"Quebra do consumo em Portugal leva Sonae para novos mercados. Primeira de quatro lojas pronta em 2013. Empregados formados em Portugal

Clube de produtores, formação e rede de distribuição são algumas das contrapartidas para Angola neste projeto" Fonte www.dinheirovivo.pt
Hiper do Continente avança em Angola

Paulo Azevedo, CEO da Sonae
Ricardo Júnior
Ricardo Júnior
O processo corre lento mas dentro dos prazos: é este o sentimento em Luanda para o novo hipermercado da Sonae que vai entrar numa nova fase, com a formação dos primeiros quadros. O projeto da Sonae com a empresária Isabel dos Santos é considerado estratégico, mas o principal desafio é logístico. Sem rede de frio para os alimentos frescos, circuitos de distribuição e cadeias de fornecedores, o novo hipermercado terá de criar estruturas de raiz. A maioria dos produtos ainda chega a Luanda por barco e a renovação de stocks demora muito tempo.
Há uma semana, o Dinheiro Vivo avançou que a primeira parte da equação - uma rede de frio - já foi desbloqueada e tem verbas destinadas em Luanda (36 milhões de euros), depois de ter sido entregue à Hipogeste, detida pelo empresário Hipólito Pires. Segundo apurou o Dinheiro Vivo, a lentidão do projeto da Sonae também se deveu, nos últimos meses, a acertos entre os principais acionistas quanto à divisão do capital. Depois de Belmiro e Paulo Azevedo terem visitado Luanda no ano passado, o CEO da Sonae garantia, em janeiro, que estava pronto para avançar. "Já temos as localizações e equipas escolhidas", disse Paulo Azevedo, apontando um projeto de quatro hipermercados. Na altura, esperava o aval oficial do governo angolano. Agora, com a viagem dos primeiros empregados para receber formação em Portugal, tudo parece encaminhado.Numa primeira fase, o projeto da Sonae deverá representar um investimento de 103 milhões de dólares, focando-se no comércio de bens alimentares em Luanda e no Huambo. Para além da venda ao público, o projeto incorpora também a formação de um clube de produtores angolanos. Segundo apurou o Dinheiro Vivo, esta terá sido uma das condições nas discussões com Luanda, já que a Sonae entra em Angola através de uma parceria com a Condis, empresa maioritariamente detida pela empresária angolana Isabel dos Santos.Com uma inflação de 11,1% e um crescimento do PIB de 9,7% previstos para este ano, a distribuição é um alvo apetecível. Para além do projeto da Sonae, também a Teixeira Duarte tem, desde 1996, uma rede de pontos de venda. Na semana passada, os supermercados angolanos Poupalá anunciaram a sua expansão para a província do Huambo, acompanhando o crescimento rápido do país. Em três anos, de 2009 a 2012, o PIB per capita angolano subiu de 3700 dólares para 8333 dólares.


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