sábado, 23 de setembro de 2017

LINHA FERREA DE MOÇAMBIQUE CONSTRUÇÃO DE NOVA LINHA INICIA EM 2018 ENTRE TETE E ZAMBEZIA, CHITIMA, MOATIZE E MACUSE

Inicia em 2018 a construção da Linha Férrea Chitima – Moatize - Macuse e o respectivo porto vão complementar o sistema ferro – portuário existente nas regiões Norte e Centro do país, o que facilitará o rápido escoamento e criação de vantagens competitivas para as actividades de mineração e de transporte.■ (Redacção/ CFM) – Será lançada em 2018 a primeira pedra para a construção da Linha Férrea Chitima – Moatize – Macuze, ligando as províncias centrais de Tete e Zambézia. Trata-se de um traçado com uma extensão de cerca de 620 km de Chitima a Macuse onde será construído um Porto de águas profundas em Macuse, empreendimento a ser desenvolvido e explorado numa parceria público-privada, entre a Italian Thai Development Company Limited, da Tailândia com 60% e 40% repartidos pela metade entre os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e pelo Corredor do Desenvolvimento Integrado do Zambeze (CODIZA). A nova linha férrea irá permitir o acesso às concessões carboníferas existentes em Tete, que actualmente não estão ligadas à rota. O Porto de Macuse deverá ter capacidade para receber navios de até 80 mil toneladas, onde quatro companhias indianas com licenças para a exploração do carvão em Moçambique têm interesses e que precisam do recurso para alimentar as suas centrais térmicas naquele país asiático. A grande diferença com a linha de Sena e a de Nacala é que nestas exporta-se o carvão de coque, necessário para a indústria do aço, enquanto no projecto de Macuse as empresas estatais indianas vão escoar carvão térmico para a produção de energia na Índia. Avaliado em mais de cinco mil milhões de dólares norte americanos, o Projecto Macuse vai instalar uma capacidade de transporte de, numa primeira fase, 25 milhões de toneladas/ano, capacidade que deverá aumentar gradualmente até 100 milhões de toneladas/ ano. O Porto de Águas Profundas de Macuse terá a capacidade de receber navios de grande calado que, não só vão transportar carvão mineral, como também outro tipo de mercadoria. Deste modo, países do hinterland, como Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e RDC, poderão ter acesso ao Porto de Macuse através do Corredor do Desenvolvimento da Zambézia (CODIZA) e novas oportunidades de negócios poderão surgir através de pequenas e médias empresas que vão prestar serviços e o nascimento de armazéns ao longo da linha. A linha férrea Moatize/Macuse Maputo (O Autarca)"
FONTE: JORNAL O AUTARCA DE MOÇAMBIQUE.

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