quarta-feira, 4 de maio de 2022
SAO TOME E PRINCIPE GOVERNO AFIRMA HAVER LIBERDADE DE IMPRENSA COMO NUNCA EM SAO TOME E PRINCIPE
03-05-2022 21:13
Governo de São Tomé e Príncipe garante momento inédito da Comunicação Social
Governo de São Tomé e Príncipe garante momento inédito da Comunicação Social
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São Tomé, 03 mai 2022 (Lusa) -O Governo são-tomense apontou hoje sinais que considera “inéditos” de promoção da liberdade de imprensa nos órgãos de comunicação social do país e negou as denúncias de censura e interferência do executivo no trabalho dos media.
No dia mundial da liberdade de imprensa, que hoje se assinala, o secretário de Estado da Comunicação Social são-tomense, Adelino Lucas, dispensou o discurso de circunstância e optou por uma intervenção em “análise real e introspetiva” sobre a comunicação social em São Tomé e Príncipe, refutando as críticas que têm sido feitas, sobretudo pelas organizações da sociedade civil que denunciam a falta de liberdade de imprensa no país.
Os alvos principais das críticas do governante foram a Federação das Organizações Não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG-STP) e os próprios profissionais da comunicação social.
À FONG-STP criticou pelo recente relatório sobre a corrupção e governação em São Tomé e Príncipe que concluiu pela existência de duas questões em São Tomé e Príncipe que na ótica do Governo “mancham de que maneira o país”, nomeadamente a corrupção e a falta da liberdade de imprensa”.
“Toda gente fala da corrupção, mas onde é que está uma prova de facto? […] Alguns profissionais maldosos levam isso aos sete cantos do mundo e o país está rotulado como se de lés a lés há só corrupção [em São Tomé e Príncipe], mas apontem os casos!”, criticou.
“Divulgaram [o relatório] que não há liberdade de imprensa em são Tomé e Príncipe. Isso leva-me a dizer: cruz credo!”, acrescentou, o secretário de Estado da comunicação social, que citou vários casos de denúncias que diz terem sido apresentados nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), enquanto assegura que não há estes registos em São Tomé e Príncipe desde que o atual Governo entrou em funções.
“São Tomé e Príncipe, nessa legislatura [registou] zero caso de denúncia da comunicação social e vem o presidente da FONG-STP dizer que não há liberdade de imprensa em São Tomé e Príncipe […] se calhar o senhor queria referir-se até antes de 03 de dezembro de 2018 [data em que o Governo entrou em funções]”, disse Adelino Lucas.
O secretário de Estado da Comunicação Social são-tomense referiu-se a programa de 'antena aberta' que existe na Rádio Nacional do país com participação telefónica dos ouvintes, bem como os debates eleitorais promovidos pela Televisão são-tomense (TVS) e presenças de comentadores no espaço do telejornal como “coisa inédita” nos órgãos públicos de comunicação social, onde assegurou que “o secretário de Estado não mete lá mão”.
“Parece estar no sangue dos são-tomense manchar a sua própria terra”, lamentou, Adelino Lucas acrescentando que parece “cada vez mais incerto o futuro da comunicação social” são-tomense.
Por outro lado, o governante defendeu que “é necessário redimensionar” o funcionamento dos órgãos de imprensa estatal, “para dar a devida credibilidade”, tendo em conta o número de funcionários e a qualidade da produtividade dos mesmos.
Para isso, Adelino Lucas referiu que há a necessidade de “colocar sobre a mesa a questão da transformação dos órgãos [de imprensa] em empresas públicas” e avisou que “independentemente do trabalho que a comissão da carteira profissional fizer, obedecendo as normas” para atribuição da carteira profissional aos jornalistas, o Governo vai fazer “a limpeza necessária" para dar credibilidade aos órgãos”.
O secretário de Estado da Comunicação Social lamentou a fraca presença dos profissionais do setor no ato central do dia da liberdade de imprensa, tendo confessado que tem “muitas dúvidas em relação ao futuro desta classe”.
“Onde é que está a preocupação dos profissionais da classe para com a classe e para com os problemas da classe. Não basta ameaçar greves e paralisar os serviços, as pessoas têm que se assumir”, defendeu, Adelino Lucas.
