segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
SAO TOME E PRINCIPE FABRICA DE PIMENTA FINANCIADA PELA UE UNIAO EUROPEIA COM UM MILHAO DE EUROS PARA A SUA CONSTRUCAO.
04-02-2022 20:03
União Europeia financia fábrica de tratamento de pimenta em São Tomé e Príncipe
União Europeia financia fábrica de tratamento de pimenta em São Tomé e Príncipe
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São Tomé, 04 fev 2022 (Lusa) - A União Europeia (UE) vai financiar a construção da fábrica de tratamento de pimenta de São Tomé e Príncipe, com um milhão de euros, para garantir normas de higiene e segurança alimentar e a valorização no mercado internacional.
A infraestrutura vai beneficiar a Cooperativa de Produção e Exportação de Pimenta e Baunilha Biológica (Cepiba) no âmbito do projeto de apoio às fileiras agrícolas de exportação financiado pela UE em seis milhões de euros e executado pelo Instituto Marquês de Vale Flor, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.
“Com as novas instalações a Cepiba poderá absorver a totalidade da produção da pimenta dos seus associados, algo que não era possível até à data pela falta de espaço, infraestruturas de apoio para transformação e armazenamento”, disse David Morucci, em representação da embaixadora da UE para São Tomé e Príncipe.
Segundo David Morucci, “além de aumento da capacidade de transformação de maiores volumes de pimenta, a Cepiba poderá garantir durante o processo o cumprimento das normas de higiene e segurança alimentar que são essenciais para a comercialização e a valorização deste produto de excelência de São Tomé e Príncipe no mercado internacional”.
O representante da EU assegurou que “o projeto adota uma abordagem da agricultura sustentável e adaptação às mudanças climáticas” para consolidar as fileiras agrícolas tradicionais de São Tomé e Príncipe, “tais como o cacau e a baunilha”, mas também as não tradicionais, incluindo “o desenvolvimento das infraestruturas rurais, a capacitação de pequenas organizações, a igualdade de género e a promoção da integração e da inovação”.
“A União Europeia apraz-se com este apoio que contribui para a implementação dos planos nacionais do desenvolvimento da República de São Tomé e Príncipe que definem como um dos seus principais objetivos o aumento da produção e diversificação das cultivações alimentares e a expansão da cultivação de exportação”, disse David Morucci.
“Com esta infraestrutura vamos criar condições para que a cooperativa da pimenta possa responder às exigências do mercado onde vamos começar a ter segurança para a produção”, assegurou Francisco Ramos, que fez hoje o lançamento da primeira pedra para a construção da fábrica, na zona de Rio Lima, no distrito de Mé-Zóchi.
O ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural considerou que “esta unidade de preparação tem imensa importância para todos”, sendo que o Governo está “a criar condições para garantir a qualidade”, mas “a quantidade e regularidade [da produção] dependem dos produtores de pimenta”.
A falta de água potável e de eletricidade no local da construção da fábrica são problemas que o ministro Francisco Ramos acredita que poderão ser solucionados, nomeadamente através da instalação de painéis solares ou recurso a energia hídrica.
JYAF // LFSª
FONTE LUSA
Lusa/Fim
domingo, 6 de fevereiro de 2022
SAO TOMÉ E PRINCIPE, VIAJAR COM UM PROPÓSITO , LAR DE AFETOS E SONHOS, PERSPECTIVA EM SAPO VIAGENS.
VIAJAR COM UM PROPÓSITO: SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, LAR DE AFETOS E SONHOS
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1 fev 2022 09:13
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Hoje trazemos a história da Tita. Mulher de coragem e amante de viajantes decidiu, em 2021, descobrir o seu 57º país e apostar nesta terra que é o significado perfeito de amor e pertença.
Viajar com um propósito: São Tomé e Príncipe, lar de afetos e sonhos
Foto: Tita Sorte
Muitas são as formas de viajar, mas uma das mais ricas, na minha opinião, é a possibilidade de realização de voluntariado. E, foi assim que a nossa Tita se aventurou em São Tomé: um local que já queria visitar há algum tempo pela ligação aos nossos antepassados, à sua cultura e às suas gentes. De forma inconsciente, existem sítios por onde os portugueses passaram e há um certo sentimento de dívida, que pode ser saldada se contribuirmos para o desenvolvimento destes locais e do seu bem-estar.
