sábado, 3 de novembro de 2012

CABO VERDE ÁFRICA 70 SAL PROMOVE FEIRA DE PEQUENOS NEGÓCIOS

"Sal: África 70 promove Feira de Pequenos Negócios 03 Novembro 2012

O centro comunitário de África 70 promove neste sábado, 3 de Novembro, a terceira edição da Feira de Pequenos Negócios. Cerca de 10 bancas vão apresentar os produtos confeccionados, principalmente por mulheres empreendedoras daquela comunidade, situada nos arredores da cidade de Espargos.

Sal: África 70 promove Feira de Pequenos Negócios
O espaço vai receber 10 bancas de pastelaria e confeitaria, decoração, corte e costura, cosméticos, rendas e bordados, fast food e serviços de manutenção. Trabalhos e serviços prestados por moradores da comunidade, sobretudo mulheres que beneficiam do projectos do centro.São pessoas que receberam algumas formações no Centro Comunitário e que agora apresentam o resultado daquilo que aprenderam. Algumas delas ainda participam num curso sobre o empreendedorismo e gestão de pequenos negócios, promovido em parceria com a ADEI.Refira-se que esta é a terceira Feira de Pequenos Negócios promovidos pelo Centro de África 70. O evento acontece todos os primeiros sábados de cada mês." Fonte JORNAL A SEMANA DE CABO VERDE.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

AQUACULTURA EM MOÇAMBIQUE ALTERNATIVA À GRANDE PROCURA DE MARISCO


"Aquacultura alternativa aos mariscos naturais


As autoridades moçambicanas estão a fomentar a prática de aquacultura no país, uma medida que visa fazer face à crescente procura de produtos pesqueiros naturais, numa altura em que a sua exploração está no limite máximo.Maputo, Sexta-Feira, 2 de Novembro de 2012:: Notícias
Até agora, a aquacultura é uma actividade pouco conhecida em Moçambique e até 2011 empregava apenas 1457 trabalhadores, de acordo com o relatório do Instituto Nacional de Desenvolvimento de Aquacultura (INAQUA), uma instituição criada pelo Governo para fomentar projectos dessa área.
O documento indica que a produção de aquacultura/piscicultura evoluiu de 400 toneladas em 2008 para 796 toneladas no ano passado, uma quantidade correspondente a cerca de 0,3 por cento em relação à actual produção pesqueira do país.Falando a jornalistas durante uma visita aos projectos de piscicultura na província de Gaza, o director adjunto do INAQUA, José Halafo, disse que a prática desta actividade no país está a crescer paulatinamente.“Estamos a implementar um programa de massificação de aquacultura e neste primeiro ano os resultados são encorajadores”, disse Halafo, apontando haver crescimento no número de tanques piscícolas, estimando-se agora em cerca de 10 mil.Segundo ele, o INAQUA está também a sensibilizar os piscicultores para redimensionarem os seus tanques de modo a terem dimensões de 500 metros quadrados, medida que os técnicos consideram ideal para garantir maiores rendimentos da actividade.Actualmente, os tanques existentes possuem diversas medidas, muitos dos quais pequenos e os rendimentos de muitos piscicultores são baixo. Muito recentemente, o rendimento situou-se a uma média de 30 quilogramas em cada ciclo de produção de oito meses.Halafo disse que a sua instituição está a trabalhar de modo a ultrapassar-se os actuais níveis de produção, devendo atingir mil toneladas em 2014 e duas mil toneladas em 2019, conforme estabelecem as metas do plano-director desta actividade.Contudo, para se alcançar essa meta é preciso um trabalho árduo não só na mobilização de mais moçambicanos a praticarem aquacultura, mas também na melhoria do desempenho dos piscicultores espalhados pelo país. No terreno, cada caso é um caso; havendo piscicultores com bons resultados e outros que ainda enfrentam muitas dificuldades para tornar esta actividade num negócio rentável e atractivo.

