com o primeiro-ministro e hoje com o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova. “Reiterei plena disponibilidade como novo coordenador residente em apoiar o país na mobilização de recursos, de peritos e 'expertises' nesse processo”, assegurou Overvest. Além disso, o representante residente da ONU em São Tomé e Príncipe disse ter analisado com o chefe de Estado “temas importantes para o país”, nomeadamente “sobre a importância da paz, prevenção de conflitos” e ainda sobre o “desenvolvimento sustentável”, bem como “a participação das mulheres no processo político” e cumprimento da lei que estabelece a quota de 30% de mulheres nas eleições deste ano. Eric Overvest estará na chefia dos programas da ONU em São Tomé e Príncipe durante os próximos quatro anos, e afirmou que quer “contribuir para o desenvolvimento e prosperidade do povo” são-tomense. Nos dias 29 e 30 de março, o Presidente são-tomense vai receber os partidos políticos com e sem assento parlamentar para analisar a data das eleições. JYAF // LFS Lusa/Fim FONTE LUSA

FATIMA PORTUGAL JUNTA SE EM ORACAO SEGUINDO O APELO DO PAPA FRANCISCO , BISPOS DE TODO O MUNDO UNEM SE AO PAPA NA CONSAGRACAO DA RUSSIA E UCRANIA

25-03-2022 15:03 Bispos de todo o mundo unem-se ao Papa na consagração da Rússia e Ucrânia Bispos de todo o mundo unem-se ao Papa na consagração da Rússia e Ucrânia facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Fátima, Santarém, 25 mar 2022 (Lusa) - Os bispos de todo o mundo vão juntar-se hoje ao Papa na consagração da Rússia e da Ucrânia ao Imaculado Coração de Jesus, sendo que muitos dos bispos portugueses são esperados em Fátima, onde será realizado ato idêntico. O Papa Francisco vai consagrar a Rússia e a Ucrânia na Celebração da Penitência prevista para as 16:00 na Basílica de São Pedro, em Roma, enquanto à mesma hora, na Capelina das Aparições, no Santuário de Fátima, caberá ao Esmoler Apostólico, cardeal Korad Krajewski, como Legado Pontifício, presidir ao mesmo ato. Na carta que esta semana o Papa Francisco enviou aos bispos de todo o mundo, o pontífice sublinha que “já passou quase um mês do início da guerra na Ucrânia, que está a causar sofrimentos cada dia mais terríveis àquela atormentada população, ameaçando mesmo a paz mundial”. “Nesta hora escura, a Igreja é fortemente chamada a interceder junto do Príncipe da Paz e a fazer-se próxima a quantos pagam na própria pele as consequências do conflito”, escreveu o papa na carta aos bispos, acrescentando que o ato de hoje “quer ser um gesto da Igreja universal, que neste momento dramático leva a Deus, através da Mãe d’Ele e nossa, o grito de dor de quantos sofrem e imploram o fim da violência, e confia o futuro da humanidade à Rainha da Paz”. Neste contexto, o Papa convida os bispos a unirem-se ao ato de consagração e a convocarem “os sacerdotes, os religiosos e os outros fiéis para a oração comunitária nos lugares sagrados (…), de modo que o santo Povo de Deus faça, de modo unânime e veemente, subir a súplica à sua Mãe”. Por seu turno, o Secretariado Geral da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em comunicado, assegurou que, “em profunda comunhão com o Santo Padre, os bispos portugueses procurarão estar presentes nesta celebração em Fátima”. “Pede-se que todas as paróquias, comunidades, institutos de vida consagrada e outras instituições eclesiais assumam esta intenção de consagração nas celebrações desse dia”, acrescenta o comunicado da CEP. Entretanto, em Fátima, a consagração foi antecedida de uma vigília de jovens, entre elementos de congregações religiosas, Missão País, grupos da pastoral juvenil diocesana das dioceses do Centro, CNE (Corpo Nacional de Escutas) e colégios católicos, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário. Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, que estão a realizar uma peregrinação pela diocese da Guarda até ao início do mês de abril, foram deslocados para Fátima para este momento de oração que decorreu entre a noite de quinta-feira e o início da manhã de hoje. JLG // JEF Lusa/Fim FONTE LUSA

ARMINDO TIAGO MINISTRO DA SAUDE DE MOCAMBIQUE INAUGUROU NO DONDO PROVINCIA DE SOFALA UMA UNIDADE DE SAUDE COM SERVICOS INTEGRADOS DE CUIDADOS PARA OS HOMENS. FONTE JORNAL O PAIS DE MOCAMBIQUE

Moçambique com primeiro hospital de serviços especializados para homens Foto: O País Francisco Raiva 24/03/2022 09:37 O país já tem uma unidade de saúde com serviços integrados de cuidados para os homens, localizada no distrito de Dondo, em Sofala, inaugurada ontem pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago. Espera-se que o referido hospital contribua para o aumento da esperança de vida deste grupo. “A maior parte dos profissionais de saúde são mulheres e o homem tem vergonha de frequentar os hospitais, porque há casos em que as profissionais pedem aos homens para tirar a camisa e o resto do veste e eles sentem vergonha. Pelo contrário, as mulheres vão ao ginecologista”, exemplificou o ministro da Saúde, para depois dizer que chegou o tempo de se mudar este paradigma. “Vemos, com satisfação, pela primeira vez, a abertura de uma unidade que vai prestar serviços especializados aos homens, para diminuir o padrão de doenças, diminuir a mortalidade e pôr os homens na mesma senda de sobrevivência das mulheres”, perspectivou. Contudo, a unidade de saúde não está vedada às mulheres. O hospital foi construído com o apoio da Jhpiego, e o ministro da Saúde aproveitou a ocasião para pedir a todos os parceiros com vista a investirem em infra-estruturas idênticas. Ainda ontem, e já na cidade da Beira, o ministro da Saúde lançou, oficialmente, a primeira pedra para a requalificação do armazém central de medicamentos e artigos médicos da Beira, uma infra-estrutura que terá um grande impacto na gestão logística de medicamentos, porque irá contribuir para a redução de tempo para reabastecer as unidades sanitárias da rede pública na região Centro. O anterior armazém foi destruído pelo ciclone Idai, em Março de 2019. “Queremos pedir ao empreiteiro que possa aumentar a fasquia de resiliência, para que, mesmo com ventos de 250 quilómetros por hora, a infra-estrutura se mantenha firme”. A requalificação do armazém, que está orçada em cerca de cinco milhões de dólares, foi financiada pelo PNUD e terá padrões internacionais e o término das obras está previsto para Novembro deste ano. RESTRIÇÕES CONTRA COVID-19 PODEM SER ALIVIADAS O ministro da Saúde indicou ontem, na cidade da Beira, que a comissão técnico-científica poderá aconselhar o Governo a levantar ainda mais as medidas restritivas de prevenção contra a COVID-19. “Como se sabe, desde a eclosão da pandemia da COVID-19, o Presidente da República criou uma comissão técnico-científica que deve acompanhar e aconselhar o Governo sobre as medidas que implementa na luta contra esta pandemia. Neste momento, a comissão técnico-científica está a ter reuniões de trabalhos para analisar a situação actual e vai aconselhar, em tempo oportuno, o Governo quando alterar o actual modelo de controlo da pandemia da COVID-19 em Moçambique”. Armindo Tiago diz que a comissão vai sugerir ao Governo tendo em conta os baixos índices de contaminação, sem se guiar pelos métodos dos outros países. “Devo acautelar que, independentemente do que acontece com os outros, o nosso país deverá usar a sua própria evidência para tomar as medidas que são as mais adequadas. A situação da COVID-19 está, neste momento, controlada. A nossa situação de números de casos é extremamente baixa, mas também a taxa de positividade está abaixo de um por cento, o quer dizer que conseguimos, todos juntos, incluindo meios de comunicação social, sociedade civil e Governo, controlar a doença”, indicou Armindo Tiago

quarta-feira, 23 de março de 2022

FELIX MACHADO PRESIDENTE DA ACB ASSOCIACAO COMERCIAL DA BEIRA DEU INICIO HOJE A UM CONJUNTO DE ENCONTROS COM EMPRESARIOS QUE LHE PERMITA MELHOR TRANSMITIR OS SEUS ANSEIOS AO GOVERNO, O TEMA DE HOJE FOI TRANSPORTES E LOGISTICA

ACB ausculta membros para consolidar posição no diálogo com o governo Beira (O Autarca) – A Associação Comercial da Beira (ACB) lança esta tarde o processo de auscultação aos seus membros para permitir desenhar uma matriz de questões no âmbito do diálogo com o governo. F alando ontem à imprensa, o Presidente da ACB, Félix Machado disse que a iniciativa irá abranger operadores de todos os sectores de actividade económica, e o “ponta-pé” de saída será dado esta tarde com a auscultação dos empresários do ramo de transporte e logística – uma actividade considerada fulcral devido o impacto sócio-económico gerado pelo Corredor da Beira.■ Economista Félix Machado, Presidente da Associação Comercial da Beira, ontem FONTE: JORNAL O AUTARCA DE MOCAMBIQUE

NOVO GOVERNO DE PORTUGAL LISTA COMPLETA DOS NOVOS MINISTROS JÁ ACEITE PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, TOMADA DE POSSE PARA A SEMANA, PARABENS!

