quinta-feira, 5 de maio de 2011

LIVROS DOADOS POR PORTUGUESES A MOÇAMBIQUE: 200 MIL A CAMINHO DE MAPUTO

"Portugueses solidários com moçambicanos: cerca de 200 mil livros a caminho de Maputo . 04/05/2011. Cerca de 200 mil livros, dos mais diversos temas, desde a literatura à educaçao e à ciência, para apetrechamente de bibliotecas e instituições carenciadas em Moçambique, estão a caminho de Maputo. Trata-se de livros recolhidos em Portugal, numa campanha da Associação 'Karingana wa Karingana (Era uma vez)', cuja a chegada a Maputo está prevista para Setembro próximo. Esta informação foi anunciada esta Terça-feira por Tiago Bastos, presidente da associação, numa conferência de imprensa, em Lisboa, destinada a fazer o balanço da actividade e que contou com a presença do Embaixador de Moçambique em Portugal, Miguel Mkaima. A 'Karingana wa Karingana' adoptou a partir desta Terça-feira o nome de Associação para a Solidariedade e Desenvolvimento na Lusofonia (OLAMIGO). Os livros, incluindo atlas, dicionários, enciclopédias, gramáticas de português, livros infantis e juvenis, bem como de ensino, vão encher dois ou três contentores marítimos e seguirão para Maputo por barco, em Julho próximo, segundo Tiago Bastos.Na ocasião, Tiago Bastos sublinhou que neste momento está em curso o processo de 'separação, triagem e empacotamento, dos livros recolhidos naquela que acreditamos que seja a maior campanha do género realizada em Portugal”. O processo de recolha decorreu em três mil balcões dos CTT (Correios de Portugal) ou Correios, Telégrafos e Telefones. Em Moçambique, coube ao Ministério da Educação e Cultura a missão de identificar bibliotecas públicas e escolares que vão receber os livros recolhidos. Na Conferência de Imprensa, a AIM, em Lisboa, questionou aos promotores da iniciativa se estavam criadas, em Moçambique, as condições necessárias para o desalfandegamento dos livros, sem embaraços para quem teve o gesto de solidariedade e tendo em conta a necessidade de colecta de receitas por parte da Autoridade Tributária. Como é do conhecimento, os livros não beneficiam de isenção total de taxas aduaneiras. 'Temos consciência de que é um processo que não vai ser fácil, mas que também a Embaixada de Moçambique em Portugal tem dado uma colaboração muito grande e tem demonstrado grande receptividade e interesse por parte do Governo moçambicano', disse Bastos. 'Os custos ainda vão ser calculados. Alertei a Associação para um diálogo contínuo com as autoridades moçambicanas por forma a acautelar esses pormenores', respondeu o Embaixador de Moçambique em Portugal, Miguel Mkaima, a quem os promotores da campanha de recolha dos livros pediram ajuda para responder a pergunta.  Segundo Mkaima, o que o Governo moçambicano já fez foi seleccionar os locais destinatários do livro e 'cabe, portanto, ao projecto avaliar todos os aspectos logísticos e de transporte necessários para que o livro chegue devidamente nos locais destinados'. O diplomata moçambicano aproveitou a ocasião para pedir apoio das empresas que já estão ligadas ao projeto. Por seu turno, Luís Fragoso, responsável dos CTT na iniciativa, disse que, depois do papel de recolha em Portugal, os correios vão também desempenhar um papel importante em Moçambique, já que será através da “Corre-Corre”, uma parceria entre os correios dos dois países, que será feito o transporte em terra. Mário Lino, presidente da Assembleia Geral da Associação para a Solidariedade e Desenvolvimento na Lusofonia (OLAMIGO), defendeu que as empresas também ganham com esta iniciativa. Mário Lino, um antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e actual Presidente do Conselho Fiscal das Companhias de Seguros do Grupo Caixa Geral de Depósitos, sublinhou que “a divulgação da língua portuguesa e aquisição de conhecimento”, têm também “um peso grande para a integração económica”. A OLAMIGO tem em vista outras acções em perspectiva, incluindo a criação de um prémio literário para jovens estudantes e escritores moçambicanos, um desfile de moda com participação de estilistas de países lusófonos e apoio à distribuição de medicamentos na Guiné-Bissau, outro País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).(RM/AIM)" Fonte Rádio Moçambique.