Casos de sucesso


Maputo, Sexta-Feira, 2 de Novembro de 2012:: Notícias O relatório do INAQUA refere que Moçambique tem potencialidades agro-ecológicas que permitem o desenvolvimento da aquacultura, destacando-se o facto de o país possuir uma linha da costa com mais de 2700 quilómetros, além de diversos rios, lagoas, barragens, entre outros recursos.Em Gaza, concretamente no distrito de Chókwè, há pessoas e instituições que conseguem aproveitar essas potencialidades para desenvolver a piscicultura de uma forma comercial.No recinto da Estação Agrária de Chókwè, o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) está a desenvolver o que chama Agri-piscicultura, que é uma combinação da agricultura, pecuária e piscicultura.Trata-se de um projecto comercial, em que se aplicou um investimento de três milhões de meticais (cerca de 107 mil dólares norte-americanos) na construção de três tanques (de um hectare cada) e aquisição de 50 mil alvinos para a prática de piscicultura e construção de capoeiras para a criação de frangos. A instituição ainda precisa de 1,5 milhão para investimentos noutras actividades.Nessa combinação, dos frangos retiram-se os excrementos para utilizar na produção de lentilha, uma planta que é usada para a produção da ração que, por sua vez, é utilizada como alimento para os alvinos e os frangos. A água dos tanques de piscicultura – rica em nutrientes – quando substituída, é usada para regar hortícolas.“Em termos de receitas, esperamos ter dois milhões de meticais (em piscicultura) em cada seis meses”, disse Zacarias Massango, do IIAM, acrescentando que “mas como é uma actividade integrada, também teremos rendimentos na agricultura e na pecuária”.Esta é a primeira experiência do IIAM na prática de piscicultura ou a sua ligação com a agricultura e a pecuária e, segundo Massango, o objectivo é aprofundar os estudos e traçar recomendações para garantir a transferência dessas tecnologias para os produtores.Outra instituição que abraçou esta actividade é o Instituto Superior Politécnico de Gaza (ISPG), que desenvolve a piscicultura em seis tanques, como uma actividade comercial, mas também como parte de aulas práticas dos estudantes do curso de Zootecnia.Segundo o director do Centro de Incubação de Empresas no ISPG, António Sefane, a sua instituição investiu 2,2 milhões de meticais na reabilitação de tanques que haviam sido usados há décadas, vedação do recinto, aquisição de 52 mil alvinos e em rações.“Esperamos ter peixe com peso mínimo de 300 gramas, o que significa que poderemos colher 10/11 toneladas até Dezembro”, explicou a fonte, sublinhando que as contas feitas indicam que essa actividade é rentável.A simples presença destes projectos em Chókwè está já a estimular a população local a apostar nesta actividade. Este é o caso do jovem Rafael Massema, um agricultor que requereu terra ao Governo para praticar a piscicultura, estando agora na fase da construção de dois tanques dos oito almejados.Antigo trabalhador na vizinha África do Sul, Massema não pediu nenhum financiamento para investir no seu projecto, tendo apenas recorrido à venda de parte das suas cabeças de gado bovino. “Cada dia, o tractor que uso na construção dos tanques consome quase 200 litros de combustível”, disse ele, acrescentando que, desde que embarcou nessa aventura, já investiu 120 mil meticais.Muhamud Matsinhe, da AIM" Fonte Jornal NOTICIAS.

