segunda-feira, 25 de outubro de 2021

MOCAMBIQUE E PORTUGAL

COMENTÁRIO MOCAMBIQUE E PORTUGAL A realizacao em Maputo da cimeira bilateral entre Mocambique e Portugal em 04 e 05 de novembro próximo, é rodeada de grande expectativa, pois Verónica Macamo, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperacao de Mocambique confia que a mesma irá catapultar ainda mais, as relacoes que já são excelentes, entre os dois paises. Por seu turno Augusto Santos Silva Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, no decurso do encontro havido recentemente em Lisboa entre os dois governantes, referiu terem sido abordadas as grandes áreas de cooperacao, saúde, o combate à pandemia, a educacao, a economia com especial atencao para a reconstrucao económica de Cabo Delgado e o apoio de Portugal ao desenvolvimento do norte de Mocambique. Pelo que a iniciativa levada a cabo em Portugal no sentido de ser debatida a RETOMA DAS EXPORTACOES PORTUGUESAS, creio ser também um desafio aliciante e tao necessário, como oportuno. Num momento em que em Portugal as exportacoes estao a dar sinais positivos, embora ainda não tenham chegado ao nível pré-pandemia, há quem entenda que o seu futuro dependerá da retoma no turismo e actividades conexas e também do impacto que o Plano de Recuperacao e Resiliencia ( PRR) possa vir a ter na aceleracao dos exportadores de bens e servicos. Sabemos que Portugal tem mercados mais significativos para as suas tradicionais exportacoes, porém, permitam-me insistirei eu, o mercado de Mocambique e a sua utilizacao como plataforma logistica dos seis paises que lhe fazem fronteira, falamos concretamente da África do Sul, Eswatini( Suazilandia), Zimbabwe, Zambia, Malawi e Tanzania, está de longe de se encontrar esgotada, aliás nem sequer devidamente explorada. Haverá vários factores, possivelmente que levam a esta situacao, a distancia de Mocambique de Portugal, a uniao que seria importante existir entre vários pequenos e médios exportadores portugueses que permitisse a grupagem de vários produtos diferentes e que em Mocambique deveriam ter uma empresa sua importadora e comercialmente dinamica que promovesse a venda dos seus produtos do Rovuma a Maputo e do Zumbo ao Indico, actuando ainda como plataforma logistica para os paises vizinhos de expressao de lingua inglesa, aqui o domínio da lingua inglesa para os empresários portugueses é essencial. Apoios a não desperdicar nestes seis paises vizinhos são as representacoes diplomáticas de Mocambique e Portugal, claro que a dinamica empresarial e comercial terá de ser desde a empresa na origem em Portugal, passando pela sua representante do terreno em Mocambique. Entre Mocambique e Portugal são mais as situacoes que aproxima estes dois paises e seus povos do que aquilo que os separam. Podemos ainda recorrer aos aspectos económicos, culturais, históricos, educacao, saúde, turismo, a nivel CPLP com o recente Acordo de Mobilidade, breve a entrar em vigor entre os diversos Estados Membros, para facilmente reforcar esta posicao. As Associacoes empresariais de ambos os países tem sido e podem continuar a ser um motor de desenvolvimento de contactos e promocao dos seus produtos e servicos.Pois haverá casos de possibilidade de producao de produtos de qualidade e preco competitivos a entrarem na EU usando Portugal como sua plataforma logistica e o inverso, caso relativamente recente, o cabrito de Tete já certificado para entrar na UE e com interesses de um investidor portugues que acreditou e impulsionou este tipo de negócio a partir de um mercado tradicional e já famoso pelas suas caracteristicas, cujo animal será alimentado essencialmente pela macanica. Mais experiencias há em outras Provincias de Mocambique onde investidores portugueses nas áreas da metalomecanica e material electrico promovem a sua venda no mercado nacional e paises vizinhos, afirmando-se essencialmente pela sua reconhecida qualidade. Mocambique tem muitos produtos com inquestionável qualidade e capacidade de fornecimento no mercado internacional, os tradicionais como o algodao, sisal,acúcar, cajú, camarao, garoupa, caranguejo, potencialidades fortes no processamento de sumos de frutas tropicais,mel biológico sem antibióticos, chá, café, gergelim, feijao, milho, breve será autosuficiente em arroz, plantas naturais medicinais, saindo da área alimentar há os mármores e granitos, a metalomecanica, por exemplo. E os Acordos de geminacao entre as Autarquias? Por exemplo e quedando-me apenas pela Provincia de Cabo Delgado, o Municipio de Aveiro é geminado desde 27 de Outubro de 1995 com o Municipio de Pemba e capital de Cabo Delgado, Lagos com Pemba desde 30 de Marco de 2006, Sines com Pemba desde 10 de Marco de 2013 e Felgueiras com Mocimboa da Praia desde 07 de Agosto de 2014. Caminhos não faltam e bem sabemos, O CAMINHO FAZ-SE CAMINHANDO! Augusto Macedo Pinto PUBLICADO: NO DIÁRIO DE MOCAMBIQUE, EDICAO 25 DE OUTUBRO DE 2021, PÁGINA 5, OPINIAO E IMPRESSOES.

