segunda-feira, 31 de maio de 2021
SAO TOME E PRINCIPE GOVERNO EM PARCERIA COM A COMUNIDADE INTERNACIONAL ORGANIZOU FORUM DE DIALOGO SANITARIO, DANDO ASSIM RESPOSTA AO FUNDO GLOBAL, EM MATERIA DE ATRIBUICAO DE SUBVENCOES FINANCEIRAS.
"POLÍTICAFórum de Diálogo Sanitário para atrair fundos
PorTéla NónPublicado no dia 30 de Maio de 2021
O Governo santomense em parceria com a comunidade internacional, organizou um Fórum de Diálogo Sanitário, para dar resposta as exigências do Fundo Global, em matéria de atribuição de subvenções financeiras.
De 2021 até 2023 o Fundo Global pretende colocar cerca de 11 milhões e 700 mil euros a disposição do ministério da saúde para combater a SIDA, a Tuberculose e o Paludismo.
No entanto o programa de subvenções financeiras do Fundo Global, não poderia ficar indiferente a pandemia da Covid-19, e o grande impacto que tem no sistema nacional de saúde.
Por isso São Tomé e Príncipe é desafiado a apresentar propostas que reflictam as suas reais necessidades para combate a Covid-19.
Segundo o Ministro da Saúde Edgar Neves, o Fundo Global já começou a apoiar o sistema nacional de saúde. Pelo menos 3 milhões e 508 mil euros já foram alocados a favor do ministério da saúde, exactamente para combater a SIDA, a Tuberculose, o Paludismo, e eliminar os impactos da Covid-19.
A proposta de São Tomé e Príncipe, para beneficiar de mais um desbloqueamento de verbas deverá ser apresentada ao Fundo Global no dia 15 de Junho.
Durante o Fórum de Diálogo Sanitário, o Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus anunciou que para além do da proposta que está a ser elaborada no âmbito das subvenções internacionais do Fundo Global, para financiar o sector da saúde, o seu governo em parceria com o PNUD está a ultimar o plano de retoma do sector económico-pós covid-19.
Abel Veiga
TAGS:DESTAQUE, SAÚDE
FONTE: TELA NON
JORGE BOM JESUS, PRIMEIRO MINISTRO DE SAO TOME E PRINCIPE , LANCA SEMANA DA CRIANCA EM SAO TOMÉ E PRINCIPE.
Primeiro-ministro lança “Semana da Criança” em São Tomé e Príncipe
Maio 27, 202120 0
Por Manuel Dênde, jornalista da Agência de Notícias STP-Press
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 27 Mai. 2021 (STP-Press) – O Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, procedeu, hoje, em São Tomé, lançamento da abertura da “Semana da Criança” no seu País.
Nesta cerimónia falou e dialogou com um grupo de Crianças ao qual, também marcou presença no seu gabinete, na Praça Yon Gato, a ministra da Educação e Ensino Superior, Julieta Rodrigues.
Na circunstância, o Chefe do Governo prometeu, diante dessas Crianças que vai cumprir e desenvolver todas as directivas emanadas pelas organizações internacionais, das quais, alguns eixos do programa do seu Governo ligada às Crianças do País.
Segundo ainda Jorge Bom Jesus, se é verdade que o País tem direito de vos educar e fazer-vos homem de amanhã, com um crescimento sã e digno de um ser humano, também, acrescenta ainda Bom Jesus, “vocês, também, têm dever de estudar e respeitar os vossos pais”.
Na qualidade de Chefe do Governo, Jorge Bom Jesus garantiu que “vai fazer de tudo para proteger as Crianças São-tomenses”,pontuando que essa protecção deve ser abrangente, compreendendo os pais assim como isentas de situações que ocorrem em outras latitudes do Mundo.
“Há muitas Crianças que não conseguem festejar um de Junho devido as guerras e como tal, devemos solidarizarmos com elas”, apelou.
Com abertura da “Semana das Crianças” cuja duração se prevê de um à 30 de Junho, compreenderá também, a reconstituição do Parlamento Infanto-juvenil agendada para 16 de Junho, Dia da Criança Africana e a sessão parlamentar visa discutir a grave situação de violência doméstica e abuso sexual de menores em São Tomé e Príncipe.
