terça-feira, 31 de janeiro de 2023
PORTUGAL ECONOMIA PORTUGUESA CRESCE 6,7% EM 2022, O VALOR MAIS ALTO DESDE 1987. EXCELENTE, PARABENS!
31-01-2023 09:41
Economia portuguesa cresce 6,7% em 2022, o valor mais alto desde 1987
Economia portuguesa cresce 6,7% em 2022, o valor mais alto desde 1987
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Lisboa, 31 jan 2023 (Lusa) - A economia portuguesa cresceu 6,7% em 2022, “o mais elevado desde 1987”, de acordo com a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O crescimento de 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 situa-se uma décima abaixo da previsão do Governo, já que o ministro das Finanças, Fernando Medina, se tinha afirmado convicto, no final de dezembro, que Portugal iria finalizar “o ano de 2022 com um crescimento [da economia] de cerca de 6,8%”.
Esta taxa fixa-se, contudo, acima dos 6,5% estimados no Orçamento do Estado para 2023 (OE2023), que deu entrada no parlamento em outubro passado.
PD (AAT) // JNM
Lusa/Fim
FONTE LUSA
FILIPE JACINTO NYUSI PRESIDENTE DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE FELICITOU NA SEGUNDA FEIRA OSSUFO MOMADE PRESIDENTE DO PARTIDO DA OPOSICAO RENAMO PELO SEU ANIVERSARIO, ENALTECENDO A PAZ ALCANCADA NO PAIS.
31-01-2023 09:57
PR moçambicano felicita líder da oposição e enaltece paz no país
PR moçambicano felicita líder da oposição e enaltece paz no país
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Maputo, 31 jan 2023 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, felicitou na segunda-feira Ossufo Momade, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) pelo seu aniversário, enaltecendo a paz alcançada no país.
“Quero aproveitar este ensejo para destacar a sua entrega pessoal na construção, manutenção da paz e concórdia entre os moçambicanos”, referiu o chefe de Estado numa mensagem publicada na Internet, na rede social Facebook.
Nyusi e Momade assinaram em 2019 o terceiro acordo de paz entre Governo, liderado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), e a Renamo, colocando fim aos ciclos de violência armada no país.
A Renamo é o principal partido da oposição, decorrendo o processo de desarmamento e integração social dos 5.221 combatentes do seu braço armado – sendo que 90% foram já abrangidos, prevendo-se que o processo esteja concluído até março, disse à Lusa fonte ligada ao processo.
“Enalteço a sua inequívoca contribuição para a materialização do DDR [desarmamento, desmobilização e reintegração], uma etapa essencial para que a paz perdure para sempre no nosso país e seja o modo de ser e de vida de cada moçambicano”, acrescentou Filipe Nyusi.
“Pela paz e progresso de Moçambique, longa vida, caro irmão”, termina o chefe de Estado.
LFO // VM
Lusa/Fim
FONTE LUSA
domingo, 29 de janeiro de 2023
VINHO VERDE PORTUGAL UNICO PRODUTOR MUNDIAL DUPLICA EXPORTACOES PARA A RUSSIA
28-01-2023 09:09
Vinho Verde duplicou exportações para a Rússia apesar de ter cancelado ações de promoção
Vinho Verde duplicou exportações para a Rússia apesar de ter cancelado ações de promoção
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Porto, 28 jan 2023 (Lusa) - A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), cancelou, em 2022 as ações de promoção na Rússia devido à guerra, mas as exportações do produto pelos agentes económicos do setor mais do que duplicaram em volume e valor.
De acordo com dados da CVRVV, em 2022, até novembro, foram exportados 1,2 milhões de litros da região do noroeste português para a Rússia, num total de 2,7 milhões de euros, o que compara com 625 mil litros e 1,3 milhões de euros em 2021, antes da guerra.
No global, as exportações até novembro aumentaram 6% face a 2021, atingindo 30,1 milhões de litros e 76,8 milhões de euros no ano passado, ao passo que em 2021 os 30,5 milhões de litros tinham rendido 72,2 milhões de euros à região.
Em entrevista à Lusa, a presidente da CVRVV desde final de julho, Dora Simões, disse que "apesar da Comissão dos Vinhos Verdes ter cancelado as atividades promocionais no mercado da Rússia, os agentes económicos da região e respetivos parceiros comerciais terão sempre a liberdade de dar continuidade aos seus negócios".
