segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CRESCIMENTO DE MOÇAMBIQUE PERSPECTIVA DE ECONOMISTA AMERICANO E CONSELHEIRO DO SECRETÁRIO GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS

"Nesta década, segundo o economista Jeffrey Sachs: País tem potencial para crescer. O ECONOMISTA norte-americano Jeffrey Sachs considera que a economia moçambicana tem uma forte probabilidade para crescer a uma taxa média anual de 10 porcento na presente década. De acordo com o economista, que é igualmente conselheiro do Secretário-Geral das Nações Unidas (Ban Kin-moon) para o Cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milénio Dedicadas à Erradicação da Pobreza Extrema no Mundo, concorre para tal situação o facto de países emergentes como a China e a Índia, à semelhança dos países desenvolvidos, demandarem recursos naturais e terra, factores de que Moçambique dispõe em abundância.Maputo, Segunda-Feira, 17 de Janeiro de 2011:: Notícias . Jeffrey Sachs, que falava quinta-feira em Maputo, numa palestra bastante concorrida, organizada pela Associação Moçambicana de Economistas (AMECON), referiu ainda que o país tem um grande potencial na agricultura que, a ser bem aproveitado, pode catapultar as suas exportações, aproveitando as oportunidades existentes no mercado internacional, originadas pela alta de preço dos produtos alimentares. “O país está a beneficiar da introdução de novas tecnologias de informação e comunicação, como é o caso da telefonia móvel. Hoje existem mais de 3 milhões de subscritores deste tipo de serviços, incluindo pessoas pobres. Este é um instrumento muito importante para fortalecer os negócios, a segurança e facilitar a comunicação no seio das famílias e, consequentemente, promover o desenvolvimento”, disse. Jeffrey Sachs afirmou também que Moçambique tem feito “um grande progresso” para erradicar a pobreza. “Não tenho dúvida sobre as vantagens do modelo de crescimento de Moçambique. O seu Produto Interno Bruto (PIB) tem crescido muito rapidamente numa média anual de cerca de 7 ou 8 porcento. É verdade que grande parte deste crescimento resulta dos grandes projectos que são de capital intensivo que não criam muito emprego e não geram rendimentos para o Governo, pois, por isso, o impacto desse crescimento na sociedade ainda é relativamente baixo”, afirmou. Sachs realçou ainda que o país continua com elevados índices de pobreza, analfabetismo e doenças. “No meu ponto de vista, a condições do mercado mundial e a situação internacional favorecem o rápido crescimento de Moçambique nesta década, mas o seu crescimento económico deve ser sustentado não só pelos grandes projectos, como também pelo investimento nos agregados familiares e nas comunidades”, afirmou." Jornal NOTICIAS.

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