quarta-feira, 4 de maio de 2011

ENSINO SUPERIOR DE MOÇAMBIQUE DEVE ESTAR MAIS PRÓXIMO DO POVO MOÇAMBICANO, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE DEIXA O DESAFIO

"Guebuza: democratizar o acesso ao ensino superior em Moçambique . 03/05/2011. O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, empossou hoje, em Maputo, o novo reitor e a respectiva vice-reitora da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), nomeadamente Orlando Quilambo e Ana Maria da Graça Monjane.Falando no fim da cerimónia havida no gabinete presidencial, Guebuza destacou a necessidade de a UEM continuar a expandir-se para mais pontos do país, colocando o ensino superior mais próximo do moçambicano, sempre sedento de mais conhecimento para melhorar a sua vida. Segundo o estadista moçambicano, a expansão do ensino superior na UEM deve prosseguir em resposta a diversos factores, com particular realce para a democratização do acesso à educação que o país tem vindo a impulsionar e a praticar desde 1962, e com maior realce desde a independência nacional, em 1975.'Podemos também destacar o advento da era da sociedade do conhecimento – a chamada nova economia; a expansão significativa da rede escolar nos níveis da educação primária, secundária e média’, afirmou Guebuza.
Na lista da multiplicidade de factores, o Presidente destacou ainda a crescente consciência dos moçambicanos sobre a importância da formação de nível superior para o desenvolvimento social e económico das famílias e de toda a nação moçambicana.
O Chefe de Estado disse, por outro lado, que a abordagem da qualidade vista numa perspectiva multidimensional deve estar no epicentro das atenções da reitoria daquela que é a maior e mais antiga instituição de ensino superior no país.Para o efeito, Guebuza apontou, a título de exemplo, a formação qualitativa oferecida aos estudantes; a qualidade do corpo docente que dá essa formação; as condições em que essa formação é oferecida, bem como o resultado da pesquisa e extensão e, sobretudo, a relevância desses resultados na implementação da agenda de luta contra a pobreza que é também agenda da UEM.
O debate da questão da qualidade deve, segundo Guebuza, permitir aferir, com objectividade, isenção e de forma regular questões como a empregabilidade dos graduados, isto é, o potencial para uma rápida adaptação ao mercado nas suas áreas de especialidade e a reacção do proprio empregador.'O carácter empreendedor dos graduados, quer dizer, que não procuram apenas o emprego, mas que estão capacitados para eles próprios criarem oportunidades de emprego para si e para outros cidadãos no ambiente cada vez mais competitivo do nosso mercado', sublinhou o Presidente.O estadista moçambicano apelou também a nova direcção para que continue a promover o diálogo e a encorajar a participação de todos, isto é, dos professores, pesquisadores, estudantes, trabalhadores e colaboradores na identificação e superação dos obstáculos que se colocam no crescimento e afirmação da UEM. A cerimónia de tomada de posse foi testemunhada por vários membros do governo e outras entidades do circuito académico superior no país.(RM/AIM) Fonte Rádio Moçambique.