Sobre a exportação para a Rússia, Dora Simões disse que quando o processo "foi estancado, parado, houve de facto um momento em que os agentes económicos não tinham opção absolutamente nenhuma" em termos de envios para o país, porque "não tinham as vias de transporte, logísticas, para o fazer", em face de vários cortes nas interações ocidentais com Moscovo.
Os dados da CVRVV confirmam que nos meses de março e abril não houve exportações de vinho verde para a Rússia, mas o ritmo de exportação retomou no restante do ano.
Segundo a responsável, a Rússia estava a ser "um mercado em franca expansão", sendo possível que "essa expansão se tenha dado numa altura em que ainda estavam negócios a decorrer".
Em abril, ainda no mandato de Manuel Pinheiro, a Comissão dos Vinhos Verdes anunciou o cancelamento das ações de promoção na Rússia, reorientando as exportações para outros mercados, como o mexicano.
Até novembro, a região dos vinhos verdes registou ainda uma diminuição das exportações para a Alemanha, menos 1,6 milhões de litros e 2,8 milhões de euros.
Dora Simões reconheceu que comparar 2022 com 2021 é "difícil", por se estar a "analisar um período marcado pelos efeitos de uma guerra na Europa".
"Assistimos, nos últimos meses, a grandes dificuldades para manter expedições, quer pela escassez de componentes quer pelas dificuldades de transporte, que aliadas à retração no consumo generalizada, inclusive na Alemanha, é natural em tempo de crise económica", acrescentou.
A responsável disse ter a expectativa que "a situação na Alemanha recupere e que as exportações voltem a aumentar".
Por outro lado, em 2022, até novembro, há a registar subidas significativas nos Estados Unidos, que até desceram em litros (menos 17 mil) mas aumentaram em valor 1,5 milhões de euros, e para a Grã-Bretanha, que subiram 170 mil litros e 1 milhão de euros.
Também se registaram subidas no Canadá (13 mil litros, 570 mil euros), em Espanha (375 mil litros, 893 mil euros), Essuatíni (264 mil litros, 643 mil euros) e Polónia (385 mil litros, 600 mil euros).
Em 2023, a CVRVV vai apostar em ações de promoção no Reino Unido, Polónia e Coreia do Sul, com Dora Simões a salientar que no caso britânico e no coreano a ideia é "entrar por cima, com as gamas mais elevadas, com produtos de maior valor, mais sofisticado".
A Coreia do Sul é "um mercado de oportunidade" potencialmente similar ao japonês, onde as vendas de vinho verde "são talvez as de valor mais elevado", sendo um mercado "muito consistente, que demora muito tempo a desenvolver".
Já a Polónia "tem uma massa crítica boa, e é importante começar porque é um mercado jovem, com consumo de vinho", e pessoas "abertas a conhecer" o produto.
JE // MSP
Lusa/Fim
FONTE LUSA
JORNAL DE NEGOCIOS.
Augusto Macedo Pinto
09 de Junho de 2009 às 11:43
OPINIÃO
Vinho verde: Portugal, único produtor mundial
Portugal é o único produtor mundial de vinho verde, com região demarcada desde 1908 e situada a noroeste, entre os rios Minho e Douro. Tem como principais castas do branco: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura. Nem por...
10
...
Portugal é o único produtor mundial de vinho verde, com região demarcada desde 1908 e situada a noroeste, entre os rios Minho e Douro. Tem como principais castas do branco: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura. Nem por tudo isso faz jus comercial deste tesouro. "A ignorância sempre foi muito atrevida". Foi com estas sábias palavras que, numa das aulas de Direito Romano, ouvi há mais de quarenta anos o Professor Doutor Sebastião Cruz a referir-se a muitas situações que esta me faz recordar. Se ele estivesse ainda entre nós, diria, pouco se alterou.
Nos nossos dias utilizam-se métodos produtivos adequados à preservação do meio ambiente com uvas de elevada qualidade, com criteriosa escolha das mesmas, seleccionadas para a sua produção, permitindo criar vinhos com aromas muito agradáveis e diversificados, e de elevada qualidade. Hoje, há vinho verde que nada tem a ver com a acidez que tradicionalmente lhe era conhecida, com características de conservação quase idênticas a qualquer outro tipo de vinho.
Mas face às suas particularidades, pode-se tornar imbatível em mercados onde o clima, a gastronomia - seja peixe ou marisco -, os convívios e os gostos, tão bem dele dizem e apreciam!
