domingo, 3 de março de 2024

HCB HIDROELECTRICA DE CAHORA BASSA FOI A EMPRESA DO ESTADO DE MOÇAMBIQUE QUE MAIS PAGOU DIVIDENDOS EM 2023, PARABÉNS, ÓPTIMO!

"ACTUALIDADE, EMPRESAS, NACIONAL, NEGÓCIOS HCB foi a empresa do Estado que mais pagou dividendos em 2023 1 DE MARÇO DE 2024POR JOSÉ CAETANO0 HCB foi a empresa do Estado que mais pagou dividendos em 2023 A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) foi a empresa que mais pagou dividendos ao accionista Estado, em 2023, na ordem de 4,643.3 milhões de meticais, segundo o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) do ano passado, tornado público recentemente. O valor dos dividendos de 2023 representa um aumento de 42.5% comparativamente ao ano anterior, ou seja, o bolo distribuído ao Estado cresceu em termos absolutos em 1,384 milhões de meticais em um ano, informa a RM citando o documento. A contribuição da HCB constitui metade (50%) dos dividendos pagos pelo Sector Empresarial do Estado, estando à frente das empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) – 1,382.2 milhões de meticais -, Companhia Moçambicana de Papeline – 1,250.6 milhões de meticais – e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) – 577.7 milhões de meticais. Outro indicador, demonstra a robustez da HCB é a receita de concessão, tendo sido a empresa que contribuiu com a quantia mais significativa. De acordo com o documento, a empresa de produção de energia pagou 2,323.9 milhões de meticais, um aumento de 37.8% relativamente a 2022. Nas contas das receitas totais de concessão corresponde a 44%, seguida da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) – 24% – e Corredor de Desenvolvimento do Norte – 9.3%. Em interacção com Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB, o responsável garantiu que “as contribuições da empresa, em 2024, serão ainda maiores muito por conta das previsões dos resultados líquidos de 2023 que poderão registar recordes históricos com impactos estruturantes sobre os dividendos e a taxa de concessão”. Partilhar este artigo" FONTE MOZ NEWS NB: SER VELHO E TER VIVIDO EM TETE DESDE 1955, NÃO É SÓ PREJUIZO...DIGO EU, VEJAM O QUE ESCREVI SOBRE O TEMA HÁ 18 ANOS ATRAS: 13/10/2006 UE, PORTUGAL E CAHORA BASSA É tema corrente em Moçambique, onde me encontro, entre portugueses e moçambicanos debater o denominado "dossier Cahora Bassa", acho que nos preocupa. Talvez pelo facto de ter chegado a Tete em 1955, onde vivi vinte anos, ser a nossa família desalojada de casa por mais de um mês, devido às cheias do Zambeze de 1958 e ter assistido também em Tete entre 1969/1970 ao anunciar pelo Engenheiro Vilar Queiroz, então Secretário Provincial, do inicio das obras da grande barragem de Cahora Bassa, sejam as razões que me levam também a reflectir hoje sobre este assunto. Todos sabemos que a UE sempre foi sensível, na teoria e na prática, à aplicação de princípios como solidariedade, desenvolvimento, prosperidade, sintonia com a Carta das Nações Unidas, na sua cooperação com os países em vias de desenvolvimento. Uma análise cronológica e histórica talvez nos permita uma melhor reflexão. O Tratado de Roma ocorreu em 1957, Yaundé em 1963, a seguir Lomé e depois Cotonou, este vigorará até 2020. A UE é a maior fonte de ajuda pública ao desenvolvimento. É à luz desses princípios que vemos a questão da resolução urgente de CAHORA BASSA. Assim se fomentará o desenvolvimento económico e social sustentável de Moçambique, se contribuirá para a sua inserção na economia mundial e na luta contra a pobreza. É razoável e coerente que Portugal cumpra os seus compromissos de toda a natureza, incluindo os históricos. A decisão encontra-se ainda sujeita a um parecer do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (EUROSTAT), como sabemos é a organização estatística da Comissão Europeia que produz dados estatísticos para a União Europeia e promove a harmonização dos métodos estatísticos entre os estados membros. O EUROSTAT que é uma das Direcções Gerais da União Europeia, com sede no Luxemburgo, é conhecido pelo prestígio que goza pela sua imparcialidade e pela rejeição natural de qualquer tipo de tentativa de ingerência. Aliás, como qualquer outra instituição estatística mesmo que nacional. Os europeus revêem-se, num bom relacionamento com Moçambique seja ele no âmbito da UE/ACP, da CPLP, da comunidade britânica ou da comunidade francesa. Moçambique exemplarmente dá uma lição ao Mundo, no caminho da estabilidade, da paz e do desenvolvimento económico. Mas o que se passa verdadeiramente com "o dossier Cahora Bassa"? Quando não há informação, abre-se lugar à especulação.... Augusto Macedo Pinto, antigo Cônsul de Moçambique no Porto e Advogado, macedopinto@teledata.mz , artigo de opinião publicado no jornal semanário de Moçambique Zambeze, pág.24, edição de 12 de Outubro de 2006, Zambeze@tvcabo.co.mz

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