Presidente da República aceita composição do XXIII Governo Constitucional 23 de março de 2022 O Presidente da República recebeu hoje do Primeiro-Ministro indigitado do XXIII Governo Constitucional, a seguinte proposta de nomeação dos Ministros do novo Governo: Primeiro-Ministro ANTÓNIO LUÍS SANTOS DA COSTA Ministra da Presidência MARIANA GUIMARÃES VIEIRA DA SILVA Ministro dos Negócios Estrangeiros JOÃO TITTERINGTON GOMES CRAVINHO Ministra da Defesa Nacional MARIA HELENA CHAVES CARREIRAS Ministro da Administração Interna JOSÉ LUÍS PEREIRA CARNEIRO Ministra da Justiça CATARINA TERESA ROLA SARMENTO E CASTRO Ministro das Finanças FERNANDO MEDINA MACIEL ALMEIDA CORREIA Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares ANA CATARINA VEIGA DOS SANTOS MENDONÇA MENDES Ministro da Economia e do Mar ANTÓNIO JOSÉ DA COSTA SILVA Ministro da Cultura PEDRO ADÃO E SILVA CARDOSO PEREIRA Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior ELVIRA MARIA CORREIA FORTUNATO Ministro da Educação JOÃO MIGUEL MARQUES DA COSTA Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ANA MANUEL JERÓNIMO LOPES CORREIA MENDES GODINHO Ministra da Saúde MARTA ALEXANDRA FARTURA BRAGA TEMIDO DE ALMEIDA SIMÕES Ministro do Ambiente e da Ação Climática JOSÉ DUARTE PITEIRA RICA SILVESTRE CORDEIRO Ministro das Infraestruturas e da Habitação PEDRO NUNO DE OLIVEIRA SANTOS Ministra da Coesão Territorial ANA MARIA PEREIRA ABRUNHOSA TRIGUEIROS DE ARAGÃO Ministra da Agricultura e da Alimentação MARIA DO CÉU DE OLIVEIRA ANTUNES O Presidente da República deu o seu assentimento à proposta, que será oportunamente complementada com os Secretários de Estado. A nomeação e posse do XXIII Governo Constitucional está prevista para a próxima semana, em data a confirmar depois da publicação do mapa oficial das eleições e da primeira reunião da Assembleia da República.

terça-feira, 22 de março de 2022

PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOCAMBIQUE FILIPE JACINTO NYUSI LANCA O DESAFIO AOS EMPRESARIOS PORTUGUESES PARA INVESTIR EM MOCAMBIQUE, PELO QUE O IDEAL SERIA NO DECURSO DA CIMEIRA BILATERAL ENTRE OS DOIS ESTADOS A DECORRER EM MAPUTO QUE SE REALIZA-SE UM FORUM ECONOMICO MOCAMBIQUE PORTUGAL, E PORQUE NAO?

Moçambique quer investidores portugueses num fórum económico em Maputo O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, expressou o desejo de que o próximo Fórum Económico Moçambique-Portugal decorra em Maputo, a par da cimeira bilateral entre os dois países que deverá acontecer ainda este ano. Moçambique quer investidores portugueses num fórum económico em Maputo © Lusa Notícias ao Minuto 21:35 - 17/03/22 POR LUSA MUNDO PRESIDENTE Partilhar "Convidamos os investidores do país irmão português durante a próxima sessão da cimeira bilateral. É nosso desejo que decorra aqui em Maputo o Fórum Económico Moçambique-Portugal", disse o chefe de Estado, ao discursar ao lado do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, durante um jantar na sua residência oficial no Palácio da Ponta Vermelha, em Maputo. "Estamos convictos de que as relações entre Portugal e Moçambique continuarão sempre firmes, profícuas e a gerar benefícios mútuos", sublinhou. Filipe Nyusi disse apostar "na promoção do desenvolvimento económico" com "criação de condições para a facilitação" do investimento público e privado em Moçambique, "com particular destaque para a melhoria do ambiente de negócios, estabilidade política e macroeconómica financeira, bem como da paz e segurança". Marcelo Rebelo de Sousa considera que é uma aposta necessária para consolidar a paz. "Não há paz duradoura se não houver a continuação de um processo de desenvolvimento económico -- como aquele que Moçambique tem vindo porfiadamente a construir, e em que tantas empresas, empresários e trabalhadores portugueses participam", disse no seu discurso, na mesma ocasião. A este propósito, destacou a unidade hoteleira que os dois chefes de Estado vão inaugurar na quinta-feira: "Simboliza um exemplo desse empenhamento conjunto de moçambicanos e portugueses pelo desenvolvimento económico de Moçambique". Marcelo Rebelo de Sousa e Filipe Nyusi vão inaugurar o Montebelo Milibangalala Bay and Resort, um empreendimento turístico do Grupo Visabeira, junto ao Índico, na Reserva Especial de Maputo. O Presidente português tinha já anunciado durante a manhã, após um encontro com Nyusi no edifício da Presidência, em Maputo, que a próxima cimeira bilateral entre Portugal e Moçambique será "não muito tempo depois" da posse do novo Governo chefiado por António Costa. No jantar de hoje, o Presidente moçambicano evocou ainda o antigo Presidente português Jorge Sampaio, exprimindo um "sentimento de consternação" pela morte do estadista a 10 de setembro de 2021. "O homem que tive como amigo quando trabalhei nos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com comboios do Corredor de Nacala", norte do país, "onde ele de fez parte de uma tripulação que eu dirigi", referiu. "Os seus feitos serão recordados para sempre", rematou Nyusi. Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu "muito emocionado" a referência a Jorge Sampaio, "um querido amigo e companheiro de lutas de muitas décadas", que disse poder testemunhar ter sido "sempre um defensor de um Moçambique independente, livre, próspero e exemplo de afirmação interna e internacional".

COVID 19 PROVINCIAS DE MANICA E SOFALA MOCAMBIQUE LIVRES DE COVID 19

Sofala e Manica mantém-se livres da covid-19 Beira (O Autarca) – As vizinhas províncias de Sofala e Manica, na região centro do país, são as únicas que mantém-se livres da covid-19 a nível nacional, sem nenhum caso activo. O cenário ocorre desde a semana passada. As províncias de Nampula e Cabo Delgado, norte do país, tem 2 casos activos cada uma. Zambézia, no centro, é a província com maior número de casos activos neste momento,com um total de 15, seguida de Maputo com 10 e Gaza e Tete com 9 cada. Actualmente, o país tem 62 casos activos, com 3 doentes em regime de internamento hospitalar, 2 em Maputo e 1 em Niassa. Nas últimas 24 horas testaram positivo para a covid-19 4 cidadãos, todos na cidade de Maputo, onde houve registo de 1 óbito.■ FONTE JORNAL O AUTARCA DE MOCAMBIQUE

segunda-feira, 21 de março de 2022

MARCELO REBELO DE SOUSA PRESIDENTE DA REPUBLICA DE PORTUGAL, PEDE UNIAO POR UM PORTUGAL DIVERSO, MENOS DESIGUAL E MAIS INCLUSIVO, A PROPOSITO DO DIA INTERNACIONAL DE LUTA PELA ELIMINACAO DA DISCRIMINACAO RACIAL, QUE HOJE SE ASSINALA, BOA, PARABENS!

21-03-2022 06:45 PR pede união por um “Portugal diverso, menos desigual e mais inclusivo” PR pede união por um “Portugal diverso, menos desigual e mais inclusivo” facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Lisboa, 21 mar 2022 (Lusa) - O Presidente da República apelou à união de todos por “um Portugal diverso, menos desigual e mais inclusivo”, por ocasião do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, que hoje se assinala. “Possa o preconceito dar lugar à amizade e à compreensão mútua, a animosidade à boa-vizinhança, a desconfiança à abertura àquilo que, em cada uma e cada um, é diferente”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, numa mensagem publicada na página oficial da Presidência da República na Internet. O chefe de Estado “enaltece a relevância de nos unirmos em torno do desígnio de um Portugal diverso, menos desigual e mais inclusivo, onde todos possamos aspirar às mesmas oportunidades e a um futuro mais próspero, mais justo e mais fraterno”, refere o texto. Para Marcelo Rebelo de Sousa, “num tempo de desafios, marcado ainda pelos efeitos da covid-19, pela guerra de volta à Europa e pelo aprofundar das desigualdades na sociedade portuguesa e no mundo”, é decisivo que os portugueses se concentrem naquilo que os une e encontrem “um terreno comum para o diálogo e para a convivência pacífica”. “O Presidente da República apela a que nos unamos em torno desta convicção. Apenas juntos o podemos conseguir. Que possamos legar aos nossos filhos e netos um Portugal mais justo e menos desigual do que aquele para o qual nascemos”, apela. O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial assinala-se, anualmente, a 21 de março. Este dia foi estabelecido através de uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 26 de outubro de 1966, em virtude dos acontecimentos ocorridos no dia 21 de março de 1960. Nesse dia, a polícia abriu fogo e matou 69 pessoas numa manifestação pacífica em Sharpeville, na África do Sul, contra leis que aprofundavam o Apartheid. O objetivo deste dia é mobilizar a sociedade civil para a luta contra a discriminação racial, sendo o tema deste ano “Vozes para ação contra o Racismo”. SMA // TDI Lusa/fim FONTE LUSA

SAO TOME E PRINCIPE JORGE BOM JESUS PRIMEIRO MINISTRO DO GOVERNO REELEITO PRESIDENTE DO MLSTP MOVIMENTOB DE LIBERTACAO DE SAO TOME E PRINCIPE, PARABENS!

