sábado, 24 de janeiro de 2015

BMI BANCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS (BMI) CRIA NOVOS PRODUTOS E SERVIÇOS EM MOÇAMBIQUE

Os clientes do Banco Mercantil de Investimentos (BMI) vão beneficiar nos próximos tempos de novos produtos e serviços, em resultado das profundas transformações que esta instituição financeira está a operar, como forma de acompanhar a modernização de entidades bancárias em curso no país.
Falando há dias ao jornal “Notícias”, o director executivo da instituição, Mussa Tembe, disse que as mudanças consistem também na introdução de regras de padrão internacional e transfiguração da imagem do banco.
“Vamos adoptar regras “standard” internacionais, inserir serviços e produtos para fazer do BMI um banco universal. Hoje não temos cartões, ATM’s e internet bank. Precisamos de introduzir esses produtos e serviços e estar mais presentes no país, porque somos um banco puramente moçambicano”, disse o director.
Tembe fez saber que o banco vai privilegiar as pequenas e médias empresas e criará diversos produtos para clientes particulares.
“Tencionamos criar produtos como crédito de habitação com taxas preferenciais, implementaremos, ainda, o crédito ao consumo, que é uma das maiores lacunas que existe no nosso sistema financeiro para os clientes particulares. Quer dizer, existem estes produtos mas as taxas não são adequadas. Tendo esse aspecto em conta, criaremos taxas especiais”.
O BMI traz, por via desta série de mudanças, a integração de seguros nos seus produtos como o principal atractivo para os moçambicanos.
“Incorporaremos o seguro em todos nossos produtos, porque as pessoas não têm o hábito de ir pessoalmente fazer o seguro. E essa inclusão tem uma vantagem. Se acontece algum problema o financiamento está coberto. Portanto, não estaremos a transferir essa carga de financiamento para os filhos ou parceiros”, garantiu.
“Para tal vamos criar prazos adequados, porque sabemos que 10 ou 15 anos não são limites suficientes. Temos que alargar para poder acomodar o prazo de pagamento, que é um dos grandes dilemas em Moçambique. Temos, ainda, que criar taxas mais flexíveis para o cidadão poder suportá-las”, subsidiou.
A imagem deste banco, também, vai ser alvo de mudanças substanciais com vista a adequá-la aos objectivos actuais. As linhas da nova imagem irão basear-se na inovação, presença no mercado e o reflexo da moçambicanidade.
O atendimento personalizado é a outra componente que incorpora o leque dos novos serviços a serem implantados no BMI. Para adoptá-lo às tecnologias de ponta a actual plataforma informática vai ser substituída por uma outra que permite a operação do serviço, uma troca que irá implicar a formação dos actuais 54 colaboradores para se familiarizarem com o sistema.
Aliás, para a operação das transformações o banco tenciona contratar pessoas mais experientes da praça e potenciar os recursos humanos já existentes. “Temos recursos humanos com capacidade para colocar os projectos em prática, mas teremos de ir buscar mais na concorrência. No processo de crescimento precisamos de pessoas com mais experiência. Esta é a regra do jogo. Temos que ir buscar moçambicanos com mais tarimba”, sustentou Tembe.
A iniciativa acarretará custos para o banco, pois terá de remunerá-los ao preço do mercado. “Temos isso em conta e faremos com muito orgulho, porque estaremos a fazer crescer a classe média moçambicana. Portanto, olhamos no sentido positivo. No plano que temos projectámos à busca de recursos humanos com experiência neste mercado e remunerá-los ao preço da praça”, disse.
Estratégia contempla também a expansão
Com dois balcões, ambos localizados em Maputo, a instituição bancária espera expandir-se, primeiro, para as capitais económicas (Maputo, Nampula e Pemba) para depois chegar a alguns distritos, introduzindo novos serviços como forma de garantir que o banco chegue às localidades a custos reduzidos.
Esta instituição financeira tem uma carteira de clientes situada nos cinco mil com tendência a aumentar, segundo o director. Mesmo assim Tembe disse que a sua instituição não se sente sufocada com apresença de outros bancos que já ganharam expressão no mercado.
“Existe espaço para todos. Temos 16 bancos a operarem no país e os moçambicanos são multibancos (têm hábito de possuir contas em vários bancos). A diferença reside no nível de serviço, tipo de produtos que oferecemos, a qualidade de serviços, e no tempo de resposta. Uma das grandes vantagens é que somos puramente moçambicanos, conhecemos o território nacional e não estamos a importar modelos. Valorizamos a moçambicanidade”, defendeu-se."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE

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