segunda-feira, 20 de maio de 2024
domingo, 19 de maio de 2024
MOÇAMBIQUE EMPRESAS PORTUGUESAS RECONHECEM OPORTUNIDADES EM MOÇAMBIQUE APESAR DOS JUROS E BUROCRACIA. DIREI MAIS ALGO NO TEXTO ABAIXO EM NB.
"Empresas portuguesas reconhecem oportunidades em Moçambique apesar dos juros e burocracia
“Há taxas de juros elevadíssimas e excesso de burocracia para quem quer começar uma atividade”, diz à Lusa o vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Portugal, Paulo Oliveira, à margem da XIX Conferência Anual do Setor Privado (CASP), que decorreu esta semana em Maputo.
Jornal Económico com Lusa
18 Maio 2024, 09h32
Empresários portugueses assumem que Moçambique tem um mercado fértil e com oportunidades de negócios, mas apontam como principais constrangimentos as taxas de juros “elevadíssimas”, que dificultam o acesso ao financiamento, e a burocracia.
“Há taxas de juros elevadíssimas e excesso de burocracia para quem quer começar uma atividade”, diz à Lusa o vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Portugal, Paulo Oliveira, à margem da XIX Conferência Anual do Setor Privado (CASP), que decorreu esta semana em Maputo.
Ainda entre os constrangimentos para investir no país, destaca a corrupção e morosidade nos processos judiciais, defendendo por isso uma dinâmica e celeridade na Justiça que dê garantias aos empresários, não só portugueses.
Ainda assim, e apesar das dificuldades apontadas, Paulo Oliveira afirma que o país é fértil para investimentos e necessidades de vários tipos de serviços, em que Portugal pode ser a porta de entrada para Moçambique explorar o mercado europeu.
“Temos que olhar Portugal como entrada para o mercado europeu (…). Mas as empresas portuguesas quando olharem para nós não podem só ver 30 milhões de potenciais compradores, têm que olhar para o bloco onde estamos inseridos que é da SADC [comunidade dos países da África austral], com potencial muito grande”, diz o vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Portugal.
Apesar de já existir um mercado importante de trocas comerciais entre os dois países, Oliveira assume que o volume de negócios tem vindo a cair desde 2021, por causa dos ciclones, insurgência armada em Cabo Delgado e a pandemia da covid-19.
“Isto tem efeito na economia e o poder de compra baixou. É de notar que o investimento estrangeiro direto no país baixou e reduziram-se as importações que temos vindo a fazer de Portugal”, assinala.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reconheceu em abril passado que as exportações moçambicanas para Portugal estão em queda, tendo em conta que há dez anos valiam pouco mais de 100 milhões dólares (92 milhões de euros) para Portugal, cinco vezes mais do que exportam atualmente, enquanto as importações caíram para metade no mesmo período.
Luís Miguel, presidente do conselho da administração (PCA) da Adicional Moçambique, empresa do ramo de logística com capital português a operar no país há 11 anos, reconhece à Lusa a expetativa de aumentar o valor de importações de Portugal.
“Ao contrário do que se passa noutras geografias, o problema não está relacionado com falta de oportunidades em Moçambique, até há excesso”, afirma, apontando a necessidade de mais empresas que auxiliem na cadeia de valor: “Para que não tenhamos que fazer tudo”.
“Moçambique é fértil em oportunidades. Os investidores devem vir com maturidade e plano de investimento de longo prazo. As coisas não funcionam se vierem sem vontade de querer aprender”, acrescenta.
No ramo da logística, em que atua, com 90 trabalhadores e armazéns em todas as províncias, tem enfrentado desafios pela insuficiente infraestrutura ferroportuária e degradação das principais estradas, dificultando a circulação de mercadorias.
“Fazer a logística é um grande desafio, o país é enorme. Se pensarmos em transpor o território de Moçambique, com 2.500 de quilómetros quadrados, para a Europa, estaríamos a falar de uma distância de Lisboa a Varsóvia […]. Precisamos que as estradas funcionem”, reconhece.