Viajar com um propósito: São Tomé e Princípe, lar de afetos e sonhos
créditos: Tita Sorte
E, sem hesitar, começou a viagem que ia trazer ensinamentos e registos fotográficos que não cabem no coração e no olhar. Uma mochila de 20L carregada de sonhos, vontade de ajudar e muito, mas muito amor para dar. Uma coisa estava definida: a Tita ia dar workshops a mulheres sobre empoderamento, ia sarar feridas a todos aqueles que necessitassem e ia ensinar crianças em escolas. Tudo isto foi o ponto de partida para uma viagem que se tornou muito mais do que aquilo que se esperava.
São Tomé, de Norte a Sul, tem luz mesmo nos dias mais cinzentos. A felicidade não está dependente do tempo, da materialização própria do quotidiano a que muitos de nós estamos habituados. A felicidade, algo que parece tão simples e complexo ao mesmo tempo de alcançar, mora nos sorrisos, nos olhares, na presença e na energia.
Viajar com um propósito: São Tomé e Princípe: lar de afetos e sonhos
créditos: Tita Sorte
Lá tudo é felicidade. “Ela pediu colinho, mas antes ofereceu-me este poderoso olhar para eu colar e apaixonar. Senti o coração a palpitar e comecei a saltar sem me importar se alguém estava a olhar. Tudo era Amor, com cor de chocolate e cheirinho acolhedor. Faz desafiar o mundo e perguntar num porquê infantil e profundo, se não será neste registo de Simplicidade avassalador que tudo vamos aprender, crescer e apenas Ser”, conta-nos a Tita. Em cada esquina, somos recebidos com uma generosidade invulgar, com um calor humano inesquecível e com um carinho extraordinário.
E este cantinho tão maravilhoso ensina-nos muito e existem momentos extremamente marcantes. Numa tarde em Porto Alegre, a Tita organizou um lanche para as famílias presentes. Estavam lá cerca de 30 mães, numa mesa farta com bolachas, sumos, fruta, pintarolas e batatas fritas - tudo coisas que dificilmente conseguem ter. A Tita com toda a naturalidade disse para começarem a comer e eis que as mães disseram que primeiro comiam as crianças e só depois comeriam o que sobrasse. Existe maior lição que esta de que a educação vai muito para além das escolas? Trata-se de um valor carismático, relacionado com o saber estar e a partilha. E o que se faz perante isto? Dança-se. Gratidão. Celebra-se. Sorrisos. Nutre-se. A alma e a festa nunca param, pois o maior combustível preciso é o amor.
Viajar com um propósito: São Tomé e Princípe: lar de afetos e sonhos
créditos: Tita Sorte
A ilha tem um cheiro muito caraterístico a terra e fruta. Faz apaixonar com as suas cores vibrantes e desperta todos os nossos sentidos. A ilha é sinónimo de “pé na terra, dança na chuva, sorriso no rosto e avança com emoção, quem agradece? O teu coração!”.
E para que não vás de mãos a abanar, deixamos algumas dicas para quem pretende fazer voluntariado noutro país:
Faz uma pesquisa sobre os diversos tipos de voluntariado e vê o que se enquadra mais contigo e com a fase da vida que estás a atravessar.
A escolha do país é importante, mas mais importante que isso é a experiência.
Vai de mente e coração abertos para o que vais viver.
Leva pouca bagagem porque a maior delas vem contigo no caminho de volta: as recordações.
Planeia, mas deixa espaço para a magia acontecer. As melhores aventuras surgem nas alturas em que menos se espera.
Fotografia: Tita Sorte
Texto: Sofia Baptista Soares, Voluntária da Associação Gap Year Portugal
PORTUGUESES TIVERAM ORIGEM, SAO DESCENTES DE 17 POVOS AO LONGO DOS SECULOS QUE OS ANTECEDERAM, FORAM ELES: ESTRIMNIOS,OFFIS OU SEFES, CEMPSOS,LUSITANOS, FENICIOS, GREGOS, CARTAGINESES, CELTIBEROS, SUEVOS, VISIGODOS, ROMANOS, JUDEUS SEFARDITAS, MUCULMANOS, AFRICANOS, CIGANOS, FRANCESES E CÓNIOS.
"Os 17 povos que deram origem aos portugueses
Ao longo de muitos séculos de história, foram várias as tribos que por aqui passaram. Descubra os povos que deram origem aos portugueses e como aqui chegaram.