19-03-2022 22:32 Jorge Bom Jesus reeleito presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe Jorge Bom Jesus reeleito presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button São Tomé, 19 mar 2022 (Lusa) – O primeiro-ministro são-tomense foi hoje reeleito presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP/PSD) com 51% dos votos e prometeu mudar o partido e a governação para vencer as eleições legislativas previstas para outubro. Num total de 517 votos expressos, Jorge Bom Jesus foi o primeiro classificado com 260 votos, Américo Barros obteve 147 votos, equivalente a 28,4%, e Rafael Branco registou 105 votos, que correspondem a 20,3%. “Isto é um recarregar de baterias. Esta reeleição me dá muito mais responsabilidade e eu sei que não é um cheque em branco, num tempo muito difícil tanto na situação política interna do partido, como ao nível de Governação, mas isso vai retemperar o meu espírito. Nós vamos mudar”, afirmou Jorge Bom Jesus. Segundo Jorge Bom Jesus, as mudanças começaram desde a nova direção do partido, onde manteve apenas o antigo secretário-geral, Arlindo Barbosa, que foi promovido a vice-presidente. As outras duas vice-presidências do MLSTP/PSD foram entregues ao atual vice-presidente da Assembleia Nacional, Guilherme Otaviano, e ao diretor do Instituto Nacional de Estradas, Gabdulo Quaresma. O cargo de secretária-geral foi confiado à ministra da Saúde, Filomena Monteiro, que será coadjuvada por dois elementos da ala mais jovem do partido. “Acabei de reestruturar praticamente a direção toda […] para justamente dar um sinal de que eu quero romper com os paradigmas e tentar fazer diferente”, precisou Jorge Bom Jesus, admitindo que vai precisar do “apoio de todos os camaradas” para muito rapidamente adotar “uma postura de proximidade” para conhecer os verdadeiros problemas da militância do partido. O líder do MLSTP/PSD entende que a confiança atribuída a nova direção é para trabalhar “numa perspetiva de unidade na diversidade”, inclusive com os candidatos derrotados e os membros apoiaram as suas equipas. “Nós vamos continuar a abraçar todos os camaradas, porque todos somos muito poucos para vencermos as ingentes tarefas que nos esperam lá fora, sobretudo as eleições autárquicas, legislativas e regionais, onde vamos estar em peleja com vários outros partidos, e certamente, muitos movimentos”, assegurou Jorge Bom Jesus. Admitindo “muito trabalho pela frente”, Jorge Bom Jesus defende que é preciso abrir o partido à sociedade civil, “injetando sangue novo, porque ganhar as eleições não se faz só com os militantes do partido [MLSTP/PSD]”. “Há cerca de duas décadas que o MLSTP não governa sozinho. Ele partilha o poder em alianças com outros partidos. Vamos querer pedir cada vez maior confiança, mas para isso é preciso merecer e tudo isso se faz com trabalho, estando próximo das populações”, adiantou Bom Jesus. O VI congresso ordinário do MLSTP/PSD contou com a presença de uma delegação do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), chefiada pelo secretário internacional do partido, o embaixador Manuel Augusto, bem como do representante do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV) em São Tomé. Também estiveram presentes as outras forças políticas com assento no parlamento são-tomense, nomeadamente a Ação Democrática Independente (ADI), o Partido de Convergência Democrática (PCD) e a União MDFM-UDD. JYAF // TDI Lusa/Fim FONTE LUSA

PORTUGAL E MOCAMBIQUE GOVERNO PORTUGUES ACTIVA APOIOS A MOCAMBIQUE APOS CICLONE GOMBE, MUITO BEM, PARABENS!

20-03-2022 20:03 Governo português ativa apoios a Moçambique após ciclone Gombe Governo português ativa apoios a Moçambique após ciclone Gombe facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 20 mar 2022 (Lusa) - O Governo português vai ativar mecanismos de apoio às vítimas do ciclone Gombe em Moçambique, bem como para recuperação de infraestruturas, anunciou hoje o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André. "Vamos ativar uma vez mais o instrumento de resposta rápida do [Instituto da Cooperação e da Língua] Camões, para apoiar as populações", referiu hoje ao discursar na abertura de um encontro do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, com a comunidade portuguesa em Moçambique. FONTE LUSA O mesmo instrumento foi ativado pela última vez há um ano, para Moçambique, após o ataque de grupos armados à vila de Palma, em Cabo Delgado, agravando a crise humanitária no norte do país, que já afeta cerca de 860 mil pessoas. Na altura, a linha de apoio serviu para disponibilizar 250 mil euros para intervenções de organizações não-governamentais que entregaram bens de primeira necessidade e prestaram outros apoios a deslocados, na sequência do ataque. No caso do ciclone Gombe, cujas chuvas atingem o norte e centro de Moçambique há mais de uma semana (desde 11 de março), a alocação de verbas vai depender das necessidades a reportar pelas autoridades moçambicanas, num levantamento ainda em curso, detalhou Francisco André à Lusa após a intervenção. Além do instrumento de resposta rápida, serão também "disponibilizadas verbas para apoiar a recuperação de infraestruturas que tenham sido afetadas" e, num outro ângulo, serão reorientados projetos na área da cooperação e desenvolvimento para apoio às comunidades afetadas. Francisco André sublinhou que Moçambique "é seguramente" dos países que menos contribui para as alterações climáticas, mas "um dos mais afetados por estas alterações". "A solidariedade que queremos prestar tem de se traduzir através de medidas concretas", justificou durante o seu discurso. O número de mortos provocados pela passagem do ciclone tropical Gombe em Moçambique subiu na quinta-feira para 51, com destruição generalizada de habitações (de construção tradicional, com blocos de argila e caniço), pontes e vias de acesso. A principal ligação do país, a Estrada Nacional 1, que liga o norte e o sul de Moçambique, está desde sábado cortada na província central da Zambézia, depois de as chuvas terem arrastado parte de um troço. O país aproxima-se da reta final da atual época ciclónica, que acontece anualmente entre outubro e abril, com fortes tempestades. LFO // MLS Lusa/Fim

TETE COMEMORA HOJE O SEU ANIVERSARIO COMO CIDADE DESDE 21 DE MARCO DE 1959, PARABENS A NOSSA QUERIDA CIDADE DE TETE QUE MUITO BEM ME RECEBEU EM 1955!

Tete ocupa uma superfície de 286 Km2, com cerca de 153000 habitantes. Esta cidade, está estruturada em 9 Bairros com as seguintes denominações: Josina Machel, Mateus S. Mutemba, Francisco Manyanga, Matundo, M’padue, Filipe Samuel Magaia, Chingodzi, Degue e Samora Moises Machel. Construída junto das margens do rio Zambeze por razões estratégicas do ponto de vista económico, data de 9 de Maio de 1761 e passou a beneficiar de foros de cidade a partir de 3 de Setembro de 1932. A ocupação colonial teve o seu início em 1531 com a chegada de comerciantes portugueses provenientes de Sena, atraídos pelo comercio de ouro, marfim e escravos. A Câmara Municipal foi criada a 4 de Agosto de 1956 e elevada a categoria de Cidade em 21 de Março de 1959 (Portaria n° 13043/59). FONTE ASSOCIACAO NACIONAL DOS MUNICIPIOS DE MOCAMBIQUE

domingo, 20 de março de 2022

PORTUGAL E MOCAMBIQUE, PRESIDENTE DA REPUBLICA DE PORTUGAL MARCELO REBELO DE SOUSA DESLOCA'SE HOJE AO CHIMOIO VISITANDO UM CENTRO DE TREINO MILITAR DA UNIAO EUROPEIA E AO FINAL DO DIA TEM UM ENCONTRO COM A COMUNIDADE PORTUGUESA EM MAPUTO, A RESTANTE COMUNIDADE PORTUGUESA EM MOCAMBIQUE NAO FOI OUVIDA NEM ACHADA O QUE EH LAMENTAVEL DIGO EU DAS NOSSAS REPRESENTACOES DIPLOMATICAS EM MOCAMBIQUE.

20-03-2022 05:45 PR/Moçambique: Marcelo visita hoje centro militar da UE no último dia de visita oficial PR/Moçambique: Marcelo visita hoje centro militar da UE no último dia de visita oficial facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 20 mar 2022 (Lusa) – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai visitar hoje um centro de treino militar da União Europeia no Chimoio, na província de Manica, no último dia da sua visita oficial a Moçambique. O chefe de Estado viajará de avião, a partir de Maputo, para esta unidade da missão de formação militar da União Europeia (UETM), onde chegará ao fim da manhã e ficará até ao início da tarde. No sábado, o Presidente da República visitou um outro centro de treino da UETM, no distrito da Katembe, na parte sul da baía de Maputo, onde afirmou que está em programação um hospital de campanha para apoio às tropas moçambicanas em Cabo Delgado e que chegará em breve equipamento militar já aprovado. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que se deve dar continuidade a esta missão de treino militar, criada em julho de 2021, que realçou ter sido impulsionada por Portugal durante a presidência portuguesa da União Europeia, no primeiro semestre desse ano. A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, tem sido aterrorizada desde 2017 por atos de violência por grupos armados, tendo alguns ataques sido reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que Cabo Delgado "vai continuar a ser uma prioridade" para Portugal e manifestou-se convicto de que o mesmo acontecerá com a União Europeia e de que a comunidade internacional "não vai esquecer" o assunto. Hoje, o seu programa inclui ainda uma homenagem aos militares portugueses mortos em combate, no Cemitério de S. José de Lhanguene, e um encontro com a comunidade portuguesa, em Maputo. Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou a Moçambique na quinta-feira, irá regressar a Lisboa na segunda-feira de manhã. Esta é a sua terceira deslocação enquanto Presidente da República a Moçambique, onde fez a sua primeira visita de Estado, em maio de 2016, circunscrita à capital e arredores, e regressou em janeiro de 2020, para a posse de Nyusi após a sua reeleição, ocasião em que, além de Maputo, foi à Beira. IEL // TDI Lusa/Fim FONTE LUSA

sábado, 19 de março de 2022

REINATA SADIMBA CERAMISTA MOCAMBICANA MACONDE E PAULO BORGES COELHO HISTORIADOR MOCAMBICANO NASCIDO NO PORTO CONDECORADOS PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA DE PORTUGAL, MARCELO REBELO DE SOUA, PARABENS!