Apesar das garantias do governo são-tomense sobre a liberdade de imprensa no país, não faltaram críticas à situação da imprensa do arquipélago.
“Nota-se mais é a autocensura por parte dos jornalistas, mas é também devido o ambiente político partidário que incomoda muito os jornalistas que se autocensuram como forma de proteção. Por isso mesmo não temos totalmente a liberdade de imprensa, mas temos uma liberdade tímida”, defendeu o antigo jornalista e apresentador da televisão são-tomense, Carlos Barros Tiny.
O também jurista e professor de Direito no Liceu Nacional de São Tomé e Príncipe denuncia também o alegado envolvimento político dos profissionais de imprensa.
“Hoje as pessoas desconfiam muito do trabalho dos jornalistas (claro que há exceções) muito também devido a ligação político-partidária de grande parte dos elementos da classe: quase todos os jornalistas hoje estão ligados a um parido político, isso é mau”, lamentou, Carlos Barros Tiny.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social são-tomense, Hélder Bexigas aproveitou a data para apelar ao Presidente da República “à celeridade do processo” de promulgação da revisão de um artigo do estatuto de carreira dos jornalistas para facilitar a implementação da nova grelha salarial para os profissionais de media são-tomenses.
“Mesmo com a nossa especificidade, continuamos com o estatuto de funcionário público muito incompatível com o perfil da nossa profissão. É preciso dizer que houve alguns ganhos, mas é preciso fazer-se mais para mudar a atual imagem da comunicação social e devolver a dignidade à classe”, defendeu Hélder Bexigas.
JYAF //RBF
Lusa/Fim
FONTE LUSA
PORTUGAL 5 DAS MELHORES 40 PRAIAS DA EUROPA SAO PORTUGUESAS
ESTAS SÃO AS 40 MELHORES PRAIAS DA EUROPA. E 5 SÃO PORTUGUESAS
Susana Sousa RibeiroSusana Sousa Ribeiro
3 mai 2022 14:07
Mundo
É oficial: A melhor praia da Europa fica em Portugal
Susana Sousa Ribeiro · Mundo
É oficial: A melhor praia da Europa fica em Portugal
Desconfinamento em segurança: 24 praias em Portugal com longos areais para manter o distanciamento social
Susana Sousa Ribeiro · Portugal
Desconfinamento em segurança: 24 praias em Portugal com longos areais para manter o distanciamento social
Já está a sonhar com os dias quentes passados a apanhar banhos de sol na areia? Então esta lista é para si.
Estas são as 40 melhores praias da Europa. E 5 são portuguesas
De areias em tons de rosa até praias selvagens, os correspondentes de viagens do The Guardian escolheram as melhores praias do continente europeu. Numa lista que incluiu 40 locais, da Irlanda à Albânia, passando por Montenegro e vários destinos da Grécia, 5 praias portuguesas destacaram-se e conquistaram o seu lugar entre as melhores da Europa.
Percorra a galeria e descubra as melhores praias da Europa, que vai querer visitar neste verão.
FONTE SAPO VIAGENS
terça-feira, 3 de maio de 2022
CPLP APROVA AGENDA ESTRATEGICA COM FOCO NA MELHORIA DO ACESSO AO FINANCIAMENTO, PARA A COOPERACAO ECONOMICA NO QUINQUENIO 2022 2027
29-04-2022 19:42
CPLP aprova agenda estratégica com foco na melhoria do acesso ao financiamento
CPLP aprova agenda estratégica com foco na melhoria do acesso ao financiamento
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Luanda, 29 abr 2022 (Lusa) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou hoje, em Luanda, uma agenda estratégica para a cooperação económica no quinquénio 2022-207, com foco na melhoria do acesso ao financiamento para materializar os seus objetivos.
A agenda foi aprovada no âmbito da I reunião conjunta de ministros da Economia, Comércio e Finanças da CPLP e assenta em sete eixos estruturantes: “Promoção do comércio”, “Promoção do investimento”, “Capacitação institucional e empresarial”, “Melhoria dos mecanismos de financiamento”, “Reforço da competitividade”, “Reforço dos sistemas nacionais de propriedade industrial”, e “Desenvolvimento e consolidação das infraestruturas nacionais para a Qualidade”.
