domingo, 6 de março de 2016

PORTO DA BEIRA SOFALA M;OÇAMBIQUE MELHORA CONDIÇÕES TÉCNICAS DE ACESSO E NAVEGABILIDADE, DECLAROU HÉLCIO CANDA, DIRECTOR PROVINCIAL DE TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

TRINTA e cinco novas bóias serão instaladas este ano no canal de acesso ao Porto da Beira com o objectivo de melhorar as condições de sinalização e navegação, sobretudo nocturna, revelou o director provincial dos Transportes e Comunicações em Sofala, Hélcio Canda.

A par disso, e para tornar a via ainda mais segura, o Governo vai investir na formação técnica, controlo de qualidade, certificação internacional e na consolidação do desenvolvimento institucional da Empresa Moçambicana de Dragagem (EMODRAGA).

Tal esforço, conforme apurou o nosso Jornal junto daquela fonte, enquadra-se num projecto iniciado em 2011 com a dragagem de emergência no canal de acesso ao Porto da Beira que conta com 24 bóias e já está navegável 24 horas, o que está a evitar o encalhe de navios na barra.

Como impacto directo disso, navios com calado de arqueação bruta até 50 mil toneladas voltaram a navegar no canal de acesso ao Porto da Beira nas quotas até menos de dez metros de profundidade. A zona crítica localizada na chamada curva de Macúti situa-se nas quotas entre menos oito e nove metros.

Ainda com vista a dinamizar cada vez mais a operacionalidade do Porto da Beira, principalmente no seio dos tradicionais utilizadores como a Zâmbia, Zimbabwe, Malawi e RDCongo, também vai ocorrer no período 2016-20 naquele recinto a construção do Cais -13 em moldes de parceria público-privada.

Avaliado em 596 milhões de dólares norte-americanos, o referido projecto de Terminal de Carvão que terá capacidade instalada de 20 milhões de toneladas por ano foi concessionado à construtora NEW COAL Terminal.

Neste momento funciona no local um Terminal Provisório de Carvão dotado de capacidade para seis milhões de toneladas por ano.

Futuramente pretende-se escoar, através do Porto da Beira, para Ásia, América e Europa maior parte do minério extraído da Bacia sedimentar do Zambeze, em Tete, numa altura em que estão em fase de conclusão ainda neste semestre as obras de ampliação da Linha de Sena de 6.5 para 20 milhões de toneladas por ano."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

sexta-feira, 4 de março de 2016

PEDRO COMISSÁRIO, EMBAIXADOR E REPRESENTANTE PERMANENTE DE MOÇAMBIQUE NAS NAÇÕES UNIDAS, DEFENDE A LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS E BENS NA CPLP, O REFERIDO DIPLOMATA ERA EMBAIXADOR DE MOÇAMBIQUE EM PORTUGAL QUANDO FOI A CONSTITUIÇÃO DA CPLP

Representante de Moçambique na ONU defende regulação da livre circulação na CPLP

04 de Março de 2016, 06:29
O representante permanente de Moçambique nas Nações Unidas defendeu nesta quinta-feira que é do interesse da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) regular a livre circulação de pessoas e bens entre estes países.
"Quero levantar a questão da livre circulação de pessoas e bens, porque a CPLP nunca conseguiu regular esta questão", disse o embaixador Pedro Comissário num discurso no seminário diplomático 'A CPLP: Origens, Missão e Futuro', que decorreu hoje em Lisboa.
"Na altura da criação da CPLP o problema era mais o fluxo dos seis para Portugal, mas depois a história mudou e também passou a acontecer o inverso", disse o embaixador permanente em Genebra, defendendo que "é do interesse da organização regular esta questão".
Antes, no discurso sobre 'As Origens da CPLP', Pedro Comissário tinha argumentado pela necessidade de regular os interesses dos Estados, considerando que caso não haja essa regulação, "pode-se criar uma unilateralidade de visões sobre o que deve ser a CPLP".
A questão, pormenorizou, "resume-se na pergunta: qual o lugar da CPLP na política externa de cada país, será que existe noção e consequências do multilateralismo são e robusto entre os seus membros".
O embaixador concluiu criticando a "tentação de alguns membros usarem a CPLP unilateralmente como bengala da sua política externa ou simplesmente para promover as candidaturas nos fóruns internacionais", acrescentando depois, numa nota com humor, que tinha beneficiado disso mesmo.
"Não me posso queixar neste ponto, sou membro da comissão de direito internacional das Nações Unidas há 15 anos e beneficiei desse apoio dos Estados membros", concluiu Pedro Comissário.
MBA // EL Lusa"
FONTE: SAPO MZ