19-03-2022 19:17 PR/Moçambique: Marcelo condecora escultora Reinata Sadimba e escritor João Paulo Borges Coelho PR/Moçambique: Marcelo condecora escultora Reinata Sadimba e escritor João Paulo Borges Coelho facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 19 mar 2022 (Lusa) – O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou hoje dois artistas moçambicanos com a Ordem do Infante D. Henrique, em Maputo, a escultora Reinata Sadimba e o escritor João Paulo Borges Coelho. "São a afirmação, ambos, da riqueza de Moçambique. Moçambique é, de facto, uma grande nação, uma unidade feita de diversidades que se integraram e são indissociáveis", declarou o chefe de Estado, perante os dois artistas, no Camões – Centro Cultural Português da Embaixada de Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa considerou que João Paulo Borges Coelho, historiador, que nasceu Porto, em 1955, e Reinata Sadimba, ceramista nascida em 1945 numa aldeia da província moçambicana de Cabo Delgado, "têm muito em comum, por estranho que pareça", apesar de serem "duas personalidades muito diferentes". Segundo o Presidente da República, "têm em comum, primeiro, o génio criativo e, em segundo lugar, a expressão da liberdade, da afirmação da independência e da pujança e do progresso de Moçambique", ambos com "uma relação permanente entre o real e o criado". João Paulo Borges Coelho "estuda a realidade como historiador" e, ao mesmo tempo, "em diálogo com a realidade, é um ficcionista, um criador literário", vivendo numa "tensão constante entre a realidade e a sua recriação", descreveu Marcelo Rebelo de Sousa. Sobre Reinata Sadimba, disse que na sua vida "há permanentemente o criar", mas também "a realidade da luta pelo papel da mulher, o papel político e cívico da mulher, o papel da mulher como criadora cultural". "Estou a pensar naquela escultura em que a cabeça como que implode ou se abre à entrada das ideias, ao fervilhar das ideias. Mas nessas esculturas nós encontramos a realidade maconde, a realidade moçambicana em geral, a realidade do papel da mulher", apontou. Em nome de Portugal, o chefe de Estado agradeceu aos dois "pelas esculturas, pelos livros, pela história estudada e ensinada, pela libertação da mulher defendida" e condecorou-os com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique. A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem tenha "prestado serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores", de acordo com o portal das ordens honoríficas portuguesas. Marcelo Rebelo de Sousa chegou na quinta-feira a Moçambique para uma visita oficial de quatro dias, a terceira que realiza a este país desde que é Presidente da República. IEL // SSS Lusa/Fim FONTE LUSA

SAO TOME E PRINCIPE CPLP CIMEIRA EMPRESARIAL ARRANCOU EM SAO TOME E PRINCIPE PARA FORTALECER A COOPERACAO

17-03-2022 20:36 Cimeira empresarial da CPLP arrancou em São Tomé e Príncipe para "fortalecer a cooperação" Cimeira empresarial da CPLP arrancou em São Tomé e Príncipe para fortalecer a cooperação facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button São Tomé, 17 mar 2022 (Lusa) – Mais de 150 empresas e empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) participam na segunda cimeira de negócios da Confederação Empresarial da CPLP, que arrancou hoje em São Tomé e Príncipe, para reforçar negócios e cooperação. “Esta cimeira, de entre os nossos vários objetivos, visa fortalecer a cooperação e a amizade entre os países-membros da CPLP e a consolidação do quarto pilar da CPLP – que é o pilar económico e cooperação empresarial”, disse o presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula. O responsável da CE-CPLP destacou ainda que a organização pretende através desta cimeira “apresentar o potencial económico da República [Democrática] de São Tomé e Príncipe à comunidade empresarial da CPLP, abrindo portas para a troca de experiências" entre os empresários dos Estados-membros da CPLP, e não só. O secretário-executivo da CPLP, Zacarias da Costa, afirmou que se pretende que no futuro a organização seja “capaz de promover o incremento das trocas comerciais e do investimento”. “Precisamos de desenvolver as cadeias de valor domésticas, gerando condições de melhor integração e comércio global, e de criação de novos negócios, de postos de trabalho sustentáveis para a nossa juventude e de maior competitividade para as nossas economias”, defendeu Zacarias da Costa. Da parte são-tomense, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Edite Ten Jua referiu que um dos desafios comuns à maioria dos países da CPLP é a necessidade de “vencer a dependência da ajuda externa ao desenvolvimento”. No caso de São Tomé e Príncipe, sublinhou que enquanto pequeno Estado insular, “deve reforçar o seu desempenho económico através da cooperação económica com países da região” e com os Estados que se situam na sua vizinhança, “a fim de criar uma dinâmica suficientemente pujante”, que permita ao país avançar rumo ao desenvolvimento almejado. “Mas igualmente devemos caminhar com os países com quem partilhamos laços e uma visão comum e, por isso, mais do que nunca São Tomé e Príncipe deve repensar as suas estratégias de crescimento que têm de passar por uma visão mais ambiciosa e um sentido mais aguçado de aproveitamento das oportunidades existentes”, defendeu a ministra. Edite Ten Jua sublinhou a existência de várias áreas de investimento em São Tomé e Príncipe e apelou à participação dos empresários da CPLP “na infraestruturação do país e implantação de novas empresas nos setores tecnológicos, do turismo, serviços, agricultura, agroindústria”. O primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, também apelou ao empresariado da CPLP para investir no setor que considerou “crítico e fundamental para São Tomé e Príncipe, que é a saúde”. “Por causa da falta de respostas que ainda persistem no sistema público de saúde em São Tomé e Príncipe, queremos desafiar o setor privado a complementar o serviço público, trazendo para o nosso país novas valências, porventura através de uma unidade hospitalar de referência, que sirva não apenas aos são-tomenses, mas igualmente aos nossos vizinhos da sub-região do Golfo da Guiné”, apelou o chefe do Governo são-tomense. Para o primeiro-ministro, esta “desejável combinação entre o setor público e o setor privado terá o condão de aumentar os níveis de confiança dos estrangeiros de países abastados que desejam passar o tempo da sua aposentação ou reforma em São Tomé e Príncipe” e atrair os empresários que queiram residir no arquipélago com as suas famílias. “Desafio-vos a juntos apostarmos numa resposta diferenciada portadora de um padrão elevado ao nível dos cuidados de saúde. Se trabalharmos neste sentido, e se esse desafio se tornar realidade, o setor do turismo certamente ganhará um músculo ainda maior para promover São Tomé e Príncipe, e muito mais elevados serão os horizontes e o patamar desse importantíssimo setor da atividade do nosso país”, explicou Jorge Bom Jesus. A Cimeira de Negócios da CE-CPLP termina na sexta-feira e será marcada por conferências e debates sobre o potencial de São Tomé e Príncipe, e a sua atratividade em termos do investimento estrangeiro, indo ao encontro das suas linhas de desenvolvimento, como: turismo, saúde, agricultura, pesca e transformação alimentar, inovação e transição digital, formação e capacitação, setor energético. JYAF // LFS Lusa/Fim FONTE LUSA

quinta-feira, 17 de março de 2022

MARCELO REBELO DE SOUSA PRESIDENTE DA REPUBLICA DE PORTUGAL VISITA VARIAS INSTITUICOES E ENTIDADES NO SUL DE MOCAMBIQUE NO CENTRO VISITA A ESCOLA DE FUZILEIROS NAVAIS DE MOCAMBIQUE NA PROVINCIA DE MANICA

Presidente de Portugal inicia visita à Moçambique bem como a Universidade Eduardo Mondlane para assinalar os 30 anos da cooperação entre a Faculdade de Direito desta instituição e a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e encontrar-se com a Comunidade Portuguesa.Na presença do Príncipe Rahim Aga Khan, o Presidente da República e o Presidente de Moçambique irão inaugurar a Academia Aga Khan em Moçambique.A fonte explicou que visita constitui também uma oportunidade para abordar um conjunto de temas relevantes nos planos bilateral e multilateral. Referir, entretanto, que Portugal e Moçambique são ambos países candidatos à membros não permanentes do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas, pelo que este ponto deverá marcar também as conversações entre Marcelo Rebelo e Filipe Nyusi.■ (Redacção) Lisboa (O Autarca) – Com dois principais pontos em agenda, no-meadamente Turismo e Defesa, o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo inicia esta quinta-feira uma visita oficial de três dias à Moçambique (17-20 de março), em resposta a convite do seu homólogo Filipe Nyusi. O Autarca apurou em Lisboa de fonte da Presidência da República Portuguesa que, além dos encontros institucionais na Presidência da República e no Parlamento Moçambicanos, esta visita terá uma forte componente militar e uma dimensão empresarial. “O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas irá visitar a Escola de Fuzileiros Navais moçambicanos, no âmbito da cooperação bilateral no domínio da defesa, e, no quadro da Missão de Formação Militar da União Europeia (EUTM) em Moçambique, o contingente nacional, nomeadamente dois centros de treino, situados na Companhia de Fuzileiros Independente na Katembe (província de Maputo) e no campo militar de treino do Dongo (província de Manica)” – revelou a fonte. Segundo a mesma fonte, na Reserva Especial de Maputo, juntamente com o Presidente de Moçambique, Marcelo Rebelo irá inaugurar um empreendimento turístico do Grupo Visabeira. Trata-se do Montebelo Miliban-galala Bay and Resort, um “eco-resort”. A fonte fez saber ainda que em Maputo está igualmente previsto o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa visitar a Escola Portuguesa de Moçambique" FONTE JORNAL O AUTARCA DE MOCAMBIQUE

MOCAMBIQUE BAD BANCO AFRICANO DE DESENVOLVIMENTO VAI DOAR 1,4 MILHOES DE DºOLARES PARA REFUGIADOS E DESLOCADOS DE GUERRA NO NORTE DE MOCAMBIQUE