Na declaração final do encontro, os ministros reafirmam as deliberações anteriores da CPLP no que diz respeito ao desenvolvimento da cooperação económica e empresarial e reconhecem a necessidade de implementar um diálogo interministerial e uma ação concertada para os Estados-Membros estimularem as trocas comerciais e a captação de investimento, essenciais para o desenvolvimento das suas economias.
Manifestam-se também “cientes da importância da recuperação económica pós-pandemia covid-19 e de um reposicionamento estratégico para, também ao nível multilateral, se traçarem novos objetivos e soluções que respondam aos desafios da transformação digital, da revolução tecnológica, da emergência climática e da alteração do paradigma da globalização”.
Da agenda estratégica, ressalta a “necessidade da melhoria do acesso ao financiamento dada a importância de que se reveste a materialização da agenda estratégica para a consolidação da cooperação económica da CPLP, por via de instrumentos financeiros existentes ou, eventualmente, identificando outros instrumentos”.
Fica também expresso um incentivo à realização bienal de uma reunião conjunta de ministros da Economia, do Comércio e das Finanças da CPLP, bem como a realização anual da reunião técnica conjunta da Economia, Comércio e Finanças, à qual caberá propor ações, procedimentos e resoluções nos referidos setores.
Recomendam também ao secretariado-executivo que “considere a realização de um estudo de viabilidade para a criação de uma área específica naquele órgão, para o acompanhamento das ações relacionadas com a agenda estratégica para a consolidação da cooperação económica da CPLP”.
Exortam ainda os Estados-membros a envidarem esforços com vista à criação das condições necessárias para a implementação do Acordo sobre a Mobilidade, “considerando a importância primordial da mobilidade para a cooperação económica, bem assim para a retoma do setor empresarial, no seio da CPLP”.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.
RCR // LFS
Lusa/fim
FONTE LUSA
MOCAMBIQUE, PROVINCIA DE SOFALA E O MUITO QUE NOS LIGA A PORTUGAL, AOS PORTUGUESES E À LINGUA PORTUGUESA.
MOCAMBIQUE, PROVINCIA DE SOFALA E O MUITO QUE NOS LIGA A PORTUGAL, AOS PORTUGUESES E À LINGUA PORTUGUESA.
Muito liga Portugal e os portugueses, a Mocambique, com principal enfoque à Provincia de Sofala.Vejamos entao porque.
Comemorou-se recentemente o 25 de Abril, em Portugal o Dia da Revolucao, foi no Jornal Noticias do Porto que em 2004, fazia o 25 de Abril 30 anos, que num artigo de opiniao da minha autoria, pagina 13, edicao de 16 de Janeiro de 2004, que contei os factos que fizeram dar titulo ao texto “A BEIRA E O 25 DE ABRIL”, tendo sido os acontecimentos da Beira à época determinantes, à sua concretizacao e do qual transcreverei algumas partes: “… E a Beira de Moçambique vira a página da História em Portugal:
“Parece bem nítido, agora, que os acontecimentos da Beira (desencadeados sob a inspiração dos “democratas”) foram o “detonador” da acção revolucionária que explodiu em Abril”, Jorge Jardim, em MOCAMBIQUE, Terra Queimada, págs 160 a 170,
“No Congresso do Porto, os centuriões obtiveram o rastilho para o Movimento dos capitães; nas manifestações da Beira, coesão para atiçar os nobres sentimentos da classe contra aqueles que os pretendiam transformar em bodes expiatórios”, Ricardo Saavedra, em OS DIAS DO FIM, págs 18 a 20.
“Não é necessário ser muito entendido em questões militares para compreender o efeito devastador produzido no moral das tropas pelos acontecimentos da Beira. Constituíram, de resto, um marco decisivo da caminhada para o 25 de Abril, relançando, no seio do Movimento dos capitães, a questão da guerra e permitindo sensibilizar oficiais até então renitentes em discutir os seus contornos políticos.”, David Martelo,em 1974 CESSAR FOGO EM ÁFRICA, págs 42 a 45.