domingo, 24 de outubro de 2021

CHIQUINHO CONDE TREINADOR DOS MAMBAS EQUIPA NACIONAL DE FUTEBOL DE MOCAMBIQUE, CHEGOU ESTE SÁBADO A MAPUTO E DETERMINADO A DEVOLVER A ALEGRIA E ESPERANCA AOS MOCAMBICANOS.

"Chiquinho Conde pronto para devolver alegria e esperança aos moçambicanos Fotos: Olho Clínico Elísio Uamusse 23/10/2021 12:00 O técnico moçambicano Francisco Conde, mais conhecido por Chiquinho Conde, antigo capitão dos Mambas, aterrou nas primeiras horas deste sábado na capital do país (Maputo) para fechar contrato com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para assumir o comando técnico dos Mambas. Chiquinho Conde, que já orientou os Mambas em 2010, durante uma partida amigável entre Moçambique e Portugal, de preparação da equipa das quinas para o Mundial da África do Sul, no mesmo ano, diz que é um enorme orgulho poder comandar a selecção do seu país. “É um orgulho e satisfação enorme voltar ao meu país, volvidos três anos, e sinto-me privilegiado por ter sido convidado pela Federação Moçambicana de Futebol para estabelecermos o contacto para formalizar o contrato e espero que cheguemos a um acordo, porque para mim é uma enorme missão patriótica que me ocorre para desempenhar esta função”, disse Chiquinho Conde que, ainda este sábado, vai manter um encontro com a direcção da FMF para os termos de referência do contrato de trabalho. Ademais, o novo seleccionador nacional não nega que este é o realizar de um sonho, uma oportunidade que não vai deixar escapar. “Sinto-me lisonjeado porque é a realização de um sonho. É motivo de orgulho e satisfação e como sempre disse estarei sempre disponível para abraçar um projecto da selecção”, disse para depois acrescentar que vai dar toda energia pelo sucesso dos Mambas, afinal “é um projecto grandioso e estarei 200% para ajudar para que a selecção tenha êxitos”. Ainda assim, reconhece que não será tarefa fácil, até mesmo porque “muitas vezes o sucesso não é somente ganhar títulos, mas passa por fazer coisas marcantes e deixar legados no futebol moçambicano, que está avesso de vitórias, porque no passado nunca ganhamos nada e se conseguirmos a qualificação será motivo de enorme satisfação”. Chiquinho Conde, que iniciou a carreira de jogador no Maxaquene e depois partiu para o profissionalismo em Portugal, onde jogou, dentre vários clubes, no Vitória de Setúbal, Sporting Clube de Portugal, nos EUA e outros clubes, onde conquistou diversos títulos individuais, reconhece que há uma diferença entre alcançar sucesso como jogador e como treinador. “Ser jogador depende das nossas perninhas e como treinador dependemos das bolas que entram ou saem e da performance dos jogadores”, disse o técnico que já orientou o Ferroviário de Maputo, a então Liga Muçulmana de Maputo e União Desportiva de Songo, onde conquistou títulos nacionais. Mas para a selecção nacional já sabe o que vai encontrar. “No contexto nacional, estamos a falar de belíssimos jogadores e, neste momento, temos bons jogadores a jogarem fora do país e este fosso em relação a outros países forçosamente terá que ser diminuta pela qualidade que nós temos”, disse convicto Conde, que se mostra pronto a vencer pelos Mambas. Mas sabe que não será fácil ter o sucesso que deseja, afinal “muitas vezes as coisas não correm como queremos e por isso os jogadores terão que perceber que se as coisas funcionarem como eu entendo e a minha equipa técnica estabelecermos, podemos devolver aquilo que é a paixão, crença, esperança e a alegria do povo moçambicano”. “Esta é a onda vermelha, a onda dos Mambas e temos que transmitir essa confiança e essa esperança e fazermos tudo em campo quando estivermos a vestir a camisola e sentirmos que a pátria é uma missão. E se for necessário temos que deixar a pele em campo, comer a relva e sermos camicases como se disputássemos a um último lance para, de facto, transmitimos a alegria a esse povo e se isso acontecer estaremos mais próximos de ganharmos do que de perdermos”, disse o novo seleccionador nacional que vai ser apresentado nos próximos dias. Chiquinho Conde chega à selecção nacional para substituir o português Horácio Gonçalves, despedido semana passada devido a maus resultados e mau ambiente no balneário, numa altura em que disputava a fase de qualificação ao Mundial do Qatar, em 2022. A primeira grande missão de Chiquinho Conde será o duplo embate dos Mambas diante da Costa do Marfim e Malawi, para as duas últimas jornadas do grupo D de qualificação ao Mundial 2022, onde os Mambas ocupam a última posição com apenas um ponto em quatro jornadas disputadas. O primeiro grande objectivo será tirar os Mambas dessa posição, para depois entrar de frente na fase de qualificação ao CAN-2023, que terá lugar na Costa do Marfim." FONTE: OLHO CLINICO. ELISEU UAMUSSE.