“Vamos ouvindo falar de linhas de financiamento (…). Não recorremos à banca e neste momento achamos que é difícil. Se pudéssemos ter acesso a mais recursos com taxas bonificadas iríamos aproveitar para acelerar o nosso crescimento”, diz.
Para o presidente do conselho de administração da portuguesa Sumol+Compal, Fernando Oliveira, com 150 trabalhadores em Moçambique e um capital de 11 milhões de euros, o financiamento “é das grandes dificuldades”.
“Porque as taxas de juro são bastante altas. Portanto, é preciso que os investidores tragam o seu capital para investir em Moçambique”, diz.
A operar em Moçambique há 11 anos, refere que há oportunidades de negócio, mas alerta: “O mercado é atrativo, mas não venham à procura de resultados rápidos”."
FONTE SAPO JORNAL ECONOMICO
NB:
DOS EMPRESARIOS PORTUGUESES E FALO DA MINHA EXPERIENCIA PROFISSIONAL SAO RAROS OS QUE PERCEBEM QUE MOCAMBIQUE FAZ FRONTEIRA COM SEIS PAISES DE LINGUA INGLESA E TAMBEM UM MERCADO A EXPOLORAR A PARTIR DE MOÇAMBIQUE: NO MESMO ACONTECE POCOS SE APERCEBEREM DA DIMENSAO GEOGRAFICA DE MOÇAMBIQUE E DA SUA LOGISTICA PROPRIA. MAIS O FACTO DE HAVER QUADROS LOCAIS CAPACITADOS E COMPETENTES PARA O DESEMPENHO COM A ADEQUADA FORMACAO PROFISSIONALE MAIS GRAVE DEMORAREM A PERCEBER QUE OS MOÇAMBICANOS GOSTAM DOS PRODUTOS, EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E SERVIÇOS PORTUGUESES, HÁ APENAS QUE SABER VENDER.HÁ MUITO QUE APRENDER AINDA COM MOÇAMBIQUE E MOÇAMBICANOS POR PARTE DE PORTUGAL E DOS PORTUGUES COMO HÁ MAIS DE CEM ANOS O REFEREM ILUSTRES PORTUGUESES.
DOS EMPRESARIOS PORTUGUESES E FALO DA MINHA EXPERIENCIA PROFISSIONAL SAO RAROS OS QUE PERCEBEM QUE MOCAMBIQUE FAZ FRONTEIRA COM SEIS PAISES DE LINGUA INGLESA E TAMBEM UM MERCADO A EXPOLORAR A PARTIR DE MOÇAMBIQUE: NO MESMO ACONTECE POCOS SE APERCEBEREM DA DIMENSAO GEOGRAFICA DE MOÇAMBIQUE E DA SUA LOGISTICA PROPRIA. MAIS O FACTO DE HAVER QUADROS LOCAIS CAPACITADOS E COMPETENTES PARA O DESEMPENHO COM A ADEQUADA FORMACAO PROFISSIONALE MAIS GRAVE DEMORAREM A PERCEBER QUE OS MOÇAMBICANOS GOSTAM DOS PRODUTOS, EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E SERVIÇOS PORTUGUESES, HÁ APENAS QUE SABER VENDER.HÁ MUITO QUE APRENDER AINDA COM MOÇAMBIQUE E MOÇAMBICANOS POR PARTE DE PORTUGAL E DOS PORTUGUES COMO HÁ MAIS DE CEM ANOS O REFEREM ILUSTRES PORTUGUESES.
LUIS VAZ DE CAMÕES HOMENAGEADO COM EDIÇÕES LITERÁRIAS ESPECIAIS NOS 500 ANOS DE NASCIMENTO. ACREDITO QUE SERÁ DESTA VEZ QUE FICA ESCLARECIDO QUE CAMÕES VIVEU MAIS TEMPO EM SOFALA DO QUE NA ILHA DE MOÇAMBIQUE.
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Luís de Camões homenageado com edições literárias especiais nos 500 anos do nascimento
Luís Vaz de Camões, que se estima ter nascido em 1524 e morrido em 1580, é considerado um dos maiores nomes da literatura mundial, ocupando a sua vasta obra, ainda hoje, um lugar cimeiro na história da cultura portuguesa.
