quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

PRIMEIRO MINISTRO DE MOÇAMBIQUE ALBERTO VAQUINA RECONHE JUNTO DO EMPRESARIADO MOÇAMBICANO QUE PARA FAZER NEGÓCIOS É PRECISO DETERMINAÇÃO E CORAGEM, NÃO É TAREFA FÁCIL.

"Determinação e coragem nos negócios" - Vaquina
Vaquina-alberto-ctaO Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, disse hoje ser tarefa dos moçambicanos transformar o actual grande potencial do país em riqueza efectiva que se possa traduzir na melhoria das condições de vida da população.Falando na abertura da segunda sessão do sétimo Conselho Alargado de Consulta (CAC) – um fórum que reúne o governo e o sector privado, representado pela Confederação das Associações Económicas (CTA) -, Vaquina disse que Moçambique tem um grande potencial energético, com um subsolo ainda por explorar, uma exuberante flora e uma fauna invejável, para além de imensos recursos hídricos. 
“Assim, tendo em conta a nova dinâmica gerada pela exploração de recursos naturais, o nosso empresariado deve usar todo o seu engenho e empreendedorismo para tirar o máximo de benefícios que o referido ambiente cria, posicionando-se estrategicamente na exploração desses recursos com vista à consolidação de uma classe empresarial verdadeiramente robusta e comprometida com o desenvolvimento nacional”, disse.Segundo referiu, o governo reconhece que fazer negócio não é tarefa fácil e também não é fácil criar condições efectivas para um clima de negócios cada vez mais competitivo e saudável.“Exige determinação e coragem. Trata-se de procurarmos ser os melhores, num mundo competitivo, sermos competitivos em relação a outras economias da região, criando um clima cada vez mais saudável para o nosso empresariado e a nossa economia”, vincou.Neste encontro, o sector privado reconheceu que o ambiente de negócios em Moçambique é bom, embora careça de melhorias, particularmente ao nível de pequenas e médias empresas, onde ainda é preciso implementar muitas reformas de modo a se tornar mais atractivo.Falando a jornalistas, o presidente da CTA, Rogério Manuel, sublinhou particularmente a criação do sistema de pagamento de impostos Janela Única Electrónica como um grande ganho, estando neste momento a se trabalhar no sentido de se criar um sistema similar de realização de procurement.“Neste momento, já propusemos e vai entrar em discussão o e-procurement, que é uma plataforma similar a Janela Electrónica em que o procurement dos serviços do Estado e de todas as empresas vão entrar numa plataforma onde os concursos vão ser electrónicos e ninguém mais vai interferir nos concursos para tirar proveito da corrupção e outros problemas”, explicou Manuel.Contudo, disse que alguns dos vários problemas que preocupam o empresariado e que ainda carecem de solução e' a questão da implementação efectiva dos incentivos fiscais atribuídos à agricultura, a proposta de isenção das embarcações de pesca ao imposto sob o combustível, bem como sobre os problemas relacionados com a gestão dos scanners instalados nos portos moçambicanos, fronteiras e terminais de mercadorias.Apesar de terem sido discutidos na primeira sessão do sétimo CAC, realizado no primeiro semestre deste ano, estas questões não foram resolvidos este ano, devendo transitar para 2013.Contudo, o Primeiro-Ministro garantiu que, após a identificação destes problemas, daqui em diante, o governo irá trabalhar no sentido de solucionar as preocupações apresentadas pelo sector privado.“A participação do sector privado na economia é vital, é o sector privado que gera o nosso orçamento, os nossos salários e, portanto, nós temos que o encarar com carinho e com respeito de modo a que o sector privado se sinta incentivado cada vez mais a contribuir para a nossa economia”, disse Alberto Vaquina.(RM/AIM)"FONTE RÁDIO MOÇAMBIQUE.

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