ZAMBÉZIA CAMPANHA AGRICOLA 2012/13 CRESCE 11%

"Campanha agrícola 2012/2013: Produção agrícola cresce 11 por cento na Zambézia


A PRODUÇÃO agrícola na província da Zambézia poderá crescer em 11 por cento na campanha agrícola 2012/2013. Dados avançados há dias pelo director provincial da Agricultura da Zambézia, Ilídio Bande, indicam que o volume de produção prevista poderá crescer de 4,8 milhões para 5,3 milhões de toneladas de produtos agrícolas diversos com particular destaque para os cereais.
Maputo, Sexta-Feira, 2 de Novembro de 2012:: NotíciOs mesmos dados indicam que a área cultivada irá, igualmente, crescer 14 por cento passando de 4.846.197 para 1.699.453 hectares.Falando no posto administrativo de Lioma, distrito de Guruè, Ilídio Bande afirmou que a segurança alimentar e nutricional está garantida, havendo, neste momento, um excedente de dois milhões de toneladas de vários produtos alimentares e, principalmente, de cereais.A maior aposta da Zambézia, segundo Ilídio Bande, será a produção de alimentos, sobretudo arroz, milho, mandioca e culturas de rendimento como soja, feijão, gergelim e tabaco. Para isso, a nossa fonte disse que o aumento da produtividade será alcançada através do aumento das áreas irrigadas, disponibilidade de semente de qualidade e o aumento do investimento privado agrário.Entretanto, os produtores agrícolas pedem a afectação de mais extensionistas para que sejam assistidos com técnicas modernas na lavoura, mecanização e irrigação agrária. A associação da Mulher Rural diz que o estado das vias de acesso constitui um sério constrangimento à segurança alimentar, porquanto se torna difícil com estradas intransitáveis levar comida para onde há défice alimentar. Nesse sentido, aquela agremiação apelou o Governo a prestar maior atenção ao programa de reabilitação e manutenção de estradas de forma a facilitar o escoamento da produção dos centros de produção para os de comercialização e consumo.O director provincial da Agricultura na Zambézia afirmou que há um grande esforço de redução das perdas pós-colheitas. Ele explicou que na Zambézia estão a ser construídos celeiros melhorados, sobretudo, nos distritos de Milange, Guruè, Mocuba, Ile e Gilé para evitar muitas perdas pós-colheitas.As perdas pós-colheitas são um dos factores que aumenta os riscos de insegurança alimentar. Os produtores tanto durante a colheita bem como depois estão expostos a condições atmosféricas, ambientais e micro-organismos que destroem os alimentos.Entretanto, a técnica de celeiros melhorados ainda não está disseminada entre os produtores, pois as organizações não governamentais que operam no sector agrário acreditam que eles podem reduzir drasticamente as perdas.Apesar do grande potencial agro-ecológico na Zambézia, há regiões que enfrentam seca cíclica e as comunidades debatem-se com a escassez de alimentos. Ilídio Bande afirmou que nessas regiões a aposta tem sido a agricultura de conservação associada a outras actividades de geração de renda, nomeadamente, venda do combustível lenhoso.Na província da Zambézia há duas regiões com sérios problemas de escassez de chuva. Trata-se de Magogo, em Mocuba, e Mapira, na Maganja da Costa.Jocas Achar" Fonte Jornal NOTICIAS.

PETROMOC, GÁS PETRÓLEO LIQUIFEITO - GPL EM MOÇAMBIQUE GÁS DE COZINHA MAIS PERTO DO CONSUMIDOR

Chefe do Estado visita instalações da PETROMOC
Chefe do Estado visita instalações da PETROMOC

"Criadas condições para descarregar em Maputo: Gás de cozinha mais perto do consumidor


MOÇAMBIQUE está já em condições de receber navios para o fornecimento de gás de cozinha (Gás Petróleo Liquifeito - GPL), quebrando, por conseguinte, a sua dependência em relação ao mercado sul-africano. Ontem, o Presidente da República, Armando Guebuza, inaugurou um gasoduto de bombeamento de gás descarregado a partir de navios, com um comprimento de dois quilómetros e construído pela Empresa Petróleos de Moçambique (PETROMOC).Maputo, Sexta-Feira, 2 de Novembro de 2012:: Notícias . O gasoduto faz parte de um projecto que também inclui a construção de um reservatório de gás de cozinha que poderá estar concluído em finais do próximo ano.
Segundo apurámos, está actualmente atracado um navio no terminal de combustíveis do Porto de Maputo, sendo o primeiro a trazer gás de cozinha para o país desde a proclamação da independência em 1975, prevendo-se que inicie ainda hoje a descarga daquele combustível.Falando a jornalistas depois de um encontro que o Presidente Guebuza manteve à porta fechada com a Direcção da Petromoc, o Ministro da Energia, Salvador Namburete, disse que para além do fim da dependência do mercado sul-africano, apontou como vantagens o facto de o transporte do gás através de navios ser mais barato comparativamente as encomendas feitas por via rodoviária ou ferroviária, o que permitirá ao país não só reduzir os custos de importação, como também tornar o gás mais acessível ao consumidor.“Infelizmente, neste momento, o preço do gás no mercado internacional está elevado, mas mesmo assim, trazendo de navio as encomendas ficam relativamente mais baixas que o transporte terrestre e ferroviário”, disse o ministro.Durante a sua visita à Petromoc, o Chefe do Estado se inteirou do processo de reabilitação e do investimento em infra-estruturas que aquela empresa está a efectuar para garantir um abastecimento sem sobressaltos ao mercado. Foi nesse âmbito que ele visitou um tanque de armazenamento de combustível, com uma capacidade de 40 milhões de litros não só para satisfazer o mercado nacional como também o regional.De acordo com Nuno Oliveira, administrador da Petromoc, a empresa está igualmente a concluir a reabilitação de um outro tanque, com a capacidade de 60 milhões de litros, sendo também o maior da África Austral. Segundo a fonte, a reabilitação dos dois tanques está orçada em cerca de 6 milhões de dólares norte-americanos.Durante a visita, Guebuza apercebeu-se também dos desafios, oportunidades da empresa, recomendando à respectiva direcção para aproveitar as possibilidades que o mercado nacional oferece, sobretudo com a instalação e desenvolvimento de grandes projectos na área de mineração e o consequente aumento do consumo e procura de combustíveis." Fonte Jornal NOTICIAS.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