NOVO com Lusa
18 Maio 2024, 11h25
Nos 500 anos de Luís de Camões, as editoras vão assinalar a data com edições especiais, como uma biografia, uma antologia organizada por Frederico Lourenço e um conjunto de obras que Jorge de Sena consagrou ao autor de “Os Lusíadas”.
Luís Vaz de Camões, que se estima ter nascido em 1524 e morrido em 1580, é considerado um dos maiores nomes da literatura mundial, ocupando a sua vasta obra, ainda hoje, um lugar cimeiro na história da cultura portuguesa.
O universo único que criou nos seus textos épicos e líricos tem despertado ao longo dos séculos interesse e paixão em leitores e estudiosos, como é o caso do escritor, tradutor e professor universitário Frederico Lourenço, que se assume um dos grandes leitores do poeta.
Para homenagear Luís de Camões no quinto centenário do seu nascimento, a Quetzal publica, no dia 29, um conjunto de textos selecionados e anotados por Frederico Lourenço, com o título “Camões. Uma Antologia”.
Esta antologia dá a ler “as passagens mais brilhantes” de “Os Lusíadas” e das “Rimas”, com um comentário ao mesmo tempo acessível, erudito e ousado, lê-se na sinopse.
Autor do romance camoniano “Pode um Desejo Imenso” e de estudos académicos sobre Camões, Frederico Lourenço dedica-se aqui a explorar, com elementos novos, a velha questão da presença clássica na obra camoniana, não deixando de enfrentar o problema de como lê-la à luz das mentalidades contemporâneas.
Outra aposta do grupo Bertrand para assinalar a data, neste caso pela chancela Contraponto, é a Biografia de Luís de Camões, da autoria da escritora e investigadora Isabel Rio Novo, a ser publicada em junho, que promete dar a conhecer o homem por detrás do mito.
Fruto de um trabalho de cinco anos, que obrigou a autora a mergulhar a fundo em todas as biografias antigas e recentes, na pesquisa de fontes conhecidas e na reunião de informação que estava dispersa, bem como a fazer viagens a Goa e a Moçambique, esta biografia inclui uma enorme quantidade de notas de rodapé, que contextualizam e explicam conceitos da época que se foram perdendo ou alterando com o passar do tempo.
A editora Guerra e Paz escolheu publicar o “Camões de que Sena nos faz orgulhar”, nas palavras do editor, Manuel Fonseca, que assinala a efeméride com a publicação de vários livros de Jorge de Sena dedicados a Luís de Camões e à sua obra.
São cinco livros que terão como selo a designação “Camões-Sena, 500 anos de Camões na Visão Herética de Jorge de Sena”, e que juntam, “numa simbiose inesperada”, os dois escritores.
O primeiro, “O Pensamento de Camões”, é só de Sena, que, em quatro breves ensaios, mostra como da poesia épica e lírica de Camões se pode extrair um pensamento filosófico que faz do poeta “um gigante no seu tempo”.
O segundo livro, “Os Lusíadas e a Visão Herética”, inclui a versão integral de “Os Lusíadas”, precedida de uma breve apresentação dos dez cantos, feita por Sena, e seguida de um ensaio, que resgata a epopeia portuguesa de visões paroquiais, patrioteiras, religiosas ou pietistas.
“Babel e Sião”, a terceira deste conjunto de obras, reúne a redondilha de Camões, “Sobre os rios que vão”, ao conto de Sena, “Super Flumina Babylonis”, que ficciona justamente Camões a escrever aquele poema.
Este mesmo livro – uma edição de capa dura, com a cobertura e parte do miolo em papel preto, impresso a prata – inclui ainda o Salmo 136 de David, que inspirou a redondilha camoniana, bem como um ensaio de Sena sobre essa redondilha.
