terça-feira, 3 de maio de 2016

BRASIL: BALANÇA COMERCIAL TEM SALDO POSITIVO EM ABRIL DE 2016 DE 4,2 MILHÕES DE EUROS

Balança comercial do Brasil tem superávit de 4,2 mil milhões de euros São Paulo - A balança comercial brasileira registou um saldo positivo de 4,2 mil milhões de euros (4,8 mil milhões de dólares) em abril, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado foi o melhor para meses de abril desde que o órgão começou a divulgar publicamente estas informações, em 1989" FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

1º DE MAIO EM MOÇAMBIQUE. "FAZER DO 1º DE MAIO MOMENTO DE REFLEXÃO FACE AOS DESAFIOS QUE O PAIS ENFRENTA", DESAFIO DEIXADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE FILIPE NYUSI

FAZER DO 1ºDE MAIO MOMENTO DE REFLEXÃO FACE AOS DESAFIOS QUE O PAÍS ENFRENTA-PR 01-05-2016 O Presidente da República, Filipe Nyusi, exorta aos moçambicanos para que façam do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, um momento de reflexão sobre o que se pode fazer no sentido de encontrar soluções aos desafios que o país enfrenta actualmente. Nyusi lançou este desafio na mensagem de saudação por ocasião do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, que este domingo se assinala em todo o mundo. Em Moçambique, a data comemora-se este ano sob lema “OTM-CS 40 anos de luta pela defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores”. “Façamos do 1º de Maio um momento de reflexão sobre o que podemos fazer para, de mãos dadas, em paz e harmonia, como uma grande família, encontrarmos soluções aos desafios que enfrentamos, rumo ao bem-estar e progresso de todos os moçambicanos”, refere o Presidente da República na mensagem. O Chefe de Estado realça o facto de, em Moçambique, a comemoração do Dia do Trabalhador estar a decorrer num momento particularmente delicado da história, em que múltiplos desafios se colocam ao país, impondo-se a procura conjunta de soluções. “Reconhecidamente, a situação económica apresenta-se menos favorável devido a uma conjugação de factores endógenos e exógenos, entre os quais destacam-se os efeitos negativos das calamidades naturais, redução dos preços de produtos de exportação, depreciação do metical face ao dólar, perturbações ao clima de paz, aumento de preços dos produtos importados”, afirma na mensagem. Nyusi saúda a todos os trabalhadores e lideranças sindicais que, mesmo neste ambiente adverso, com o seu saber, profissionalismo e trabalho árduo continuam empenhados na produção, contribuindo para o desenvolvimento e satisfação das necessidades colectivas do país. O Presidente da República assegura que o governo tem estado a tomar medidas apropriadas para manter um ambiente macro-económico favorável ao investimento interno e externo, à melhoria do ambiente de negócio e ao aumento da produção e produtividade. “O Governo assume uma postura responsável face ao desafio da dívida externa, através de medidas que salvaguardem o interesse nacional e do cidadão”, destaca Nyusi, reiterando a sua disponibilidade e compromisso inabalável de prosseguir os esforços para o alcance da paz efectiva e duradoura, condição essencial para o desenvolvimento, “através do diálogo franco, aberto e construtivo com todos os segmentos da nossa sociedade”. (RM/AIM)" FONTE: RÁDIO MOÇAMBIQUE.

MARCELO REBELO DE SOUSA PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE PORTUGAL EM DESTAQUE HOJE NA IMPRENSA DIÁRIA DE MOÇAMBIQUE: EM "NOTICIAS" E "O PAIS"

