"Boa noite, No ano que agora terminou, Portugal foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte. A partir do 2º semestre de 2010 já ninguém pôde negar que o país atravessa uma situação de grave crise económica e financeira, a qual tem efeitos negativos no plano social. Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os Portugueses, foi finalmente reconhecido por todos, a começar pelos decisores políticos. Não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória. No ano de 2010 comemorou-se o centenário da República e os 25 anos da nossa adesão às Comunidades Europeias.
A República, a democracia e a integração na União Europeia constituem opções estratégicas que Portugal tomou no século XX. Em torno delas, formou-se um grande consenso nacional. O regime republicano encontra-se plenamente consolidado ao fim de 100 anos de existência. Por outro lado, é em democracia que todos aspiramos viver e ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura. Por fim, nenhuma pessoa de bom senso pode questionar o acerto da opção que tomámos ao participar no projecto europeu e na moeda única, o euro. Uma República democrática e integrada na União Europeia corresponde à síntese daquilo que somos e daquilo que queremos ser nos alvores deste novo milénio. Os tempos que atravessamos são de grandes dificuldades. Seria faltar à verdade afirmar que essas dificuldades vão desaparecer no ano que agora começa. Portugal tem hoje mais de 600 mil desempregados. O desemprego está a penalizar muito os mais jovens. A par disso, assistimos ao recrudescimento da pobreza em níveis que são intoleráveis. É sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos, sem excepções ou privilégios. Perante as situações de pobreza e exclusão com que somos confrontados, pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana nem com o valor fundamental da coesão social. A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011. Os Portugueses deram mostras, ao longo do ano de 2010, que reconhecem o valor e a importância da coesão e da solidariedade. O País foi afectado por intempéries naturais, na Madeira, nos Açores, no Continente. Logo se geraram campanhas de apoio às famílias e aos cidadãos atingidos por essas situações de calamidade. É também exemplar o modo como os Portugueses participaram nas campanhas lançadas pela sociedade civil com vista à recolha de produtos alimentares e bens de primeira necessidade. Às instituições de solidariedade social e àqueles que se destacam no trabalho de voluntariado, em especial ao voluntariado jovem, quero, como Presidente da República, deixar uma palavra do meu maior apreço. Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança. É por tudo isto que considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza. Estou certo de que podemos vencer. Vivemos nesta terra há muitas centenas de anos. A nossa História teve momentos tão ou mais difíceis do que este. Durante várias décadas, perdemos até a independência, mas soubemos reconquistá-la. Atravessámos situações financeiras muito graves e hoje, todos temos de o reconhecer, possuímos uma vida melhor do que todas as gerações que nos precederam. Portugal é, actualmente, um país mais justo, mais desenvolvido e mais livre do que o foi ao longo de toda a sua História. É justamente por isso, porque temos capacidade de ultrapassar as dificuldades do presente, que temos de nos unir. Não podemos deixar para trás os que mais precisam: os jovens que buscam emprego, os desempregados de longa duração, os idosos mais carenciados, os que sofrem a pobreza e a exclusão, as crianças em risco, os deficientes, as famílias que enfrentam grandes privações. A luta para que estes Portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos. Como tenho vindo a insistir há muito tempo, o caminho do nosso futuro tem de assentar muito claramente no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade das nossas empresas e na redução do endividamento do País ao estrangeiro.A todos os Portugueses, quer os que vivem no país, quer os que vivem no estrangeiro, desejo um ano de 2011 feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança. A todos os Portugueses, desejo um Bom Ano Novo. Boa noite."
