sábado, 19 de março de 2016

ENSINO TÉCNICO EM MOÇAMBIQUE COM PROFUNDAS MUDANÇAS NO ENSINO TÉCNICO PROFISSIONAL IMPLEMENTADAS PELA AUTORIDADE NACIONAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DEPENDENTE DO MINISTÉRIO DA CIENCIA E TECNOLOGIA ENSINO SUPERIOR TÉCNICO PROFISSIONAL

O MINISTÉRIO da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional (MCTESTP) anunciou quarta-feira, em Maputo, a criação de uma entidade denominada Autoridade Nacional de Educação Profissional (ANEP), que será responsável pela implementação de profundas mudanças no Ensino Técnico-Profissional.
Cabe também à ANEP regular a gestão do Ensino Técnico-Profissional em Moçambique e zelar por todas as instituições públicas que o ministram. A informação foi tornada pública durante um seminário que contou com a presença de diversos empresários e potenciais empregadores.
A reforma prevê muitas directrizes, entre as quais a introdução de novos módulos de certificação dos formandos.
Neste contexto, o ministério prevê a criação de um Sistema Nacional de Educação Profissional (SNEP) à luz do qual apenas a ANEP terá a responsabilidade de emissão de certificados de habilitação para todas as instituições de formação profissional do país.
Assim, as escolas e os centros de formação não terão mais autoridade para certificar os formandos. Para a obtenção do certificado de habilitações literárias, os estudantes deverão passar por um teste ao nível da Autoridade Nacional de Educação Profissional.
A Direcção daquele organismo será composta por membros do Governo, através do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), do MCTESTP, de sindicatos, empresários e sociedade civil.
Falando no seminário, o Ministro do MCTESTP, Jorge Nhambiu, sublinhou que o Governo tem vindo a efectuar uma profunda reestruturação do Ensino Técnico-Profissional, de modo a incluir componentes indispensáveis como integração, coerência e flexibilidade.
“O nosso objectivo é direccionar o nosso Ensino Profissional com vista a responder à demanda do mercado, ou seja, queremos ter um currículo de formação técnica que garanta a empregabilidade dos formandos e que os jovens não se formem em cursos que não tenham nenhuma mais-valia”, explicou o ministro.
Para o governante, a ligação entre a educação profissional e a indústria é vista como principal garantia de uma formação de qualidade e relevância.
“Não se circunscreve apenas ao desenho curricular, mas também ao processo de definição de prioridades e estratégias para assegurar o alinhamento das ofertas formativas com a realidade do mundo laboral, em particular, e da economia nacional, como um todo”, acrescentou Nhambiu.
O dirigente sublinhou ainda que várias plataformas, de ordem legal, já foram estabelecidas para a implementação das reformas do Ensino Técnico-Profissional no país.
Por seu turno, o vice-presidente das Confederações Económicas de Moçambique (CTA), Rui Monteiro, manifestou a sua satisfação com o novo modelo, afirmando que poderá responder equilibradamente à demanda de recursos humanos por parte das entidades empregadoras.
“Temos uma demanda crescente de recursos humanos no país e os actuais perfis curriculares não respondem a esta crescente necessidade do mercado. Esta nova ferramenta poderá trazer esta resposta que o sector empresarial tanto anseia. Por isso, estamos envolvidos no processo em coordenação com o Governo”, asseverou Monteiro.
Moçambique conta actualmente com mais de 160 escolas de formação técnico-profissional, 45 por cento das quais na cidade de Maputo. (AIM)"
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

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