"NOTICIAS" EDIÇÃO DE 2 DE MAIO DE 2016. - "MARCELO REBELO DE SOUSA VEM PELO FUTURO", "O EMBAIXADOR DE PORTUGAL EM MOÇAMBIQUE, JOSÉ AUGUSTO DUARTE, DISSE EM ENTREVISTA AO NOSSO JORNAL QUE MARCELO REBELO DE SOUSA PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA, QUE AMANHÃ INICIA UMA VISITA OFICIAL AO NOSSO PAIS, VEM PELO FUTURO E NÃO PELO PASSADO." VEJAM POR FAVOR IMPORTANTE E EXTENSA ENTREVISTA NESTE JORNAL NA PÁGINA 2 COM CHAMADA À PRIMEIRA PÁGINA, DO NOSSO EMBAIXADOR JOSÉ AUGUSTO DUARTE. " O PAIS" EDIÇÃO DE 2 DE MAIO DE 2016. "MARCELO REBELO DE SOUSA INICIA AMANHÃ VISITA AO PAIS", IMPORTANTE E EXTENSA NOTICIA NA ÚLTIMA PÁGINA DA EDIÇÃO DESTE DIÁRIO DE HOJE. EU TENHO É SAUDADES DO FUTURO, JOSÉ GOMES FERREIRA FONTE: EM VIAGENS DA MINHA LINHA: domingo Saudades do futuro Só tenho saudades do futuro José Gomes Ferreira Uma das facetas mais marcantes da nossa cultura -- entendendo por cultura o sistema operativo por cima do qual corre a identidade colectiva e as suas mais profundas aspirações -- é, indubitavelmente, a "saudade", esse mantra lírico e esotérico aplicado sempre que precisamos de explicar aos "outros" porque somos diferentes deles. Como premissa, a saudade coloca-nos numa zona de emoção exclusiva, que não é compatível nem pode ser partilhada. Nascemos na língua -- outra palavra para sistema operativo: a minha pátria é a minha língua -- e isso distancia-nos de todos os outros. Dando de barato a banalização e o excesso de uso, acredito contudo que a saudade realmente nos habita o modo de ser e nos condiciona os comportamentos e processos de comunicação. Os ingleses dizem "homesick" (literalmente: doente+casa) quando sentem no sangue a ausência do lar, da família ou mesmo da pátria. Ao contrário, a "saudade" tem menos a ver com aquilo de que se sente a falta -- o lar, a família ou a pátria -- do que com a improbabilidade de encontrar aquilo que se deseja. É a ansiedade provocada pela insatisfação. Escreveu Pessoa, um dia, que falta cumprir-se Portugal. Também nós estamos por cumprir. Isso é a saudade. Quando José Gomes Ferreira disse só ter "saudades do futuro", estava a ser ironicamente paradoxal, já que ambas as premissas significam a mesma coisa: a saudade não refere o passado ou a coisa adquirida; a saudade lamenta a ausência do que nunca se teve e, muito provavelmente, nunca se terá. Em suma, Porque eu só estou bem, aonde eu nao estou; Porque eu só quero ir, aonde eu nao vou, dizia-nos António Variações na sua seminal canção "Estou Além". Mas, sob pena de repetirmos algumas das noções aqui abordadas mês após mês, que espaço habita a saudade num mundo subitamente holístico (o Ciberespaço ou a Aldeia Global) e por que futuro se espera quando o tempo é simultâneo? Será a nossa cultura compatível com o novo sistema operativo que rege a humanidade ou iremos perder-nos como portugueses? A saudade é coisa que se começa a acumular algum tempo antes da partida, vai crescendo na distância, e torna-se insuportável no regresso. Mas ora que chegados à Aldeia Global, com os nossos sentidos electronicamente expandidos, a cada momento contactando o todo, tomamos consciência que a telepresença destrói a ausência e a virtualidade substitui o vazio. A comunicação tornou-se possível a todas as horas e substituiu o silêncio. Chocou-me pensar nisto tudo um destes dias em que, antes de fazer as malas, telefonei a despedir-me de uma pessoa querida que vive no Porto (eu vivo em Lisboa, quando não estou no Ciberespaço). Quase todos os dias, à semelhança do que faço com tantos outros amigos espalhados por esse país fora, converso com ela no talker, no ICQ ou no IRC. E o que me surpreendeu foi isto: objectivamente, não iriamos ficar mais distantes só porque me ia deslocar a um outro país qualquer. Em tempos, Nicholas Negroponte salientou que de Nova Iorque a Newark ou de Nova Iorque a Londres existe uma diferença apenas de cinco segundos… via satélite. À velocidade da luz, a comunicação entre Lisboa e Porto não é muito mais rápida que entre dois pontos quaisquer do planeta. A ausência já é coisa impossível de viver, quando nos aeroportos e nas artérias principais das cidades (quase, mas lá chegaremos) existem computadores com uma ligação à Internet. E, no entanto, continuo a ter saudades. De quê? Só pode mesmo ser do futuro.