domingo, 2 de janeiro de 2011
MOÇAMBIQUE MENSAGEM DE FIM DE ANO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA
"“Pedra a pedra vamos construindo o futuro próspero que todos ansiamos” – Guebuza em mensagem de fim de ano . 31/12/2010. O Presidente Armando Guebuza, exortou hoje, 331, a todos os cidadãos nacionais e estrangeiros, que se encontram em território nacional, a pautarem pelo espírito de cidadania exemplar, civismo e responsabilidade durante os festejos da transição para o ano novo. Em mensagem dirigida a nação, por ocasião do fim de ano, Guebuza apelou a todos para que neste momento festivo, tenham sempre presente que a festa do fim do ano é apenas a celebração de um novo ano que chega para durar mais 365 dias até a chegada de um outro ano. Assim sendo, o Chefe do Estado moçambicano, apelou ao respeito e maior colaboração com as autoridades da Lei e Ordem para que a passagem de 2010 a 2011 produza apenas boas memórias na vida de todos os moçambicanos. “O ano de 2010 testemunhou inúmeras realizações de entre as quais destaque particular vai para a consolidação de princípios e valores como a auto-estima e o amor pelo trabalho, a moçambicanidade, a unidade nacional e a cultura de Paz, valores que foram iluminados pela Chama da Unidade que percorreu todos os distritos por ocasião dos 35 anos da Indecência Nacional”, destaca a mensagem. Segundo Guebuza, não obstante os imensos desafios que enfrentados em 2010, o volume de investimentos públicos e privados, nacionais e estrangeiros, aumentou tanto no campo como na cidade, facto que possibilitou a edificação de varias infra-estruturas sociais e económicas que trouxeram melhoria na qualidade de vida dos moçambicanos. O Chefe do Estado afirma que “muitos mais feitos de 2010 foram realizados com a determinação, perseverança e trabalho árduo, atestam a nossa convicção de que podemos e vamos fazer a pobreza passar para a historia, graças a contribuição que cada um de nos vai dando”. “Estamos cientes de que muito há ainda por fazer, mas como demonstramos ao longo de 2010 e dos anos precedentes, pedra a pedra vamos construindo o futuro próspero que todos ansiamos”, reconhece o Presidente da República, adiantando que o fim do ano propicia momentos de reflexão e introspecção sobre as realizações. “E o momento em que cada um de nós se interroga sobre o que poderia ter feito mais por si e pelos próximos, olhando para as oportunidades que se lhe apresentaram. Esse é um importante exercício de introspecção, de olharmos para dentro de nós próprios para vermos o que alcançamos e o que mais poderíamos ter feito para maximizar o bem-estar”, explica Guebuza. Na região e no mundo, segundo Guebuza, Moçambique tem estado presente em várias missões que propiciam que o país goze de um prestígio crescente no concerto da nações e, por essa via, usufrua de simpatias de várias nações e na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sendo por isso destino de eleição para investimentos. Guebuza termina a sua comunicação a nação destacando que as visitas de digníssimos estrangeiros a Moçambique e os convites que lhe têm sido endereçados para visitar outros países atestam o crescimento do prestigio e propiciam a diversificação de parcerias no plano internacional, (RM/AIM)" Fonte Rádio Moçambique.
CAMARÃO MOÇAMBICANO PARA PORTUGAL, ESPANHA E FRANÇA - TOCA A PROCURÁ-LO!
"Empresa moçambicana exportou 600 toneladas de camarão para Portugal, Espanha e França . 01/01/2011
A AQUAPESCA, empresa moçambicana vocacionada à aquacultura no distrito de Inhassunge, província central da Zambézia, exportou cerca de 600 toneladas de camarão tigre para o mercado europeu, nomeadamente Espanha, Portugal e França. François Grosse, director de operações daquela empresa, e’ citado pelo “Diário de Moçambique” um jornal editado na Beira, como tendo dito que a quantidade de camarão exportada em 2010 corresponde a média desde que a empresa iniciou a comercialização deste crustáceo no mercado externo, em 2005.François Grosse explicou que a produção de camarão na AQUAPESCA é feita com a certificação orgânica Agricultura Biológica, tutelada por um organismo internacional ligado a esta actividade e que a empresa está a preparar-se para exportar em 2011 igual quantidade para a Europa onde, conforme referiu, “tem muita aceitação”.“O grande sonho da empresa é atingir uma produção de oitocentas a mil toneladas de camarão por ano. Estamos a trabalhar para que esse sonho um dia se torne realidade”, afirmou. A concretização do referido sonho, explicou Grosse, passa pela criação de condições tais como a potenciação da maternidade de camarão em Nacala, na província nortenha de Nampula, que está neste momento dotada de seis tanques, incluindo outras infra-estruturas indispensáveis a este tipo de actividade. A maternidade que funciona em Nacala tem capacidade para criar 25 milhões de camarões, que depois são transportados em caixas próprias para as bacias existentes em Inhassunge, onde permanecem durante o período de crescimento. Para a prossecução deste objectivo, acabam de ser construídas em Inhassunge 52 bacias para o crescimento do camarão, ocupando uma área de 350 hectares. Cada bacia tem capacidade para conservar 700 mil camarões.Com um efectivo de 550 trabalhadores, maioritariamente moçambicanos, ligados às áreas de criação de camarão, engorda, tratamento e processamento, aquela empresa tenciona expandir a partir de 2011 o seu mercado para os Estados Unidos da América (EUA). (RM/AIM)" Fonte Rádio Moçambique.
NB: O PIRI PIRI JÁ ESTÁ A CAMINHO!