BRASIL E PORTUGAL: EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BRASILIA USE MEIOS TECNOLOGICOS DE INFORMACAO COM OS CIDADAOS, AUMENTO A OPERACIONALIDADE E RAPIDEZ NA INFORMACAO E REDUCAO DE CUSTOS HUMANOS AH EMBAIXADA

2-10-2021 20:01 Embaixada de Portugal em Brasília lança nova ferramenta para atendimento consular Embaixada de Portugal em Brasília lança nova ferramenta para atendimento consular facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Brasília, 22 out 2021 (Lusa) - A Embaixada de Portugal em Brasília lançou uma nova ferramenta de comunicação, via plataforma WhatsApp, visando fornecer um atendimento "imediato e automático" aos cidadãos que procuram informações sobre atos consulares, disseram hoje à Lusa fontes diplomáticas. A ideia foi de Tiago Rodrigues, segundo-secretário da Embaixada e encarregado da Secção Consular, que viu nesta ferramenta a oportunidade de disponibilizar à comunidade um sistema 100% automático, composto por menus, que permitirá ao utente obter, de forma simples e rápida, informação sobre os atos consulares, sem consumir recursos humanos à Embaixada. "Aqui, no Brasil, o Whatsapp é uma ferramenta primordial de comunicação. Toda a gente usa para fins pessoais, profissionais ou empresariais. E, de facto, como os nossos recursos humanos são escassos e o volume de chamadas e e-mails que recebemos é muito grande, quisemos usar uma ferramenta que pudesse responder à maior parte das questões que as pessoas têm", explicou à Lusa Tiago Rodrigues. Nesta ferramenta podem ser encontradas informações sobre a emissão de cartões de cidadão, passaportes, documentação necessária, preços desses atos consulares, bem como sobre agendamentos e horários. "Questões básicas que no fundo são as mais frequentes", explicou o encarregado da Secção Consular. As respostas a essas questões já se encontravam no 'site' da Embaixada de Portugal em Brasília, mas um diagnóstico permitiu verificar que as páginas na internet são "cada vez mais institucionais e menos utilizados pelas pessoas no seu dia-a-dia", que "querem ter uma ferramenta de comunicação funcional, e, no Brasil, o Whsatsapp é essa ferramenta", explicou Tiago Rodrigues. "É uma ferramenta que não consome recursos humanos à Embaixada, é totalmente baseada em tecnologia e que vem colmatar um problema que nós identificamos, que é uma grande necessidade de informação da parte das pessoas que não procuram o nosso 'site'. Aproveitamos essas informações todas que já tínhamos e inserimo-la na aplicação do Whatsapp", acrescentou, frisando que o 'feedback' tem sido "muito positivo". O projeto piloto da ferramenta decorre em Brasília e foi apresentado oficialmente pela secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, que se encontra na reta final da sua viagem ao Brasil. Caso a experiência desta nova ferramenta seja bem-sucedida, poderá ser replicada pelos restantes postos consulares no Brasil e, eventualmente, pela restante rede consular em todo o mundo. "O ganho desta ferramenta é imediato, porque as pessoas que acedam ao número ficam logo a saber muitas daquelas coisas que perguntam pelo telefone e pessoalmente. Ganhamos imenso com esta ferramenta e a nossa esperança é que a comunidade se sinta mais informada sobre uma série de coisas que até agora perguntavam de outra maneira. É um ganho de tempo", avaliou o embaixador de Portugal em Brasília, Luís Faro Ramos. MYMM//CFF Lusa/Fim" FONTE: LUSA