quinta-feira, 3 de março de 2016

ALGODÃO DE MOÇAMBIQUE PRODUTORES DO NORTE DE MOÇAMBIQUE ESPERAM BOA COLHEITA

PRODUTORES de algodão da regiãa norte esperam que os resultados desta campanha agrária estejam muito próximos da meta de 30 mil toneladas, apesar da queda irregular das chuvas desde meados de Fevereiro. José Domingos, presidente do Fórum Nacional dos Produtores de Algodão FONPA, visitou recentemente as províncias produtoras do algodão no norte, nomeadamente Nampula e Niassa e ainda a província da Zambézia, com o objectivo de monitorar a campanha.
No final da visita, José Domingos considerou a campanha como sendo promissora nas regiões que registam chuvas regulares, porque as culturas estão a ter um desenvolvimento vegetativo satisfatório.
Não tem, contudo, o mesmo sentimento em relação às regiões interiores da província de Nampula e Niassa em razão da falta de chuva.
Para justificar o seu optimismo relativamente aos resultados da campanha de algodão, José Domingos recorre da previsão meteorológica sazonal avançada pelo Instituto Nacional de Meteorologia que fala de chuvas normais abaixo do normal para o mês de Março, na região norte.
Para o entrevistado as culturas que sofreram escassez de chuvas na última quinzena de Fevereiro poderão recuperar.
“Seria uma recompensa ao esforço que os produtores do sector familiar estão a desenvolver, motivados pelos preços da fibra no mercado. O quilo de algodão de primeira é vendido a 15 meticais, sem contar com o bónus oferecido pelas empresas de fomento”, afirmou José Domingos.
Entretanto, o delegado regional do Instituto de Algodão de Moçambique, António Alberto, disse ser importante que a chuva não pare de cair até ao final da primeira quinzena de Abril para propiciar as condições de encerramento do processo de desenvolvimento das capsulas da fibra.
A fonte precisou que o algodão é uma cultura resistente à seca, mas na fase de formação das capsulas para enchimento das fibras a chuva é imprescindível.
A província de Nampula espera colher na presente safra cerca de 14 mil toneladas, enquanto a vizinha do Niassa, perto de seis mil toneladas.
Enquanto isso, Zambézia, que pratica o algodão na sua parte sul, espera conseguir menos de mil toneladas segundo a nossa fonte."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