Em concreto, o que se tem feito para mercados novos ou tradicionais para se incentivar a promoção das vendas, a comercialização do vinho verde, produto unicamente produzido por Portugal? Não se admire se ouvir a portugueses dizer que desconhecem que somos o único produtor mundial, que não sabem bem onde fica a sua região demarcada e acham que o vinho se estraga quando passa o equador! Segundo as estatísticas teremos cinco milhões fora de portas, em Portugal somos dez milhões.
Um produto que tem tanto de único, como de ser ignorado no mundo, não deveria obedecer a critérios de ser associado a mercados onde Portugal está a ter grande crescimento nas suas exportações? Um produto que sendo vinho verde de alta qualidade pode chegar ao consumidor final em África, América e Ásia apenas por €7 a €10 a garrafa? Porque não se buscam novos mercados sem utilizar critérios, estudos e estatísticas absurdas? Refiro-me em concreto em associar indicadores genéricos de exportação de produtos portugueses para mercados onde os países de destino têm, por exemplo, diferenças mais do que o dobro da sua população. Que produtos alternativos de qualidade, preço baixo e únicos tem Portugal para exportar?
Como curiosidade, no portal da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes ( CVRVV ) podemos ver mais esta qualidade: "Para além do baixo teor alcoólico, o Vinho Verde pode apresentar benefícios graças à presença de antioxidantes naturais, característica associada à capacidade de reduzir a incidência de danos degenerativos, como os que estão associados a doenças como Alzheimer e cancro. Neste sentido, e em parceria com várias instituições de ensino superior e de investigação, a CVRVV apresentou um projecto à Fundação para a Ciência e Tecnologia de forma a caracterizar o papel protector dos Vinhos Verdes em danos oxidativos biológicos e produzir vinhos de maior poder antioxidante."
Advogado, Antigo Cônsul de Moçambique em Portugal,
macedopinto@teledata.mzAugusto Macedo Pinto
09 de Junho de 2009 às 11:43
OPINIÃO
Vinho verde: Portugal, único produtor mundial
Portugal é o único produtor mundial de vinho verde, com região demarcada desde 1908 e situada a noroeste, entre os rios Minho e Douro. Tem como principais castas do branco: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura. Nem por...
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Portugal é o único produtor mundial de vinho verde, com região demarcada desde 1908 e situada a noroeste, entre os rios Minho e Douro. Tem como principais castas do branco: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura. Nem por tudo isso faz jus comercial deste tesouro. "A ignorância sempre foi muito atrevida". Foi com estas sábias palavras que, numa das aulas de Direito Romano, ouvi há mais de quarenta anos o Professor Doutor Sebastião Cruz a referir-se a muitas situações que esta me faz recordar. Se ele estivesse ainda entre nós, diria, pouco se alterou.
Nos nossos dias utilizam-se métodos produtivos adequados à preservação do meio ambiente com uvas de elevada qualidade, com criteriosa escolha das mesmas, seleccionadas para a sua produção, permitindo criar vinhos com aromas muito agradáveis e diversificados, e de elevada qualidade. Hoje, há vinho verde que nada tem a ver com a acidez que tradicionalmente lhe era conhecida, com características de conservação quase idênticas a qualquer outro tipo de vinho.
Mas face às suas particularidades, pode-se tornar imbatível em mercados onde o clima, a gastronomia - seja peixe ou marisco -, os convívios e os gostos, tão bem dele dizem e apreciam!
Em concreto, o que se tem feito para mercados novos ou tradicionais para se incentivar a promoção das vendas, a comercialização do vinho verde, produto unicamente produzido por Portugal? Não se admire se ouvir a portugueses dizer que desconhecem que somos o único produtor mundial, que não sabem bem onde fica a sua região demarcada e acham que o vinho se estraga quando passa o equador! Segundo as estatísticas teremos cinco milhões fora de portas, em Portugal somos dez milhões.
Um produto que tem tanto de único, como de ser ignorado no mundo, não deveria obedecer a critérios de ser associado a mercados onde Portugal está a ter grande crescimento nas suas exportações? Um produto que sendo vinho verde de alta qualidade pode chegar ao consumidor final em África, América e Ásia apenas por €7 a €10 a garrafa? Porque não se buscam novos mercados sem utilizar critérios, estudos e estatísticas absurdas? Refiro-me em concreto em associar indicadores genéricos de exportação de produtos portugueses para mercados onde os países de destino têm, por exemplo, diferenças mais do que o dobro da sua população. Que produtos alternativos de qualidade, preço baixo e únicos tem Portugal para exportar?