17-03-2022 15:30 Moçambique/Ataques: BAD doa 1,2 ME para projetos a favor dos refugiados e deslocados de guerra Moçambique/Ataques: BAD doa 1,2 ME para projetos a favor dos refugiados e deslocados de guerra facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 17 mar 2022 (Lusa) – O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai doar 1,4 milhões de dólares (1,2 milhões de euros) para refugiados e deslocados de guerra no norte de Moçambique, anunciou o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). O ACNUR refere em comunicado que a verba vai ajudar na implementação de projetos virados ao reforço do envolvimento do setor privado na melhoria da inclusão nos sistemas de mercado e empreendedorismo, através da formação e apoio ao desenvolvimento de negócios e acesso aos serviços financeiros. “Os beneficiários do projeto são os refugiados, requerentes de asilo, deslocados e as suas comunidades de acolhimento, nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, particularmente mulheres e jovens”, avança a nota. O representante do ACNUR em Moçambique, Samuel Chakwera, considerou a iniciativa fundamental para a identificação de soluções de negócios para os refugiados, requerentes de asilo, deslocados e comunidades anfitriãs. “Este projeto é um grande exemplo de como os meios de subsistência podem ser utilizados como uma ferramenta de proteção dirigida aos mais necessitados, enquanto a sua capacidade de cuidar de si próprios, das famílias e das comunidades aumentará”, afirmou Chakwera, citado na nota. O representante-residente do BAD em Moçambique, Cesar A. Mba Abogo, defendeu a criação de oportunidades económicas em prol dos refugiados e deslocados de guerra, através do apoio a iniciativas do setor privado viradas para estes grupos populacionais. “O envolvimento do setor privado desempenha um papel importante na recuperação económica e na abordagem e sustentação de fatores de fragilidade e resiliência”, declarou Abogo, de acordo com o comunicado. Dados do ACNUR referem que Moçambique acolhe 28.000 refugiados e requerentes de asilo e mais de 735.000 deslocados pela violência armada na província de Cabo Delgado, enquanto as autoridades moçambicanas falam em 859 mil deslocados. A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas é aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED. Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques nalguns distritos usados como passagem ou refúgio temporário. PMA // VM Lusa/Fim FONTE LUSA

PORTUGAL MOCAMBIQUE CIMEIRA BILATERAL ENTRE OS DOIS PAISES NAO SERA MUITO TEMPO DEPOIS DA POSSE DO GOVERNO PORTUGUES A 29 DE MARCO E LIDERADO POR ANTONIO COSTA

17-03-2022 12:18 PR/Moçambique: Cimeira bilateral "não muito tempo depois" da posse do Governo português – Marcelo PR/Moçambique: Cimeira bilateral não muito tempo depois da posse do Governo português – Marcelo facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 17 mar 2022 (Lusa) – O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou hoje em Maputo que a próxima cimeira bilateral entre Portugal e Moçambique será "não muito tempo depois" da posse do novo Governo chefiado por António Costa. Em declarações aos jornalistas, no fim de um encontro com Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, nas instalações da Presidência da República de Moçambique, em Maputo, o chefe de Estado português considerou que este é "um momento de excelência" nas relações entre os dois países. "Excelência antes mesmo da cimeira bilateral que virá a ocorrer não muito tempo depois de tomada a posse do Governo português", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. "Excelência em todas as áreas, excelência na área da cooperação económica e financeira, excelência na área da cooperação entre Estados – e o programa estratégico de cooperação aprovado no final do ano passado é a melhor prova dessa excelência", acrescentou. Antes, também Filipe Nyusi considerou que as relações entre Moçambique e Portugal "estão a atravessar um momento excelente" e saudou "o empenho dos dois governos na revisão e atualização do programa estratégico de cooperação, do programa-quadro de cooperação no domínio da defesa". Referindo-se ao primeiro-ministro português, António Costa, o Presidente moçambicano declarou: "Quando tiver o seu Governo, acredito que estará em Moçambique para darmos andamento [à cooperação bilateral]". A próxima cimeira bilateral entre Portugal e Moçambique esteve marcada para 04 e 05 de novembro do ano passado, mas foi adiada devido ao chumbo do Orçamento do Estado para 2022 que levou à dissolução do parlamento português e à convocação de eleições legislativas antecipadas. A posse do novo Governo chefiado por António Costa, na sequência das legislativas de 30 de janeiro, que o PS venceu com maioria absoluta, está prevista para 29 de março. Marcelo Rebelo de Sousa chegou hoje de manhã a Moçambique para uma visita oficial de quatro dias, a terceira que realiza a este país desde que assumiu a chefia do Estado português. IEL // ACL Lusa/Fim FONTE LUSA

MARCELO REBELO DE SOUSA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE PORTUGAL, CHEGA ESTA MANHA A MOCAMBIQUE PARA VISITA DE ESTADO.

SEGUNDO A TVM TELEVISAO DE MOCAMBIQUE MARCELO REBELO DE SOUSA PRESIDENTE DA REPUBLICA DE PORTUGAL CHEGA HOJE A MAPUTO MOCAMBIQUE PARA VISITA DE ESTADO DURANTE TRES DIAS.A TVM JÁ VEM ANUNCIANDO DESDE ONTEM ESTA NOTICIA.

quarta-feira, 16 de março de 2022

MARCELO REBELO DE SOUSA PRESIDENTE DA REPUBLICA DE PORTUGAL VISITA OFICIALMENTE MOCAMBIQUE DE 16 A 21 DE MARCO

Marcelo vai a Moçambique para abordar cooperação e CPLP O Presidente da República disse hoje que serão abordadas, na sua visita a Moçambique, entre 16 e 21 de março, a cooperação militar, económica e cultural, esperando também uma troca de "pontos de vista" sobre o momento atual. Marcelo vai a Moçambique para abordar cooperação e CPLP © Lusa Notícias ao Minuto 15:47 - 15/03/22 POR LUSA MUNDO DIPLOMACIA Partilhar Em declarações aos jornalistas no Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que "vários temas fundamentais" irão ser abordados durante a sua deslocação, começando por destacar a cooperação que Portugal está a fornecer, "no plano da formação militar", a Moçambique. Marcelo sublinhou que se trata de uma cooperação que Portugal está a fornecer "já há muito tempo, mas agora também num quadro europeu, relativamente a uma solicitação moçambicana, e em que os grandes protagonistas são as Forças Armadas moçambicanas". No entender de Marcelo Rebelo de Sousa, a missão de formação militar da União Europeia em Moçambique, intitulada EUTM (European Union Training Mission), contribui para uma "estabilização e criação de condições para o desenvolvimento económico e social de Moçambique". O Presidente da República falava aos jornalistas depois de assistir a um encontro entre o fotógrafo Alfredo Cunha e alunos do 11.º e 12º ano de uma escola de Ferreira do Alentejo, no âmbito do programa "Artistas no Palácio de Belém". O chefe de Estado destacou os "vários projetos que estão em curso de cooperação económica e financeira entre Estados" e entre "empresários portugueses e Moçambique", mas também "a cooperação cultural e educativa", designadamente "a escola portuguesa em Maputo, e também a colaboração entre universidades portuguesas e a universidade Eduardo Mondlane". Como "justificação adicional" para a deslocação a Moçambique, Marcelo Rebelo de Sousa apontou que o país é "uma peça fundamental na CPLP". O Presidente da República abordou o voto de abstenção, da parte de Moçambique e de Angola, de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que condenava a invasão russa da Ucrânia, afirmando que os dois países "tiveram posições de voto que não foram exatamente as mesmas da maioria dos países da CPLP, mas foram sensíveis à ideia de não se oporem à condenação". "E, portanto, também é uma oportunidade para se falar daquilo que é o enriquecimento da CPLP, a troca de pontos de vista, no momento atual que vivemos no mundo", frisou." FONTE NOTICIAS AO MINUTO

terça-feira, 15 de março de 2022

UE UNIAO EUROPEIA SO ESTARA SEGURA QUANDO JA NAO DEPENDER DO GAS RUSSO VON DER LEYEN, POIS, MOCAMBIQUE COMECA A PRODUZIR E EXPORTAR GAS A PARTIR DE OUTUBRO 2022 E PORTUGAL TEM O MELHOR PORTO DA EUROPA PARA RECEBER NAVIOS TANQUE DE GAS, TRATA SE DO PORTO DE SINES!