VxMag por VxMag Jul 16, 2021 em História 84
povos que deram origem aos portugueses
Celtas
Os livros de História, quando mencionam os antepassados dos portugueses, fazem referência sobretudo aos Lusitanos, à presença Romana e aos Mouros. No entanto, os povos que deram origem aos portugueses estão longe de ser apenas esses. Ainda antes dos Lusitanos, muitos povos habitaram o território que hoje corresponde a Portugal. Alguns desses povos não deixaram vestígios e tudo o que sabemos sobre eles provem da leitura das crónicas históricas dos gregos e dos romanos. É o caso, por exemplo, dos Estrimníos, dos Sefes ou dos Cempsos, cuja história apenas pode ser conhecida através das crónicas do escritor latino Avieno, no século IV.
Note-se ainda que muitos povos são catalogados como pertencendo a tribos celtas falar de todos eles é uma tarefa complicada. Exemplo disso são os Tamagani, na zona de Chaves ou os Gróvios, na zona do Minho. E há ainda algumas surpresas, como os escravos negros que foram usados para povoar a zona do Sado ou os Franceses que vieram povoar algumas partes do Alentejo no século XII. Descubra os 17 povos antepassados dos portugueses, que deram origem à nação que somos hoje.
1. Estrimníos
Ofiússa
Castros
Os Estrímnios (em latim: Oestremni são dados como o primeiro povo nativo conhecido de Portugal. Oestremni significaria (povo do) extremo ocidente. Estendiam o seu território da Galiza (Noroeste de Espanha) até ao Algarve. Este povo de hábitos rudes dormia no chão, alimentava-se de carne de bode e pão feito a partir de farinha de bolotas e praticava sacrifícios humanos durante os quais examinavam as vísceras das vítimas para predizer o futuro.
Vindos de leste, chegaram os Sefes, guiados pela sua deusa-serpente, Ofiusa. Estes eram menos numerosos que os Estrímnios. No entanto, os Estrímnios eram um povo de agricultores pacíficos e os Sefes, além de bons guerreiros, possuíam uma religião mais desenvolvida e quase exterminaram os Estrímnios, tendo sobrevivido apenas alguns povoados dispersos pelo território que antigamente dominavam.
2. Ofis (ou Sefes)
sefes
Cromeleque dos Almendres
A passagem dos Sefes como força invasora pelas planícies do Alentejo encontra-se arqueologicamente documentada, seja pelo desaparecimento súbito e inexplicável de povoados na Serra de Huelva e nas duas margens do Guadiana (o povoado de Passo Alto, na margem direita do Chança, é um caso paradigmático), seja pela alteração do modelo de povoamento no Alentejo Central, com as populações abandonando as suas quintas na planície, sem preocupações defensivas, e recuperando ou construindo grandes povoados fortificados, no cimo dos montes, como se pode comprovar nos povoados da Serra d’ Ossa.
Fundam uma primeira cidade, Dipo, que sobrevive até à epoca romana e que muito acreditam estar no subsolo de Évoramonte. E avançando para oeste e para noroeste fundam sucessivamente Beuipo (Alcácer do Sal), Olisipo (Lisboa) e Colipo (Leiria), avançando até às margens do Mondego. A terminação em “-ipo” das povoações que fundaram (os topónimos que o tempo não devorou), não nos ilude quanto à sua proveniência, pois a esmagadora maioria dos povoados em “-ipo” encontra-se a sul do Guadalquivir.
3. Cempsos
Cromeleque do Xerez
Cromeleque do Xerez
Os cempsos foram uma tribo que habitou o sudoeste da Península Ibérica na Antiguidade. Habitavam a região do Cinético, nome dado na Antiguidade ao Algarve, e faziam parte dos cinetes, motivo pelo qual, mais tarde, Avieno deu o nome de lugum cempsicum ao atual cabo Espichel. Os cempsos viveram na região conhecida como Cuneum Ager (“Campo Cónio”), sendo assim uma variante étnica dos cónios, talvez com fortes influências lígures ou célticas.
Estas hipóteses, no entanto, permanecem em aberto, na falta de qualquer indício significativo que permita elucidar melhor esta questão. Nicolae Densusianu, na sua obra Dacia Pré-histórica, localiza a tribo dos cempsos nas proximidades do Cănicea, numa aldeia da Roménia habitada nessa época pelos coniscos. Os cempsos terão fundado Sesimbra.