Realça-se que contrariamente ao ano transacto em que as aulas estavam suspensas devido ao agravamento da pandemia do Covid-19, este ano, autoridades São-tomenses optaram por celebrar a efemeride, não obstante, se acautelaram com algumas medidas de segurança e anti-infecciosa, compreendendo ausência dos pais nas escolas do País.
Fim/MD/LM"
FONTE: STP PRESS
ANGOLA MAIS SONDAS PETROLIFERAS PARA REANIMAR A PRODUCAO.
"Mais sondas petrolíferas para reanimar a produção
Angola está a contratar sondas para as operações petrolíferas, com um impacto na reversão do declínio da produção esperado em finais deste ano e no decorrer do próximo, declarou uma fonte da indústria contactada, ontem, para comentar as previsões da exportação de 991 mil barris por dia em Junho, o nível mais baixo desde 2008.
30/05/2021 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO 09H00
Plano em curso traz tecnologia que eleva desempenho dos poços © Fotografia por: DR
Essas previsões foram avançadas, ontem, pela Bloomberg, com base nos manifestos de carga apresentados pelos operadores da indústria petrolífera angolana no mercado internacional, apontando para exportações que constituem menos de metade da produção que o país ambicionava quando aderiu à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em 2007.
A fonte contactada em Luanda declarou o curso de operações para repor o número de sondas, sublinhando que "o principal impacto positivo far-se-á sentir nos finais do corrente ano, bem como no decorrer do próximo”, e que, com o retorno das sondas, "vamos elevar a produção”, com os efeitos a serem sentidos, principalmente no final do corrente ano e no decorrer do próximo.
A fonte referia-se ao facto de, no ano passado, as oito sondas estabelecidas nas concessões petrolíferas angolanas terem abandonado as operações em observação às medidas tomadas para conter a propagação da pandemia da Covid-19, gerando um impacto negativo na produção deste ano.
"O que teve, de facto, um impacto negativo na produção deste ano foi a redução do número de sondas no ano passado, devido ao Estado de Emergência: saímos de oito sondas para zero”, declarou a fonte para explicar a previsão da queda do volume exportado em Junho.
A fonte assegurou que "o trabalho com os operadores continua”, estando-se, nesta altura, a contratar mais sondas para a perfuração de poços nos diferentes blocos, havendo também um plano de trazer barcos para elevar o desempenho dos poços, no que se espera melhorar o perfil da produção angolana.
A afirmação pode refrear previsões de um analista citado pela agência de informação económica Bloomberg, considerando que "o perfil de produção de longo prazo de Angola vai continuar a cair se o investimento não subir significativamente”.
A fonte que tem estado a ser citada acrescentou que transição energética, com a que países mais ricos optaram por fontes menos poluentes de produção de energia, também tem um impacto negativo na produção petrolífera, dado que os bancos reduziram os empréstimos para o sector.
A previsão orçamental da produção de petróleo é de 1,22 milhões de barris por dia, este ano, embora os dados disponíveis apontem para a exportação de 97,8 milhões de barris de petróleo bruto no primeiro trimestre de 2021, por um valor de 6,03 mil milhões de dólares, o que representa uma redução de 5,96 por cento nas exportações face ao trimestre anterior.
FONTE: JORNAL DE ANGOLA
PORTUGAL TEM DEZ LINGUAS? HÁ QUEM DIGA QUE SIM, SENAO VEJAMOS....
"As dez línguas de Portugal
MadreMedia
23 mai 2021 11:58
Opinião
Línguas Marco Neves
Falamos uma língua bastarda (e é deliciosa)
Opinião · 30 mai 2021 12:34
Falamos uma língua bastarda (e é deliciosa)
Dobragem ou realidade? Com os "deepfakes", os atores de Hollywood podem falar todas as línguas
Tecnologia · 27 mai 2021 12:03
Dobragem ou realidade? Com os "deepfakes", os atores de Hollywood podem falar todas as línguas
A opinião de
Marco Neves
Marco Neves
Quem tenta contar as línguas de cada país nem sempre encontra o número de que estávamos à espera. Já houve quem encontrasse dez (!) línguas no nosso país...
As dez línguas de Portugal
Talvez seja uma surpresa para muitos, mas os linguistas não se entendem sobre o que responder à pergunta «Quantas línguas existem no mundo?».