VINHOS PORTUGUESES MERCADO DE VINHOS DECORRE EM CAMPO PEQUENO LISBOA DURANTE QUATRO DIAS

RTP 1 INFORMA QUE DECORRE EM LISBOA A PARTIR DE HOJE 1 DE NOVEMBRO DE 2012 E POR QUATRO DIAS O MERCADO DE VINHOS ATÉ FOI EXPOSTO UM VINHO TINTO SEM ALCOOL ORIUNDO DO ALENTEJO.

NIASSA PROVINCIA DE MOÇAMBIQUE UMA BOA CAMPANHA AGRICOLA 2012/13


"Campanha agrícola 2012/2013: Niassa prevê superar um milhão de toneladas de produtos alimentares


A província do Niassa prevê produzir na campanha agrícola 2012/13 mais de 1.123.053 toneladas de produtos alimentares, contra as 1.062.761 conseguidas na época anterior, informou recentemente o Governador do Niassa, David Ngoane Malizane.Maputo, Quinta-Feira, 1 de Novembro de 2012:: Notícias O governador falava durante o lançamento da presente campanha agrícola, cuja cerimónia foi presidida pela ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Alcinda de Abreu, em representação do Conselho de Ministros.Malizane disse na altura que a disponibilização pelo Governo e parceiros de tecnologias melhoradas, insumos agrícolas, equipamentos de produção, sementes de grande qualidade, associada ao esforço de recrutamento de mais técnicos especializados para servir o povo moçambicano, bem como a capacitação dos que estão em exercício, é um exemplo notório do empenho de todos nós e da vontade de combater a pobreza no nosso país.Para o efeito, e no âmbito da comemoração, no passado dia 16 de Outubro, do Dia Mundial de Alimentação, sob o lema “Cooperativas AGRÍCOLAS Alimentam o Mundo”, o chefe do Executivo do Niassa lançou um repto ao cooperativismo e associativismo como forma de os produtores se organizarem para acederem a insumos, créditos, serviços e mercados, assim como lutarem pelos seus interesses.Para a capitalização dos esforços do Governo visando melhorar as condições de vida das populações, Malizane encorajou os produtores a organizarem-se em cooperativas e associações agrícolas para fazerem o devido uso do dinheiro alocado aos distritos e consequente aumento da produção e produtividade.Paralelamente, a Rede de Organizações para a Soberania Alimentar, ROSA, uma organização da sociedade civil comprometida com a causa da produção de alimentos, mostrou-se preocupada com o facto de a água abundante existente na maioria dos rios não ser devidamente aproveitada para a produção de alimentos. “Estamos também preocupados por sabermos que Niassa é uma província muito rica em produtos agrícolas e não possuir uma única indústria para a transformação e processamento dos alimentos”, lamentou Micas Jafar, representante da ROSA.Por sua vez, Alcinda de Abreu, falando em representação do Governo central, congratulou-se com o facto de a província do Niassa ter demonstrado um crescimento assinalável em todas as áreas de produção, com destaque para a pecuária, onde os números mostram que o sector cresceu na ordem dos 20 por cento.Aquela dirigente recordou que a agricultura é a base do desenvolvimento económico e social do país, pelo que o sector agrário é chamado a responder aos desafios da produção de comida para alimentar um número cada vez maior da população moçambicana, enquanto o sector agrário, por sua vez, é chamado a produzir a riqueza familiar para garantir a educação das crianças, a saúde das famílias e para contribuir para o desenvolvimento económico e a erradicação da pobreza em Moçambique.“A introdução de práticas inovadoras da produção agrária baseadas na agricultura de conservação, o uso racional dos insumos e factores de produção constituem alicerces para o aumento da produtividade e, consequentemente, o aumento do volume da produção”, anotou Alcinda de Abreu, depois de anunciar que, no ano passado, a província do Niassa cresceu na produção de cereais, leguminosas e mandioca.A nível da pecuária, acrescentou de Abreu, registou-se um crescimento considerável na produção de suínos, bovinos, ruminantes e galinhas, para além da área de florestas. “Mas o nosso desafio é produzirmos cada vez mais”, pediu, a terminar. André Jonas" Fonte Jornal NOTICIAS.