4. Lusitanos
Lusitanos
Lusitanos
Os lusitanos são normalmente vistos como uns dos antepassados dos portugueses do centro e sul do país e dos extremenhos. Eram um povo celtibérico que viveu na parte ocidental da Península Ibérica. Primeiramente, uma única tribo que vivia entre os rios Douro e Tejo ou Tejo e Guadiana. Ao norte do Douro limitavam com os galaicos e astures – que constituem a maior parte dos habitantes do norte de Portugal – na província romana de Galécia, ao sul com os béticos e ao oeste com os celtiberos na área mais central da Hispânia Tarraconense.
A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos. Apesar de as fronteiras da Lusitânia não coincidirem perfeitamente com as de Portugal de hoje, os povos que aqui habitaram são uma das bases etnológicas dos portugueses do centro e sul e também dos extremenhos (da Extremadura espanhola).
5. Fenícios
Civilização Fenícia
Civilização Fenícia
Os Fenícios eram um povo de navegadores e comerciantes originário do actual Líbano e da zona costeira da moderna Síria. A abundância de peixe das nossas costas interessou os Fenícios na pesca e na salga de peixe, mas também na procura de metais, como a prata, o cobre e o estanho.
Traziam produtos, como tecidos, vidros, porcelanas, armas e objectos de adorno, para fazerem as suas trocas comerciais. Fundam as Feitorias, isto é, uma espécie de postos comerciais, no litoral. Criaram o primeiro alfabeto, constituído por 22 consoantes, e utilizaram o papiro para escreverem. Infelizmente, em termos materiais e arquitectónicos temos poucos vestígios sobre este povo (o subsolo do claustro da Sé de Lisboa é um dos poucos exemplos).
6. Gregos
Navio Grego
Navio Grego
Os Gregos chegaram depois à Península, concorrentes comerciais dos Fenícios, fundam várias colónias, tais como Alcácer do Sal. Estes introduziram a civilização helénica no Sul e Leste da Península. Como vestígios da sua presença deixaram a ânfora (uma das primeiras peças para armazenar mantimentos), vasos e moedas. Embora se considerem lendas, diz-se que Ulisses fundou Lisboa, e o filho deste, Abidis, fundou Santarém.
A maior contribuição grega na cultura das populações deste território foi sem dúvida a noção de moeda, que começou a ser cunhada localmente em Emporion no século V a.C. e em Rodes no século seguinte. Esta prática, porém, só se tornou corrente nos restantes territórios da Península Ibérica nos anos posteriores e sob a influência de Cartago.
7. Cartagineses
Cartagineses
Cartagineses
Os Cartagineses descendiam dos Fenícios. Estes dedicam-se ao comércio de metais e à salga de peixe. Atribui-se-lhes a fundação de Portimão e outras colónias de pescadores na costa algarvia. Além de grandes comerciantes, os cartagineses eram também grandes exploradores. Algures entre o ano 500 aC e 420 aC, o almirante cartaginês Hanão organizou uma expedição para efectuar comércio marítimo em torno da costa africana, possivelmente para fundar colónias a sul.
Muitos historiados crêem que ele terá chegado até à Serra Leoa e ao Golfo da Guiné, mas não é provável que tenha estabelecido rotas permanentes de comércio. Não existe prova concreta que tenham comerciado além de Marrocos. Porém, a viagem à Serra Leoa é descrita com algum pormenor. Conta-se que Hanão passou no estreito de Gibraltar com sessenta navios de 50 remos cada. Navegou para lá da Serra Leoa e fundou as cidades de Mogador e Agadir, onde construiu templos. Terá pensado, ao ver-se frente às tribos locais, ter encontrado os “inóspitos etíopes”.
8. Celtiberos
origem dos portugueses
Celtiberos
Os celtiberos são o povo que resultou, segundo alguns autores, da fusão das culturas do povo Céltico e a do povo Ibero, nativo da Península Ibérica. Habitavam a Península Ibérica, nas regiões montanhosas onde nascem os rios Douro, Tejo e Guadiana, desde o século VI a.C.. Não há, contudo, unanimidade quanto à origem destes povos entre os historiadores.
Para outros autores, tratar-se-ia de um povo Celta que adaptou costumes e tradições iberas. Estavam organizados em gens, uma espécie de clã familiar que ligava as tribos, embora cada uma destas fosse autónoma, numa espécie de federação. Esta organização social e a sua natural belicosidade, permitiram a estes povos resistir tenazmente aos invasores Romanos até cerca de 133 a.C., com a Queda de Numância. Deste povo desenvolveram-se, na parte ocidental da Península, os Lusitanos, considerados pelos historiadores como os antecessores dos portugueses, que viriam ser subjugados ao Império Romano no século II a.C..