Precederam assim, tres episódios que referencio, públicos e notórios, como alguém diria, o 25 de Abril de 1974, um em cada mês: 17 de Janeiro de 1974, acontecimentos da Beira, 22 de Fevereiro de 1974, publicacao PORTUGAL E O FUTURO, do General Spinola, em Lisboa, 16 de Marco de 1974, a tentativa de golpe das Caldas da Rainha em Portugal e finalmente o 25 de Abril de 1974.
Vagueando pelas ligacoes Sofala, Mocambique e Portugal, recentemente a GRANDE SENHORA da cultura portuguesa e cantora Simone de Oliveira deu um concerto de “encerramento de carreira” no passado dia 29 de Marco no Coliseu dos Recreios em Lisboa, a proposito do Dia Internacional da Mulher “As mulheres apanhavam dos maridos e ficavam em casa e achei que não ia ser assim”. E não foi. Soube que nos finais dos anos sessenta viajou algumas vezes de Lisboa até à cidade da Beira na Provincia de Sofala e dado aquele que viria a ser pai dos seus filhos estar a ser perseguido pela PIDE a mesma só era autorizada expressamente por Salazar. O jovem engenheiro era o responsável da empreitada da estrada Beira Tete.
Anos atrás e em Inhaminga na Provincia de Sofala, viveu e trabalhou como médico António Menano, saudoso canconetista do Fado de Coimbra por um periodo de trinta anos, terá sido entre 1933 e 1961, tendo regressado a Portugal tendo vindo a falecer em 1969.
Nos finais dos anos sessenta, Zeca Afonso, o saudoso canconetista portugues da Grandola Vila Morena, cancao que ecoou no dia 25 de Abril de 1974, dia da Revolucao portuguesa, foi professor no antigo Liceu Pero de Anaia, da cidade Beira, hoje Escola Secundária Samora Moisés Machel, mas em homenagem às pessoas do Bairro Chipangara da cidade da Beira, deixou a letra e música LA NO XEPANGARA, pode ser ouvida facilmente no youtube.
O vinho portugues pela primeira vez bebido em terras de Mocambique foi em principios de Marco de 1498, e por gentes de Sofala, sendo bebido com muito prazer, pag 35, a VIAGEM DO GAMA NAS CRONICAS DO REINO, Reproducoes Facsimiladas, Nota Prévia e Introducao de Aurelio de Oliveira, Professor Catedratico da Faculdade de Letras do Porto, Faculdade de Letras do Porto, Porto 1998, Depois de Janeiro de 1498, já em Inhambane ou Gaza, não quiseram beber vinho, pag 31.
Numa das linguas da Provincia de Sofala, a lingua Sena, tem como sinónimo da palavra portuguesa actual banana, a palavra em lingua sena figo ou mafigo, conforme as circunstancias. Porém, essa era a palavra portuguesa de pelo menos dos séculos XV e XVI, chamando lhe inclusivé figo da Índia, os portugueses é que alteraram séculos mais tarde para banana, tal podemos ver págs 48 e 49 na obra de Frei Joao Santos, ETHIOPIA ORIENTAL, que andou por Sofala em 1586, tendo a sua obra sido aprovada e impressa em 1609, mais tarde em 1891, aparece – nos editada pela Biblioteca de Classicos Portuguezes, Mello D‘Azevedo, Editor. Eis o texto que evidentemente retrata as bananas:
“Muitas figueiras da índia, que dão mui grandes ramos de figos, os quaes são do tamanho de pepinos, e quando são maduros fazem-se amarelos, e cheiram, e sabem muito bem. Alguns ramos de figos vi nesta terra que tinha cada um delles setenta figos, e mais, todos juntos em uma pinha, como um cacho de uvas, e escassamente o podia um homem levantar do chão.”
Aliás na obra já acima referida VIAGEM DO GAMA NAS CRONICAS DO REINO, na sua pá.35 se refere figos como sendo as bananas na terminologia portuguesa dos nossos dias.