CABO VERDE TICV TRANSPORTE INTERILHAS DE CABO VERDE RETOMA VOOS DOMÉSTICOS

"23-10-2021 18:33 TICV retoma voos domésticos em Cabo Verde com mais de 400 passageiros num dia TICV retoma voos domésticos em Cabo Verde com mais de 400 passageiros num dia facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Praia, 23 out 2021 (Lusa) - A Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV), detida pelo grupo BestFly, retomou hoje as ligações aéreas domésticas no arquipélago, com mais de 400 passageiros transportados e uma taxa de ocupação de 66%, divulgou a companhia. Fonte oficial da TICV contactada pela Lusa explicou que a companhia, agora a operar com a marca comercial BestFly Cabo Verde, realizou hoje nove voos, ligando Santiago (Praia), São Vicente, Sal, Maio e Boa Vista, tendo transportado 417 passageiros. A TICV não realizava voos desde maio e o grupo BestFly afirma ter “em implementação um plano de crescimento para a operação a partir do arquipélago, para se tornar numa referência no transporte aéreo na região”. O grupo BestFly, de origem angolana e que opera em vários continentes no setor da aviação civil, foi escolhido pelo Governo de Cabo Verde, após consulta ao mercado, para assumir a partir de 17 de maio uma concessão, de emergência com prazo de seis meses, do serviço público de transporte aéreo de passageiros interilhas, precisamente após a suspensão dos voos pela TICV. A partir de hoje, a operação foi concentrada na TICV, que já tem um Certificado de Operador Aéreo em Cabo Verde, sendo que o processo de retoma dos voos interilhas envolveu igualmente a certificação por parte da Agência de Aviação Civil (AAC) cabo-verdiana. A companhia anunciou ainda que vai voltar a disponibilizar a venda ‘online’ de bilhetes, a partir deste domingo, através de www.bestfly.aero e www.bestflycaboverde.com. Em 05 de julho, o grupo BestFly acordou a compra de 70% do capital social da TICV aos espanhóis da Binter, ficando os restantes 30% com o Estado cabo-verdiano. “O setor da aviação civil em todo o mundo tem sofrido fortemente com os impactos da pandemia e nós não ficamos imunes a isso. Mas com o esforço e dedicação dos trabalhadores da companhia é agora possível retomar a atividade, com a garantia de um serviço de qualidade e fiabilidade aos nossos clientes”, afirmou na sexta-feira Américo Borges, diretor-geral da TICV, citado no comunicado da companhia anunciando a retoma. O grupo BestFly já colocou em Cabo Verde, para esta operação, dois ATR72-600 e garante que esta transição será feita “sem qualquer sobressalto”. Em 2020, os voos domésticos em Cabo Verde, operados apenas pela TICV, movimentaram cerca de 125 mil passageiros, menos 286 mil (-230%) face ao ano anterior, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19. Em 2017, os passageiros das ligações aéreas domésticas em Cabo Verde atingiram o recorde de quase 465 mil (movimento total de 929.595 embarques e desembarques), com mais de 10.200 voos. PVJ // ANP Lusa/Fim" FONTE: LUSA