A AQUAPESCA, empresa moçambicana vocacionada à aquacultura no distrito de Inhassunge, província central da Zambézia, exportou cerca de 600 toneladas de camarão tigre para o mercado europeu, nomeadamente Espanha, Portugal e França. François Grosse, director de operações daquela empresa, e’ citado pelo “Diário de Moçambique” um jornal editado na Beira, como tendo dito que a quantidade de camarão exportada em 2010 corresponde a média desde que a empresa iniciou a comercialização deste crustáceo no mercado externo, em 2005.François Grosse explicou que a produção de camarão na AQUAPESCA é feita com a certificação orgânica Agricultura Biológica, tutelada por um organismo internacional ligado a esta actividade e que a empresa está a preparar-se para exportar em 2011 igual quantidade para a Europa onde, conforme referiu, “tem muita aceitação”.“O grande sonho da empresa é atingir uma produção de oitocentas a mil toneladas de camarão por ano. Estamos a trabalhar para que esse sonho um dia se torne realidade”, afirmou. A concretização do referido sonho, explicou Grosse, passa pela criação de condições tais como a potenciação da maternidade de camarão em Nacala, na província nortenha de Nampula, que está neste momento dotada de seis tanques, incluindo outras infra-estruturas indispensáveis a este tipo de actividade. A maternidade que funciona em Nacala tem capacidade para criar 25 milhões de camarões, que depois são transportados em caixas próprias para as bacias existentes em Inhassunge, onde permanecem durante o período de crescimento. Para a prossecução deste objectivo, acabam de ser construídas em Inhassunge 52 bacias para o crescimento do camarão, ocupando uma área de 350 hectares. Cada bacia tem capacidade para conservar 700 mil camarões.Com um efectivo de 550 trabalhadores, maioritariamente moçambicanos, ligados às áreas de criação de camarão, engorda, tratamento e processamento, aquela empresa tenciona expandir a partir de 2011 o seu mercado para os Estados Unidos da América (EUA). (RM/AIM)" Fonte Rádio Moçambique.
NB: O PIRI PIRI JÁ ESTÁ A CAMINHO!
sábado, 1 de janeiro de 2011
"ÁFRICA QUER EFICIÊNCIA DE PORTOS E CORREDORES" - RECENTE REUNIÃO EM MOMBAÇA
"África quer eficiência de portos e corredores . REPRESENTANTES de portos e corredores da África Austral e Oriental reuniram-se recentemente na cidade queniana de Mombaça para examinar questões que afectam a facilitação do comércio entre os países do continente e discutir a viabilidade do estabelecimento de um grupo de trabalho para o desenvolvimento de uma rota funcional de comércio ligando as duas regiões. Maputo, Sábado, 1 de Janeiro de 2011:: Notícias . A ideia de fundo, segundo informação divulgada pelo Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI), é que os portos e corredores africanos precisam atingir níveis elevados de eficiência na prestação de serviços, por forma a intervirem melhor na facilitação do comércio, no desenvolvimento dos países e na prossecução dos objectivos da integração das várias comunidades económicas regionais. Participado por 53 delegados de doze países africanos, incluindo Moçambique, o evento teve como foco das discussões a importância dos portos e corredores na facilitação do comércio e na importância das infra-estruturas no desenvolvimento da competitividade dos sistemas de transportes e rotas comerciais em África. As várias apresentações feitas no encontro tiveram como denominador comum os desafios que se colocam aos países do hinterland africano, o desenvolvimento dos caminhos de ferro e o impacto que o declínio dos sistemas ferroviários vem tendo sobre as infra-estruturas rodoviárias, em particular, e sobre a eficiência do transporte em África. Os participantes acordaram no estabelecimento de um corpo que, sob os auspícios da Associação dos Gestores dos Portos e Corredores da África Austral e Oriental (PMAESA), deverá coordenar as actividades dos portos e corredores nas duas regiões. O encontro vincou ainda que a coordenação das actividades dos corredores em África é crucial para assegurar que todos cresçam e atinjam níveis óptimos de eficiência na prestação de serviços. Participaram no encontro delegados de Moçambique, Angola, Burundi, Djibouti, Quénia, Malawi, Namíbia, Ruanda, África do Sul, Sudão, Tanzania e Zâmbia, tendo tomado parte, como convidados, representantes de várias organizações económicas regionais, nomeadamente SADC, COMESA e EAC, além do Banco Mundial, USAID e a Trade Mark East Africa.Fonte Jornal NOTICIAS
BRASIL - DILMA ROUSSEFF DISCURSA NA SUA TOMADA DE POSSE - 1 DE JANEIRO 2011
Sendo em Portugal quase 18h00m de 1 de Janeiro de 2011, prestes a terminar o discurso da primeira mulher a ser PRESIDENTA como a própria se intitula do BRASIL, durou quarenta minutos. Foi considerado como uma evidência da democracia no Brasil. Todas as vertentes sociais e politicas foram consideradas, não guarda rancor a quem lhe fez mal a si e aos seus seguidores, o OBJECTIVO É SEGUIR EM FRENTE E FAZER MAIS.
GORONGOSA , PROVINCIA DE SOFALA, 15 - O QUE FOI ATÉ 2010 E O QUE VAI SER
"Dezembro, 2010 . Estimado/a Augusto, A equipa de colaboradores do Parque Nacional da Gorongosa deseja-lhe uma Feliz Quadra Festiva para si e para toda a sua família. Gostaríamos de aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os amigos da Gorongosa o apoio que nos deram durante o gratificante ano de 2010! "Africa's Lost Eden": Prémios e Participações em Festivais . O Projecto de Restauração da Gorongosa tem o prazer de anunciar que o filme produzido pela National Geographic sobre o Parque da Gorongosa "Africa' s Lost Eden," foi considerado um dos melhores filmes de 2010 pelo Comité Internacional de Festivais de Filmes de Turismo (CIFFT), num evento que teve lugar em Viena de Áustria.