E o mikate também referido na ETHIOPIA ORIENTAL por Frei Joao Santos na Provincia de Sofala, fez-me sonhar na possivel origem da broa de Avintes, com algumas semelhancas pois mesmo em Mocambique até aos dias de hoje há diferentes tipos de Mikate, tendo como base a farinha de arroz, meixoeira, milho ou outros, dependendo da zona geografica. Tal tema já deu polémica entre historiadores mas sem ainda nenhum consenso. Pois também na obra VIAGEM DO GAMA NAS CRONICAS DO REINO e a quando a chegada à Ilha de Mocambique em finais de Marco de 1498, portanto ainda no SEC XV, ofereceram milho cozido com pescado, pág 38. Como explicarao os “dogmáticos”e defensores acérrimos que o milho foi da América Central para a Europa e no SÉC. XVI, quando Vasco da Gama já o tratava pelo nome no SÉC XV? Entao porque não teria ele e a sua equipa de marinheiros levado a receita destas paragens e em Portugal terem criado a BROA DE AVINTES? A investigacao MIKATE versus BROA DE AVINTES, teve na sua equipa no terreno o apoio do saudoso e querido amigo Calane da Silva,com estudos efectuados, deslocacao a casa da familia de padareiras em Avintes, Vila Nova de Gaia,Portugal, conhecidas por AS QUELIMANES e com entrevista na RTP a partir de Avintes, presto-lhe a minha singela homenagem a este grande HOMEM DA CULTURA DE MOCAMBIQUE E DE CAMOES que tanto nos une.
E como a conversa já irá longa Luis de Camoes terá vivido mais tempo em Sofala ou na Ilha de Mocambique? Qual a razao de falarmos sempre e associarmos Camoes à Ilha de Mocambique e raramente a Sofala? Será que pelo facto da Ilha de Mocambique ter sido capital de Mocambique até 1898 nada terá a ver com isso?
Por razoes bem diferentes e a mesma pessoa com estatutos bem diferentes, António Guterres, visitou a cidade da Beira, capital da Provincia de Sofala como Primeiro Ministro do Governo Portugues e mais recentemente e após o terrivel Ciclone IDAI ocorrido em 14 de Marco de 2019, como Secretário Geral das Nacoes Unidas, registe-se ainda que o primeiro membro de um Governo estrangeiro em missao de solidariedade a chegar ao aeroporto da Beira pós IDAI, foi de Portugal, o entao Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperacao José Luis Carneiro que por cá permaneceu vários dias, hoje Ministro da Administracao Interna.
Augusto Macedo Pinto, Advogado,membro da ACB Associacao Comercial da Beira, Vice Presidente da Assembleia Geral da HEALTH4MOZ e seu representante em Mocambique, Conselheiro para os Assuntos Europeus da Ministra dos Negocios Estrangeiros, Cooperacao e Comunidades de São Tomé e Principe, residente na cidade da Beira, Provincia de Sofala, Mocambique.
Publicado em: Diário de Mocambique, nas edicoes de 30 de Abril de 2022 e 02 de Maio de 2022,ambos na página 5, e JORNAL O AUTARCA, edicao de 29 de Abril de 2022, páginas 2, 4 e 5 e BLOG NANDI IWE.
segunda-feira, 2 de maio de 2022
CABO VERDE ACEDE A 40 MILHOES DE DOLARES DO FUNDO PARA RESILIENCIA E SUSTENTABILIDADE, MECANISMO RECENTEMENTE CRIADO PELO FMI FUNDO MONETARIO INTERNACIONAL
02-05-2022 21:38
Cabo Verde acede a 40 milhões de dólares do Fundo para Resiliência e Sustentabilidade
Cabo Verde acede a 40 milhões de dólares do Fundo para Resiliência e Sustentabilidade
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Praia, 02 mai 2022 (Lusa) – O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que o país vai poder aceder a 40 milhões de dólares (38 milhões de euros) do Fundo para Resiliência e Sustentabilidade, mecanismo recentemente criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
“Um novo mecanismo criado pelo FMI que tem por objetivo ajudar os países a lidarem com os desafios estruturais macroeconómicos, face ao contexto atual de crise”, explica um comunicado do Governo cabo-verdiano sobre a participação do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, nas Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do FMI, que decorreram de 18 a 24 de abril em Washington.
“Resultado de várias reuniões que Olavo Correia manteve à margem das Reuniões de Primavera, Cabo Verde vai poder aceder a um montante que ascende aos 40 milhões de dólares do Fundo para Resiliência e Sustentabilidade”, acrescenta o comunicado.