9. Suevos
Suevos
Suevos
Os Suevos começaram por ser guerreiros e lavradores. Depois tornaram-se conquistadores e alargaram o seu reino para sul, até ao rio Tejo. Converteram-se ao catolicismo, por influencia de S. Martinho de Dume. Fundaram o Reino dos Suevos, com a capital em Braga. Esta tornou-se um grande centro de fé e de cultura. Com a expansão do reino para sul, os Suevos instalaram-se em Portucale, na foz do rio Douro.
Segundo o historiador Dan Stanislawski, o norte de Portugal tem ainda fortes influências dos suevos. A característica mais evidente é a prevalência de pequenos terrenos rurais (o que contrasta com o sul de Portugal, onde se encontram mais latifúndios). O arado quadrado e o espigueiro também foram deixados por este povo. Na toponímia, nomes como Freamunde ou Guilhofrei evocam origens germânicas.
10. Visigodos
Visigodos
Visigodos
Os Visigodos chegaram à Península Ibérica no ano de 416. Aqui fundaram um reino, submeteram os Suevos e ficaram a dominar longos anos em todo o território. O reino dos Visigodos estava organizado numa monarquia absoluta, com a capital em Toledo. Estes publicaram o Código Visigótico e estabeleceram uma sociedade formada pelo clero, nobreza e povo. Eram grandes artistas, em especial na fabricação de jóias. A pouca arte visigótica que ainda podemos admirar em Portugal está na ourivesaria e na arquitectura.
No que diz respeito a edifícios, temos a Capela de S. Frutuoso de Montélios, perto de Braga, a Igreja de S. Pedro de Balsemão, nos arredores de Lamego, e a Igreja de S. Gião da Nazaré. Claros traços visigóticos presentes em alguns espaços são o arco de ferradura e a planta em forma de cruz das igrejas. Também deixaram um importante trabalho na área jurídica. Escreveram Liber judiciorum, uma obra que forneceu as bases do pensamento jurídico na era medieval na Península Ibérica. Também relevantes foram o Código de Eurico, a Lex romana visigothorum.
11. Romanos
Templo Romano de Évora
Templo Romano de Évora
É dos povos que mais heranças nos deixaram: o latim, a numeração romana, pontes, estradas, aquedutos e cidades (o mais famoso centro urbano romano é em Condeixa, onde existem as ruínas da antiga cidade romana, Conímbriga).
A calçada portuguesa é também uma criação dos romanos. O vinho, o pão e o azeite eram muito admirados pelos romanos. A lei do mundo ocidental ainda hoje tem uma notória influência romana.
12. Judeus
Judeus Sefarditas
Judeus Sefarditas
Até à época da Inquisição existiam muitos judeus em Portugal com grande influência na sociedade. Muitos judeus desempenharam um trabalho relevante para o sucesso das descobertas portuguesas nos séculos XV e XVI, trabalhando na áreas da matemática, de astronomia e de cartografia.
Nesse sentido, desenvolveram grandes instrumentos científicos. Tomar e Coimbra são ainda cidades que apresentam alguns traços da arquitectura judaica do passado (como fontes). Já em plena época de perseguição, deixaram marca na gastronomia, com a famosa alheira de Mirandela (Trás-os-Montes).
13. Muçulmanos
povos que deram origem aos portugueses
Mouros
A presença muçulmana em Portugal durou 500 anos, sendo assim natural que tenha deixado uma forte herança. Temos alguns bairros em Portugal que preservam o mesmo aspecto do tempo dos muçulmanos (como a Mouraria e Alfama), e a casa tradicional do Alentejo e Algarve (chaminés e açoteias) com o estilo muçulmano.
Na agricultura, o tanque, a nora e os canais de rega foram invenções islâmicas. Trouxeram árvores/alimentos como a oliveira, limoeiro, laranjeira, abóbora, cenoura, arroz e a figueira. Também nos doces há intervenção muçulmana: arroz doce, aletria, açúcar. No nosso actual vocabulário, quase todas as palavras que começam por Al têm origem muçulmana.