Além destes três livros, que tiveram o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a Guerra e Paz vai publicar as cartas de Camões, em “Cartas e Poemas”, e, de Jorge de Sena, o seu “Reino da Estupidez II”, que incluiu um capítulo, intitulado “Dois Estudos de Super-Camoniciologia Envolvendo uma Sensacional Entrevista com Camões em Pessoa”.
A Porto Editora tem previsto publicar na Assírio & Alvim o “Teatro Completo” de Luís de Camões, a faceta “menos explorada, mas não menos magistral do grande poeta nacional”, que chega às livrarias no último trimestre do ano.
A edição está a cargo de Sérgio Guimarães, que nesta chancela já foi responsável por projetos como “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto, e “Obra Completa”, de Francisco de Sá de Miranda.
A Editorial Presença reeditou no mês passado, numa edição revista e aumentada, “Camões e Outros Contemporâneos”, livro de ensaios de Hélder Macedo que partem da premissa “contemporâneos são todos aqueles com quem vivemos”, para refletir sobre a antiguidade, ou não, da obra de Camões e a forma como esta continua presente em autores atuais.
Pela mão de um dos maiores especialistas camonianos, este livro vencedor do prémio D. Diniz, ilustra a necessidade de entender o autor de “Os Lusíadas” como uma das mais necessárias vozes da literatura portuguesa no século XXI, destaca a editora.
Para os mais novos, a Booksmile, chancela do grupo Penguin Random House Portugal, lançou em fevereiro “Camões, As Aventuras e Desventuras de um Poeta Épico”, uma introdução à vida e obra do poeta, dirigida às crianças.
O livro tem textos informativos e curiosos sobre os principais episódios da vida e obra de Camões, da autoria do professor de Português e Estudos Clássicos Sérgio Franclim, e ilustrações de Bruno Ferreira.
A Imprensa Nacional, que tem no seu histórico edições de “Os Lusíadas” e da Lírica Completa, além de estudos como “Camões e a Divina Proporção”, de Vasco Graça Moura, anunciou no seu plano para 2024 uma nova edição de “Os Lusíadas” e ainda um volume dedicado ao escritor na coleção"
FONTEV SAPO NOVON SEMANÁRIO
sexta-feira, 17 de maio de 2024
PAULO ALEXANDRE SOUSA, NOMEADO PROVEDOR DA SANTA CASA DA MISERICORDIA DE LISBOA, EXCELENTE, PARABÉNS!
" POLÍTICA
Governo escolhe economista Paulo Sousa para provedor da Santa Casa de Lisboa
Governo escolhe economista Paulo Sousa para provedor da Santa Casa de Lisboa
O nome do economista foi anunciado esta quinta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que salientou a experiência de Paulo Alexandre Sousa em gestão e na área social
16 MAIO 2024 20:27
Governo escolhe economista Paulo Sousa para provedor da Santa Casa de Lisboa
Lusa
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O economista Paulo Alexandre Sousa será o próximo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, anunciou hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, justificando o nome escolhido com a experiência em gestão e na área social.
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Fecha em: 4s
Maria do Rosário Ramalho está a ser ouvida na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a pedido dos partidos Iniciativa Liberal e Partido Socialista, por causa da situação financeira da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), a internacionalização dos jogos sociais e a exoneração da Mesa da provedora Ana Jorge.
Segundo um comunicado do Governo, divulgado após a ministra anunciar no parlamento o nome do novo provedor, Paulo Alexandre Sousa, de 56 anos, tem formação em Gestão de Empresas, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), tendo passado pela banca, nomeadamente enquanto presidente da comissão executiva do Banco Comercial e de Investimentos, S.A e pela Direção Central de Financiamento Imobiliário da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Internacionalmente, entre 2013 e 2019 representou os interesses da CGD em Moçambique, tendo sido também representante de Portugal na Comité de Assuntos Económicos, no âmbito da Federação Hipotecária Europeia.
"Tem também experiência na área social, tendo sido vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, fazendo parte da direção do núcleo da Costa do Estoril durante dois mandatos. Voltou, no presente mandato, a integrar a referida direção. Possui experiência em matérias relacionadas com o setor imobiliário, tendo sido responsável pela criação do Mercado Social de Arrendamento", adianta o comunicado do Governo.