Na cabeça de muitas pessoas, a coisa parece simples: cada país tem uma língua, com uma ou outra excepção que pouco importa, e por isso basta contar os países.
A verdade é que as excepções são tantas que o difícil é encontrar um país que siga essa suposta regra.
Saiba sempre do que se fala.
Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.
Procuremos na Europa um país que tenha uma só língua que, por sua vez, seja falada apenas e só nesse país. Se não me engano, só a Islândia e o seu islandês entram nesta categoria. Tudo o mais são misturas, remendos e falares a cavalgar fronteiras.
Não vamos perder muito tempo à procura de mais exemplos, mas podemos olhar para Portugal. É um país que muitos apontam como um exemplo de monolinguismo, em contraste, por exemplo, com Espanha, esse caldo de línguas.
Na verdade, se virmos bem, mesmo se usarmos o mais apertado dos critérios para contar línguas, em Portugal existem duas línguas nativas: o português e o mirandês, reconhecido oficialmente desde há uns anos.
Curiosamente, tanto o português como o mirandês têm problemas de fronteira (digamos assim): será que o português e o galego são a mesma língua? Será que o mirandês é apenas uma variedade duma língua maior (o asturiano ou leonês)?
Perante estas complexidades, podemos optar por ser brutalistas: isso não interessa nada e o que eu digo é que é. Se formos por aí — como muita gente vai — nem o mirandês interessa. É um dialecto do português, ponto final (não é...). Quem aponta para a complexidade de Espanha como exemplo que não podemos pensar desta forma, leva também com opiniões violentas. Catalão? Manias pós-modernas. Galego? Espanhol aportuguesado. Basco? Grunhidos que ninguém entende.
Ah, a beleza do mundo visto à bruta…
A quem assim pensa, digo, com um sorriso: «Olhe que não, olhe que não…»
Bem, desse lado brutalista já vimos que não aprendemos nada. Mais interessante, embora também a dar para o exagerado, será o lado oposto, o lado daqueles que encontram línguas debaixo de qualquer pedra.
Temos, por exemplo, um livro muito interessante, chamado Ethnologue (que se transformou em website, em www.ethnologue.com), que tenta catalogar todas as línguas do mundo. Às vezes, parece exagerar um pouco na dose... Senão, vejam bem: o site encontra dez línguas em Portugal! E nem sequer incluíram o inglês algarvio.
Sem mais delongas, apresento então as dez línguas do nosso país, segundo o Ethnologue — um país que muitos ainda acham ser um país de um só idioma:
Português. Ah, a nossa língua, a última flor do Lácio, nas palavras de Olavo Bilac (não, não estou a falar do cantor — e, já agora, essa de ser a última não é bem assim). Esta não é surpresa e conhecêmo-la bem. Só duas notas: é oficial há muito tempo (embora não há tanto tempo como se pensa) e há quem lhe chame galego — mas olharemos para esse pormenor curioso mais à frente.
Língua gestual portuguesa. Não me venham com os argumentos brutalistas de que isto não é uma língua ou, então, que é português, mas em gestos. Não! É uma língua a sério e nem sequer tem muito que ver com o nosso português oral. Por exemplo, enquanto portugueses e brasileiros se entendem em português (tem dias), os surdos brasileiros usam uma língua gestual muito diferente. Da mesma forma, a língua gestual portuguesa pouco tem que ver com a espanhola — se quisermos entender isto doutra maneira, não se pode dizer que seja uma língua latina. Está mais próxima do sueco gestual, vejam bem. As relações entre as línguas gestuais são outras e cada uma tem um vocabulário, uma gramática e ainda regionalismos e ainda dicionários e normas. Pasme-se agora: esta língua é referida pelo nome na nossa constituição (algo que nem o mirandês consegue).
Mirandês, essa língua falada por uns quantos milhares de pessoas ali, num canto do país… Sei que há muitos que não percebem para que serve preservar à força um falar antigo e (segundo eles) inútil, mas pergunto-lhes: se alguém disser que o inglês é mais útil do que o português, será isso razão para passarmos a falar todos inglês? Isto das línguas não vai lá só com a utilidade de cada uma. (Já agora, conto-vos uma história: há uns anos, passou pelas minhas mãos um projecto de tradução de inglês para mirandês pedido por um cliente japonês. O mundo é estranho. E sabiam que podemos ler Fernando Pessoa em mirandês?)