Para ter acesso ao fundo, Cabo Verde terá colocar “em prática algumas recomendações mais genéricas”, nomeadamente continuar a investir na saúde, na segurança sanitária, “continuar a trabalhar para que as despesas sociais possam ser protegidas” ou “evitar o aumento da pobreza extrema”, bem como “acelerar as reformas, concretamente, ao nível da transição energética e da transição digital, e aposta na mitigação e adaptação às alterações climáticas”.
O arquipélago enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística - setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago - desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.
Em 2020, o país registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB, seguindo-se um crescimento de 7% em 2021 impulsionado pela retoma da procura turística. Para 2022, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, nomeadamente a escalada de preços, o Governo cabo-verdiano baixou a previsão de crescimento de 6% para 4%.
O Governo acrescenta que esta missão a Washington “permitiu a Cabo Verde dar seguimento às negociações com o FMI para se fechar o novo Programa que vai ajudar o país ao nível da implementação de reformas estruturantes para o seu desenvolvimento sustentável” e que vai apoiar ainda o “relançamento da economia cabo-verdiana” e a adoção de um novo modelo de gestão das Finanças Públicas para “permitir a Cabo Verde melhorar os indicadores macroeconómicos”.
“De referir que esse programa com FMI tem uma abordagem ao nível da promoção de alguns investimentos em setores catalíticos, visando a efetiva promoção da retoma da economia, bem como o investimento na inclusão social visando a redução da pobreza extrema, pelo que o programa também irá focar na criação de um mecanismo para estabilização macroeconómica”, lê-se no comunicado.
No âmbito das mesmas reuniões, o vice-primeiro-ministro assinou com o Banco Mundial o acordo para o financiamento do projeto “Capital Humano”, no valor de 26 milhões de dólares, “que irá incidir sobretudo na melhoria do sistema de educação em Cabo Verde, mas também da promoção da formação profissional, assim como a promoção da inclusão social”.
“Estão também incluídos financiamentos para a reabilitação das habitações sociais, e intervenções ao nível da requalificação urbana no perímetro dessas habitações sociais”, refere o Governo.
Segundo a mesma informação, das reuniões em Washington “ficou a promessa da aprovação para financiamento de um projeto de relançamento do setor do turismo, no valor de 35 milhões de dólares [33,3 milhões de euros], que conta ainda com mais um financiamento adicional em cerca de sete milhões de dólares [6,6 milhões de euros]”.
“Por outro lado, o Banco Mundial vai ajudar Cabo Verde, através de uma assistência técnica, visando numa nova estratégia para a gestão da Dívida Pública”, acrescenta.
Cabo Verde vai ainda poder nomear, até setembro deste ano, um administrador adjunto para o Banco Mundial “que, depois de três anos, passa a ser administrador efetivo”.
“O que representa um grande marco para o país em termos de visibilidade e prestígio, junto dessa instituição”, sublinha o comunicado do Governo.
Ainda no âmbito destas Reuniões de Primavera na capital norte-americana, Cabo Verde foi escolhido para presidir e ser sede do African Caucus 2023, reunião anual que se realiza desde 1963 e que junta os ministros das Finanças, Planeamento e governadores africanos dos bancos centrais junto do FMI e do Grupo Banco Mundial: “Trata-se de um evento que representa uma excelente oportunidade para o Governo na promoção da agenda de desenvolvimento de Cabo Verde junto dos altos representantes do FMI, do Banco Mundial e dos vários governadores dos países africanos”.
O African Caucus 2022 realiza-se de 5 a 10 julho próximo, em Marrocos.
PVJ //RBF
Lusa/Fim
FONTE LUSA
MANUELA BAIROS EMBAIXADORA DE PORTUGAL EM TIMOR LESTE, DEFENDE PROGRAMAS DE COOPERACAO QUE AJUDEM A CRIAR EMPREGO.
29-04-2022 10:39
Embaixadora portuguesa em Díli defende programas que ajudem a criar emprego
Embaixadora portuguesa em Díli defende programas que ajudem a criar emprego
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Díli, 29 abr 2022 (Lusa) - A embaixadora de Portugal em Díli disse hoje que gostaria de ver Portugal, potencialmente em cooperação com outros doadores, apoiar Timor-Leste em iniciativas que ajudem a fomentar a criação de emprego jovem no país.