Parque Nacional da Gorongosa e 2010: muito mais do que um Cinquentenário! O Parque Nacional da Gorongosa - um tesouro mundial de biodiversidade - celebrou o seu Quinquagésimo Aniversário em 2010. A Gorongosa em 1960 passou oficialmente a ser designado por Parque Nacional; anteriormente era uma Reserva de Caça, onde, por decreto, desde 1935 a caça não era permitida.
Parque Nacional da Gorongosa liberta mais búfalos e bois-cavalos nas planícies à volta do Lago Urema - no Coração da Área Pública para Safaris . Uma parte dos búfalos e bois-cavalos que antes se encontravam protegidos no Santuário de Fauna Bravia do Parque Nacional da Gorongosa foram recentemente libertados para dentro do grande Parque.. "The Huffington Post" publica a História da Restauração da G . O Projecto de Restauração da Gorongosa foi analisado pelo Dr. Rob Pringle, ecologista da Universidade de Harvard, nos artigos "Onde o Vale do Rift Acaba" e "O Renascer do Parque Nacional da Gorongosa" publicados recentemente pelo The Huffington Post. Parque Nacional da Gorongosa Forward email. This email was sent to rop82964@mail.telepac.pt by newsletter@gorongosa.net. Update Profile/Email Address Instant removal with SafeUnsubscribe™ Privacy Policy.
Gorongosa National Park
National Road 1
District of Gorongosa
Sofala Province
00000 "
OS MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS E PARABÉNS A UM DOS POUCOS E VERDADEIROS PARQUES NATURAIS DO MUNDO : PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA, A TODOS OS HUMANOS QUE TÊM CONTRIBUIDO PARA A PRESERVAÇÂO DESTA BIODIVERSIDADE ÍMPAR A NIVEL MUNDIAL.
Parque Nacional da Gorongosa e 2010: muito mais do que um Cinquentenário! O Parque Nacional da Gorongosa - um tesouro mundial de biodiversidade - celebrou o seu Quinquagésimo Aniversário em 2010. A Gorongosa em 1960 passou oficialmente a ser designado por Parque Nacional; anteriormente era uma Reserva de Caça, onde, por decreto, desde 1935 a caça não era permitida.
Parque Nacional da Gorongosa liberta mais búfalos e bois-cavalos nas planícies à volta do Lago Urema - no Coração da Área Pública para Safaris . Uma parte dos búfalos e bois-cavalos que antes se encontravam protegidos no Santuário de Fauna Bravia do Parque Nacional da Gorongosa foram recentemente libertados para dentro do grande Parque.
Gorongosa National Park
National Road 1
District of Gorongosa
Sofala Province
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OS MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS E PARABÉNS A UM DOS POUCOS E VERDADEIROS PARQUES NATURAIS DO MUNDO : PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA, A TODOS OS HUMANOS QUE TÊM CONTRIBUIDO PARA A PRESERVAÇÂO DESTA BIODIVERSIDADE ÍMPAR A NIVEL MUNDIAL.
INHAMBANE - FACTOS, NÚMEROS, DÃO-NOS RESULTADOS ENCORAJADORES PARA 2011, ANO QUE HOJE COMEÇA!
"Inhambane em desenvolvimento - garante Júlio Muiocha, director do Plano e Finanças . OS resultados divulgados pelo Ministério de Planificação e Desenvolvimento no segundo semestre de 2010 sobre incidência da pobreza e desigualdade na óptica de consumo colocam a província de Inhambane na sexta posição com uma taxa de 57.9. Esta cifra, equivale uma redução de 22 porcento do índice de pobreza nos últimos doze anos, pois, em 1997 a taxa de pobreza em Inhambane era de 82.6 porcento.Maputo, Sábado, 1 de Janeiro de 2011:: Notícias . Em termos simples, a província está na rota do desenvolvimento, segundo garantiu o director do Plano e Finanças, Júlio Muiocha, em entrevista balanço do ano que amanha termina.