14. Africanos
mulatos do Sado
Mulatos
Embora seja um pormenor desconhecido pela maioria dos portugueses, a zona do vale do Sado foi povoado por escravos negros. É frequente atribuir-se ao Marquês de Pombal a iniciativa de promover a fixação de populações negras no vale do Rio Sado. Mas não é verdade. Existem registos paroquiais e do Santo Ofício que referem a existência de uma elevada percentagem de negros e de mestiços em épocas muito anteriores a Pombal. Segundo tais registos, já no séc. XVI havia pessoas de cor negra vivendo nas terras de Alcácer.
No séc. XVI, muitos portugueses embarcavam nas naus, o que agravava ainda mais o défice demográfico existente. Terá sido esta a razão por que, naquela época, os proprietários das férteis terras banhadas pelo Sado terão resolvido povoá-las com negros, comprados nos mercados de escravos. Os mulatos do Sado dos nossos dias são, portanto, descendentes desses antigos escravos negros.
15. Ciganos
Ciganos
Ciganos
Segundo alguns documentos, os ciganos estão radicados em Portugal há cerca de 500 anos, tendo vindo do Nordeste da Índia. Um movimento migratório feito através de longas caminhadas e que levou alguns grupos a ficar pelos países que estavam nas suas rotas de passagem. Esses movimentos originaram a apropriação de culturas e línguas diferentes, mas com raízes comuns. A história dos ciganos em Portugal nunca foi fácil.
O primeiro grupo que chegou a Portugal em meados do século XV terá causado alguma estranheza, devido ao facto de ser um povo com uma língua estranha e que se vestia de forma exótica, com hábitos e culturas diferentes. Factores que tanto atraíam o interesse da sociedade, como também afastavam. Tal como acontece, de um modo em geral, nos dias de hoje.
16. Franceses
vilas mais bonitas de Portugal
Castelo de Vide
Em 1199 D. Sancho I doa a Herdade da Açafa à Ordem do Templo, este território era delimitado, de modo muito sumário a norte pelo Rio Tejo e a sul detinha parte do território dos actuais concelhos de Nisa, Castelo de Vide e parte do território espanhol junto à actual fronteira. Estas doações tinham como objectivo fixar moradores em zonas ermas e despovoadas e consequentemente defender o território. Os Templários edificaram uma fortaleza que os defendesse dos infiéis e sinalizava a posse desses territórios.
Ao mesmo tempo o monarca anuncia a vinda de colonos franceses, que chegaram de forma faseada, sendo o último grupo destinado ao povoamento do território da Açafa. Instalaram-se junto das fortalezas construídas pelos monges guerreiros e aí ergueram habitações, fundaram aglomerados populacionais a que deram o nome das suas terras de origem. É neste sentido que surge possivelmente o de Nisa, ou seja sendo os primeiros habitantes oriundos de Nice, ergueram aqui a sua “ Nova Nice” ou melhor dizendo, a Nisa a Nova, que encontramos nos documentos, e quando surge o termo Nisa a Velha, este refere-se à sua antiga terra de origem, a Nice francesa.
17. Cónios
Cromeleque dos Almendres
Cromeleque dos Almendres
Os cónios (Francês, Occitano, Piemontês Coni, italiano Cuneo, Latim Conii) eram os habitantes das actuais regiões do Algarve e Baixo Alentejo, no sul de Portugal, em data anterior ao séc. VIII a.C., até serem integrados na Província Romana da Lusitânia. Inicialmente foram aliados dos Romanos quando estes últimos pretendiam dominar a Península Ibérica.
A origem étnica dos cónios permanece uma incógnita. Para os defensores das teorias linguísticas actualmente aceites; a origem comum na Anatólia ou no Cáucaso das línguas europeias e indianas: ou seja, línguas indo-europeias, os cónios teriam uma origem celta, proto-celta, ou pré-céltica ibérica. Estas teorias, relativamente recentes, foram facilmente aceites, principalmente, por aqueles que registavam qualquer ligação dos europeus a África. Antes da teoria da origem caucasiana, muitos europeus julgavam-se descendentes de Jafé, conforme escrito na Bíblia, no livro de Génesis 10:5. Cronistas da antiguidade grego-romana, enumeram mais de 40 tribos ibéricas, entre elas a tribo cónia, como sendo descendentes de Jafé, pai dos europeus.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
FILIPE JACINTO NYUSI PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE PARTICIPA NA CIMEIRA DE CHEFES DE ESTADO DA UNIAO AFRICANA QUE SE REALIZA NA SUA SEDE EM ADIS ABEBA A 05 e 06 DE FEVEREIRO
04-02-2022 09:30
Filipe Nyusi participa na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA
Filipe Nyusi participa na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA
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Maputo, 04 fev 2022 (Lusa) - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, vai participar na 35.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) este fim de semana, na sede da organização em Adis Abeba, anunciou a Presidência da República em comunicado.