“Pessoalmente o que gostaria de ver, se Portugal pudesse contribuir, era algum investimento produtivo que desse alguma esperança no sentido de haver empregos para esta juventude. Vemos é a juventude a continuar a sair do país”, disse Manuela Bairos em entrevista à Lusa.
“Os doadores têm que se articular um pouco melhor aproximar-se do Governo naquelas que são dificuldades estruturais ou enquadramento, e trabalhar para ajudar a criar emprego e perspetivas. Um país não pode ver esta permanente esta sangria da sua juventude a sair à procura de saídas profissionais”
Manuela Bairos, que apresentou credenciais há cerca de um mês, considera que essa poderia ser “a pouco e pouco uma prioridade”, sublinhando áreas em que Portugal, pela sua experiência e valência pode ter um contributo importante.
“Pescas e turismo em que Portugal pode dar contributo por ter experiência. Está longe e pode encontrar parceiros locais e internacionais, cooperação triangular, multilateral para ajudar a criar emprego. Esse é o grande problema em Timor-Leste, encontrar saídas profissionais para os jovens”, afirmou.
Além disso, Manuela Bairos destacada ainda o eventual contributo português para ajudar a preservar o património documental e edificado no país, algum do qual corre riscos de se perder.
“Poderíamos preservar o património histórico aqui, património comum de Timor mas também português, será tarefa de menor ambição, exige menores recursos. Se houver cheias ou um problema grave há coisas que se vão perder”, disse.
“Não seria impossível fazer alguns projetos de curto e médio prazo nessa área”, considerou.
A diploma destaca o carinho que em Timor-Leste ainda se sente por Portugal e a importância que a relação bilateral entre os dois países ainda assume e, neste contexto sublinha o “entusiasmo” no país com a visita em maio do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
“Vejo e espero que seja entendido em Lisboa que esta visita vai durar na memória de muita gente durante muitos anos e aquilo que o senhor Presidente puder fazer para deixar aqui um lastro mais significativo e prolongado possível, temos que sensibilizar Lisboa para isso”, afirmou.
“Uma visita desta natureza é uma visita histórica. Quem veio a Timor percebe isso, quem vive em Timor percebe isso, se calhar as pessoas em PT que nunca vieiram cá, talvez não seja tão ostensivo. Acho que o senhor Presidente quando chegar vai perceber isso.
Bairos regressou a Timor-Leste pela primeira vez depois de, em 2014, estar em missão de serviço no país na Comissão de acompanhamento da presidência timorense da CPLP, em 2014.
No regresso, nota a “revitalização do país depois de dois anos em que a covid-19 bloqueou muito do desenvolvimento” e uma “diferença nas infraestruturas”, com “progressos no país do ponto de vista da língua portuguesa”.
Os objetivos da cooperação portuguesa no país continuam a ser dominados pelos setores da educação, formação e capacitação, setores em que Timor-Leste pediu o apoio de Portugal.
“Cerca de 80% da nossa cooperação é na educação, formação e capacitação, e isso tem a ver com ramificações na área da justiça, da defesa e segurança”, disse.
Destacou ainda a cooperação nos setores da justiça, defesa e segurança, finanças públicas e em particular o “investimento muito consistente de Portugal na área da Segurança Social” do país.
“Aí está também o espírito do 25 de abril, não é só restaurar a liberdade, é fazer com que a democracia tenha qualidade e as pessoas tenham acesso a educação, saúde e segurança social, acesso a uma velhice tranquila e com proteção das pessoas mais vulneráveis”, disse.
A embaixadora explicou que nos contactos que tem tido as autoridades timorenses lhe solicitaram um reforço adicional no ensino do português
Bairos, de 60 anos e natural de Vila do Porto, Açores, é licenciada em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, com uma pos-graduação em Estudos Europeus pela Universidade Católica Portuguesa e um mestrado em Administração Pública pela Universidade de Harvard.
Entre outros postos, esteve em 1999 em comissão de serviço na Secção de Interesses de Portugal em Jacarta, e, posteriormente, destacada na Missão Portuguesa em Timor-Leste, em Darwin em apoio às operações de auxilio humanitário aos refugiados timorenses.
