quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MOÇAMBIQUE E ESPANHA - 2

"Espanhóis interessados em investir em Moçambique. O PRESIDENTE Armando Guebuza diz ter constatado nos contactos mantidos durante a visita oficial que realizou a Espanha, entre 18 a 21 de Outubro corrente, que os espanhóis estão dispostos a avançar com acções concretas de investimento, cabendo a Moçambique fazer a sua parte. Entretanto, o Presidente regressou ontem ao país. Maputo, Sexta-Feira, 22 de Outubro de 2010:: Notícias . Falando em conferência de imprensa que marcou o fim da visita que vinha efectuando ao Reino da Espanha, Guebuza revelou que Moçambique está a preparar-se para deixar de depender da ajuda externa. “Só com apoio de outros países é que Moçambique poderá passar a ser sustentável. Este facto passa necessariamente pela atracção de mais investimentos para as diferentes áreas de desenvolvimento social e económico”, disse Guebuza.“A Espanha é um país desenvolvido que joga papel preponderante no apoio ao desenvolvimento dos países mais necessitados. Por isso, temos que continuar a estreitar cada vez mais as nossas relações políticas, diplomáticas e empresariais entre os dois povos”, acrescentou. Os empresários espanhóis, segundo Guebuza, manifestaram interesse em continuar a expandir as suas actividades na área do turismo e pescas em Moçambique, tendo sublinhado a necessidade para a remoção de todos os obstáculos que possam comprometer os esforços empreendidos nesse sentido.
Segundo o estadista moçambicano, os espanhóis manifestam um interesse particular de investir na banca, criação de infra-estruturas, tais como restaurantes e hotéis, entre outras. Na área industrial, o maior desafio que Moçambique enfrenta é a transformação das matérias primas em produto acabado, para conferir um maior valor acrescentado aos produtos nacionais, razão pela qual o Presidente da República visitou a fábrica de processamento de pescado “CALADERO”. Localizada na cidade de Saragoça, a “CALADERO” opera em mais de 30 países do mundo, processando sete milhões de toneladas de pescado por ano. Na Espanha a empresa emprega 500 trabalhadores. A “CALADERO” também tem como principais actividades o processamento e embalagem de pescado para a sua comercialização no mercado interno e de exportação.
Esta empresa está disposta a trabalhar com Moçambique na instalação de uma indústria do género no país.
“O processamento de pescado em Moçambique é uma indústria que gostaríamos de contar com envolvimento do sector privado espanhol, para trazer benefícios para a nossa economia por via de valor acrescentado e da criação de postos de trabalho”, destacou Guebuza.Os espanhóis possuem uma grande experiência que pode ser muito útil Moçambique. Ambos os países podem complementar-se através da troca de experiências, e do envio de técnicos espanhóis a Moçambique. Aliás, disse Guebuza, “não é possível alcançar um desenvolvimento sustentável sem conhecimento”. As áreas de formação de interesse de Moçambique na Espanha incluem agricultura, sobretudo no sector da irrigação, para o uso racional de água, no caso de cheias e inundações. O presidente Guebuza também referiu se a área de infra-estruturas, destacando que Moçambique produz carvão numa região que dista cerca de 500 quilómetros do local para o escoamento. Por isso, precisa de um sistema logístico a altura, facto que pode ser viabilizado com o apoio espanhol. Filipe Madinga, da AIM# Fonte Jornal NOTICIAS.

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