ANGOLA PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JOAO LOURENCO DIZ MUNDO PRECISA DE ACCOES CONCRETAS, GRANDES OU PEQUENAS PARA SALVAR O AMBIENTE

"23-10-2021 13:52 Mundo “precisa de ações concretas, grandes ou pequenas” para salvar o ambiente – PR angolano Mundo “precisa de ações concretas, grandes ou pequenas” para salvar o ambiente – PR angolano facebook sharing buttontwitter sharing buttonemail sharing buttonlinkedin sharing buttonwhatsapp sharing button Luanda, 23 out 2021 (Lusa) – O Presidente angolano disse hoje que o mundo “já falou bastante” sobre a necessidade da proteção ambiental e agora “é preciso que se façam ações concretas, pequenas ou grandes”, sob pena de se perder "a casa comum”, o planeta. “O apelo que faço é que as populações ganhem consciência da necessidade de fazermos ações concretas em prol da defesa do ambiente. O mundo já falou bastante sobre a necessidade de protegermos o ambiente, mas chegamos a um momento que já não basta falar, já não basta ter consciência de, é preciso que se façam ações concretas pequenas ou grandes”, afirmou hoje João Lourenço, em declarações aos jornalistas. Segundo o estadista angolano, que plantou hoje mangais, na zona costeira de Luanda, no quadro da campanha de reflorestação da espécie para redução da emissão de gases com efeito de estufa, a ação que presenciou se “for multiplicada por mil terá impacto na defesa do ambiente”. O mundo “chegou à esta conclusão que era preciso proteger o ambiente, chegou à conclusão de que o responsável pelos danos que vêm sendo causados ao ambiente somos nós, é o homem, a ação do homem que levou à situação atual”, sublinhou. João Lourenço apontou a seca, inundações, tufões, furações, tsunamis e incêndios a nível do mundo, considerando “essas desgraças, que o mundo regista nos últimos 10 anos”, são consequências da “irresponsabilidade" do homem. “Não importa onde esteja. Este é um problema global e é preciso que cada um ali onde esteja contribua para podermos alterar o atual estado de coisa sob pena de perdermos a nossa casa comum, o planeta”, notou. O Presidente de Angola, ladeado da sua esposa, Ana Dias Lourenço, participou hoje da campanha de reflorestação dos mangais, na comunidade do Tapu, distrito urbano dos Ramiros, litoral sul de Luanda. Após calçar botas de borracha, João Lourenço, Ana Dias Lourenço, ativistas ambientais e demais membros da sua delegação fizeram-se à zona húmida daquela localidade e procederam no perímetro, em quase meia hora, à plantação de mangais introduzindo as sementes na terra. Pelo menos 300 mil pés de mangais devem ser plantados naquela localidade de Luanda, no âmbito de um acordo assinado hoje, no local, entre a petrolífera estatal Sonangol e a associação ambiental Otchiva, que trabalha na plantação e conservação dos mangais. Questionado pelos jornalistas sobre os conflitos do homem e o ambiente, sobretudo na ocupação de espaços para construção em zonas protegidas, João Lourenço disse que “não há razões para conflitos” porque “o que não falta em Angola são terras”. “O que não falta em Angola são terras, há muita área para construir, é uma questão de as autoridades competentes instruírem os investidores onde construir, não só resorts como casas de habitação e outro tipo de infraestruturas, portanto não há razões para haver conflitos”, notou. Em relação ao acordo rubricado entre a Sonangol e a Otchiva, que visa a implementação do projeto “Carbono Azul”, iniciativa da petrolífera em parceria com a associação, João Lourenço referiu que se enquadra na política do seu Governo para a proteção do planeta. A Sonangol “é uma empresa pública, representa interesses do Estado, está a disponibilizar recursos, não importa se são volumosos ou não, mas são recursos públicos em prol da defesa do clima, da defesa do ambiente, portanto este projeto em concreto já se enquadra nesta política de se investir dinheiro para proteger o nosso planeta”, sublinhou. O acordo entre a Sonangol e a Otchiva, que visa a reflorestação dos mangais no litoral de Angola, sobretudo nas províncias de Luanda, Bengo e Namibe, terá a duração de cinco anos renováveis. Sebastião Gaspar Martins, presidente do conselho de administração da petrolífera angolana, e Fernanda René, presidente da associação Otchiva, foram os signatários deste acordo que definiu já “ações prioritárias”. A identificação de espécies de fauna e flora para a construção de uma base de dados regional, a sensibilização e promoção da educação ambiental, a realização de campanhas de reflorestação e de campanhas de limpeza nas zonas de mangais são algumas das “ações prioritárias”, como referiu, na ocasião, o diretor de Segurança, Saúde e Qualidade da Sonangol, Luís Fernandes. Fernanda René enalteceu presença de João Lourenço nesta ação, falou da importação da proteção e restauração dos mangais para o ecossistema, exortando a todos a “se reconciliarem com a mãe natureza”. Defendeu ainda, na sua intervenção, a aprovação de uma legislação no país sobre a conservação dos mangais. DYAS // Lusa/Fim" FONTE: LUSA