ISAURA NYUSI 1ª DAMA DE MOÇAMBIQUE NO LANÇAMENTO DAS COMEMORAÇÕES DO MÊS DA MULHER, DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A PRIMEIRA-DAMA de Moçambique, Isaura Nyusi, destacou ontem, em Maputo, os progressos assinalados na promoção e protecção dos direitos da mulher, em particular no que diz respeito ao acesso e retenção da rapariga nos diferentes níveis de ensino, na redução da mortalidade materna e infantil e na sua participação nos órgãos de tomada de decisão.
A esposa do Presidente da República falava no lançamento das comemorações do mês da mulher, que serão assinalados sob dois lemas. Um alusivo ao Dia Internacional da Mulher – que é “Planeta 50/50 Até 2030: Acelere o Passo Rumo à Igualdade do Género” e outro às festividades do Dia da Mulher Moçambicana – “Em Paz, Aceleramos o Passo Rumo à Igualdade do Género e ao Empoderamento da Mulher”. 
Para a Primeira-Dama, os lemas enquadram-se nos esforços e avanços alcançados com vista à promoção da igualdade e equidade do género em Moçambique, em África e no mundo, assim como realçam a importância da contribuição da mulher na construção de uma sociedade de paz e harmonia.
Referiu ser prioridade do Governo promover a igualdade e equidade do género, por constituir condição para a eliminação da pobreza na sociedade moçambicana.
“Estamos cientes de que a igualdade entre homens e mulheres no acesso aos serviços básicos e recursos produtivos é uma questão de Direitos Humanos”, sublinhou, frisando que o Programa Quinquenal do Governo 2015/2019, no pilar de desenvolvimento humano, prioriza acções que visam o empoderamento da mulher no âmbito político, económico, social e cultural.
Como exemplos da participação da mulher nos órgão de tomada de decisão, Isaura Nyusi fez referência ao Parlamento moçambicano, que é presidido por uma mulher, para além de que dos 250 deputados 93 são mulheres, duas das quais chefes de bancada. Destacou ainda o Judicial, que conta com uma Procuradora-Geral da República, 37 por cento das procuradoras-chefes provinciais e 30.5 por cento de juízas.
Contudo, disse ainda prevalecerem desafios. Entre estes está o combate à violência doméstica, prevenção de casamentos prematuros e o reforço do acesso das mulheres à formação e aos recursos produtivos.
Na ocasião Isaura Nyusi convidou os moçambicanos a contribuir para a paz individual, familiar, comunitária e nacional.
“O mês da mulher deve constituir um momento de partilha de ideias, conjugação de sinergias e renovação do compromisso da construção de uma sociedade onde homens e mulheres gozam de direitos, liberdades e têm igualdade de oportunidades”.FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

TABANCA SOLAR, PROJECTO DE ENERGIA DE INÊS RODRIGUES, GANHA PRÉMIO DA FUNDAÇÃO YVES ROCHER, PELO TRABALHO PARA POSSIBILITAR A ILUMINAÇÃO DE CASAS,A CONFECÇÃO DE REFEIÇÕES E A CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS SEM A UTILIZAÇÃO DE FIOS ELÉCTRICOS.

Aproveitamento solar para lâmpadas, forno e desidratador de fruta em África ganha prémio

Lisboa - O projeto Tabanca Solar instala soluções de aproveitamento solar em aldeias da Guiné-Bissau, amigas do ambiente e de baixo custo, permitindo a milhares de habitantes acesso a iluminação, forno ou desidratador de fruta, uma ideia agora premiada.
A 7.ª edição do Prémio Terre de Femmes em Portugal, promovido pela Fundação Yves Rocher, distinguiu a presidente do Tabanca Solar, Inês Rodrigues, pelo trabalho para possibilitar a iluminação de casas, a confeção de refeições e a conservação de alimentos sem a utilização de fios elétricos."
FONTE: LUSA MOÇAMBIQUE.

terça-feira, 1 de março de 2016

SECTOR DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE MOÇAMBIQUE INDICADOR DE CONFIANÇA RECUPEROU LIGEIRAMENTE

O INDICADOR de confiança do sector de produção industrial recuperou, ligeiramente, em Janeiro, tendo o seu saldo continuado acima da média da sua série temporal.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a confiança favorável neste sector foi influenciada pelo aumento extraordinário das perspectivas de emprego, situação registada numa perspectiva de queda da procura e da actividade actual.
Porém, ainda de acordo com o INE, o volume de negócios aumentou num ritmo abaixo, facto justificado pela diminuição dos stocks, num clima de preços futuros com perspectiva de aumento no mesmo período de referência.
Cerca de 41% das empresas deste sector tiveram constrangimentos no período em análise, o que representou 1% de aumento de empresas com constrangimentos face ao mês anterior.
Vários factores continuaram a afectar o sector industrial, de electricidade e água, destacando-se a concorrência, a falta de matéria-prima e os outros factores não especificados, como obstáculos mais importantes.
Entretanto, o indicador de confiança empresarial do sector da construção que inclui obras públicas recuperou consideravelmente, interrompendo assim a situação desfavorável que se vinha verificando desde o mês de Novembro de 2015.
“A apreciação favorável do indicador do sector em análise foi influenciada pelo incremento, fora do comum, da carteira de encomendas que estabeleceu um novo máximo da sua série cronológica e pela perspectiva de aumento de emprego, o que permitiu suplantar a baixa perspectiva de facturação no mesmo período de referência”, lê-se no “Indicadores de Confiança e de Clima Económico”, uma publicação periódica do INE.
Enquanto isso, o indicador de confiança do sector do comércio (que abrange o comércio por grosso e a retalho, manutenção e reparação de veículos automóveis) registou um aumento substancial se comparado com o mês anterior, interrompendo assim o ciclo de estabilidade que se vem registando nos últimos dois meses da sua série temporal.
Essa recuperação deveu-se, segundo o INE, à apreciação positiva de todos os componentes do indicador do sector, com maior destaque para o aumento extraordinário da actividade actual no mesmo período em análise."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