Filipe Nyusi chega hoje à Adis Abeba, capital da Etiópia, para tomar parte na cimeira, que vai decorrer entre os dias 05 e 06, avança a nota de imprensa.
O chefe de Estado moçambicano será acompanhado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, e pelo embaixador de Moçambique na Etiópia, Alfredo Nuvunga.
Os chefes de Estado e de Governo dos 55 países da UA vão discutir estratégias para a soberania alimentar dos povos do continente, o fim de conflitos armados, as mudanças climáticas e a integração regional.
No encontro será igualmente eleito o novo presidente da UA, em substituição de Felix Tshitsekedi, chefe de Estado da RDCongo, que está no cargo desde 2021.
PMA // SB
Lusa/Fim"
FONTE LUSAQ
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
EDUARDO CHIVAMBO MONDLANE ASSASSINADO A 3 DE FEVEREIRO DE 1969 POR LIVRO BOMBA MONTADO PELO INSPECTOR DAS BRIGADAS ESPECIAIS DA PIDE CASIMIRO MONTEIRO, EDUARDO MONDLANE LIDER DE DIMENSAO UNIVERSAL A QUEM MOCAMBIQUE, OS MOCAMBICANOS E O MUNDO MUITO DEVEM!
DALILA MATEUS INVESTIGADORA HA DECADAS ATRAS EM DEBATE HAVIDO NA ASSOCIACAO PORTUGAL MOCAMBIQUE NA CIDADE DO PORTO, NAO TEVE DºUVIDAS FOI CASIMIRO MONTEIRO DA PIDE O AUTOR DO LIVRO BOMBA QUE TERA SAIDO DA CIDADE DA BEIRA, PROVINCIA DE SOFALA, MOCAMBIQUE QUE VEIO A ASSASSINAR EDUARDO MONDLANE, HEROI NACIONAL DE MOCAMBIQUE, QUE HOJE SE RECORDA.
DALILA MATEUS
Coleção de cartazes de propaganda da FRELIMO e do MPLA alusivos às lutas de libertação de Moçambique e Angola e à proclamação das respetivas independências.
INSTITUIÇÃO
Fundação Mário Soares
NOTA BIOGRÁFICA/INSTITUCIONAL
Professora e historiadora.
Dalila Cabrita Mateus nasceu em Viana do Castelo, em 1952. Professora do ensino secundário e investigadora em História.
Licenciou-se em História obtendo também o diploma de Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar. Fez o mestrado em História Social Contemporânea no ISCTE e doutorou-se em História Moderna e Contemporânea.
Foi investigadora do Instituto de História Contemporânea da FCSH, consultora do projeto norte-americano ALUKA para a escolha de material dos arquivos portugueses com vista à formação de uma biblioteca digital sobre a luta de libertação nacional em Moçambique.
Participou em congressos e conferências nacionais e internacionais sobre a problemática das lutas de libertação nacional.
Autora e coautora de artigos e livros, entre os quais: "A Luta pela Independência"; "A PIDE-DGS na Guerra Colonial" (Terramar, 2ª edição, 2011); "Memórias do Colonialismo e da Guerra" (ASA, 2008); "Nacionalistas de Moçambique" (Texto, 2010); "Angola 61: Guerra Colonial, Causas e Consequência" (Texto, 3ª edição, 2011); "Purga em Angola" (Texto, 8ª edição, 2013).
Escreveu vários livros com o historiador Álvaro Mateus, antigo chefe da escola de quadros do PCP e o único jornalista português a visitar as regiões libertadas da Guiné-Bissau durante a guerra colonial.
Morreu em 2014.
DIMENSÃO
1 unidade de instalação
ESTADO DE TRATAMENTO
Integralmente tratado
Novo Livro Sobre a Morte de Mondlane
fevereiro 22, 2010
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Vamos agora falar de um acontecimento trágico da história de Moçambique. Falamos do assassinato do primeiro presidente da Frelimo, Eduardo Chivambo Mondlane, morto ainda durante a luta armada.