MANUEL PINHEIRO PRESIDENTE DA COMISSAO DE VITICULTURA DA REGIAO DOS VINHOS VERDES ( CVRVV) VAI PROMOVER UM ENCONTRO INTERNACIONAL ENTRE 25 E 29 DE OUTUBRO EM ARCOS DE VALDEVEZ MINHO, PARA OS MERCADOS CONSIDERADOS ESTRATÉGICOS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, CANADA, RÚSSIA, BRASIL E MÉXICO, DESAFIO CONSIDERAR POR EXEMPLO MOCAMBIQUE A TRES SITUACOES PLATAFORMA LOGISTICA DE ATINGIR O MERCADO ACRESCIDO DE SETE PAISES VIZINHOS, AFRICA DO SUL, ESSAWATI( SUAZILANDIA), ZIMBABWE, ZAMBIA, MALAWI, CATANGA/CONGO, TANZANIA, TEM O MELHOR CAMARAO, CARANGUEJO E GAROUPA DO MUNDO, E O PROPRIO MERCADO NACIONAL MOCAMBICANO EM CRESCIMENTO POR CAUSA DO TURISMO.

"ALTO MINHOMelhores restaurantes do mundo vêm ao Minho conhecer o vinho verde Economia Há 1 dia em 22/10/2021 às 17:36Por Redação Foto: ilustrativa A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) vai promover um encontro internacional com 20 sommeliers “dos melhores restaurantes do mundo” que, entre 25 e 29 de outubro, vão conhecer os vinhos e a região. “Pretendemos com este evento gerar alguma centralidade para o vinho verde junto dos sommeliers [responsáveis pela carta de bebidas dos restaurantes] e fazer chegar longe esta mensagem de que há vinhos verdes de grande qualidade para serem vendidos em grandes restaurantes por todo o mundo”, afirmou o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro. Em declarações à agência Lusa, Manuel Pinheiro afirmou que o encontro, que decorre entre 25 e 29 de outubro, visa formar estes profissionais, de modo que “conheçam os melhores vinhos verdes”, em particular, loureiros e alvarinhos. Nesse sentido, a CVRVV convidou “20 sommeliers de alguns dos melhores restaurantes do mundo” para participarem nesta que é a primeira edição do encontro, intitulado, SOMMEET. “A estratégia de promoção internacional do vinho verde tem como objetivo fazer acrescer valor para a marca. O vinho verde procura vender-se a um valor mais alto, não apenas vender mais”, acrescentou. Provenientes de “mercados estratégicos” como os Estados Unidos da América, Canadá, Rússia, Brasil e México, os ‘sommeliers’ vão conhecer a região, os vinhos, visitar restaurantes, produtores e ter uma especialização sobre os vinhos verdes. “O nosso objetivo é fazer a mensagem chegar aos vários mercados”, disse Manuel Pinheiro, acrescentando que, nestes mercados, o encontro se enquadra com outras iniciativas da CVRVV. “O que está em causa não é tanto o negócio, mas sobretudo, formar líderes de opinião”, observou. Durante os cinco dias, além de provarem os vários vinhos, os participantes vão ter uma experiência de investigação em Arcos de Valdevez da recuperação de castas abandonadas e visitar vários produtores. Paralelamente, as participantes vão estar em contacto com o processo de certificação e ter acesso a análises comparativas entre os diferentes perfis de vinho verde." A PROPÓSITO DO VINHO VERDE, ACRESCE REFERIR, SE ME PERMITEM, O TEXTO DA MINHA AUTORIA PUBLICADO JO JORNAL DE NEGÓCIOS EM 2009, Augusto Macedo Pinto09 de Junho de 2009 às 11:43 OPINIÃO Vinho verde: Portugal, único produtor mundial Portugal é o único produtor mundial de vinho verde, com região demarcada desde 1908 e situada a noroeste, entre os rios Minho e Douro. Tem como principais castas do