Como curiosidade, no portal da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes ( CVRVV ) podemos ver mais esta qualidade: "Para além do baixo teor alcoólico, o Vinho Verde pode apresentar benefícios graças à presença de antioxidantes naturais, característica associada à capacidade de reduzir a incidência de danos degenerativos, como os que estão associados a doenças como Alzheimer e cancro. Neste sentido, e em parceria com várias instituições de ensino superior e de investigação, a CVRVV apresentou um projecto à Fundação para a Ciência e Tecnologia de forma a caracterizar o papel protector dos Vinhos Verdes em danos oxidativos biológicos e produzir vinhos de maior poder antioxidante."
Advogado, Antigo Cônsul de Moçambique em Portugal,
macedopinto@teledata.mz
Augusto Macedo Pinto
FONTE JORNAL DE NEGOCIOS.
ANGOLA FRANCISCO ALEGRE DUARTE EMBAIXADOR DE PORTUGAL EM ANGOLA CONSIDERA AS RELACOES ENTRE OS DOIS PAISES EXCELENTES!
29-01-2023 05:00
Relação Portugal-Angola entrou numa fase de maturidade - embaixador
Relação Portugal-Angola entrou numa fase de maturidade - embaixador
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Luanda, 29 jan 2022 (Lusa) – O embaixador português em Luanda considera que a relação Portugal-Angola é hoje pautada pela “maturidade”, depois de ultrapassados os “irritantes” e com a passagem do tempo a amenizar a “turbulência” recente entre os dois países.
Em entrevista à Lusa Francisco Alegre Duarte, embaixador de Portugal em Angola, considera que as "relações hoje em dia são excelentes, sem os chamados irritantes, pautadas pela igualdade, fraternidade e acima de tudo maturidade”, salientou o diplomata, reconhecendo que a passagem do tempo “ajudou”.
“Tivemos uma guerra colonial, houve uma revolução em Portugal, houve uma descolonização turbulenta, houve uma guerra civil e grandes mudanças em Angola, nomeadamente em termos demográficos o que tem também repercussões políticas”, salientou, notando que a idade média da população angolana é de 17 anos, o que significa que a maior parte dos angolanos nasceram depois da guerra civil (que acabou em 2002) e da Independência, conquistada em 1975.
“Eu não sofro de complexos coloniais ou neocoloniais. Acho que é tempo de termos entre nós uma relação madura e exigente e esse tempo já chegou”, enfatizou o diplomata, sublinhando que as relações “são excelentes” e “cúmplices”, como comprova a relação entre os dois Presidentes, João Lourenço, e Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve em Angola por duas vezes no ano passado.
Para Francisco Alegre Duarte, a “dita turbulência permitiu construir uma relação entre iguais” que tiveram, de certa forma, “uma libertação conjunta”.
“Gostaria muito que assinalássemos conjuntamente o 25 de abril” que está prestes a celebrar o seu cinquentenário, em 2024, tal como acontece com Angola que comemora os seus 50 anos como país independente em 2025.
“Isto está tudo ligado”, comenta, assinalando que a aproximação de Portugal a Angola não se resume ao plano económico, estendendo-se às artes e à cultura, com destaque para artistas como o humorista Gilmário Vemba ou músicos como Matias Damásio, Paulo Flores, Yuri da Cunha que gozam de grande popularidade nos dois países
“Há aqui um enorme manancial de oportunidades e não pode ser o Estado a fazer tudo”, prosseguiu, incentivando os grandes clubes portugueses a criar academias e Angola e as universidades a adotarem um papel “mais agressivo” no que diz respeito, por exemplo, à captação de alunos.
Apesar do número de emigrantes ter vindo a diminuir desde 2015, Angola continua a atrair portugueses. Segundo o último relatório do Observatório da Emigração, o país africano encontrava-se no top 10 dos destinos favoritos - o único não europeu - existindo atualmente mais de 127.000 portugueses registados em Angola (dos quais 60% com dupla nacionalidade).
Uma atração que se justifica, segundo Francisco Alegre Duarte, devido à “relação densa” e às ligações familiares com Portugal, bem como a história, a língua e as relações económicas.