Mondlane foi morto por uma bomba enviada como se fosse um livro. Poucas duvidas hoje há que Mondlane foi vitima de um atentado preparado pela policia secreta portuguesa PIDE. O nome do agente que teria preparado a bomba também é conhecido. Trata se de Casimiro Monteiro.
Em Portugal, foi lançado, na segunda-feira, um livro sobre Eduardo Mondlane e o seu autor, José Manuel de Jesus, diz que, na verdade, várias entidades estiveram envolvidas no assassinato.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
CABO DELGADO MOCAMBIQUE GOVERNADOR DA PROVINCIA DE CABO DELGADO VALIGY TAUABO, APELA À COLABORACAO DE TODOS PARA ACABAR COM O GARIMPO ILEGAL NA PROVINCIA.
"Governador de Cabo Delgado apela à colaboração para acabar com a mineração ilegal na província província em 2021. Também observou, após visitar a MRM, que os projectos de Responsabilidade Social que a empresa está a levar a cabo tiveram um impacto positivo nas comunidades. Na ocasião, o Governador de Cabo Delgado fez uma visita guiada à mina, a planta de lavagem e a recémconstruída e modernizada casa de selecção de pedras. Durante a visita, Valigy Tauabo foi informado das contribuições da MRM no país, nomeadamente por ser o maior exportador de rubis de Moçambique, bem como por ser um dos maiores contribuintes da província. O Governador teve também conhecimento da iniciativa denominada "Factor G para os Recursos Naturais" proposta pela empresa-mãe Gemfields, proprietária da MRM em parceria com a empresa local Mwiriti Limitada. O "Factor G" é um indicador sem complicações da percentagem das receitas de uma empresa de recursos naturais que é paga ao governo do país anfitrião em impostos primários e directos. Como tal, é um indicador da percentagem da riqueza dos recursos naturais paga ao governo do país anfitrião. Durante o período de 5 anos de 2016 - 2020, 30% das receitas totais de rubis recebidas pela MRM foram pagas em impostos sobre a produção e as empresas. Como resultado das suas abordagens pioneiras (incluindo o repatriamento total para o país de origem das receitas das vendas e a supervisão do processo de vendas pelo governo do país anfitrião), a MRM transformou fundamentalmente o valor que se acumula para o seu país anfitrião, Moçambique.■ (Redacção/ Cine Internacional) Namanhumbir (O Autarca) – O Governador da província de Cabo Delgado, Valigy Tauabo, apelou a todos os sectores da sociedade para colaborarem na prevenção da mineração ilegal. A declaração foi feita pelo Governador durante uma visita à concessão mineira Montepuez Ruby Mining (MRM), que explora rubis em Namanhumbir, distrito de Montepuez, em Cabo Delgado. Valigy Tauabo identificou a exploração mineira ilegal como uma prática insegura que trouxe sofrimento às famílias moçambicanas e resultou em elevadas perdas de rendimentos para a MRM e impostos para o Governo e aos moçambicanos. A MRM foi premiada como o maior contribuinte de Cabo Delgado entre 2014 - 2019 inclusive e foi também recentemente reconhecida como um dos maiores contribuintes da””
FONTE: JORNAL O AUTARCA DE MOCAMBIQUE
MOCAMBIQUE MINISTO CARLOS MESQUITA MINISTRO DA INDUSTRIA E COMERCIO LANCA LINHAS DE FINANCIAMENTO PARA RELANCAMENTO DO SECTOR PRIVADO EM CABO DELGADO.
MIC lança linhas de financiamento para o relançamento do sector privado em Cabo Delgado financiar e apoiar as micro, pequenas e
médias empresas com linhas de crédito bonificadas, para a retoma da actividade económica e dinamização de empreendimentos comerciais rurais nos distritos afectados pelos ataques terroristas.O lançamento do programa, pelo Ministro Carlos Mesquita, destaca a apresentação do modelo operacional do programa, e a entrega simbólica de cheques aos beneficiários.■ (R/FdS) Beira (O Autarca) – O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) está a promover com seus parceiros linhas de financiamento destinadas ao relançamento da actividade do sector privado em Cabo Delgado, norte de Moçambique palco de acções terroristas. É uma iniciativa do Governo de Moçambuique que visa, essencialmente, disponibilizar recursos financeiros a instituições de microcrédito locais para"
FONTE JORNAL O AUTARCA DE MOCAMBIQUE
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