Ainda no setor imobiliário esteve ainda à frente da gestão de um fundo de desenvolvimento urbano, tutelado pelo Instituto de Habilitação e Reabilitação Urbana e pela CGD.
Tem também experiência na docência no ensino superior, áreas da Matemática, Marketing Financeiro, Gestão e Imobiliário.
"Em breve, será anunciada a data da respetiva tomada de posse e a constituição da restante Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa", adianta o comunicado.
A administração da SCML foi exonerada a 29 de abril passado, tendo a ministra Maria do Rosário Ramalho justificado a decisão de afastar Ana Jorge e a sua equipa por uma "total inação" face à situação financeira na instituição e por não ter um plano de reestruturação para a inverter, tendo ainda acusado a Mesa destituída de se ter beneficiado a si própria com aumentos salariais"
FONTE EXPRESSO
quinta-feira, 16 de maio de 2024
VISTOS CPLP COM MAIS EXIGÊNCIAS, CIDADÃOS DE PAISES DE LINGUA PORTUGUESA VÃO PODER OPTAR POR OUTRO VISTO.
"Vistos CPLP com mais exigências, lusófonos vão poder optar por outro visto
Lusa
13 Maio 2024
José Cesário acredita que "estas alterações poderão resultar numa regulação deste setor e, sobretudo, uma maior defesa dos direitos dos cidadãos e também uma maior defesa dos direitos do país".
Os cidadãos lusófonos que pretendam entrar em Portugal com um visto CPLP vão ter de comprovar meios de subsistência até arranjarem trabalho, mas se quiserem podem optar por outro visto, que permita a circulação na Europa, segundo fonte governamental. De acordo com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, a entrada em Portugal de imigrantes da CPLP vai ser “mais exigente”.
No visto para a procura de trabalho, “a pessoa vai ter de demonstrar que tem condições para subsistir em Portugal enquanto andar à procura de trabalho”, disse. No seguimento das alterações à Lei dos Estrangeiros, que entraram em vigor em 30 de outubro de 2022, os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ficaram com a concessão de vistos simplificada, ficando dispensados de “comprovativo de meios de subsistência”.
Empresas atraem imigrantes com habitação, formação e saúde
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Teriam, neste caso, de apresentar um termo de responsabilidade de um português ou estrangeiro residente em Portugal que garanta a sua subsistência e o seu alojamento. Esse comprovativo vai voltar a ser necessário, tendo o Governo dado já orientações nesse sentido.
“O que nós queremos é que as pessoas que venham para Portugal, que venham com a defesa plena dos seus direitos, mas sem correrem situações de autêntica marginalidade, pobreza, isolamento, que não é bom para eles e nem é bom para país”, adiantou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
E reforçou: “Portugal, se precisa de mão-de-obra, tudo muito bem, recorre a mão-de-obra estrangeira, mas tem de garantir os direitos das pessoas que vêm; mas também não tem as portas escancaradas para vir qualquer pessoa, que depois fica por aí ao deus dará, muitas vezes sem poder garantir a sua subsistência”.
José Cesário acredita que “estas alterações poderão resultar numa regulação deste setor e, sobretudo, uma maior defesa dos direitos dos cidadãos e também uma maior defesa dos direitos do país”. Por outro lado, os vistos CPLP vão deixar de se sobrepor a todos os outros. “Quando o visto CPLP surgiu sobrepunha-se a todos os outros. Agora, estamos a implementar uma alteração, uma mudança, que é a pessoa poder optar se quer um visto CPLP ou outro tipo de visto”, explicou.
Para José Cesário, “o facto de [um cidadão] vir de um país CPLP não terá de obrigar um cidadão a ficar sempre com um visto CPLP”. E adiantou que há muitas pessoas que se sentem penalizadas e que não querem o visto CPLP, mas sim “um visto diferente, que lhes permita uma autorização de residência normal, que por sua vez lhe permita uma circulação na União Europeia, no espaço Schengen, e isso não se verificava”.