Notícias( N) - Que factores estão a contribuir para que a província de Inhambane esteja já na senda do desenvolvimento ? Júlio Auxílio Muiocha ( JAM) - Primeiro devo dizer que a sociedade civil é actor principal do desenvolvimento, pois, cada um no seu canto nas suas actividades quotidianas, contribuiu muito para o progresso individual e colectivo da província. Mas devo explicar que os 57.9 porcento da actual taxa de incidência da pobreza foram possíveis com operacionalização de vários instrumentos, nomeadamente, cumprimento das metas para o desenvolvimento do milénio, plano estratégico da província, o cumprimento do plano para a redução da pobreza PARPA II, entre outras actividades. N - Como se reflecte a redução de 22 porcento de pobreza na vida da população? JAM - Reflecte-se na estabilidade da segurança alimentar, como também reduziu significativamente o número da população vulnerável ao passar dos cerca de 300 mil pessoas para actuais 46 a 45 mil pessoas que ainda precisam de uma assistência em determinados momentos. Portanto, temos um número reduzido de pessoas que necessita de distribuição de comida no intervalo de uma campanha agrícola para outra. Actualmente, mais de 90 porcento da nossa população anda menos de trinta quilómetros para ter acesso uma fonte de água, mais de 60 porcento da população anda menos de 30 minutos para um ter acesso a um hospital próximo, 54 porcento de alunos percorre menos de 30 minutos para atingir uma escola, 60 porcento da população anda meia hora para ter acesso uma loja mais próxima, 60 porcento consegue atingir uma esquadra policial em menos de uma hora de tempo. Nos últimos tempos aumentou o investimento do sector público e privado quer nacional quer estrangeiro, houve incremento de novas construções melhoradas, iluminação eléctrica e água canalizada.
N - Mais concretamente, o que aconteceu neste tempo em termos obras práticas? JAM - Na produção global passamos de 2248,97 de toneladas em 2004 para 5054,08 em 2009 o que equivale um médio de crescimento de 11.1 porcento, ou seja, passamos 416.038 toneladas de culturas diversas em 2004 para 1699.562 toneladas em 2009, o que significa um crescimento na ordem dos 52,4 porcento na produção de comida, no fomento pecuário passamos de 420.205 para1568.123 animais, sendo 158.925 bovinos cerca de 24 mil ovinos, mais de um milhão de caprinos e mais de 360 mil suínos além de trinta búfalos. A produção pesqueira anda actualmente na casa dos 6498,9 toneladas contra 3099,0 em 2004 uma produção equivalente a 36.4 porcento de crescimento, na industria saímos dos 100 unidades para 166 estabelecimentos industriais que produzem actualmente cerca de 234,08 toneladas contra 138,32 toneladas, a comercialização agrícola apesar das dificuldades da colocação dos excedentes agrícolas nos grandes centros comerciais devido à degradação das vias de acesso, atingimos 17,5 porcento de crescimento traduzido pelo salto que se verificou de 19.320,0 toneladas em 2004 para 41.851,5 em 2009. No Turismo passamos de 24.980,66 milhões de meticais em 2004 para 60 milhões de contos da receita cuja produção igualmente passou de 149.883,98 para 360 milhões de meticais, o investimento nesta área subiu de 2779,00 dólares para 175 milhões de dólares norte-americanos. Passámos de 270 estâncias turísticas para 491 estâncias em 2009, aumentámos o número de trabalhadores nesta área de 2.22 para 5.265, as camas passaram de 3750 para 12.880 e as chegadas de turistas passaram de 43.126 para 125 mil pessoas. Na energia eléctrica contamos actualmente com 23.214 mil consumidores e apenas três os distritos é que não têm energia de qualidade ou seja da rede nacional, nomeadamente Funhalouro, Mabote e Panda. Vilankulo, Inhassoro, Govuro e as ilhas do arquipélago do Bazaruto recebem energia eléctrica gerada a partir de gás natural. Quanto ao emprego foram criados desde 2004, 56.794 postos de empregos sendo 32.970 pela implementação do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgo, sete milhões de meticais. A rede escolar passou dos 753 escolas para 1002 tendo permitido igualmente passar dos 308.324 alunos para 395.721 alunos significando um crescimento de 28,3 porcento, a rede sanitária passou dos 104 unidades para 116 unidades hospitalares, a taxa de cobertura de abastecimento de água situa-se actualmente em cerca de 64.7 porcento resultado de existência de pouco mais de duas mil fontes de água operacionais servindo a 1294.209 pessoas nas zonas rurais e 73.052 pessoas são servidas pelos pequenos sistemas. N - Qual é a contribuição dos grandes projectos na elevação da economia da província? JAM - Os grandes projectos representam um peso assinalável no crescimento da província, mas é necessário destacar as pequenas iniciativas das comunidades porque estas de facto fazem a diferença sem no entanto obscurar a participação dos projecto no âmbito de cumprimento da responsabilidade social. É bom também indicar aqui que os chamados projectos ancoras, por exemplo a SASOL a sua contribuição ou seja, as receitas são de nível central, mas a província se beneficia muito pela grande contribuição que tem vindo a dar a sociedade através de construção de infra-estruturas, postos de saúde, escolas, fontes de água. O Estádio Municipal de Vilankulo