sábado, 18 de maio de 2013

MARINGUE E BEIRA PROVINCIA DE SOFALA MOÇAMBIQUE CHINA E SINGAPURA INVESTEM EM FABRICAS DE DESCAROÇAMENTO DE ALGODÃO

"Marínguè e Beira: Projectadas fábricas para processar algodão


 DUAS mega-indústrias de descaroçamento de algodão serão construídas ainda este ano no distrito de Marínguè e na cidade da Beira, em Sofala. Trata-se de empreendimentos de investidores estrangeiros, designadamente da China e Singapura, cujas previsões apontam poderem empregar cerca de mil pessoas e ainda absorver todo algodão produzido no país.Maputo, Sábado, 18 de Maio de 2013:: Notícias              
A empresa de investidores de Singapura, denominada OLLAM de Moçambique, decidiu lançar a sua indústria no bairro da Cerâmica, na cidade da Beira. Entre os projectos de processamento, que serão de cinco mil toneladas anuais, vai igualmente produzir algodão para o uso clínico. Serão empregados 300 trabalhadores e o seu investimento está avaliado em três milhões de dólares norte-americanos.
A projectada fábrica da localidade de Súbuè, no posto administrativo de Nhamapaza, distrito de Marínguè, é da pertença da China Africa Cotton (CAC), cuja primeira pedra foi quarta-feira lançada pelo Ministro da Agricultura, José Pacheco. A mesma terá a capacidade de processar 30 mil toneladas de algodão caroço e ainda produzir três mil litros de óleo alimentar por ano.    Para a dinamização das obras, os investidores chineses que há três anos se encontram no nosso país prevêem desembolsar mais de seis milhões de dólares norte-americanos. Conforme explicou a sua representante, Hu Xiuxiang, o investimento que se pretende visa trazer ganhos tanto para a empresa como para os produtores “que são a nossa razão de hoje estarmos aqui”. Xiuxiang, que contou o historial da empresa, que também opera em outros pontos do Continente Africano, louvou os produtores de Marínguè, caracterizando-os como bons trabalhadores, o que fez com que ao longo dos três anos a sua produção crescesse, o que motivou a direcção da empresa em investir na fábrica de descaroçamento do algodão. Xiuxiang aproveitou a oportunidade para exigir ao Governo a instalação da energia eléctrica para garantir um bom funcionamento da indústria. O ministro José Pacheco disse a jornalistas que tal vai acontecer, pois o Governo já aprovou a sua execução.   Dirigindo-se à população camponesa, o governador de Sofala, Félix Paulo, disse que a empresa que se vai edificar em Marínguè é um dos instrumentos criados pelo Executivo para o combate à pobreza. Apelou, no entanto, aos produtores no sentido de investirem nos seus conhecimentos para aumentar mais áreas de cultivo e ainda apostarem na diversificação de culturas para que seja menos dependente da cíclica situação da estiagem que tem assolado aquela região. Já o Ministro de Agricultura, José Pacheco, que procedeu ao lançamento da primeira pedra para construção das duas indústrias, disse que a referida firma constituiria o túmulo da pobreza no distrito e província, em particular, e no país, em geral.
Rodrigues Luís" FONTE JORNAL NOTICIAS

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