“É uma comunidade diferente da que temos na África do Sul, Venezuela ou Brasil, é muito entrosada, muito ligada por laços familiares à sociedade angolana e que prefere pautar a sua presença pela discrição”, descreve o embaixador, apontando entre as suas prioridades o reconhecimento do “contributo que (os portugueses) dão para a economia e sociedade angolana”.
RCR // PJA
Lusa/fim
FONTE LUSA
LAM LINHAS AEREAS DE MOCAMBIQUE SEGUNDO O MINISTRO DOS TRANSPORTES E COMUNICACOES MATEUS MAGALA O FUTURO DA COMPANHIA SERA DECIDIDO ATE MARCO.
28-01-2023 18:04
Moçambique espera decidir futuro das suas linhas aéreas até março
Moçambique espera decidir futuro das suas linhas aéreas até março
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Maputo, 28 jan 2023 (Lusa) – O ministro dos Transporte e Comunicações moçambicano, Mateus Magala, afirmou hoje que espera decidir o futuro das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) até março.
“Penso que até março estaremos em condições de tomar uma decisão sobre o futuro da LAM”, indica um comunicado divulgado hoje, citando declarações feitas pelo ministro no final de uma visita à LAM, na sexta-feira.
Mateus Magala disse ter recebido em dezembro um relatório sobre a situação da empresa, decorrendo “o processo de revisão, reavaliação e validação do relatório”.
“O que pretendemos é ter uma companhia que nos orgulha, sustentável, competitiva, que não representa um custo para o Governo e que capitalize o mercado nacional, onde detém quase o monopólio", sublinhou.
A escolha vai ser feita “com uma mente empresarial”, disse.
“Não posso avançar se vamos privatizar ou transformar a empresa numa sociedade”, referiu, acrescentando que a avaliação em curso “envolve pessoas de topo na região e no mundo em matéria de aviação e reformas”.
Uma análise do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental moçambicana, divulgada no final do ano, apontou a LAM como uma das empresas tecnicamente insolventes do setor empresarial do Estado - a sobreviver de injeções de capital e de garantias estatais para responder perante os credores, e, como tal, representando um elevado risco para a dívida pública.
Reforçar a fiscalização e gestão das empresas do setor empresarial e melhorar o controlo da dívida são compromissos do Governo moçambicano com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no âmbito do programa de assistência financeira de 470 milhões de dólares (sensivelmente o mesmo valor em euros) até 2025.
LFO // SF
Lusa/Fim
FONTE LUSA
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
ANGOLA PRESIDENTE DA REPUBLICA JOAO LOURENCO DOS SANTOS QUER INVESTIR MAIS NAS TELECOMUNICACOES COM A CONSTRUCAO DE MAIS SATELITES E OUTRAS INFRAESTRUTURAS PARA GARANTIR QUE AS COMUNICACOES AJUDEM A DESENVOLVER O PAIS
27-01-2023 13:04
Presidente angolano quer investir mais nas telecomunicações
Presidente angolano quer investir mais nas telecomunicações
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Luanda, 27 jan 2023 (Lusa) – O Presidente angolano disse hoje que o Estado vai continuar a investir no setor das telecomunicações, com a construção de mais satélites e outras infraestruturas para garantir que as comunicações “ajudem a desenvolver o país”.
Após inaugurar o Centro de Controlo e Missão de Satélites, localizado na zona da Funda, província de Luanda, João Lourenço frisou a "extrema importância" destes projetos e referiu que “a capacidade financeira arranja-se”.
“Nós consideramos que o projeto é de extrema importância. Este centro pode comportar até três satélites, os outros dois vão ter que ser adquiridos ao longo do tempo, é uma questão de programação. Se não há capacidade hoje, haverá manhã, o que vale é a intenção de completar o projeto, ele não está completo e assumimos o compromisso de completá-lo não importa quanto tempo levar”, referiu.
Segundo o Presidente angolano, além do satélite há investimentos a fazer em terra, no sentido de garantir que as comunicações ajudem a desenvolver o país, que estejam ao serviço da economia angolana, pelo que “continuarão a ser feitos”.
O Presidente angolano salientou que em termos de fibra ótica, transmissão por cabo, foi feito já um investimento que atualmente permite ligar, por cabo, Angola à vizinha República Democrática do Congo.