Cabo-verdiano (ou «kabuverdianu»). Um dos filhos do português (e por isso digo que a nossa língua já não pode ser considerada a última flor do Lácio). No dia-a-dia, chamamos-lhe crioulo (que, no fundo, não é o nome da língua, mas antes o nome do tipo de língua). O cabo-verdiano tem regras como qualquer língua, vocabulário próprio e que já começa a ter alguns dicionários e gramáticas — no entanto, ainda não é oficial em Cabo Verde. Em Portugal, é falado por portugueses de origem cabo-verdiana. (Diz o Ethnologue que o número de falantes em Portugal chega a 200 000 pessoas.)
Barranquenho. Este falar alentejano, ali espetado quase no meio da Andaluzia, até já foi estudado por um grande linguista, José Leite de Vasconcelos. Por isso, respeitinho. Enfim, muitos associam a terra a confusões tauromáquicas, mas, como vemos, é também um município com uma língua própria (não se arrepiem de lhe chamar isso mesmo). Confesso que, a fazer esta lista, não incluiria o barranquenho, pelo menos assim à primeira vista. Mas quem sou eu?
Minderico. Esta é uma língua curiosa, falada ali no meio da serra de Aire e Candeeiros. Começou como código secreto para que comerciantes comunicassem sem que ninguém perce- besse. Com o andar dos anos, transformou-se num falar usado por muita gente, em todos os contextos sociais, nessas comu- nidades serranas. Muitos acharão um excesso para lá do razoável incluir este falar numa lista de línguas. Mas noto que está no Ethnologue e que até tem um código ISO próprio.
Caló português. Esta é a língua de alguns ciganos, que terá uma base portuguesa e muito vocabulário proveniente do romani. Segundo o Ethnologue, é falada por umas 5000 pessoas, em Portugal, e está relacionada intimamente com o caló espanhol, o caló brasileiro, o caló catalão, e por aí fora.
Romani. Esta é a língua indo-iraniana de muitos ciganos europeus. Diz o Ethnologue que há umas 500 pessoas a falar romani em Portugal. Ou seja: temos portugueses que falam uma língua aparentada com o persa. Curioso, não é?
Galego. Prova de que a divisão entre o galego e o português tem muito que se lhe diga, o Ethnologue acha que há zonas de Portugal, ali encostadas à fronteira, que falam galego. Não sei o que lhes diga, embora compreenda a indecisão: a fronteira linguística entre Portugal e a Galiza é muito porosa. Muito mais do que alguns portugueses imaginam. Olhando para o mapa do site, parece que o português transmontano é considerado galego, sem mais. Não sei se será prudente dizer isto a algum falante do galego transmontano, mas tudo bem.
Asturiano. Da mesma forma, também não sei por que razão o Ethnologue põe o asturiano como língua de Portugal. Afinal, o asturiano tem um nome próprio por estas bandas: é o mirandês e ninguém se chateia com isso. Será que consideram um dos dialectos do mirandês como «mirandês padrão» e outro — talvez o sendinense? — como asturiano? Sim, o mirandês tem vários dialectos. E esta, hein?
Será um número inflacionado? Creio que sim. Parece-me excessivo contar o sendinense e o mirandês como duas línguas. O galego também não será língua de Portugal — ou melhor, ganhou um novo nome por cá... Mas percebo a dificuldade do Ethnologue: é mesmo muito difícil encontrar critérios objectivos para contar línguas. Os autores fazem um esforço notável para registar a riqueza linguística do mundo, com critérios definidos, apesar de por vezes nos parecerem demasiado esmiuçados. Aliás, a contagem de línguas acima baseia-se numa consulta que fiz ao Ethnologue em 2016, para escrever um capítulo de um livro (onde incluí uma versão deste texto). Actualmente, o Ethnologue encontra ainda mais línguas no nosso país...
Haverá línguas piores do que outras?
Se olharmos para a lista de línguas acima, vemos uma grande diferença entre as primeiras e as últimas.
O português é uma língua internacional, oficial em vários países e plasmada em séculos de literatura e de codificação em gramáticas e dicionários. Já a língua gestual portuguesa é uma língua reconhecida pela Constituição.