domingo, 1 de maio de 2016

DOMINGOS DIOGO MÉDICO CARDIOLOGISTA E DIRECTOR CLINICO DO HOSPITAL CENTRAL DE MAPUTO: PACIENTES COM DOENÇAS CORONÁRIAS TEM SIDO BENEFICIADOS E COM SUCESSO A OPERAÇÕES AO CORAÇÃO, TAIS OPERAÇÕES SÃO GRATUITAS

Pacientes com doenças coronárias, que beneficiaram, há dias, de cirurgia com recurso às novas tecnologias, foram submetidos a essa operação com sucesso, de acordo com dados avançados por Domingos Diogo, médico cardiologista e Director Clínico do HCM.
Entretanto, de acordo com este médico car­diologista, até à sema­na finda, acima de dez doentes diagnosticados com doenças coronárias encon­travam-se na lista de espera para beneficiar do novo serviço de cirurgia, implementado pela primeira vez numa unidade hospitalar pública do país.
A nova tecnologia, avançou Dr. Diogo, vai permitir que o ser­viço de Saúde Pública responda à demanda, no que diz respeito ao perfil epidemiológico que se verifica ao longo dos tempos nesta área.
Nas consultas de cardio­logia, temos diagnosticado, por semana, um a dois pacien­tes com doenças coronárias, o que faz com que o Serviço de Saúde Pública se sinta se na obrigação de intervir nesta área de forma mais profícua, referiu.
Para o efeito, serão operados por semana três pacientes em intervenções que podem levar, cada uma, três a quatro horas.
Para a realização das ci­rurgias, o HCM conta com uma equipa médica sénior composta por quatro cardiologistas e igual número de anestesistas, três ci­rurgiões, dois instrumentistas, um psicólogo e dois fisioterapeu­tas, dos quais um na reanimação e outro na enfermaria.
De referir que esta equipa é composta por médicos e enfer­meiros nacionais treinados na Espanha.
CIRURGIAS SERÃO GRATUITAS
De acordo com o Director Clí­nico do HCM, Domingos Diogo, os novos serviços de cardiologia serão realizados a título gratuito e espera-se que possam respon­der à demanda que se regista nesta área, que até um passado recente era apenas satisfeita pelo Instituto do Coração.
Destaque-se que no sector privado, esta cirurgia chega a custar até 35 mil dólares.
Dados avançados pelo Direc­tor Geral do HCM, João Fumane, indicam que parte dos pacientes recorria a serviços oferecidos em países como França, Portu­gal e Índia.
Recorde-se que o HCM ini­ciou intervenções cirúrgicas ao coração em 2007, nesta altura apenas realizava cirurgias a co­ração aberto.
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE

RDP ÁFRICA GALA DE CELEBRAÇÃO DOS 20 ANOS DA RDP ÁFRICA PRESTA HOMENAGEM A PESSOAS DA CULTURA MOÇAMBICANA: ROBERTO CHICHORROLURDES MUTOLA, MALANGATANA, MOREIRA CHONGUIÇA, MÁRIO COLUNA, EUSÉBIO; ENTRE OUTROS, EMBAIXADORA DE MOÇAMBIQUE FERNANDA LICHALE PRESENTE NA CERIMÓNIA AGRADECE A HONRA DADA E A CONFIRMAÇÃO E RECONHECIMENTO DOS TALENTOS MOÇAMBICANOS NESTE EVENTO