foi construído pela SASOL no âmbito da responsabilidade social, da exploração e comercialização do gás natural no norte da província. Como a SASOL, existem outros projectos que a sua contribuição é feita através de apoio directo as comunidades. SETE MILHÕES “REVOLUCIONAM” Maputo, Sábado, 1 de Janeiro de 2011:: Notícias . UM dos temas em voga quando se fala da economia do país, é, sem dúvidas, o desempenho do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgos sete milhões de meticais, por causa do incumprimento por parte dos mutuários dos seus deveres. O nível de desembolso ainda é insignificante. N - O que se oferece dizer quanto ao Fundo de Desenvolvimento Distrital? JAM - Não podemos avaliar a importância ou contributo dos sete milhões de meticais na melhoria das condições da vida das comunidades apenas na vertente de reembolsos dos fundos por parte dos mutuários. É, sim, necessário ver o impacto dos vários projectos financiados por este fundo nas comunidades. Devo dizer que a relativa estabilidade da segurança alimentar que Inhambane vive nos últimos tempos, deve-se em parte ao desempenho dos projectos de produção de comida financiados pelo FDD. Desde que o programa começou na província de Inhambane, já foram criados cerca de 37 mil postos de empregos beneficiando moçambicanos. N - Mas qual é a real situação dos reembolsos em Inhambane? JAM - Neste capítulo apraz-me explicar que Inhambane já está implementar um plano de reembolsos até 2014, e que prevê a recuperação de mais de 100 milhões de meticais dos 441.565,29 milhões de meticais desembolsados que financiaram 3712 projectos. Neste momento temos na conta, cerca de 30 porcento dos cerca de 103 milhões estabelecidos como meta até 2014. Para o efeito, foram introduzidas algumas reformas na natureza dos contratos com os mutuários. Primeiro são financiados projectos que tenham inserção nas comunidade de acordo com a realidade da região, segundo os mutuários com acompanhamento dos respectivos conselhos consultivos de localidade até distrito e lideres comunitário, devem indicar o período do início de reembolso respeitando, no entanto, o tempo normal de desenvolvimento de projecto. Há projectos de curta duração, por exemplo, projectos de comércio, em que o início de reembolso acontece quatro a cinco meses depois, mas os projectos da agricultura ou criação de animais, o seu retorno acontece um ou dois anos depois, portanto os reembolsos vão até dez anos. Mas também é preciso esclarecer que todos processos são melhorados ao longo do tempo. Quanto mais surge um problema, estuda-se uma estratégia para encontrar uma solução. O que é mau, é assistir o mal e não poder travar. Na nossa província além da medidas anunciadas, todos proponentes destes projectos, são submetidos a uma capacitação de gestão de pequenos negócios bem como de fundos e não só. Hoje, todos mutuários têm consciência de que o dinheiro que recebem, é uma dívida contraída no estado e que é obrigatório pagar, nos períodos estabelecidos. N - Acha que o Estado vai a tempo de recuperar todo dinheiro alocado às comunidades? JAM - O Estado não está a fazer uma distribuição gratuita de fundos. Olha, é importante explicar que houve casos de mutuários que receberam fundos duas vezes, porque honram os seus compromissos. N - Na sua opinião, o impacto deste programa é positivo? JAM - É um facto que os resultados ainda não são os desejáveis, mas a contribuição dos “sete milhões” no combate à pobreza é bastante expressivo e visível, dai que a continuidade deste projecto é inquestionável. Não há capacidade para dar dinheiro a todos quanto necessitam de uma vez, mas o que é verdade é que cada ano, novas pessoas recebem o dinheiro e desenvolvem suas actividades. Pouco a pouco está a melhorar cada vez mais a capacidade de gestão. Os resultados agrícolas que Inhambane conseguiu nos últimos tempos que contribuíram muito para a garantia da segurança alimentar, são, em parte, produto dos “sete milhões”, o aumento da renda familiar bem como os postos de trabalho também resultam dos “sete milhões”. Os grandes projectos têm também sua contribuição, mas as pequenas iniciativas, fazem a diferença. N - Que estratégias para consolidar estes resultados e continuar a lutar por um Inhambane próspero?JAM - O segredo de todas batalhas reside no sacrifício, trabalho e humildade. A nossa população cada dia que passa está mudar de mentalidade. Todos sabem que a distribuição gratuita de comida já acabou e que a única alternativa para vencer a pobreza é o trabalho. Para 2011 uma das nossas apostas prioritárias é melhorar a comercialização agrícola, porque temos muita comida no campo, portanto vamos potenciar a operacionalização das vias de acesso para os principais pólos de produção, vamos também dedicar mais atenção ao abastecimento de água, bem como continuar com a montagem de infra-estruturas hidráulicas para de facto lutarmos por uma agricultura comercial. Nós já deixámos de fazer uma agricultura de gestão de programas de emergência, os investimentos que estamos a fazer nesta área visam atingir uma agricultura sustentável, uma agricultura de desenvolvimento onde possamos ter capacidade de produzir em todas zonas respeitando as culturas para cada região.VICTORINO XAVIER" Fonte Jornal NOTICIAS.