Descemos a lista e temos o romani, uma língua falada por poucas centenas de nómadas, e o sendinense, um dialecto de uma língua que muitas pessoas acham ser ela própria um dialecto.
Ao contrário do que muitos pensam, tanto as primeiras como as últimas podem ser consideradas línguas completas e podem expressar todas as experiências do ser humano.
A diferença de valor entre todas estas línguas não está nas características intrínsecas do próprio idioma, mas no prestígio, no reconhecimento oficial e no seu uso. Claro que a falta de uso leva a que estas línguas tenham um vocabulário mais pobre em certas áreas, mas isso resolve-se rapidamente. A estrutura da língua em si, essa, não limita ninguém e pode ser tão complexa e rica no português como no romani — ou no sendinense.
Da mesma forma, podemos falar de forma atrapalhada, obscura e cheia de hesitações em português ou em minderico — e podemos ser claros e directos em qualquer uma destas línguas. Desde que estejamos, claro, entre falantes de cada língua. O minderico é obscuro para quem não o sabe — mas isso também o português.
Não quer isto dizer que seja igual aprender sendinense ou aprender português: se eu dissesse tal coisa, seria bom que me dessem uma martelada na cabeça (com um martelo do S. João, para não aleijar). O que digo é só isto: o valor de cada língua vem do uso social dessa língua, do número de falantes com quem podemos conversar, dos livros que podemos ler, da relação emocional que estabelecemos com essa língua... O valor da língua não está nas características dessa língua.
Digo isto porque há quem julgue que há línguas mais limitadas, diria mesmo defeituosas, que não permitem expressar tudo o que uma pessoa pode querer expressar. Ora, isso é um mito: os limites de quem fala e escreve estão na experiência, no talento e na memória de cada pessoa — e não na língua que fala.
Tudo para dizer que estas línguas podiam, quisessem o acaso e a História do mundo, transformar-se em grandes línguas internacionais e de cultura. Não é impossível que o minderico venha a ser a grande língua de comunicação do mundo inteiro daqui a uns 300 anos. É mais improvável do que eu ganhar o Euromilhões três vezes seguidas, mas não é impossível.
Afinal, o inglês, a língua de maior prestígio mundial por estes dias, passou por séculos em que era desprezado por qualquer pessoa que quisesse ser alguém na vida — os nobres falavam francês normando e essa era a língua de valor. O inglês era o falar do povo e de um ou outro escriba teimoso.
Também a nossa língua já foi um falar rústico duma região remota: a Galécia do primeiro milénio...
Não basta olhar para uma língua para saber o que o futuro lhe reserva. Não há línguas melhores ou piores: há, sim, línguas com mais ou menos sorte — ou com falantes mais ou menos teimosos.
Marco Neves | Professor e tradutor. Escreve sobre línguas e outras viagens na página Certas Palavras. O seu livro mais recente é História do
Português desde o Big Bang.
FONTE: SAPO 24
NB: QUE EU SABIA TEM DUAS OFICIAIS O PORTUGUES E O MIRANDES.
MOCAMBIQUE VICE CAMPEAO DO CAN EM FUTEBOL DE PRAIA, PARABENS!
"Imagem: twitter.com/BeachSoccer_WW | D.R.
MOÇAMBIQUE É VICE-CAMPEÃO AFRICANO DE FUTEBOL DE PRAIA
MOÇAMBIQUE 30-05-2021 18:37
Por
Álvaro da Costa, Maputo
A seleção moçambicana de futebol de praia terminou em segundo lugar o CAN da modalidade ao perder, na final, frente ao Senegal, por 4-1.
Na sua estreia no CAN de futebol de praia, os moçambicanos tiveram que se contentar com a medalha de prata, mas conseguiram o apuramento para o Campeonato do Mundo, que irá decorrer na Rússia em agosto.
Apesar do desaire na final, Moçambique provou que tem muito potencial na modalidade, um valor comprovado ao mais alto nível individualmente, já que coube ao avançado Nelson o prémio de Jogador Mais Valioso (MVP) da competição.