Roberto Chichorro (Artes Plásticas), Lurdes Mutola (Desporto) são os moçambicanos homenageados recentemente em Portugal  na gala de celebração dos 20 anos da RDP África, realizada no Casino Estoril.
Mário Esteves Coluna, Eusébio Ferreira da Silva (desportistas) e o artista Malangatana Valente Ngwenha são outras figuras relembradas e reconhecidas pelos seus feitos durante aquele cerimónia, que foi apresentada por Nuno Sardinha e Fernanda Almeida.
A RDP África homenageou ainda, entregando estatuetas, várias figuras africanas que se têm destacado nas diversas áreas. Foi assim que Dany Silva (músico de Cabo Verde), Benvindo Fonseca (bailarino de Cabo Verde), Sana Na N’Hada (cineasta de Guiné Bissau), Pedro Champalimaud (investigador de Portugal), Armando  Cabral (Modelo e criativo de Guiné Bissau), Ana Paula Tavares (escritora angolana e historiadora), Rogério Carvalho (angolano actor de teatro), Maria Isabel  Monteiro (líder destacada associativismo em Portugal), foram homenageados em noite de festa pelos 20 anos da rádio que promove as artes e cultura africanas.
O júri atribuiu um prémio especial pelo percurso político a Miguel Trovoada, antigo presidente de São Tomé e Príncipe.
A festa foi animada pelos músicos Moreira Chonguiça (Moçambique), Yuri da Cunha, Eduardo Paim (Angola), Dino D’Santiago (Cabo Verde), Karyna Gomes (Guiné Bissau), Toto, trio de jovens Calema e Binham Quimor (São Tomé e Príncipe).   O considerado maior ouvinte da RDP África e humorista de Guiné Bissau Maio Coopé desfilouos seus dotes em palco, retratando teatralmente alguns dos programas da RDP África.
Os cantores presentes na gala interpretaram músicas de Lura, Sara Tavares, Tabanka Djaz, Juca, SSP, entre outras bandas africanas que foram destaque ao longo dos vinte anos da RDP África.
Uma participação especial foi notável a nível da música. É o facto de o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, mesmo não sendo compositor do ritmo tropical, ter sido convidado especial da gala dos vinte anos da RDP África. Na sua performance , o músico moçambicano destacou a bandeira e culturas moçambicanas. Projectou no ecrãm atrás do palco enquanto tocava, imagens de Moçambique, das cidades, praias moçambicanas, mulheres de Mussiro, Cahora Bassa, Mafalala, More Jazz Big Band, acompanhadas de vozes de Chico António, Júlia Mwitu, Dilon Djindje, Elvira Viegas, Ali Faque que falavam da música, faziam a mescla com o sopro do saxofonista que calmamente invadia o palco, arrancando uma forte salva de palmas da plateia do Casino Estoril.
PARTICIPANTES NA GALA  SATISFEITOS
Diplomatas dos países africanos falantes da língua portuguesa acreditados em Portugal, membros do corpo directivo da RTP África, artistas e demais convidados, testemunharam a noite de glamour que exaltou através da RDP África, os feitos culturais dos africanos e renovou as esperança de continuidade na promoção das artes e culturas africanas.
TEMOS MUITOS
TALENTOS CULTURAIS
-         Fernanda Lichale, Embaixadora de Moçambique em Portugal
Esta cerinónia significa o reconhecimento deste grande país que é Moçambique.  Foram reconhecidos grandes figuras de Moçambique, malangatana, Chichorro que vive aqui e tivemos a grande actuação do nosso saxofonista Moreira Chonguiça. Só temos que agradecer esta honra que nos dão e que confirma os talentos que temos. A cultura é uma das áreas que nós temos que investir nela. Hoje vivemos outra realidade que é Portugal consumir o que nós produzimos.  Temos muito por fazer ao nível do estabelecimento de parcerias. Há vinte anos atrás éramos pouco ouvidos e hoje somos a referência. Isso poderá continuar e crescer gradualmente.
A RDP ÁFRICA DEVE CONTINUAR
COM OS RECONHECIMENTOS
- Roberto Chichorro, artista plásticos
Muitas vezes a gente não sabe se realmente merece esses reconhecimentos. Mas são feitos que nos põem mais vaidosos. Agradeço e a RDP África deve continuar e a reconhecer cada vez mais gente que vai fazendo coisas pelos seus países e continente africano. É um momento maravilhoso, bonito  e espero que a rádio continue por muitos e muitos anos.  Relativamente ao nosso país, terra, que estava a andar muito bem, espero que a situação actual  de agitação militar passe. Não temos que viver em guerra. É uma tristeza ver essas coisas e gente a morrer. A guerra tem que parar para que Moçambique tenha o desenvolvimento que merece.
MOSTREI AS POTENCIALIDADES
TURÍSTICO-CULTURAIS DE MOÇAMBIQUE
- Moreira Chonguiça, saxofonista
É um privilégio porque a comemoração dos vinte anos da RDP África reflecte aquilo que são as aspirações da cooperação cultural. Estar nesta gala significa muito porque sendo saxofonista e participar neste meio em que a música tropical é a que mais se destaca é gratificante.  A RDP África vem demonstrando a evolução e diversificação da indústria cultural em África. Apresentei-me de forma solo, tocando sozinho, usando um conceito de mistura de imagens e sound track com vozes de artistas moçambicanos que admiro muito. São artistas que espelham a cultura moçambicana contemporânea moçambicana. Portanto, apresentei “um Moçambique com presente e futuro, com potencialidades turístico-culturais. É igualmente um homenagem que faço as nossas vozes musicais – Chico António, Júlia Mwitu, Wazimbo, Dilon Djindje, Elvira Viegas, Xidiminguana que alimentaram esta rádio ao longo dos vinte anos com as suas composições”.
Texto de Frederico Jamisse, em Lisboa"
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE

