quinta-feira, 25 de abril de 2013

PRESIDENTE DA REPUBLICA DE MOÇAMBIQUE ARMANDO GUEBUZA INAUGURA FABRICA DE CASTANHA DE CAJU EM NANGADE CABO DELGADO NO ÂMBITO DA SUA PRESIDENCIA ABERTA

"Economia
 

Processamento de caju: PR inaugura fábrica de castanha em Nangade


O presidente da República, Armando Guebuza inaugurou na manhã de ontem, nos arredores da sede distrital de Nangade, província de Cabo Delgado, uma fábrica de processamento e empacotamento da castanha de caju, pertença da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, que entretanto, passará a uma gestão privada.Maputo, Quinta-Feira, 25 de Abril de 2013:: Notícias                  
Numa cerimónia simples mas carregada de simbolismo, Armando Guebuza descerrou a lápide comemorativa, depois do que visitou demoradamente a feira-exposição e venda da castanha de quase todo o país ali montada, antes de se inteirar dos detalhes de funcionamento da primeira unidade industrial, naquele ponto de Moçambique. Entretanto, Guebuza chamou a atenção dos proprietários da fábrica, para que, desde já tenham em atenção os aspectos ligados à segurança dos trabalhadores, depois de se aperceber que os operários careciam de alguns meios de protecção, expostos à acidez da matéria-prima da fábrica.Imediatamente, o Ministro da Agricultura, José Pacheco, falando a jornalistas prometeu corrigir a falha com a pontualidade recomendada pelo Chefe do Estado, a partir de uma concertação entre os donos do empreendimento e o Governo do distrito.“A orientação do Chefe do Estado foi imediatamente acatada e hoje mesmo teremos que encontrar a maneira imediata de resolvermos os problemas de protecção dos trabalhadores e outras medidas de segurança no trabalho” prometeu Pacheco. A uma pergunta do “Notícias” sobre se a localização da fábrica era, por outro lado, como se propala, de facto uma medida que visava colocar uma barreira “intransponível” que evite que a castanha de caju produzida em Moçambique seja vendida no outro lado da fronteira, República da Tanzânia, José Pacheco, disse:“Pode vir a contribuir para que, de facto, a nossa castanha não saia para fora das nossas fronteiras. Mas a grande decisão virá do relacionamento entre a fábrica e os produtores, em termos de preços a praticar. Disso sairá a decisão dos produtores de preferirem vender aqui ou fazer longas caminhadas para ir colocar o seu produto”.A tendência da produção nacional, segundo Pacheco, está progressivamente a aumentar, não obstante algumas oscilações derivadas do ciclo normal de desenvolvimento desta cultura e acrescentou que em matéria de agro-processamento Moçambique é dos mais avançados. Produto de uma doação do Governo indiano, o Executivo decidiu que a fábrica fosse dos combatentes, em reconhecimento do seu papel de luta e pela emancipação política do nosso país, facto que obrigava a que fossem desenhadas as formas mais viáveis de operacionalizar a ideia, conforme reconheceu, esta semana, a directora nacional do Instituto de Caju, Filomena Maiópue.“ Tivemos problemas de ordem financeira. O equipamento foi doado pela Índia e quando chegou ao país não estávamos, digamos, preparados financeiramente para transformá-lo em fábrica. Fomos resolvendo o problema ao longo dos anos. Pela localização de Nangade muitos empreiteiros de construção civil não estiveram motivados a se deslocarem àquele ponto”, disse Maiópue.Ela explicava assim, as razões do atraso verificado em relação à conclusão da obra, que teve que passar pelas mãos de dois empreiteiros para que a promessa fosse cumprida, se bem que o primeiro não estava a honrar os seus compromissos.Ainda ontem, o Presidente da República inaugurou o Hospital Rural de Chiúre, recentemente reabilitado e modernizado, segundo sustentam as autoridades sanitárias locais, bem assim visitou as infra-estruturas ferro-portuárias, igualmente reabilitadas e/ou construídas, visando responder a demanda que actualmente se verifica, em razão da logística que as empresas envolvidas na prospecção e pesquisa de hidrocarbonetos necessitam.Pedro Nacuo" FONTE JORNAL NOTICIAS.

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