quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MATOLA: II FORUM EMPRESARIAL DO MUNICIPIO

"SADC: Impacto da integração é visível na economia - Ministro da Indústria e Comércio, no II Fórum Empresarial do Município da Matola.A ADOPÇÃO de instrumentos comuns e a harmonização das leis e regulamentos no quadro da integração regional estão a resultar num aumento da interacção e consequente incremento de negócios entre os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), segundo leitura do ministro da Indústria e Comércio, um dos oradores do II Fórum Empresarial do Município da Matola, realizado ontem naquela cidade. Maputo, Quinta-Feira, 16 de Setembro de 2010:: Notícias .António Fernando reconhece que não há nenhum estudo específico a respeito do impacto da abertura do mercado regional sobre a economia daquele município, mas garante que não há indicação de que alguma empresa tenha decretado falência em consequência do processo de integração que, em contrapartida, segundo ele, tem estado a levar empresas nacionais a aumentar a produção e a exportar para a região, e a recorrer cada vez mais a matérias-primas locais na sua laboração. Na sua tese, o ministro da Indústria e Comércio referiu que, como resultado das políticas de integração regional, há cada vez mais empresas que se propõem a instalar-se no espaço territorial da Matola, aproveitando o múltiplo potencial que o município oferece. A par disso, outras tantas pequenas e médias empresas estão a ressurgir depois de anos de paralisação devido a factores conjunturais, a exemplo da antiga Texlom, que já produz para exportação, ou da Vidreira, cuja reaparição no mercado vai cobrir uma lacuna que o país tem na oferta de embalagens, elas que respondem por cerca de 30 porcento do valor do produto.Ligado às políticas, regulamentos, instrumentos e infra-estruturas comuns, António Fernando disse ser notório o valor acrescentado à economia do país, em geral, e da Matola, em particular, trazido, por exemplo, pela abertura da Auto-Estrada Maputo/Witbank (N4), pela abolição de vistos de entrada ou pela introdução da Carta de Condução da SADC, elementos que, segundo ele, introduziram uma nova dinâmica nos negócios, esperando-se um ainda maior impulso a esse crescimento com a futura fronteira de paragem única ora em construção entre Moçambique e África do Sul. “É preciso criar condições para que os investidores encontrem no país as condições necessárias para retomar a produção e não acabem desistindo, optando por outros destinos por não encontrarem aqui o ambiente que procuram para se sentirem bem”, disse.O Presidente do Conselho de Administração do Millennium bim, Mário Machungo, que dissertou sobre tema “Governação Corporativa, A Pobreza, Crescimento Económico e Desenvolvimento”, destacou o facto de muitas pequenas e médias empresas moçambicanas não terem estabilidade e seriedade nos seus negócios, facto que as fragiliza na sua relação com os parceiros. Segundo Machungo, o cumprimento dos contratos e da legislação faz parte das boas práticas de governação corporativa e isso reduz os riscos sempre presentes no negócio.O objectivo do fórum era contribuir para a criação de um ambiente de negócios que incentive o empresariado nacional e estrangeiro a olhar para este espaço territorial como um dos destinos preferenciais para o seu investimento. A antiga primeira-ministra, Luísa Diogo, e o presidente do município, Arão Nhancale, intervieram igualmente no evento, em cuja sessão de abertura esteve presente o Primeiro-Ministro, Aires Ali." Fonte jornal NOTICIAS.

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