O facto de os portadores de Autorização de Residência CPLP não poderem circular na União Europeia é uma “queixa absolutamente recorrente” destes imigrantes. “Já sou sensível a ela há muito tempo e essa é uma alteração a prosseguir de imediato”, disse, indicando que já assinou a portaria que vai permitir esta mudança. A CPLP integra Portugal, Cabo Verde, Brasil, Timor-Leste, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique"
FONTE ECO
LUIS DE CAMOES VAI SER O NOME DO NOVO AEROPORTO A SER CONSTRUIDO EM ALCOCHETE EM ALTERNATIVA AO ACTUAL DE LISBOA, DECISÃO DEMOROU 50 ANOS!
"NACIONAL
Muito mais do que um aeroporto: O “Luís de Camões” também vai impulsionar o avanço da ferrovia
MIGUEL ESTEVES
15 MAIO, 202415 MAIO, 2024 5
PromoMadrid / Flickr
Luís Montenegro anunciou, esta terça-feira, a construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, mas não só. O primeiro-ministro deixou a promessa do reforço das ligações ferroviárias (nomeadamente, até Porto, Madrid e Vigo).
É oficial: o novo aeroporto da zona de Lisboa será em Alcochete (Setúbal), na margem sul do rio Tejo, e vai chamar-se Aeroporto Luís de Camões.
O anúncio foi feito ao país, esta terça-feira, por Luís Montenegro.
Mas o novo aeroporto não foi a única novidade: O primeiro-ministro também anunciou obras no atual aeroporto (Humberto Delgado), a construção de uma nova ponte sobre o Tejo, entre Chelas e o Barreiro, e o tão esperado reforço nas ligações ferroviárias de alta velocidade entre Lisboa e Porto, Madrid e Vigo.
Ler também:
Novo aeroporto, nova ponte e TGV Lisboa-Madrid. Mas há dinheiro para tudo?
Alta Velocidade Porto-Vigo vai parar em Ponte de Lima (e em mais 5 estações)
Montenegro fez, desde logo, saber que o Governo mandatou a Infraestruturas de Portugal para concluir os estudos da ligação ferroviária Lisboa-Madrid – com a perspetiva de que, em 2034, já se possa viajar de comboio entre as duas capitais ibéricas em três horas.
Esta obra vai implicar a construção de uma nova linha até Évora, para se ligar à já quase finalizada entre Évora e Elvas, que dali segue para Madrid.
De acordo com o Governo de Portugal, a ligação entre Lisboa e Madrid será feita em seis horas já em 2027 – tempo que será reduzido para metade em 2034, quando todo o percurso estiver operacional.
Quanto a Lisboa-Porto, com a ferrovia de alta velocidade, a viagem poderá demorar apenas uma hora e 15 minutos.
Para Vigo, serão depois mais 50 minutos, desde a cidade Invicta.
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O plano – que visa “oferecer uma alternativa de transporte ferroviário competitiva (nomeadamente com o avião)” – é detalhado pelo Governo, numa nota publicada, após a declaração do primeiro-ministro.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Espanha, respetivamente, Paulo Rangel e José Manuel Albares, reuniram-se esta terça-feira, em Madrid, onde apontaram como prioritário avançar com as ligações de comboio de alta velocidade entre os dois países.
Rangel diz que houve consenso entre as duas partes em relação às ligações de comboio de alta velocidade e ao “mesmo grau de prioridade” que deve ter a linha entre Madrid e Lisboa e aquela que está prevista para unir Lisboa, Porto e Vigo (norte de Espanha).
“Nós queremos duas ligações a Espanha, pelo menos, e portanto para nós, ambas têm importância”, disse Paulo Rangel, não esquecendo que Portugal tem também “que acautelar” a ligação em alta velocidade das duas maiores cidades do país (Lisboa e Porto).
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No entanto, nem Rangel nem Albares se comprometeram com um calendário para a concretização das ligações de comboio de alta velocidade entre Portugal e Espanha.
No seu discurso, o ministro espanhol destacou ainda a importância de serem concretizadas duas pontes rodoviárias internacionais já anunciadas sobre os rios Sever e Guadiana.