terça-feira, 3 de maio de 2011

CARVÃO DE MOATIZE, VALE A PARTIR DE DOMINGO 8 DE MAIO 2011 PASSA A PRODUZIR UM MILÃO DE TONELADAS ANO

"Carvão de Moatize: Vale passa a produzir em grande escala. A EMPRESA mineira Vale de Moçambique passará a partir do próximo domingo a produzir a partir de Moatize, cerca de um milhão de toneladas de carvão por ano, contra as actuais 30 mil toneladas. Com este passo, o nosso País passa a produzir carvao em grande escala, prevendo-se que anualmente a producao aumente gradualmente ate atingir dez milhões de toneladas anuais nos próximos dez anos.Maputo, Quarta-Feira, 4 de Maio de 2011:: Notícias . “A partir de domingo, dia 8 de Maio corrente vamos deixar de falar de projecto e começar a falar do empreendimento do carvão de Moatize. Ate agora falávamos do projecto de carvão de Moatize, mas queremos passar a dizer que Moçambique vai passar à produção em grande escala”, disse ontem a jornalistas, na Cidade de Cabo, África do Sul, a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias. A governante, que a partir de hoje irá participar no Fórum Económico para África, afirmou que a expectativa do governo é que parte do carvão que estiver direccionado para Moçambique possa ser efectivamente usado no pais para o desenvolvimento de outras indústrias.“Essa produção vai contribuir em larga medida não só pelos impostos que a empresa Vale vai pagar, mas também pela geração de emprego. Queremos também que este empreendimento traga outras indústrias não só baseadas no carvão, mas que possam também prestar serviços”, disse. Esperança Bias, afirmou que outros projectos passarão ainda este ano para a fase de produção. Entre eles encontram-se o projecto de carvão de Benga e as minas de tantalite em Moiane, no distrito de Gilé. “Queremos que a actividade mineira de facto possa ser integrada na economia do pais e possa contribuir em grande medida para o desenvolvimento de Moçambique. Também queremos na área mineira haja empresas que possam adicionar valor naquilo que são os nossos minerais”, afirmou. De entre os projectos que deverão passar à fase de produção ainda este ano, a ministra Esperança Bias falou também de um destinado à produção de fosfatos em Nampula.“Com a extracção de apatite é possível ter calcário e ferro e em função das quantidades disponíveis vale a pena pensar nas indústrias de ferro e cimento com base nesses subprodutos”, afirmou.A governante lembrou que Moçambique já está a explorar minas de areias pesadas desde 2007.“Queremos que haja empresas que venham prestar serviços em Moçambique, pois há uma grande actividade geologico-mineira, mas há uma insuficiência de prestação de serviços. Ha muitas poucas empresas que fazem pesquisa e isto e o que nos queremos neste momento. Não queremos exportar matéria prima em bruto, mas sim fazer um pré-processamento ou mesmo um processamento final em Moçambique”, disse. Paulo da Conceição, na Cidade do Cabo" Fonte Jornal NOTICIAS

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CPLP EM MAPUTO DISCUTE BENEFICIOS DO USO DE RECURSOS NATURAIS

"CPLP discute benefícios do uso de recursos naturais. A maioria dos países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) ainda não desenvolveu regulamentos ou políticas sobre o Acesso e Partilha Equitativa de Benefícios (ABS) no uso de recursos naturais.Maputo, Terça-Feira, 3 de Maio de 2011:: Notícias .Para tornar este facto viável, Maputo acolhe hoje, terça-feira, um encontro de peritos na matéria de recursos naturais. Moçambique é signatário de vários acordos ambientais internacionais, com destaque para as Convenções do Rio, especialmente a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica e o respectivo Protocolo de Cartagena sobre a Bio-segurança relativo aos Organismos Vivos Modificados (LMOs); a Convenção sobre o Combate à Seca e Desertificação e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas e o respectivo Protocolo de Quioto." Fonte Jornal NOTICIAS. 