Notícias( N) - Que factores estão a contribuir para que a província de Inhambane esteja já na senda do desenvolvimento ? Júlio Auxílio Muiocha ( JAM) - Primeiro devo dizer que a sociedade civil é actor principal do desenvolvimento, pois, cada um no seu canto nas suas actividades quotidianas, contribuiu muito para o progresso individual e colectivo da província. Mas devo explicar que os 57.9 porcento da actual taxa de incidência da pobreza foram possíveis com operacionalização de vários instrumentos, nomeadamente, cumprimento das metas para o desenvolvimento do milénio, plano estratégico da província, o cumprimento do plano para a redução da pobreza PARPA II, entre outras actividades. N - Como se reflecte a redução de 22 porcento de pobreza na vida da população? JAM - Reflecte-se na estabilidade da segurança alimentar, como também reduziu significativamente o número da população vulnerável ao passar dos cerca de 300 mil pessoas para actuais 46 a 45 mil pessoas que ainda precisam de uma assistência em determinados momentos. Portanto, temos um número reduzido de pessoas que necessita de distribuição de comida no intervalo de uma campanha agrícola para outra. Actualmente, mais de 90 porcento da nossa população anda menos de trinta quilómetros para ter acesso uma fonte de água, mais de 60 porcento da população anda menos de 30 minutos para um ter acesso a um hospital próximo, 54 porcento de alunos percorre menos de 30 minutos para atingir uma escola, 60 porcento da população anda meia hora para ter acesso uma loja mais próxima, 60 porcento consegue atingir uma esquadra policial em menos de uma hora de tempo. Nos últimos tempos aumentou o investimento do sector público e privado quer nacional quer estrangeiro, houve incremento de novas construções melhoradas, iluminação eléctrica e água canalizada.
N - Mais concretamente, o que aconteceu neste tempo em termos obras práticas? JAM - Na produção global passamos de 2248,97 de toneladas em 2004 para 5054,08 em 2009 o que equivale um médio de crescimento de 11.1 porcento, ou seja, passamos 416.038 toneladas de culturas diversas em 2004 para 1699.562 toneladas em 2009, o que significa um crescimento na ordem dos 52,4 porcento na produção de comida, no fomento pecuário passamos de 420.205 para1568.123 animais, sendo 158.925 bovinos cerca de 24 mil ovinos, mais de um milhão de caprinos e mais de 360 mil suínos além de trinta búfalos. A produção pesqueira anda actualmente na casa dos 6498,9 toneladas contra 3099,0 em 2004 uma produção equivalente a 36.4 porcento de crescimento, na industria saímos dos 100 unidades para 166 estabelecimentos industriais que produzem actualmente cerca de 234,08 toneladas contra 138,32 toneladas, a comercialização agrícola apesar das dificuldades da colocação dos excedentes agrícolas nos grandes centros comerciais devido à degradação das vias de acesso, atingimos 17,5 porcento de crescimento traduzido pelo salto que se verificou de 19.320,0 toneladas em 2004 para 41.851,5 em 2009. No Turismo passamos de 24.980,66 milhões de meticais em 2004 para 60 milhões de contos da receita cuja produção igualmente passou de 149.883,98 para 360 milhões de meticais, o investimento nesta área subiu de 2779,00 dólares para 175 milhões de dólares norte-americanos. Passámos de 270 estâncias turísticas para 491 estâncias em 2009, aumentámos o número de trabalhadores nesta área de 2.22 para 5.265, as camas passaram de 3750 para 12.880 e as chegadas de turistas passaram de 43.126 para 125 mil pessoas. Na energia eléctrica contamos actualmente com 23.214 mil consumidores e apenas três os distritos é que não têm energia de qualidade ou seja da rede nacional, nomeadamente Funhalouro, Mabote e Panda. Vilankulo, Inhassoro, Govuro e as ilhas do arquipélago do Bazaruto recebem energia eléctrica gerada a partir de gás natural. Quanto ao emprego foram criados desde 2004, 56.794 postos de empregos sendo 32.970 pela implementação do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgo, sete milhões de meticais. A rede escolar passou dos 753 escolas para 1002 tendo permitido igualmente passar dos 308.324 alunos para 395.721 alunos significando um crescimento de 28,3 porcento, a rede sanitária passou dos 104 unidades para 116 unidades hospitalares, a taxa de cobertura de abastecimento de água situa-se actualmente em cerca de 64.7 porcento resultado de existência de pouco mais de duas mil fontes de água operacionais servindo a 1294.209 pessoas nas zonas rurais e 73.052 pessoas são servidas pelos pequenos sistemas. N - Qual é a contribuição dos grandes projectos na elevação da economia da província? JAM - Os grandes projectos representam um peso assinalável no crescimento da província, mas é necessário destacar as pequenas iniciativas das comunidades porque estas de facto fazem a diferença sem no entanto obscurar a participação dos projecto no âmbito de cumprimento da responsabilidade social. É bom também indicar aqui que os chamados projectos ancoras, por exemplo a SASOL a sua contribuição ou seja, as receitas são de nível central, mas a província se beneficia muito pela grande contribuição que tem vindo a dar a sociedade através de construção de infra-estruturas, postos de saúde, escolas, fontes de água. O Estádio Municipal de Vilankulo foi construído pela SASOL no