15-03-2022 15:14 Ucrânia: UE só estará segura quando já não depender do gás russo – Von der Leyen Ucrânia: UE só estará segura quando já não depender do gás russo – Von der Leyen facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Bruxelas, 15 mar 2022 (Lusa) – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que a União Europeia (UE) “só estará segura” quando deixar de estar dependente do gás russo, anunciando como alternativas entregas antecipadas dos Estados Unidos, Noruega e Azerbaijão. “A Europa só estará segura quando acabarmos com a nossa dependência excessiva do gás russo. Não podemos simplesmente continuar a depender de um fornecedor que utiliza energia para nos pressionar, temos de diversificar o nosso fornecimento fora da Rússia e junto de fornecedores de confiança e temos de investir massivamente em energias renováveis”, declarou a líder do executivo comunitário. Numa intervenção por vídeo numa conferência no Parlamento Europeu sobre estabilidade, coordenação económica e governação, Ursula von der Leyen apontou que “a boa notícia é que a UE tem tudo para agir”, dado ser “líder mundial na transformação ‘verde’”. “O caminho está definido e agora vamos acelerar a transição ‘verde’, que é um investimento estratégico na nossa independência e na nossa segurança”, acrescentou. No imediato, e devido à dependência da UE face ao gás russo, “estamos a diversificar o nosso fornecimento”, sendo que “os Estados Unidos, a Noruega, o Azerbaijão e outros estão a acelerar as entregas [de gás]”, revelou Ursula von der Leyen. A responsável advogou ainda investimento em infraestruturas de GNL (gás natural liquefeito) e em eficiência energética. “Assim, podemos acabar com a nossa dependência excessiva do gás russo muito antes de 2030”, estimou. Admitindo que “as próximas semanas e meses sejam difíceis”, Ursula von der Leyen pediu cooperação para “ajudar os amigos ucranianos nos tempos mais árduos”. “Juntos, podemos tornar esta guerra insustentável para o Kremlin [regime russo] e dar uma oportunidade à diplomacia e é isto que a nossa União representa”, concluiu. Há uma semana, a Comissão Europeia propôs a eliminação progressiva da dependência de combustíveis fósseis da Rússia antes de 2030, com aposta no GNL e nas energias renováveis, estimando reduzir, até final do ano, dois terços de importações de gás russo. Também na passada terça-feira, o executivo comunitário anunciou que vai apresentar uma proposta legislativa para exigir que a armazenagem subterrânea de gás na UE esteja pelo menos 90% preenchida até outubro de cada ano, para evitar problemas de fornecimento. A Comissão Europeia avançou ainda com orientações aos Estados-membros para responder à escalada dos preços energéticos, explicando que os países podem intervir nas tarifas da luz perante “circunstâncias excecionais” e admitindo limites temporários na UE. A comunicação surgiu numa altura de aceso confronto armado na Ucrânia provocado pela invasão russa, tensões geopolíticas essas que têm vindo a afetar o mercado energético europeu, já que a UE importa 90% do gás que consome, sendo a Rússia responsável por cerca de 45% dessas importações, em níveis variáveis entre os Estados-membros. A Rússia é também responsável por cerca de 25% das importações de petróleo e 45% das importações de carvão da UE. Devido a esta dependência, Bruxelas tem vindo a defender a necessidade de garantir a independência energética da UE face a fornecedores “não fiáveis” e aos voláteis combustíveis fósseis. A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 691 mortos e mais de 1.140 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados das Nações Unidas. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo. ANE // CSJ Lusa/fim FONTE LUSA

ONU ATRAVES DA SUA COORDENADORA RESIDENTE EM MOCAMBIQUE, MYRTA KAULARD APELA PARA A UNIAO DE ESFORCOS DE APOIO AO GOVERNO E AO POVO DE MOCAMBIQUE, PARA MITIGAR OS IMPACTOS DAS MUDANCAS CLIMATICAS DO PAIS.

15-03-2022 12:37 ONU pede união para reduzir impactos das mudanças climáticas em Moçambique ONU pede união para reduzir impactos das mudanças climáticas em Moçambique facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 15 mar 2022 (Lusa) – A coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique defendeu hoje uma união de esforços para mitigar os impactos das mudanças climáticas no país, quando se assinala o terceiro ano após a passagem do ciclone Idai. “Neste triste aniversário, vamos unir esforços para apoiar o Governo e o povo de Moçambique a acelerar a redução do risco de desastres e a adaptar-se às mudanças climáticas”, declarou Myrta Kaulard, numa mensagem que assinala o terceiro ano após a passagem do ciclone mais severo de que há memória em Moçambique (Idai). O ciclone Idai se abateu sobre o centro de Moçambique em março de 2019, afetando mais de um milhão e meio de pessoas e provocando a morte de mais de 600. Com chuva torrencial e vento de 205 quilómetros por hora, o ciclone, que gerou um amplo movimento de solidariedade internacional, destruiu várias infraestruturas, principalmente na cidade da Beira (província de Sofala) e, até hoje, a região centro continua em reconstrução. Para a coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, os cíclicos desastres naturais que o país enfrenta provam a necessidade de medidas para combater as mudanças climáticas e melhorar a capacidade de adaptação do país. “A devastação em Moçambique demonstra quão urgente é tomar medidas imediatas para combater as mudanças climáticas e aumentar visivelmente o apoio às nações de baixo rendimento na linha de frente”, declarou Myrta Kaulard, lembrando que o terceiro ano após a passagem do Idai ocorre numa altura em que o país procura enfrentar os danos provocados por duas outras intempéries que se abateram sobre Moçambique neste ano (o ciclone Gombe e a tempestade Ana). “Ao assinalarmos o terceiro aniversário do ciclone tropical Idai, o ciclone Gombe e a tempestade Ana mostram-nos mais uma vez a difícil situação dos países de baixo rendimento mais vulneráveis quando também são expostos aos impactos das mudanças climáticas. O povo de Moçambique os vive todos os anos e sua resiliência e força são admiráveis”, frisou Myrta Kaulard. Moçambique enfrenta anualmente chuvas e ciclones durante o período chuvoso, que decorre entre outubro e março. EYAC // PJA Lusa/Fim FONTE LUSA

sábado, 12 de março de 2022

SAO TOME E PRINCIPE PRIMEIRO MINISTRO JORGE BOM JESUS DIZ QUE TRANSICAO DO PAIS PARA ECONOMIA AZUL E IRREVERSSIVEL

11-03-2022 22:33 Primeiro-ministro são-tomense diz que transição do país para economia azul é irreversível Primeiro-ministro são-tomense diz que transição do país para economia azul é irreversível facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button São Tomé, 11 mar 2022 (Lusa) –O primeiro-ministro são-tomense prometeu hoje o engajamento do Governo para que a economia azul seja realidade no arquipélago, assegurando que é um processo irreversível apoiado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Durante o encerramento da semana nacional da economia, Jorge Bom Jesus afirmou que a atividade “constitui um processo irreversível”, sob pena de o país deixar tudo a perder, “porque compromissos são compromissos, sobretudo quando chancelados pelo Governo”. “Reitero solenemente o engajamento total do Governo em tudo fazer para que a economia azul seja uma realidade em São Tomé e Príncipe”, declarou o primeiro-ministro. Este engajamento do Governo, segundo Jorge Bom Jesus, “é igualmente extensivo a necessidade de se refletir sobre a melhoria e o reforço do quadro institucional de governança da economia azul”, bem como “dotar a unidade de quadros com competência técnica reconhecida para responder aos ingentes desafios" tendo em conta "a complexidade e amplitude das responsabilidades que são cometidas no contexto atual”. “Estamos profundamente convencidos que a unidade de inteligência estratégica para economia azul, deve desempenhar um papel fundamental em todo este processo, pelo que urge um apoio substancial do Governo de modo a permitir a uma maior apropriação e a um melhor conhecimento do potencial, dos investimentos em investigação, monitorização e o quadro legal dos ecossistemas costeiros e oceânicos”, disse Jorge Bom Jesus. O chefe do Governo agradeceu ao FAO pelo apoio que tem dado a todo o processo que incluiu o financiamento do estudo que culminou com a elaboração da estratégia nacional de transição para a economia azul, que, segundo o ministro das Finanças, Engrácio Graça, deverá ser adotada sob forma de lei “de modo a que seja possível ancorar definitivamente esta transição numa perspetiva estável a médio e longo prazo”. O Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, sublinhou, na segunda-feira, que a transição para a economia azul poderá proporcionar ao país recursos que "facilitarão a erradicação da pobreza, a eliminação da fome, a promoção de uma boa saúde e bem-estar e educação de qualidade" que de forma natural conduzirá igualmente à igualdade do género. Para o chefe de Estado, a realização desta semana, que contou com o apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla inglesa), “marca o compromisso do país em continuar o processo de transição da sua economia tradicional para a economia azul, a fim de harmonizar a proteção dos ecossistemas oceânicos e potenciar o crescimento económico”. “Com a potencialização de recursos da economia azul, São Tomé e Príncipe deixará de ser um pequeno Estado insular, transformando-se numa grande nação oceânica, ombreando com gigantes da economia africana”, afirmou o diretor sub-regional da FAO para África Central, Hélder Muteia. JYAF //RBF Lusa/Fim FONTE LUSA

CABO VERDE E ANGOLA REUNEM COMISSAO MISTA DOS DOIS GOVERNOS, O QUE NAO ACONTECIA HA CATORZE ANOS E APOSTAM NA ECONOMIA.