“Tem que haver uma combinação de fonte de transmissão dos sinais de voz, de imagem tanto por via satélite, via cabo e outras formas de transmissão, outros investimentos serão feitos com certeza para garantir a melhor qualidade possível das telecomunicações do nosso país”, afirmou.
De acordo com o chefe de Estado angolano, é importante assegurar a qualidade, que a ligação seja ininterrupta, aspetos que o satélite dá garantia.
“Com o lançamento deste satélite [Angosat-2] e a sua entrada em funcionamento, Angola ganha em todos os pontos de vista. Vamos melhorar as nossas telecomunicações, a comunicação social, voz e imagem, vão melhorar também, vão beneficiar deste importante projeto a agricultura, a ciência de uma forma geral, a educação”, sublinhou.
Angola lançou em outubro do ano passado com sucesso o Angosat-2, fabricado na Rússia, segundo engenho construído pelo país europeu, depois de o primeiro, o Angosat-1, ter falhado, em dezembro de 2017.
O Centro de Controlo e Missão de Satélites foi construído numa superfície total de 6.617 metros quadrados e tem 47 compartimentos apetrechados com meios técnicos e tecnológicos, com capacidade para assegurar o acompanhamento, monitoramento e exploração de satélites, como divulgou a agência noticiosa angolana, Angop.
NME // JH
Lusa/Fim
FONTE LUSA
CONSELHO DE SEGURANCA DAS NACOES UNIDAS, ESTADOS UNIDOS DA AMERICA E MOCAMBIQUE DESEJOSOS DE TRABALHAREM EM CONJUNTO DURANTE O PRIMEIRO E HISTORICO MANDATO DE MOCAMBIQUE NO CONSELHO DE SEGURANCA; REFERIU LINDA THOMAS ' GREENFIELD APOS ENCONTRO COM VERONICA MACAMO MINISTRA DOS NEGOCIOS ESTRANGEIROS E COOPERACAO DE MOCAMBIQUE.
26-01-2023 16:31
EUA ansiosos por trabalhar com Moçambique no Conselho de Segurança
EUA ansiosos por trabalhar com Moçambique no Conselho de Segurança
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Maputo, 26 jan 2023 (Lusa) – Os Estados Unidos da América (EUA) destacaram hoje a vontade de trabalhar com Moçambique no Conselho de Segurança das Nações Unidas, frisou a embaixadora norte-americana na organização, durante uma visita a Maputo.
“Os EUA anseiam por trabalhar juntos com Moçambique durante o primeiro e histórico mandato do país no Conselho de Segurança”, referiu Linda Thomas-Greenfield, após um encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.
As delegações de ambos os lados estiveram reunidas durante cerca de uma hora, mas no final não foram revelados detalhes sobre as discussões.
A diplomata americana fez uma declaração com os contornos gerais de temas abordados, sem direito a perguntas, reservadas para uma conferência de imprensa no final da visita a Moçambique, na sexta-feira.
Na descrição mais ampla do encontro de hoje, Linda Thomas-Greenfield referiu que foram abordados “compromissos partilhados” acerca dos desafios mais prementes da atualidade, tais como insegurança alimentar, crise climática e situações de conflito.
“Em todos estes assuntos, Moçambique continua a ser um líder regional imprescindível”, disse.
“A sua liderança está a ajudar a alcançar a prosperidade económica, ajuda na situação de segurança e na estabilidade ao longo da região”, sublinhou a embaixadora.
Linda Thomas-Greenfield acrescentou que, agora, “a liderança também se estende pelo mundo e por instituições multilaterais, como a ONU”.
O país lusófono assumiu este mês um dos lugares rotativos no Conselho de Segurança, para um mandato de dois anos.
A eleição de Moçambique ocorreu numa altura em que a insurgência armada na província de Cabo Delgado, norte do país, continua a ser o principal desafio de segurança, com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.
“Vamos tratar muito do terrorismo”, declarou Pedro Comissário, representante de Moçambique na ONU, no início do mandato.
A representante dos EUA na ONU reúne-se na sexta-feira, segundo dia de visita a Moçambique, com representantes das operações das Nações Unidas, com ações humanitárias em curso, e depois com estudantes de programas internacionais.
A diplomata seguirá durante a tarde para o Quénia, no périplo africano que arrancou no Gana, na quarta-feira.
LFO (EYAC) // LFS
Lusa/Fim
FONTE LUSA
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