branco: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura. Nem por... • • • • Partilhar artigo • • 10 • ... Portugal é o único produtor mundial de vinho verde, com região demarcada desde 1908 e situada a noroeste, entre os rios Minho e Douro. Tem como principais castas do branco: Loureiro, Alvarinho, Arinto e Trajadura. Nem por tudo isso faz jus comercial deste tesouro. "A ignorância sempre foi muito atrevida". Foi com estas sábias palavras que, numa das aulas de Direito Romano, ouvi há mais de quarenta anos o Professor Doutor Sebastião Cruz a referir-se a muitas situações que esta me faz recordar. Se ele estivesse ainda entre nós, diria, pouco se alterou. Nos nossos dias utilizam-se métodos produtivos adequados à preservação do meio ambiente com uvas de elevada qualidade, com criteriosa escolha das mesmas, seleccionadas para a sua produção, permitindo criar vinhos com aromas muito agradáveis e diversificados, e de elevada qualidade. Hoje, há vinho verde que nada tem a ver com a acidez que tradicionalmente lhe era conhecida, com características de conservação quase idênticas a qualquer outro tipo de vinho. Mas face às suas particularidades, pode-se tornar imbatível em mercados onde o clima, a gastronomia - seja peixe ou marisco -, os convívios e os gostos, tão bem dele dizem e apreciam! Em concreto, o que se tem feito para mercados novos ou tradicionais para se incentivar a promoção das vendas, a comercialização do vinho verde, produto unicamente produzido por Portugal? Não se admire se ouvir a portugueses dizer que desconhecem que somos o único produtor mundial, que não sabem bem onde fica a sua região demarcada e acham que o vinho se estraga quando passa o equador! Segundo as estatísticas teremos cinco milhões fora de portas, em Portugal somos dez milhões. Um produto que tem tanto de único, como de ser ignorado no mundo, não deveria obedecer a critérios de ser associado a mercados onde Portugal está a ter grande crescimento nas suas exportações? Um produto que sendo vinho verde de alta qualidade pode chegar ao consumidor final em África, América e Ásia apenas por €7 a €10 a garrafa? Porque não se buscam novos mercados sem utilizar critérios, estudos e estatísticas absurdas? Refiro-me em concreto em associar indicadores genéricos de exportação de produtos portugueses para mercados onde os países de destino têm, por exemplo, diferenças mais do que o dobro da sua população. Que produtos alternativos de qualidade, preço baixo e únicos tem Portugal para exportar? Como curiosidade, no portal da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes ( CVRVV ) podemos ver mais esta qualidade: "Para além do baixo teor alcoólico, o Vinho Verde pode apresentar benefícios graças à presença de antioxidantes naturais, característica associada à capacidade de reduzir a incidência de danos degenerativos, como os que estão associados a doenças como Alzheimer e cancro. Neste sentido, e em parceria com várias instituições de ensino superior e de investigação, a CVRVV apresentou um projecto à Fundação para a Ciência e Tecnologia de forma a caracterizar o papel protector dos Vinhos Verdes em danos oxidativos biológicos e produzir vinhos de maior poder antioxidante." Advogado, Antigo Cônsul de Moçambique em Portugal, augustomacedopinto@gmail.com