12-03-2022 16:43 Cabo Verde e Angola reúnem comissão mista 14 anos depois e apostam na economia Cabo Verde e Angola reúnem comissão mista 14 anos depois e apostam na economia facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Praia, 12 mar 2022 (Lusa) - Os governos cabo-verdiano e angolano retomaram hoje as reuniões da comissão mista, 14 anos depois, e querem reforçar as relações bilaterais através da cooperação económica, prevendo a assinatura de um acordo de proteção recíproca de investimentos. “Os 14 anos não foram perdidos”, afirmou aos jornalistas o ministro das Relações Exteriores angolano, Téte António, após a realização da reunião da VIII Comissão Mista Cabo Verde – Angola, hoje, na Praia. “Estes 14 anos não significam que não tenha acontecido nada (…). A nossa relação é tal que nem sentimos isto. Mas pensamos que é preciso estruturar, justamente, a nossa ação”, defendeu o ministro, em declarações conjuntas com o homólogo cabo-verdiano, Rui Figueiredo Soares. A reunião de hoje foi presidida pelos chefes da diplomacia dos dois países, e antecede a visita de Estado ao arquipélago do Presidente da República de Angola, João Lourenço, de 13 a 16 de março. O ministro angolano recordou que os dois países têm “mais de uma dezena de acordos assinados”, mas que “muitas vezes” a sua implementação é o “calcanhar de Aquiles”, sendo necessária, por isso, uma avaliação, colocando o “foco” na cooperação bilateral, através de uma “diplomacia económica pragmática” e uma relação “que traga ações concretas”, conforme decisão de ambos os governos. “Penso que, a julgar pelos resultados que nós teremos no fim da visita do chefe de Estado, Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço (…), diz tudo quanto à concretização desse espírito”, sublinhou Téte António. “Relativamente à nossa cooperação bilateral, nós pensamos que depois de 14 anos sem comissão mista, hoje fizemos uma certa viragem. Viragem no sentido de nós estruturarmos melhor a nossa relação bilateral no que diz respeito à cooperação económica. Isto é, além dos domínios que nós já tínhamos identificado anteriormente, mas também exploramos novos, que possam adaptar-se às exigências atuais”, afirmou ainda. O governante angolano insistiu que os dois países assinaram “muitos acordos, no entusiasmo da boa relação”, mas que é preciso fazer uma reavaliação: “E implementamos aqueles acordos em que temos, cada um de nós, uma vantagem comparativa que possa trazer resultados concretos”. De acordo com a informação prestada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional de Cabo Verde, Rui Figueiredo Soares, os dois governos assinam na segunda-feira, entre outros acordos, e na presença do Presidente da República de Angola, João Lourenço, e do primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, de promoção e proteção recíproca de investimentos. “É muito importante porque vamos criar condições para que esta cooperação se torne efetiva, os nossos empresários possam efetivamente trocar experiências, a tal cooperação sul-sul”, disse o ministro cabo-verdiano, confirmando a vontade de “tornar efetivos” os restantes acordos e assim os “tornar palpáveis”. O Presidente angolano, João Lourenço, inicia no domingo uma visita de Estado de quatro dias a Cabo Verde, durante a qual vão ser assinados vários acordos de cooperação para “elevar as relações” entre os dois países. A Presidência cabo-verdiana anunciou em comunicado que a visita de 13 a 16 de março de João Lourenço a Cabo Verde ocorre em retribuição à que José Maria Neves efetuou a Angola, em janeiro, naquela que foi a sua primeira visita de Estado ao estrangeiro, dois meses após tomar posse. Durante a sua estada na capital do país, o chefe de Estado angolano vai manter um encontro com o seu homólogo cabo-verdiano, vai fazer uma intervenção numa sessão especial na Assembleia Nacional e terá um encontro com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, com quem vai assinar vários acordos de cooperação. Ainda na Praia, João Lourenço vai receber as chaves da cidade, das mãos do autarca Francisco Carvalho, deporá uma coroa de flores no memorial de Amílcar Cabral e realiza uma visita à Fundação Amílcar Cabral. Depois da Praia, o Presidente angolano vai viajar para o Mindelo, na ilha de São Vicente, onde vai visitar pontos de interesse económico, como a empresa de conservação de pescado Frescomar e a Estação de Produção de Água dessalinizada, e vai também receber as chaves da cidade. A visita de João Lourenço a Cabo Verde, prosseguiu a Presidência cabo-verdiana, vem contribuir para a consolidação das relações de amizade e cooperação entre os dois países. “E conferir ao relacionamento bilateral uma dimensão consentânea à longa história comum, à intensa sintonia cultural e ao excelente entendimento político que sempre vigorou entre Angola e Cabo Verde”, lê-se na nota. Angola exerce neste momento a presidência rotativa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), sucedendo precisamente a Cabo Verde. PVJ // CSJ Lusa/Fim FONTE LUSA

sexta-feira, 11 de março de 2022

SAO TOME E PRINCIPE CARLOS VILA NOVA PRESIDENTE DA REPUBLICA CRIA COMITE DE SABIOS NO COMBATE AH CORRUPCAO, ESTE COMITE DE SABIOS PRODUZIRA DOCUMENTOS BASEADOS EM MODELOS NACIONAIS E ESTRANGEIROS QUE ORIENTARAO O GOVERNO DO PAIS NO COMBATE AH CORRUPCAO.

10-03-2022 22:38 Presidente são-tomense cria “comité de sábios” para combater a corrupção Presidente são-tomense cria “comité de sábios” para combater a corrupção facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button São Tomé, 10 mar 2022 (Lusa) – O Presidente de São Tomé e Príncipe anunciou hoje a criação de um “comité de sábios”, que produzirá documentos baseados em modelos nacionais e estrangeiros que orientarão o Governo do país no combate à corrupção e crimes económicos. “Preocupa-me a generalizada perceção do aumento de corrupção no país e refleti sobre como podemos em conjunto, num diálogo nacional, institucional e com a sociedade combater e previr a corrupção. Decidi por isso, utilizar, pela primeira vez, o alto patrocínio da Presidência da República para constituir um comité de sábios, à quem competirá produzir um documento com uma reflexão sobre cenários e perspetivas de combate a corrupção e a criminalidade económica e financeira”, anunciou hoje o chefe de Estado. No seu discurso durante a inauguração de novas instalações da Procuradoria-Geral da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova explicou que “este comité de sábios irá consultar universidades de renome nesta área, recolher exemplo de modelos de instituições e de quadro normativos de vários países, auscultar as instituições nacionais e a sociedade civil” e os parceiros bilaterais e multilaterais do arquipélago. O chefe de Estado acrescentou que acompanhará de perto o organismo que será constituído por “individualidades idóneas”, assegurando que “será um processo inclusivo” onde todos poderão contribuir para “que seja o resultado de uma auscultação geral e descomprometida com qualquer agenda que não seja só e apenas o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”. “Esse exercício não será uma prescrição obrigatória para os Governos, mas seria um instrumento orientador de trabalho”, precisou o Presidente da República. Carlos Vila Nova reafirmou o seu comprometimento na melhoria do setor da justiça e no combate a corrupção, tendo referido que um estudo de opinião pública “revelou que sete em cada dez são-tomenses acreditam que a corrupção aumentou ou aumentou bastante, enquanto no mesmo período em África apenas 5 em cada 10 africanos tinha essa opinião sobre os seus países”. Além disso, o chefe de Estado realçou que “logo nos primeiros dias deste ano, a Organização Transparência Internacional lançava os seus ‘rankings’ de corrupção mundial, no qual São Tomé e Príncipe desceu duas posições”. “Claro que estamos a falar de índice de perceção de corrupção e não de valor factual de corrupção, mas sabemos que o capital social é fundamental para o desenvolvimento das sociedades […] devemos todos por isso preocuparmo-nos e refletirmos sobre este generalizado sentimento de desconfiança por parte dos nossos concidadãos”, defendeu o chefe de Estado. O primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, assegurou a disponibilidade do Governo “para cooperar e continuar a trabalhar para que uma luta seja travada contra a impunidade e ninguém estar acima da lei”. “Há sempre uma margem para se fazer mais e melhor, até porque a modernização da justiça tem que ser feita ou entendida numa visão holística”, disse o chefe do Governo. As novas instalações da Procuradoria-Geral da República inauguradas hoje custaram 294 mil dólares (cerca de 268 mil euros) provenientes dos 3 milhões (cerca de 2.732 milhões de euros) recuperados numa operação de combate ao crime perpetrado por uma máfia internacional. “Reiteramos que estamos determinados na luta da criminalidade mais grave, incluindo a criminalidade económico-financeira, à corrupção e ao branqueamento de capitais. Nunca tais crimes foram tão investigados em São Tomé e Príncipe”, disse o procurador-geral da República, Kelve Nobre de Carvalho. Entretanto, procurador-geral da República defendeu a atualização da do código penal e do processo penas são-tomense, e a lei de branqueamento de capitais para incluir novos mecanismos de perda, nomeadamente “a perda alargada e a perda sem condenação, que está a ser bastantes usada no Brasil, Moçambique e em Angola”. JYAF // RBF Lusa/Fim FONTE LUSA

quinta-feira, 10 de março de 2022

SAO TOME E PRINCIPE FAO FUNDO DAS NACOES UNIDAS PARA A AGRICULTURA E ALIMENTACAO DISPONIBILIZOU CERCA DE 316 MIL EUROS PARA APOIAR 15 MIL FAMILIAS DE AGRICULTORES DE SAO TOME E PRINCIPE AFECTAS PELAS FORTES CHUVAS.

09-03-2022 17:35 FAO apoia com 316 mil euros 15 mil famílias são-tomenses afetadas pelas chuvas FAO apoia com 316 mil euros 15 mil famílias são-tomenses afetadas pelas chuvas facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button São Tomé, 09 mar 2022 (Lusa) – O Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), disponibilizou cerca de 316 mil euros para apoiar 15 mil famílias de agricultores de São Tomé e Príncipe afetadas pelas fortes chuvas, anunciou fonte oficial. O apoio financeiro foi anunciado pelo próprio coordenador sub-regional da FAO para a África Central, Hélder Muteia, em resposta ao pedido do Governo são-tomense. “A FAO, após receber esse pedido, tem agora uma resposta de um projeto de cerca de 350 mil dólares para assistir cerca de 1.500 famílias, de agricultores, de pescadores, de pessoas que trabalham na pecuária e todos que trabalham na cadeia de valores dos sistemas alimentares”, disse Hélder Muteia. O representante da FAO, que está no país no âmbito da primeira semana são-tomense de transição para a economia azul, realçou que “é uma resposta de emergência”, assegurando que a verba já está disponível e deverá ser desembolsada na primeira semana de abril para “ajudar as populações a restabelecerem a sua base produtiva”. “Os projetos de urgência têm sempre uma dinâmica diferente dos outros projetos porque é para assistir população que está afetada, população vulnerável, população que carece de apoio”, explicou o representante da FAO. O novo projeto será direcionado para a aquisição de produtos, no país e no estrangeiro, para apoiar a recuperação da agricultura e, segundo disse Hélder Muteia, "não vai ter grande burocracia na implementação”. “Podemos ter algum problema naqueles produtos que são importados. Sabemos que com a pandemia a importação de produtos é mais lenta, mas de resto, tudo aquilo que é adquirido localmente, tudo aquilo que pudermos fornecer rapidamente através das linhas aéreas, nós vamos fazê-lo imediatamente”, assegurou o coordenador sub-regional da FAO para África Central. Fortes chuvas atingiram São Tomé e Príncipe em dezembro do ano passado e na semana passada e causaram prejuízos avaliados pelo Governo em mais de 33 milhões de Euros. Além de destruição de várias pontes, sobretudo no distrito de Lembá, no norte da ilha de São Tomé, as enxurradas causam duas mortes, inundações de edifícios comerciais e destruíram plantações de vários agricultores. No sábado, o ministro das Infraestruturas explicou que o Banco Mundial disponibilizou 4,5 milhões de dólares (cerca de 4 milhões de euros) como primeira ajuda para a recuperação das pontes sobre o Rio Lembá, de Brigoma e de Paga Fogo, no distrito de Lembá. No entanto, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, reuniu-se com o corpo diplomático acreditado no país, na segunda-feira, tendo referido que o Governo vai continuar "a pressionar" os parceiros para o cumprimento das promessas de apoio ao país. JYAF // JH Lusa/ FONTE LUSA

quarta-feira, 9 de março de 2022

GAS EM MOCAMBIQUE A PRODUCAO DE GAS NATURAL LIQUEFEITO NA BACIA DO ROVUMA NO NORTE DE MOCAMBIQUE VAI ARRANCAR ATRAVES DA PLATAFORMA FLUTUANTE CORAL SUL A PARTIR DE OUTUBRO 2022