MAPAI, PROVINCIA DE GAZA, MOÇAMBIQUE CONSTRUÇÃO DE BARRAGEM PODERÁ INICIAR BREVE

O GOVERNO acredita na possibilidade de iniciar com a construção da Barragem de Mapai, na província de Gaza, ainda no presente quinquénio, como parte das apostas para a mitigação da seca e das cheias recorrentes.
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que visitou recentemente a região norte de Gaza, no contexto da monitoria da situação da seca, recomendou à Administração Regional das Águas do Sul no sentido de tudo fazer para que este projecto avance.
Nestes termos, o Executivo acaba de assinar o contrato que marca o início do estudo de viabilidade com uma empresa de consultoria especializada, que deve entregar os resultados num período de três anos.
Hélio Banze, director-geral da Administração Regional das Águas do Sul, garantiu na ocasião que tudo está a ser feito no sentido de cumprir com a intenção do Governo de iniciar com as obras até 2019, considerando a importância estratégica desta barragem para o norte de Gaza.  
Para o efeito, está disponível em forma de donativo um valor de cinco milhões de euros que permitirão desenvolver os estudos de base que devem orientar a construção do empreendimento. Os fundos foram mobilizados junto do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Fundo de Apoio ao Sector Privado.
Os montantes destinam-se a estudos de viabilidade técnica, financeira, do impacto ambiental, do plano de reassentamento, para além de identificar e actualizar o potencial de rega e respectiva cadeia de valor.
No mesmo contexto, deve ser elaborado o modelo para a mobilização do financiamento para as obras, que devem privilegiar parcerias público-privadas.
Uma análise dos custos de construção mostram que seria necessário perto de cem milhões de dólares anuais para viabilizar barragens como Mapai, Moamba-Major ou Mugeba, escritas como prioritárias no Plano Quinquenal do Governo.
A elaboração de estudos deste tipo de infra-estruturas leva até três anos e a construção propriamente dita até cinco anos.
A expectativa que existe é que com a construção da Barragem de Mapai seja possível interligá-la às extensas lagoas existentes na região, permitindo uma área de inundação ainda maior e dessalinização natural das mesmas para o aproveitamento do potencial agrícola existente, incluindo na vizinha província de Inhambane.
Esta e outras perspectivas devem constar do estudo de viabilidade a ser levado a cabo no contexto da construção da barragem.
A ausência de uma barragem no leito principal do rio Limpopo tem sido apontada insistentemente como uma limitante na gestão da bacia. Neste momento a única infra-estrutura está implantada sobre o rio dos Elefantes, um afluente do Limpopo.
Com efeito, em anos de seca, como a presente, a região é bastante assolada. Em anos de inundações há mortes e destruição de infra-estruturas socioeconómicas diversas.
A província de Gaza é conhecida pelo seu potencial para o desenvolvimento da irrigação, que pode contribuir para a criação de oportunidades de emprego e redução da pobreza.
Segundo dados da Administração Regional de Águas do Sul, a área sob a sua jurisdição é a zona do país que apresenta menos disponibilidade de água, representando apenas dez por cento do escoamento global do país. No entanto, é a que consome 30 por cento, considerando a média do país.
Estimativas apontam que construir a Barragem de Mapai deve custar pouco mais de 600 milhões de dólares."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.