SUAZILÂNDIA E MOÇAMBIQUE: PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE FILIPE NYUSI AFIRMOU QUE MOÇAMBIQUE ESTARÁ SEMPRE DISPONIVEL A TRABALHAR COM O REINO DA SUAZILÂNDIA ELEVANDO O NIVEL DE EXCLÊNCIA DAS SUAS RELAÇÕES POLITICO - DIPLOMÁTICAS E ECONÓMICAS

O Presidente da República, Filipe Nyusi, repetiu quinta-feira passada o apelo para a dinamização da implementação de acções concretas, que se reflictam na melhoria das condições dos povos moçambicano e swázi.
Falando no banquete oficial oferecido ao Rei Mswati III, por ocasião da visita do monarca ao nosso país, Filipe Nyusi apontou como exemplo a necessidade da realização regular das Comissões Mistas de Cooperaçãoe  da Comissão Conjunta Permanente de Defesa e Segurança, a reafirmação da fronteira comum, a pertinência de mais trocas de informações entre as entidades de defesa e segurança para o combate ao crime transfronteiriço e crime organizado, entre outros.
O estadista moçambicno disse ainda ser necessário a criação de condições para a legalização de trabalhadores moçambicanos na Suazilândia, a conclusão de estudos para a assinatura de memorando de entendimento sobre energia e aumento do fornecimento de electricidade à Suazilândia, de cooperação técnica e institucional na área de indústria e comércio, bem assim do estudo sobre as taxas de referência de importação de açúcar e a modernização das infraestruturas ferro-portuárias para torná-las mais eficientes e expandir a sua utilização pela Suazilândia.
Nyusi sintetizava assim, os passos conseguidos nas conversações antes havidas entre as delegações dos governos de Moçambique e da Suazilândia que mais assentaram nas áreas em que incide a cooperação entre os dois países vizinhos e sobre as melhores formas de tirar maior proveito das potencialidades e vantagens comparativas ao seu dispor.
Para Filipe Nyusi, Moçambique estará sempre disponível a trabalhar com o Reino da Suazilândia com vista a elevar cada vez mais, o nível de excelência das suas relações político-diplomáticas e económicas para que as duas economias e populações colham benefícios directos do seu intercâmbio.

