quinta-feira, 11 de agosto de 2016

INHAMBANE, PROVINCIA DE MOÇAMBIQUE, RECEITAS DE EXPORTAÇÃO DE ÓLEO CRU, BAGAÇO DE COPRA, FIBRA DE COCO E VEGETAIS, CRESCEM 34,4% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016

AS exportações da província de Inhambane renderam, no primeiro semestre do ano em curso, 130.477.90 contos, equivalente a 51,92 por cento da meta anual e uma subida de 34,4 por cento em comparação com igual período do ano passado.
Este comportamento positivo éreflexo dos ganhos da subida da taxa de câmbio transferidos para as exportações locais de óleo cru, bagaço de copra, fibra de coco e vegetais.
A informação está contida no relatório do desempenho do executivo provincial apresentado esta semana ao Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no inicio da sua visita de trabalho àquela região do paίs.
Além do desempenho das culturas indicadas, o sector mineiro destacou-se no período em referência através da exploração dos hidrocarbonetos, nomeadamente gás natural e seu condensado, tendo contribuído com 88.643.328 contos.
Esta e outras actividades realizadas na província de Inhambane resultaram em 8.185.74 mil contos, equivalentes a 53 por cento da produção global.
Entretanto, o governador da província de Inhambane, Daniel Chapo, afirmou no seu informe que a produção global de todas áreas ainda não é suficiente para melhorar a vida de pouco mais de 1.500.000 habitantes daquela província, sobretudo porque o desempenho da produção agrícola não logrou as metas previstas influenciado pelas calamidades naturais.
Dados de avaliação da segurança alimentar realizada em Março último indicavam que 129.827 pessoas estão na situação de insegurança alimentar e nutricional aguda, com o enfoque para os distritos de Panda, Funhalouro, Mabote e Govuro.
Como consequência deste quadro dramático, já foram diagnosticados, na província, casos de desnutrição aguda em 98 crianças. Deste total, 36 casos foram detectados pelas brigadas móveis de saúde e 62 nas unidades sanitárias.
A crise alimentar nestas regiões é apontada como a causa principal da desnutrição, pois, devido à seca, a produção agrícola caiu significativamente. A província conseguiu apenas 1.593.527 toneladas de culturas diversas, contra 2.440.158 toneladas planificadas.
Neste momento, Inhambane necessita de 1.845.138 toneladas de culturas diversas para suprir o défice alimentar, calculado em 251.611 toneladas.
Nos locais afectados pela seca, cerca de 40 por centos dos agregados familiares possui uma dieta inadequada.
Daniel Chapo apresentou ao Chefe de Estado, como desafios para o Governo de Inhambane, a intensificação da exploração das baixas para a produção agrícola, incentivar o envolvimento do sector privado na prática de aquacultura, impulsionar a produção de mudas de cajueiros, concluir a expansão da rede bancária para os distritos de Panda, Funhalouro e Mabote.
Outros desafios passam pela elaboração e operacionalização do roteiro turístico da cidade e província, a realização do festival de marisco em Vilankulo, a retomada do projecto que visa a asfaltagem de alguma rodovias inter-distritais, nomeadamente Homoíne/Panda, Massinga/Funhalouro e Mapinhane/Pafure, além da realização da conferência de investidores no próximo mês de Outubro. Reagindo a esta informação, o Presidente das República elogiou e encorajou o Governo e a população da província de Inhambane pelos esforços em curso com a finalidade de melhorar as condições da vida.
Afirmou que os resultados conseguidos são produto de uma planificação criteriosa e execução conjunta, uma estratégia que deve ser consolidada para o aumento de produção"
FONTE: NOTICIAS, JORNAL DE MOÇAMBIQUE.

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