ANANÁS DE MUXUNGUÉ SOFALA COM CERTIFICAÇÃO DA UE

"Ananás de Muxúnguè certificado para Europa. OS produtores de ananás baseados na localidade de Panhja, no posto administrativo de Muxúnguè, no distrito de Chibabava, em Sofala, acabam de receber uma certificação internacional com vista a exportar o produto para os mercados regional e europeu. Maputo, Terça-Feira, 3 de Maio de 2011:: Notícias .Trata-se de um instrumento conferido pelo vice-Ministro de Indústria e Comércio, Keneth Marizane, no âmbito da promoção da cadeia de valor de alguns produtos. Com efeito, segundo o director provincial da Indústria e Comércio em Sofala, José Ferreira, o atestado é o culminar de uma pesquisa levada a cabo por uma empresa alemã denominada BCS OEKO-Garantir GmbH, que concluiu que o ananás de Muxúnguè reúne todas as condições básicas para uma certificação da orgânica internacional. A certificação é descrita como um marco histórico bastante positivo no processo de desenvolvimento socioeconómico da região, tendo em conta que os produtores passam a ter acesso àquele que é um dos principais mercados do mundo, a União Europeia. O acesso ao mercado vai, de certa maneira, estimular a produção de ananás em Muxúnguè, tornando este produto numa verdadeira cultura de rendimento, o que irá concorrer para a melhoria das condições de vida dos camponeses.Em Dezembro passado, a localidade de Panjha foi palco do primeiro festival de ananás. Na altura, os produtores queixaram-se da falta de incentivos e indústrias de agro-processamento, razão pela qual maior parte da produção chega mesmo a deteriorar-se.Presentemente, existem cerca de 500 produtores em Muxúnguè, grande parte dos quais agrupados nas cinco associações ali estabelecidas, nomeadamente Murombo Ngarime, Tchungamoio, Tamawaedja, Cungara Cuzuana e APROFRUTAC, que no conjunto cultivam cerca de três mil hectares com um rendimento estimado em perto de 56 mil toneladas anualmente, o que equivale a uma média de 7 500 unidades de ananás por hectare. N­ão obstante, estava prevista para o primeiro trimestre deste ano a importação de uma unidade móvel de processamento do ananás.# Fonte Jornal NOTICIAS.



domingo, 1 de maio de 2011

JOÃO PAULO II BEATIFICAÇÃO

"Papa saúda delegações lusófonas presentes na beatificação. 01 de Maio de 2011, 13:05. Cidade do Vaticano, 01 mai (Lusa) -- O papa Bento XVI saudou as delegações oficiais dos países lusófonos que marcaram presença na beatificação de João Paulo II, que decorreu hoje no Vaticano. Após a missa, que levou à Praça de São Pedro e áreas circundantes cerca de um milhão de pessoas, segundo as autoridades italianas, o papa deixou "uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, de modo especial aos cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, e numerosos fiéis, bem como às delegações oficiais dos países lusófonos vindos para a beatificação do Papa João Paulo II"."A todos desejo a abundância dos dons do Céu por intercessão do novo Beato, cujo testemunho deve continuar a ressoar nos vossos corações e nos vossos lábios", disse." Fonte SAPO MZ
NB: RECORDO QUE JOÃO PAULO II VISITOU PORTUGAL EM 1982 E MOÇAMBIQUE EM 1988.







CARVÃO EM TETE:COAL INDIA LIMITED PREVÊ INICIAR PRODUÇÃO EM 2014

"Moçambique: Mineira indiana CIL inicia produção em 2014 . 01/05/2011. A CIL (Coal India Limited), vai iniciar a sua exploração mineral em Moçambique no primeiro semestre de 2014, anunciou hoje a imprensa indiana, citando fontes da maior produtora mundial de carvão. À companhia, que integra o chamado conjunto «navratna», empresas do sector empresarial do Estado a quem o governo indiano concede grande autonomia para competirem no mercado global, foram concedidos dois lotes em 2009, que deverão originar 15 milhões de toneladas de carvão por ano.
Os dois lotes, espalhados por uma área de mais de 224 quilómetros quadrados, situam-se na província de Tete, centro de Moçambique, cujas gigantescas reservas de carvão atraíram outras mineiras mundiais, como a brasileira Vale e a anglo-australiana Rio Tinto." Fonte Rádio Moçambique.