segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CARVÃO DE MOATIZE, PRIMEIRA EXPORTAÇÃO DO PORTO DA BEIRA 35 MIL TONELADAS PODERÃO PARTIR 14 SETEMBRO 2011

"Exportação do carvão de Moatize: Primeira carga sai quarta-feira .AS primeiras 35 mil toneladas de carvão mineral extraído pela Companhia Vale Moçambique, no distrito de Moatize, em Tete, poderão ser exportadas na quarta-feira, dia que se espera seja concluída a operação de carregamento do navio “Orion Express”, atracado desde semana passada, no Porto da Beira. Maputo, Segunda-Feira, 12 de Setembro de 2011:: Notícias. Para já, não se sabe ao certo o destino do carvão, mas aponta-se a Índia ou o Dubai como sendo os países que receberão o mineral de Moatize, cujas exportações estavam paralisadas há mais de 20 anos devido à guerra.O carregamento do navio com a bandeira indiana teve que ser feito com base em meios alternativos, numa operação considerada ainda rudimentar envolvendo dez camiões e 20 banheiras de 15 toneladas cada, mas com produtividade entre cinco e seis mil toneladas por dia.O facto deve-se ao atraso na construção de terminal provisório de carvão no cais-8, cuja conclusão está prevista para Novembro próximo. Nessa altura, o manuseamento do produto vai passar a ser por via tapete rolante.Falando ao “Notícias”, o chefe do Departamento de Marketing e Vendas na Cornelder de Moçambique, Félix Machado, indicou que, primeiro, o navio atracou na terminal de contentores, mas pela distância com o cais-2, facto aliado à circulação de comboios foi movimentado para a terminal de carga geral onde o carregamento decorre satisfatoriamente.Assim, o próximo navio a atracar dentro de um mês terá que obedecer ao sistema normal de carregamento observado no Porto da Beira em moldes de bicha na barra. Para a Cornelder de Moçambique, a reactivação da exportação do carvão mineral em Moçambique afigura-se como um marco histórico em macroeconomia, o que vai ter efeitos positivos na balança de pagamentos, sendo ainda factor dinamizador daquele recinto ferro-portuário.Todavia, a avaliar pelo ritmo acelerado na utilização do Porto da Beira por alguns países do “hinterland”, a Cornelder Moçambique juntamente com a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique começa mesmo a equacionar a possibilidade de construção de novos cais, investimento em terminais especializados como de carvão, fertilizantes, minerais e armazém para tabaco.Machado indicou ainda que outra visão de desenvolvimento daquela infra-estrutura está directamente virada para a construção da terminal de açúcar, aquisição no próximo ano de dois porta-contentores orçados em dez milhões de dólares cada, expansão da terminal de contentores para uma área de 11 hectares, abertura de novos acessos para evitar problemas, no futuro, e reduzir o tempo de espera de navios e camiões no Porto da Beira.Horácio João." Fonte Jornal NOTICIAS.

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