âmbito da responsabilidade social, da exploração e comercialização do gás natural no norte da província. Como a SASOL, existem outros projectos que a sua contribuição é feita através de apoio directo as comunidades. SETE MILHÕES “REVOLUCIONAM” Maputo, Sábado, 1 de Janeiro de 2011:: Notícias . UM dos temas em voga quando se fala da economia do país, é, sem dúvidas, o desempenho do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgos sete milhões de meticais, por causa do incumprimento por parte dos mutuários dos seus deveres. O nível de desembolso ainda é insignificante. N - O que se oferece dizer quanto ao Fundo de Desenvolvimento Distrital? JAM - Não podemos avaliar a importância ou contributo dos sete milhões de meticais na melhoria das condições da vida das comunidades apenas na vertente de reembolsos dos fundos por parte dos mutuários. É, sim, necessário ver o impacto dos vários projectos financiados por este fundo nas comunidades. Devo dizer que a relativa estabilidade da segurança alimentar que Inhambane vive nos últimos tempos, deve-se em parte ao desempenho dos projectos de produção de comida financiados pelo FDD. Desde que o programa começou na província de Inhambane, já foram criados cerca de 37 mil postos de empregos beneficiando moçambicanos. N - Mas qual é a real situação dos reembolsos em Inhambane? JAM - Neste capítulo apraz-me explicar que Inhambane já está implementar um plano de reembolsos até 2014, e que prevê a recuperação de mais de 100 milhões de meticais dos 441.565,29 milhões de meticais desembolsados que financiaram 3712 projectos. Neste momento temos na conta, cerca de 30 porcento dos cerca de 103 milhões estabelecidos como meta até 2014. Para o efeito, foram introduzidas algumas reformas na natureza dos contratos com os mutuários. Primeiro são financiados projectos que tenham inserção nas comunidade de acordo com a realidade da região, segundo os mutuários com acompanhamento dos respectivos conselhos consultivos de localidade até distrito e lideres comunitário, devem indicar o período do início de reembolso respeitando, no entanto, o tempo normal de desenvolvimento de projecto. Há projectos de curta duração, por exemplo, projectos de comércio, em que o início de reembolso acontece quatro a cinco meses depois, mas os projectos da agricultura ou criação de animais, o seu retorno acontece um ou dois anos depois, portanto os reembolsos vão até dez anos. Mas também é preciso esclarecer que todos processos são melhorados ao longo do tempo. Quanto mais surge um problema, estuda-se uma estratégia para encontrar uma solução. O que é mau, é assistir o mal e não poder travar. Na nossa província além da medidas anunciadas, todos proponentes destes projectos, são submetidos a uma capacitação de gestão de pequenos negócios bem como de fundos e não só. Hoje, todos mutuários têm consciência de que o dinheiro que recebem, é uma dívida contraída no estado e que é obrigatório pagar, nos períodos estabelecidos. N - Acha que o Estado vai a tempo de recuperar todo dinheiro alocado às comunidades? JAM - O Estado não está a fazer uma distribuição gratuita de fundos. Olha, é importante explicar que houve casos de mutuários que receberam fundos duas vezes, porque honram os seus compromissos. N - Na sua opinião, o impacto deste programa é positivo? JAM - É um facto que os resultados ainda não são os desejáveis, mas a contribuição dos “sete milhões” no combate à pobreza é bastante expressivo e visível, dai que a continuidade deste projecto é inquestionável. Não há capacidade para dar dinheiro a todos quanto necessitam de uma vez, mas o que é verdade é que cada ano, novas pessoas recebem o dinheiro e desenvolvem suas actividades. Pouco a pouco está a melhorar cada vez mais a capacidade de gestão. Os resultados agrícolas que Inhambane conseguiu nos últimos tempos que contribuíram muito para a garantia da segurança alimentar, são, em parte, produto dos “sete milhões”, o aumento da renda familiar bem como os postos de trabalho também resultam dos “sete milhões”. Os grandes projectos têm também sua contribuição, mas as pequenas iniciativas, fazem a diferença. N - Que estratégias para consolidar estes resultados e continuar a lutar por um Inhambane próspero?JAM - O segredo de todas batalhas reside no sacrifício, trabalho e humildade. A nossa população cada dia que passa está mudar de mentalidade. Todos sabem que a distribuição gratuita de comida já acabou e que a única alternativa para vencer a pobreza é o trabalho. Para 2011 uma das nossas apostas prioritárias é melhorar a comercialização agrícola, porque temos muita comida no campo, portanto vamos potenciar a operacionalização das vias de acesso para os principais pólos de produção, vamos também dedicar mais atenção ao abastecimento de água, bem como continuar com a montagem de infra-estruturas hidráulicas para de facto lutarmos por uma agricultura comercial. Nós já deixámos de fazer uma agricultura de gestão de programas de emergência, os investimentos que estamos a fazer nesta área visam atingir uma agricultura sustentável, uma agricultura de desenvolvimento onde possamos ter capacidade de produzir em todas zonas respeitando as culturas para cada região.VICTORINO XAVIER" Fonte Jornal NOTICIAS.
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