MOCAMBIQUE PRESIDENTE DA REPÚBLICA FILIPE JACINTO NYUSI PELA PRIMEIRA VEZ EM MOCAMBIQUE É LANCADO UM PROGRAMA NACIONAL PARA COMBATER O DESEMPREGO, PRETENDE-SE BAIXAR A TAXA DE DESEMPREGO PARA 11% ATÉ 2035.

"Presidente moçambicano lança iniciativa para reduzir desemprego "Temos pressa na criação de postos de trabalho", diz Filipe Nyusi, líder de Moçambique. Agência Lusa Texto 21 out 2021, 22:52 "A meta é ter mais de 10 mil participantes neste programa nacional, que é implementado pela primeira vez no nosso país" ▲"A meta é ter mais de 10 mil participantes neste programa nacional, que é implementado pela primeira vez no nosso país" OLIVIER HOSLET / POOL/EPA Receba os alertas do Observador Com os nossos alertas, pode seguir o seu autor, tópico ou programa favorito. Para não perder nada do que lhe interessa. Configurar Instale a App do Observador A nossa aplicação está disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android. Instalar Siga-nos no Facebook Siga o Observador no Facebook e receba todas as nossas notícias na sua página. Seguir O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse esta quinta-feira que o Governo quer baixar a taxa de desemprego para 11% até 2035 face aos 17% dos registos oficiais em 2020, apontando a iniciativa privada como fundamental para a criação de postos de trabalho. Nyusi referiu-se aos números do desemprego em Moçambique no lançamento do programa Emprega, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE), entidade diretamente tutelada pela Presidência da República. O programa Emprega é sério, é real. Este programa que hoje lançamos enquadra-se nesta visão sobre a necessidade e urgência de criação de emprego. Temos pressa na criação de postos de trabalho”, declarou Nyusi, num país onde a maioria da população ainda vive na economia informal. A primeira componente da iniciativa inclui um concurso para iniciativas empresariais jovens que vão beneficiar de apoio financeiro estatal para o desenvolvimento de negócios, acrescentou o chefe de Estado moçambicano. “A meta é ter mais de 10 mil participantes neste programa nacional, que é implementado pela primeira vez no nosso país“, prosseguiu. Os jovens beneficiários vão receber formação e orientação de “alta qualidade” e serão selecionados com base no potencial de crescimento e de criação de empregos das suas empresas. O Presidente moçambicano avançou que a segunda componente vai consistir no apoio à produtividade de trabalhadores jovens do setor informal. “Esta componente fornece apoio financeiro aos jovens para que tenham acesso a programas de formação e serviços de apoio de qualidade”, declarou Filipe Nyusi. O chefe de Estado assinalou que este segundo vetor pretende abranger 24 mil jovens. “Este é o momento da juventude”, referiu, dizendo que a aposta no emprego jovem impõe-se pelo facto de esta faixa etária ser a maioria da população moçambicana e ser parte de uma geração com melhor formação e mais aberta a mudanças. Por outro lado, prosseguiu, os empreendedores jovens empregam mais colaboradores da sua faixa etária, gerando um efeito multiplicador na criação de postos de trabalho. A população moçambicana é de cerca de 30 milhões, mais de metade dos quais têm menos de 18 anos. O programa Emprega conta com o apoio do Banco Mundial, através do Projeto para Aproveitar o Dividendo Demográfico (PADD). A taxa de desemprego estimada para Moçambique desceu de 20,7% em 2014/15 para 17,5% em 2019/20, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicados em setembro, que reconhece limitações de uma medição oficial dada a prevalência de atividades informais e de subsistência." FONTE: JORNAL OBSERVADOR