sábado, 25 de dezembro de 2010

PRODUÇÂO AGRICOLA, MOÇAMBIQUE, BOAS PERSPECTIVAS, PRIMEIRO MINISTRO E MINISTRO DA AGRICULTURA

"Até 2014: Cadeia de produção será realidade. O PRIMEIRO-MINISTRO moçambicano, Aires Ali, garantiu ontem, em Maputo, que ao longo deste mandato (2010-2014) o país terá uma cadeia de produção agrícola e que flua.Maputo, Sábado, 25 de Dezembro de 2010:: Notícias . Aires Ali é citado pela AIM como tendo feito a garantia quando falava durante o Programa Linha Directa, organizado conjuntamente pela Rádio Moçambique e Televisão de Moçambique, estações públicas, tendo também reconhecido que a ausência desta cadeia põe por terra todos os esforços visando o desenvolvimento do sector da agricultura no país. “Neste mandato vamos ter uma cadeia de produção que é um desafio para o país. Nestes cinco anos continuaremos a apostar no aumento da produção e produtividade, mas é preciso ver a questão da comercialização, armazenamento, conservação, etc.”, disse. O Primeiro-Ministro, que fazia o balanço do presente ano que está prestes a terminar, disse que a agricultura é uma prioridade e que o Executivo vai continuar a trabalhar para garantir o seu desenvolvimento. Moçambique é um país com potencialidades agro-ecológicas invejáveis, que ainda estão subaproveitadas, nomeadamente terra, água e não só. Esta situação leva a que o sector, considerado chave para o desenvolvimento do país e garante do sustento das famílias moçambicanas, sobretudo nas zonas rurais, não responda as necessidades do país. De acordo com o Ministro da Agricultura, José Pacheco, Moçambique tem condições para produzir o suficiente para abastecer o mercado nacional e ainda ter excedentes para exportar. De todos os produtos cultivados, Moçambique apenas é auto-suficiente no milho, com mais de 2 milhões de toneladas, e mandioca, com 9.7 milhões de toneladas. No grupo das frutas, a banana está a ser produzida em quantidades mais do que suficientes para satisfazer a demanda interna, que chega a ser exportada (75 mil toneladas/ano). Entretanto, noutros produtos importantes, como o arroz, trigo, batata-reno, tomate, entre outros, o país ainda tem um longo caminho por percorrer. Enquanto não se satisfazem as necessidades nacionais, o país vai continuar a depender da importação de produtos e outros bens básicos de países vizinhos: Africa do Sul e Suazilândia, essencialmente. “O potencial agro-ecológico que temos dá espaço para sermos mais ousados para os produtos em que somos auto-suficientes e para os outros bens alimentares que produzimos, o que vai exigir de nós muito trabalho e acções”, acrescentou Pacheco. Ao longo da campanha 2008/2009, produtores de arroz no regadio de Chókwè, na província meridional de Gaza, perderam mais de 7 mil toneladas da sua produção devido à insuficiência de auto-combinadas para fazer a ceifa.Esta situação mostra que apesar de se conhecerem as potencialidades e vantagens comparativas nalguns produtos, o país continua a fazer poucos investimentos em acções importantes. Aliás, o Primeiro-Ministro reconheceu, recentemente, a necessidade de se melhorar a alocação de recursos orientados prioritariamente às acções que podem trazer grande impacto na agricultura. Moçambique aloca apenas 5.6 porcento do seu Orçamento do Estado (OE) para o sector da agricultura, mesmo depois de o Executivo ter anunciado o aumento para mais de 6 porcento de modo a fazer face às constantes crises de cereais e alimentos no mercado internacional. A União Africana estabeleceu que os governos devem alocar 10 porcento do seu OE para este sector, para que realmente possa garantir a segurança alimentar das populações e não só." Fonte Jornal NOTICIAS.

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