O continente africano tem duas vagas no Mundial, por isso a par da turma moçambicana, estará presente o Senegal, que se tornou hexacampeão, na medida em que 'limpou' as últimas 6 edições. "
FONTE: A BOLA
sábado, 29 de maio de 2021
PRODAPE PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO DE AQUACULTURA DE PEQUENA ESCALA APRESENTADO PELO PRESIDENTE DA REPUBLICA DE MOCAMBIQUE FILIPE JACINTO NYUSI EM CHITIMA, DISTRITO DE CAHORA BASSA
FILIPE JACINTO NYUSI, Presidente da República de Moçambique procedeu na manhã de ontem, (28.05.202), em Chitima, Distrito de Cahora Bassa, Província de Tete, ao lançamento do Projecto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala (PRODAPE) que tem como obectivo: Contribuir para a redução da pobreza; e melhoria da segurança alimentar e nutricional entre as famílias rurais, em 23 distritos, do centro e norte do país.
O Presidente da República considera o PRODAPE como sendo estruturante e transformacional que pode marcar viragem na actividade aquícola no país.
FILIPE JACINTO NYUSI, destacou que Moçambique possui condições favoráveis para o desenvolvimento da aquacultura.
*"E, na verdade, o Projecto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala vem se encaixar perfeitamente na nossa visão estratégica de uma aquacultura como pilar na geração de renda, criação de riqueza e garante da segurança alimentar e nutricional das famílias moçambicanas, mas também evoluindo do actual midelo da aquacultura de subsistência para modelos de produção empresarial",* referiu.
O projecto a ser implementado em 23 distritos do país, espera-se depois de cinco anos a produção de cerca de 24 mil toneladas de pescado, vai beneficiar cerca de 90 mil pessoas e estima-se a geração de cerca de 17 mil empregos."
SAO TOME E PRINCIPE ATENTA AO POTENCIAL MERCADO DA ÁFRICA DO SUL PARA EXPORTACAO DE : CHOCOLATE CLAUDIO CORALLO, PIMENTA, BAUNILHA E CACAU
"África do Sul interessada em produtos agrícolas de São Tomé e Príncipe
Maio 28, 20218 0
Por Manuel Dênde, Jornalista da STP-Press
São Tomé (São Tomé e Príncipe), 28 Mai. 2021 (STP-Press) – África do Sul mostra-se interessada nos produtos agrícolas de São Tomé e Príncipe, – soube-se hoje, em São Tomé, junto da Encarregada de Negócios da Embaixada deste País da África Austral na cidade de São Tomé.
Segundo Elizabeth Castlement, a luz deste interesse a parte Sul-africana, reuniu-se esta quinta-feira, na cidade de São Tomé com o Secretário de Estado do Comércio, Eugénio Graça, com quem discutiu mecanismos visando a colocação de alguns produtos agro-pecuários de São Tomé e Príncipe na África do Sul.
No encontro entre o governante São-tomeense e a Diplomata Sul-africana de pouco mais de meia hora, de acordo com Castlement, ficou acordado entre as partes o estudo a breve trecho visando a concretização da exportação de produtos de São Tomé e Príncipe para África do Sul.
Na óptica da Diplomata Sul-africana, o arquipélago São-tomense tem produtos de qualidades excepcionais que poderão vingar no mercado Sul-africano, dos quais apontou o chocolate “Claudio Corallo”, a pimenta, baunilha e o cacau, sugerindo que sarão mais valorizados se forem transformados.
Em declarações a imprensa São-tomense após o encontro com Eugénio Graça, ao elogiar produtos de “qualidades excepcionais e próprios” de São Tomé e Príncipe, para Elisabeth Castlement, “o maior desafio será nomeadamente o transporte para o qual devemos em conjunto estudar como ultrapassar esse problema”.
“São Tomé e Príncipe tem uma vasta gama de produtos que podem vingar-se na África do Sul, na Sub-região [de África Austral] e quem sabe pelo Mundo inteiro”, garantiu, sustentando que “vamos estudar as modalidades e o meu País e São Tomé e Príncipe devemos agora trabalhar para a concretização de negócios”.
Ainda na óptica da Diplomata Sul-africana, o negócio entre São Tomé e Pretoria poderiam avançar desde que se encontre mecanismos e modalidades de contornar a pandemia do Covid-19.
Fim/MD/LM
STP-Press "
FONTE: STP PRESS
Subscrever:
Mensagens (Atom)