Voltou a estar em comissão de serviço, na já Embaixada de Portugal em Jacarta, até junho de 2000, antes de assumir funções como chefe de divisão no Instituto da Cooperação Portuguesa.
Esteve em comissão de serviço no Consulado em Hamilton, Bermudas, entre dezembro de 2001 a fevereiro de 2002, foi chefe de divisão na Direção de Serviços da Europa da Direção Geral das Relações Bilaterais e, posteriormente, cônsul-geral cm Boston.
Foi conselheira de embaixada em Paris, chefe do Gabinete do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e cônsul-geral em Nova Iorque, ministra plenipotenciária de 1.a classe, na Embaixada em Nicósia, com credenciais de embaixadora, acreditada simultaneamente como embaixadora não-residente na República do Líbano.
O seu último posto antes de Timor-Leste foi no Chipre.
ASP // PJA
Lusa/FIm
FONTE LUSA
SAO TOME E PRINCIPE INICIOU PRIMEIRA PERFURACAO DE PETROLEO NA ZONA ECONOMICA EXCLUSIVA, NO BLOCO DETIDO PELAS EMPRESAS SHELL E GALP
FONTE: Notícias ao Minuto
São Tomé inicia 1.ª perfuração de petróleo na Zona Económica Exclusiva
São Tomé e Príncipe iniciou, há cerca de uma semana, a primeira perfuração petrolífera na sua Zona Económica Exclusiva (ZEE), que decorre "dentro da normalidade" num bloco detido pelas empresas Shell e Galp, anunciou fonte oficial.
São Tomé inicia 1.ª perfuração de petróleo na Zona Económica Exclusiva
© Getty Images
Notícias ao Minuto
18:15 - 30/04/22 POR LUSA
ECONOMIA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
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Num comunicado de imprensa, a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) referiu que o navio-sonda Maersk Voyager, que conduz a operação, entrou na ZEE são-tomense no domingo passado e foi acompanhado até a localização do poço 'Jaca' no bloco 6, pelo navio patrulha 'Zaire' da Marinha Portuguesa, que se encontra em missão de capacitação marítima da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe.
"A campanha de perfuração teve início no dia seguinte [segunda-feira], sendo que as operações estão a decorrer dentro de toda a normalidade", adiantou o gabinete do diretor executivo do diretor da ANP-STP.
O comunicado cita o próprio diretor executivo da ANP-STP, Luiz Gamboa, que destacou a operação como uma "etapa importante" para a recolha de informações petrolíferas na ZEE de São Tomé e Príncipe.
"O início da perfuração de exploração do poço Jaca marca uma etapa importante porque permitirá, pela primeira vez, a recolha de informação mais precisa sobre a nossa ZEE", referiu Luiz Gamboa.
O recém-empossado diretor da ANP-STP adiantou que "a prioridade do consórcio constituído pela Galp, Shell e ANP-STP é a execução segura das operações do Jaca para atingir os objetivos do poço e recolher dados de qualidade para a sua avaliação."
Em declarações à Lusa, por telefone, Luiz Gamboa precisou que "as operações vão durar cerca de 60 dias visando a colocação dos equipamentos mínimos para estabilidade do furo e serão necessários mais 45 dias para fazer o estudo e declarar ou não a fiabilidade da zona".
Em dezembro do ano passado, a ANP-STP e os representantes da Shell e da Galp promoveram uma ronda de apresentações aos titulares dos órgãos de soberania e aos poderes locais, regional e à sociedade civil são-tomense, no sentido de partilhar as informações sobre este projeto, que, segundo o antigo diretor da ANP-STP, Olegário Tiny, é aguardado "com expetativa" pelos são-tomenses há mais de 20 anos.
Na altura, Olegário Tiny esclareceu que do ponto de vista financeiro o início da perfuração não traduz "nenhum impacto imediato direto" na economia do país, mas, "do ponto de vista de conhecimento geológico da área, este primeiro furo pode ter uma importância muito grande".
"Cria uma expetativa, não só em relação à população e às autoridades, mas em relação a todos os parceiros que estão na zona", disse o ex-diretor da ANP-STP, referindo que "está toda gente à espera".
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