TETE PROVINCIA DE MOÇAMBIQUE DESENVOLVE ACÇÕES DE EDUCAÇÃO NUTRIOCIONAL

Governador Ratxide Abdala Gogo em Mtengo Wambalame
Governador Ratxide Abdala Gogo em Mtengo Wambalame

"TETE - Saúde com maior desafio no combate à malnutrição


O governador da província de Tete, Ratxide Gogo, recomendou aos técnicos da Saúde ligados à área de nutrição para intensificarem acções de educação nutricional às comunidades dos distritos localizados ao longo do Planalto de Angónia/Marávia, zona potencial em agropecuária, no sentido de inverter a actual situação de subnutrição que afecta a população da zona, com maior ênfase as crianças.Maputo, Quinta-Feira, 1 de Novembro de 2012:: Notícias . Gogo, que falava na semana passada no posto administrativo de Mtengo Wambalame, distrito de Tsangano, por ocasião da abertura da campanha agrícola 2012/13, afirmou que não faz sentido que hoje os distritos de Tsangano, Angónia e Macanga registem maiores taxas de incidência de malnutrição a nível da província de Tete.“Algo não está bem aqui porque estes distritos possuem áreas férteis e são os maiores produtores de culturas agrícolas, com destaque para tubérculos e hortícolas. Ainda possuem muito gado bovino e o que acontece é que a população não sabe como confeccionar a melhor comida para alimentar as suas crianças” - observou Ratxide Gogo.Para inverter o cenário, conforme orientou, os quadros ligados à nutrição devem trabalhar nas comunidades, organizando feiras de gastronomia, com demonstrações de modos simples de confecção e combinação de vários produtos alimentares de comida para as crianças e adultos.Aquele governante orientou, igualmente, aos líderes comunitários a mobilizar a população para a reconciliação entre a comercialização agrícola e reservas alimentares para a família, de formas a evitar a insegurança que origina insuficiência alimentar nas povoações, sobretudo durante a época seca.“A comida que vocês produzem é bastante rica em proteínas, principalmente os tubérculos como a batata-doce, reno e hortícolas, para além da fruta. Não devem apenas produzir para vender, mas também dar de comer às crianças sempre na medida do possível. As frutas, batata-doce, abóbora, entre outras culturas com proteínas como o próprio milho, proporcionam um crescimento saudável às nossas crianças” - apelou Gogo.
AUMENTAR PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE
Por outro lado, Ratxide Gogo orientou aos agricultores dos sectores familiar e privado, a dedicarem esforços no alargamento das suas áreas de cultivo e produção de culturas agrícolas alimentares, de forma a garantir a segurança alimentar da população.Para a concretização deste desafio, segundo Ratxide Abdala Ackyiamungo Gogo, os líderes comunitários jogam um papel importante na mobilização da população para o aumento da produção de comida em detrimento de culturas de rendimento.“O tabaco é uma grande fonte de rendimento de muitas famílias camponesas, mas há que produzirmos comida para não morrermos à fome, porque o tabaco não serve para manter a barriga cheia” - disse Gogo.Os técnicos do sector agrário devem proporcionar campanhas de assistência, transmissão e transferência de tecnologias agrárias aos camponeses, um dos maiores condicionalismos que vai contribuir para a elevação da qualidade de produção e produtividade que vai trazer um outro nível da qualidade de vida da população camponesa.À população que vive nas regiões semi-áridas, no sul e centro da província de Tete, o governo está através da direcção de Agricultura empenhado na divulgação das acções de construção de represas comunitários a baixo custo para o aproveitamento da água das chuvas para a irrigação e abeberamento do gado.O director provincial de Agricultura, Américo da Conceição, disse ainda que para as zonas de um clima semi-árido, onde a escassez de chuva é quase crónica, os camponeses são incentivados a produzir culturas tolerantes à seca como a mandioca, a mapira de ciclo curto, a batata-doce e o aproveitamento das zonas baixas, sobretudo nas margens dos rios.Sabe-se que Tete projectou, para a presente campanha agrícola, uma produção de cerca de um milhão e oitocentas mil toneladas de culturas diversas, numa área de aproximadamente 780 mil hectares, envolvendo 365 mil famílias camponesas.Na campanha agrícola finda, Tete conseguiu uma produção global de 1.689.578 toneladas de culturas diversas, o que correspondeu a uma realização de cerca de 97 por cento do planificado e um crescimento de cerca de 11,7 por cento em relação à campanha agrícola 2010/11.Bernardo Carlos" Fonte Jornal NOTICIAS.