Exploração de gás no norte de Moçambique arranca dentro de sete meses A produção de gás natural liquefeito na bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, vai arrancar dentro de sete meses, através da plataforma flutuante Coral Sul estacionada ao largo de Cabo Delgado, anunciou o governo moçambicano. Exploração de gás no norte de Moçambique arranca dentro de sete meses © Lusa Notícias ao Minuto 09/03/22 09:49 ‧ HÁ 5 HORAS POR LUSA ECONOMIA MOÇAMBIQUE Partilhar "Em outubro deste ano vamos começar a ter os primeiros resultados em termos de produção", referiu Filimão Suaze, porta-voz do Conselho de Ministros após a reunião do órgão de terça-feira. A mesma fonte destacou ainda o facto de estar prevista a formação de moçambicanos a bordo da infraestrutura, uma das maiores do mundo na sua classe. "Há um profundo 'know-how' que vai ficando com os moçambicanos e ao longo dos 25 anos previstos" de vida útil da plataforma (numa primeira fase) prevê-se que o número de moçambicanos, que agora é de 27, "vá aumentando". A plataforma de extração e liquefação de gás Coral Sul é a primeira em águas profundas e o primeiro projeto do género desenvolvido em África. A produção (3,4 milhões de toneladas de gás natural por ano) será feita dentro da Área 4 de exploração de Moçambique e vai ser toda vendida à petrolífera BP durante 20 anos, com opção de extensão por mais 10. A plataforma tem depósitos de armazenamento no casco e 13 módulos por cima deles, incluindo uma fábrica de liquefação, um módulo de oito andares onde podem viver 350 pessoas e uma pista para helicópteros. A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma 'joint venture' em co-propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse participativo no contrato de concessão. A Galp, KOGAS (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detém cada uma participações de 10%. FONTE ECONOMIA AO MINUTO

ANTONIO JULIASSE NOVO BISPO DA DIOCESE DE PEMBA, CABO DELGADO, MOCAMBIQUE, PARABENS!

08-03-2022 21:31 Vaticano confirma António Juliasse como bispo de Pemba Vaticano confirma António Juliasse como bispo de Pemba facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Maputo, 08 mar 2022 (Lusa) - O papa Francisco nomeou hoje António Juliasse como bispo da diocese de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, norte de Moçambique, região que vive uma grave crise humanitária devido a uma insurgência armada desde 2017. A nomeação foi anunciada no boletim diário da Santa Sé O novo bispo já liderava a diocese na qualidade de administrador apostólico desde fevereiro de 2021, substituindo Luiz Fernando Lisboa. Antes de rumar a Pemba, António Juliasse Ferreira Sandramo desempenhava as funções de bispo auxiliar de Maputo. Desde que passou a liderar a diocese, o novo bispo tem apontado a violência armada em Cabo Delgado como uma das suas principais preocupações. “A província de Cabo Delgado continua com o mesmo quadro: a insegurança ainda é grande apesar da presença de militares estrangeiros”, referiu numa das suas mais recentes intervenções, durante uma conferência sobre o tema em dezembro. O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas. Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques nalguns distritos usados como passagem ou refúgio temporário. LFO (EYAC/EL)//RBF Lusa/fim FONTE LUSA

PORTUGAL E MOCAMBIQUE, 39 JOVENS DA PROVINCIA DE CABO DELGADO, ESTAO A REALIZAR CURSOS TECNICOS SUPERIORES PROFISSIONAIS NO POLITECNICO DE LEIRIA, NO AMBITO DE UMA COOPERACAO COM O INSTITUTO DE BOLSAS DE ESTUDO DO GOVERNO DE MOCAMBIQUE!

08-03-2022 19:49 Moçambique/Ataques: Politécnico de Leiria abre portas a 39 alunos de Cabo Delgado Moçambique/Ataques: Politécnico de Leiria abre portas a 39 alunos de Cabo Delgado facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Leiria, 08 mar 2022 (Lusa) – Trinta e nove jovens de Cabo Delgado estão a realizar cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP)no Politécnico de Leiria, no âmbito de uma cooperação com o Instituto de Bolsas de Estudo do Governo de Moçambique. Os estudantes de Cabo Delgado, que começaram a chegar a Portugal em dezembro de 2021, estão a frequentar um programa de formação de dois anos, resultante da cooperação entre o Politécnico de Leiria, o Instituto de Bolsas de Estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior moçambicano, e os municípios de Leiria, Caldas da Rainha, Peniche e Pombal. Eduardo Abdulremane, 25 anos, candidatou-se ao TeSP de Cibersegurança e Redes Informáticas. “Espero usufruir de tudo o que o Politécnico de Leiria oferece para depois servir, com todas as capacidades, o que o mercado de emprego me oferecer”, afirmou o jovem à Lusa. O objetivo é aumentar o conhecimento e prosseguir o ciclo de estudos, se tiver possibilidade. Há três meses em Portugal, a maior dificuldade foram as baixas temperaturas. “No nosso país, geralmente, rondam os 30 a 40 graus. Aqui, assim que cheguei ao aeroporto estavam 3 graus. Foi um choque”, confessou Eduardo Abdulremane, mostrando-se muito satisfeito com a receção de docentes e colegas, que “têm sido muito atenciosos e proporcionam tudo” para que se sintam bem acolhidos. O jovem destacou ainda a segurança e liberdade que encontrou em Portugal. Abordando o conflito em Cabo Delgado, disse ser uma “situação muito difícil”, porque já “não é possível ser livre”. “A qualquer momento passava a cavalaria da polícia militar e isso não deixava ninguém em paz. É um problema que não sei quando é que vai terminar. Quando chegámos aqui encontrámos paz, andamos livremente, vemos pessoas sem nenhuma preocupação”, acrescentou. A família de Eduardo ficou em Moçambique, mas “já saíram da zona mais perigosa e refugiaram-se para o lado onde ainda não está em perigo”, o que o deixa “um pouco mais calmo”. A estudar Marketing Digital no Turismo, Elton Marrume, 20 anos, disse à Lusa que pretende estudar para “servir” o seu país e aproveitou para deixar uma mensagem aos colegas moçambicanos: “Peço que ninguém se esqueça de qual é o nosso objetivo em Portugal e não nos podemos deixar levar pelas emoções. Espero fazer valer a pena o protocolo, assim como ele nos escolheu para participar nesta missão tão especial. O futuro de Moçambique somos nós”. Birgite John, 24 anos, está a realizar o curso de Práticas Administrativas e Comunicação Empresarial, e teve uma “adaptação muito rápida”. “Logo depois de chegar, fiz questão de pesquisar alguns pontos estratégicos da cidade e fui explorando à medida que o tempo foi passando. Fiz amigos que me ajudaram também a conhecer esses lugares”, contou. Elogiando a receção de todo o Politécnico de Leiria, assim como dos colegas, a jovem revelou que o “ensino é um pouco diferente da metodologia” à qual estava habituada, o que a faz “querer aprender mais e a prestar mais atenção”. Confessou que o coração fica “apertadinho” quando pensa nos familiares que ficaram em Cabo Delgado, mas também dá-lhe “mais força para superar” as dificuldades. Natural de Pemba, “o centro onde tudo está a acontecer”, a jovem tem acompanhado tudo pela comunicação social e redes sociais e lamentou que todo o conflito obrigue as famílias a deslocarem-se, ficando “sem nada”. “Saíram das suas casas, dos seus locais de residência e perderam muitas coisas. Passar para uma nova cidade, sem bases, com culturas ligeiramente diferentes, é complicado. Fico muito grata por ter esta oportunidade, porque seria difícil fazê-lo lá”, constatou. “Este projeto é marcante para o Politécnico de Leiria, a vários níveis. Desde logo porque tem esta visão de cooperação internacional de dar uma oportunidade, pela formação, aos estudantes do norte de Moçambique. Mas isto é um trabalho que só é possível de forma colaborativa”, explicou o presidente do Politécnico de Leiria. Rui Pedrosa assumiu ser um “orgulho enorme” participar neste desafio. “São estes momentos que mudam as nossas vidas, de quem vê este sorriso a brilhar nos olhos de cada um destes estudantes. No Politécnico temos mais de 70 nacionalidades diferentes. Esta multiculturalidade, que está inclusive na nossa missão, é uma matriz cada vez mais identitária”, acrescentou. A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas desde 2017 tem sido aterrorizada por rebeldes armados sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 859 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas. Desde julho passado, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes. EYC // LFS Lusa/Fim. FONTE LUSA