Miguel Esteves, ZAP // Lusa"
FONTE ZAP
MOÇAMBIQUE UE UNIÃO EUROPEIA PROLONGA MISSÃO MILITAR EM MOÇAMBIQUE ATÉ 2026 E VAI ADAPTÁ-LA
"União Europeia prolonga missão militar em Moçambique até 2026 e vai adaptá-la
A Missão de Treino da União Europeia em Moçambique, liderada por Portugal, formou mais de 1.650 militares moçambicanos das forças especiais que já combatem o terrorismo em Cabo Delgado.
Agência Lusa
Texto
14 mai. 2024, 12:06
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Cerimónia oficial de lançamento da primeira missão militar de formação da União Europeia (UE) em Moçambique, dedicada a treinar tropas para enfrentar a insurgência armada em Cabo Delgado. Maputo, Moçambique, 03 de novembro de 2021. A missão de dois anos, designada EUTM (European Union Training Mission) Moçambique conta com 140 militares formadores e responde ao pedido de ajuda do Governo moçambicano para preparação das suas tropas. LUÍSA NHANTUMBO/LUSA
▲Os comandos e fuzileiros moçambicanos formados pela EUTM-MOZ já estão no terreno, numa altura em que está em curso a retirada das forças militares dos países da África austral que apoiavam Moçambique no combate ao terrorismo
LUÍSA NHANTUMBO/LUSA
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O Conselho da União Europeia (UE) anunciou esta terça-feira a prorrogação da missão de treino militar em Moçambique até 30 de junho de 2026, com um orçamento previsto de 14 milhões de euros para os próximos dois anos.
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Em comunicado, Bruxelas anunciou que vai também “adaptar os objetivos estratégicos da missão” por causa da alteração das circunstâncias, “transitando, assim, de um modelo de treino para um de assistência”, com aconselhamento e “treino especializado” às Forças de Reação Rápida (QRF) e as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Na sequência desta alteração estratégica, a UE vai renomear a missão para Missão de Assistência Militar da UE em Moçambique (EUMAM Mozambique), com efeito a partir de 1 de setembro de 2024.
A Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM-MOZ), liderada por Portugal, formou mais de 1.650 militares moçambicanos das forças especiais que já combatem o terrorismo em Cabo Delgado.
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“Formamos até o momento um pouco acima dos 1.650 militares especializados em forças especiais, quer fuzileiros, quer de comandos […]. Formamos também já mais de uma centena de formadores”, detalhou o brigadeiro-general João Gonçalves, da Força Aérea Portuguesa, que lidera a EUTM-MOZ, à margem da cerimónia que antecipou, em Maputo, o dia da Europa, na quinta-feira.
“Estamos a capacitar as FADM com formadores para serem autónomos e continuarem a manter este ciclo de formação e ciclo de vida das próprias QRF [11 Forças de Reação Rápida já formadas], porque elas têm que ser regeneradas”, acrescentou, sublinhando que o treino ministrado é o “considerado adequado” pelas próprias FADM “para o tipo de insurgência” em Cabo Delgado, norte do país.
Os comandos e fuzileiros moçambicanos formados pela EUTM-MOZ já estão no terreno, numa altura em que está em curso a retirada das forças militares dos países da África austral que apoiavam Moçambique no combate ao terrorismo.
“Estamos convencidos que o treino e o número de militares que estamos a treinar é decisivo na abordagem ao conflito em Cabo Delgado”, sublinhou, reconhecendo ainda o retorno “bastante positivo” das ações no terreno destes militares.
A missão de formação EUTM-MOZ integra 119 militares de 13 Estados-membros, mais de metade de Portugal, mas tem a particularidade de integrar outros dois países, fora da União Europeia, que contribuem com um militar cada, casos da Sérvia e de Cabo Verde.
Através do Mecanismo Europeu para a Paz, a União Europeia apoiou ainda as Forças Armadas moçambicanas com 89 milhões de euros para a aquisição de equipamento não letal para as unidades treinadas pela EUTM-MOZ."
FONTE OBSERVADOR
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