“Moçambique está, igualmente, disponível a colocar os seus recursos naturais e energéticos, bem como as suas infraestruturas económicas ao serviço do progresso dos nossos dois países, no quadro dos programas estratégicos como o Roteiro e Estratégia de Industrialização da SADC que aprovamos em Abril do ano passado. Os nossos dois países orgulham-se por pertencerem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e a sua contiguidade geográfica impele-os a estarem na vanguarda do processo de integração regional”, disse o Presidente.
Enquanto países independentes, o percurso da cooperação entre Moçambique e o Reino da Suazilândia foi reafirmado com a assinatura do Acordo Geral de Cooperação em 1992, considerado pelo Chefe do Estado moçambicano, a ferramenta que permite a edificação dos alicerces para o crescimento e desenvolvimento económico de ambos os países e povos.
“Nós, os moçambicanos, guardamos, com grande consideração, as memórias do gesto e da atitude do Reino da Suazilândia que foram manifestados em diferentes momentos desde a luta pela nossa independência nacional até ao tempo em que lutamos pelo bem-estar do nosso Povo”, disse o Presidente da República, que mais adiante acrescentou:
Quando a maioria dos países da região Austral da nossa mãe África estava sob dominação colonial, foi pelo território do Reino da Suazilândia e com o apoio de Sua Majestade Rei Sobhuza II, que muitos nacionalistas moçambicanos encontraram a porta de saída”, recordou Nyusi.
Na verdade, a Suazilândia foi uma retaguarda segura para alcançar a Tanzânia, país a partir do qual os moçambicanos se lançaram para a luta pela libertação do jugo colonial razão pela qual povo moçambicano está eternamente grato ao povo Suazi e os dirigentes dos dois países pretendem transmitir o valor deste nobre gesto às gerações vindouras.
Este acordo que monitora à nossa relação definiu as principais áreas de cooperação e permitiu a concepção de projectos conjuntos em vários domínios de intercâmbio. As áreas que hoje passamos em revista dão especial ênfase para a política e diplomacia; defesa e segurança; transportes e comunicações; migração; agricultura; saúde; educação; cultura, juventude e desporto; entre outros, todas com impacto muito positivo na melhoria das condições de vida dos nossos povos”, lembrou o estadista moçambicano.
Nesta base, os dois países dizem ter incrementado a livre circulação de pessoas, bens e serviços, suprimiram os vistos de entrada para os seus territórios, eliminaram as minas antipessoal, reduziram de forma significativa o roubo do gado nas zonas fronteiriças comuns e foram reabilitadas algumas infraestruturas e vias de comunicações.
A visita do Rei da Suazilândia, incluiu ainda uma visita à central eléctrica da Gigawat-Mocambique, em Ressano Garcia, distrito da Moamba, província de Maputo."
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE.

ALBERTO MONDLANE GOVERNADOR DA PROVINCIA DE MANICA, MOÇAMBIQUE DÁ A CONHECER O CRESCIMENTO DAS REDES SANITÁRIAS E ESCOLAR NA PROVINCIA DE MANICA EM 2015

A rede sanitária e escolar registou um crescimento assinalável nos últimos tempos, na província de Manica, com a entrada em funcionamento de seis novos hospitais e 53 estabelecimentos de ensino em 2015.
Com estas novas infra-estruturas, em toda província, o número de hospitais subiu de 109 em 2014 para 115 unidades. O governador para província de Manica, Alberto Mondlane, falando há dias na abertura da XI sessão plenária do Observatório de Desenvolvimento da Província, disse que neste momento o raio teórico entre as unidades sanitárias é de 13,2 km, o que possibilita maior assistência médica e medicamentosa às comunidades.
Mondlane referiu que como resultado de investimentos feitos neste sector, no ano passado, a província conheceu afrouxamento de algumas doenças. Os casos de  malária, por exemplo, diminuíram em 23 por cento.
O mesmo verificou-se com as doenças diarreicas que registaram um decréscimo em 6,2 por cento.
Refira-se ainda que no ano passado a província não notificou nenhum caso de cólera, o que, de acordo com o governante, deveu-se a colaboração da população na observância de regras básicas de higiene individual e colectiva.
"A rede sanitária e escolar cresceu nos últimos tempos fruto dos investimentos feitos nos dois sectores. Estes investimentos devem beneficiar a população. Quando o governo cria essas infra-estruturas, faz olhando principalmente para o povo", referiu Alberto Mondlane.
Na ocasião, aquele governante disse que o que se pretende é que o povo deixe de percorrer longas distâncias a procura duma unidade sanitária ou estabelecimento ensino.
Disse que o governo continuará a trabalhar para que estas distâncias fiquem cada vez mais reduzidas e o acesso a cuidados médicos e o ensino estejam mais próximo às comunidades.
Hoje estamos em 13.2 quilómetros. O desafio é reduzir cada vez mais essa distância. O mesmo deve acontecer com as escolas. As nossas crianças não podem continuar a caminhar muitos quilómetros para chegar a escola. O que se pretende é que elas estudem próximo das suas áreas de residência para reduzirmos os índices de desistências e todos outros risco a que, por vezes, têm estado expostas", vincou Alberto Mondlane.
Das 53 escolas que entraram em funcionamento no ano passado na província de Manica, 51 são da EP1, onde estiveram matriculadas 600.448 alunos o que representa um crescimento na ordem de 4,6 por cento quando comparado com 2014.
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE.