segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CABO VERDE, GASTRONOMIA UMA CULINÁRIA DE "COMER E CHORAR POR MAIS"

CULINÁRIA

A SEMANA :

Cozinha autêntica de Cabo Verde é caseira e sabe a intimidade 24 Junho 2014

A autêntica cozinha típica cabo-verdiana, "temperada no fundo da caldeira pelos paladares, distintos, português e africano", é feita em casa e "tem sabor a intimidade", afirmou à agência Lusa a primeira gastrónoma de Cabo Verde.

Cozinha autêntica de Cabo Verde é caseira e sabe a intimidade
Numa entrevista por e-mail, pois reside em Portugal há várias décadas, Maria de Lourdes Chantre, autora dos dois primeiros livros sobre a culinária cabo-verdiana entre 1979 e 1995 - prestes a lançar o terceiro -, lembrou que o gosto pela cozinha "está nos genes" das mulheres da sua família, natural do Mindelo, ilha de São Vicente.
Nascida a 11 de Novembro de 1939 (74 anos) precisamente no Mindelo, onde fez os estudos primários, Maria de Lurdes realçou à Lusa que a arte de bem comer continua a distinguir o país, não admirando que a gastronomia desempenhe um papel importante nas relações humanas, onde reside a inevitável "morabeza" das ilhas crioulas.
"A cozinha cabo-verdiana foi temperada bem no fundo da caldeira por dois paladares completamente distintos, provenientes de culturas radicalmente opostas, a portuguesa e a africana, um misto de raças e paladares. A autêntica comida típica é feita em casa e tem sabor a intimidade", definiu.
Maria de Lourdes, cujos estudos secundários foram concluídos no Colégio Académico, em Lisboa, frisou que Cabo Verde está vocacionado para o turismo, pelo que se torna necessário não esquecer que a gastronomia faz parte integrante da cultura cabo-verdiana, espelhada num sem número de pratos e doces.
Desde cedo habituada às reuniões de família e com amigos, a gastrónoma cabo-verdiana lembrou os jantares e saraus realizados em casa dos seus avós maternos em Lisboa, noticiados nos jornais da época, espalhando a "morabeza" do arquipélago.
Os nomes dos "pratos" de sucesso e que considera representativos das ilhas desfilam uns atrás dos outros, com especial destaque para a receita da avó da tradicional ’cachupa’, o caldo de peixe e polvo à ’Zé do Lino’ (guarda da casa que tinha na Baía das Gatas) e o caldo de camarão (especialidade da sogra, natural de Santo Antão).
Maria de Lourdes enumera também o milho em grão ou ’cachupinha’, tradicional nas festas de romaria dos santos populares (Santo António e São João) na Ribeira de Julião (Mindelo), o cuscus e a comida tradicional do Dia de Cinzas, com as suas variantes - ’trutchida com ovos’, xerém e peixe seco (ilha de Santiago), modje (São Nicolau), djagacida (Brava) ou Gigoti (Fogo).
Na doçaria, elege o Bolo Vicente, os bolos de mel, os pudins de queijo e de café, este oriundo da ilha do Fogo, e ainda os "foguetes", canudos de massa, recheados com doce de ovos e guarnecidos nas extremidades com fios de ovos.
Quanto aos livros de Culinária, e além dos "genes de família", Maria de Lourdes foi também incentivada por nomes grandes das letras cabo-verdianas - António Aurélio Gonçalves, Jorge Barbosa ou Baltazar Lopes da Silva, visitas de casa.
"Regressei ao Mindelo e casei. Como gostamos muito de receber os amigos, eram frequentes as reuniões em nossa casa e os nossos poetas - Aurélio Gonçalves prefaciou o primeiro, ’Cozinha de Cabo Verde’ - incentivaram-me a recolher as receitas tradicionais do nosso país e a publicar o livro", explicou.
Em 1979, a primeira gastrónoma do arquipélago, condecorada em 2005 pelo governo local com o 1.º Grau da Medalha de Mérito, publicou então, como livro de autor, ’Cozinha de Cabo Verde"’ cuja quarta edição saiu em 2001 já pela Editorial Presença, exclusivamente consagrada às especialidades da cozinha cabo-verdiana.
Maria de Lourdes Chantre é ainda autora de várias outras obras, como ’3.111 Receitas da Cozinha Africana’ (Editorial Europa América - 1981), ’Comida Saudável para o Coração’ (Edição da Fundação Portuguesa de Cardiologia - 1990), ’Plantas Medicinais - Recolha da Sabedoria Popular’ e ’Na Cozinha Cabo-Verdiana’ (Edição da CERIS - Sociedade Cabo-Verdiana de Cervejas, 1995)."
FONTE: JORNAL A SEMANA DE CABO VERDE.

GRAFITE EM BALAMA CABO DELGADO MOÇAMBIQUE SÃO NECESSÁRIOS USD 110 MILHÕES

"Necessários US$ 110 milhões para início da exploração de grafite em Balama
  •                                                                                                                                                 

O projecto de exploração de grafite e de vanádio que a Triton Minerals tem em Moçambique requer um investimento de 110 milhões de dólares, informou a empresa australiana, que se prepara para avançar com um estudo de pré-viabilidade.
Depois de conhecer os primeiros resultados da avaliação geológica e económica do depósito do monte Nicanda, no último trimestre, a Triton Minerals reafirma “o elevado potencial” do projecto Balama Norte, um dos três que lidera na província de Cabo Delgado (norte).
Num balanço enviado à macauhub em Maputo sobre as actividades em Moçambique em 2014, a empresa salienta que os dados indicam que o monte Nicanda tem o maior depósito combinado de grafite e de vanádio do mundo, contendo 1457 milhões de toneladas a uma concentração média de 10,7% de carbono grafítico, no primeiro caso e 3,93 milhões de toneladas a uma concentração média de 0,27% de pentóxido de vanádio, no último.
A Triton Minerals adianta que o depósito tem um período útil de exploração de 29 anos, prevendo que a exploração do projecto exija um investimento global de 110 milhões de dólares, dos quais 65,2 milhões de dólares só para a instalação da unidade de produção, cuja capacidade de processamento será de 1,8 milhões de toneladas por ano.
Prevendo avançar no início de 2017 com as primeiras actividades de exploração, a Triton Minerals vai promover nos primeiros meses deste ano um estudo de pré-viabilidade, procurando complementar os que foram feitos até à data e assim comprovar o potencial económico do projecto e atrair possíveis investidores.
Simultaneamente, a mineira vai realizar novos estudos para avaliar o interesse económico de diferentes formas de processamento, atendendo aos resultados de uma análise metalúrgica feita à grafite extraída no monte Nicanda, que sugere um elevado potencial para a produção de grafite com elevado grau de pureza (99%).
Este nível de concentração poderá permitir à empresa a produção de grafite extensível, usado em espumas de isolamento, colchões ou produtos de borracha, grafite em pó, em tecnologia fotovoltaica ou fornos de alta temperatura, de grafite esférica, em ânodos de bateria de iões de lítio, ou ainda matérias-primas para indústrias ligadas à siderurgia.
Dos 20 maiores investidores que compõem a estrutura accionista da empresa, o Citicorp Nominees PTY Limited, do grupo financeiro Citigroup, possui a maior participação (22,23%), seguido do presidente não-executivo da Triton Minerals (3.22%), Alan Gordon Jenks e do JP Morgan Nominees Australia Limited (3,04%), do JP Morgan.
Nos três projectos que explora em Moçambique – Ancuabe, Balama Norte e Balama Sul – a Triton Minerals possui uma participação maioritária de 80%, cabendo a restante à fatia (20%) à Grafex Ltd.
(RM/Macauhub)"
FONTE: RÁDIO MOÇAMBIQUE.

domingo, 25 de janeiro de 2015

MARRABENTA FESTIVAL DE MARRABENTA EM MAPUTO MOÇAMBIQUE A 31 DE JANEIRO DE 2015 A 7 DE FEVEREIRO

"FESTIVAL MARRABENTA NA PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA
O CONCERTO, NO QUAL VÃO DESFILAR NOMES COMO PEDRO BEN(FIGURA PRINCIPAL), ORQUESTRA DJAMBO, LILOCA, STEWART SUKUMA, ALBERTO MUTCHECA, ZÉ BARATA, ANTONINHO MAHENGANE, XIDIMINGUANA, DJ ARDILES E MR KUKA, ENTRE OUTROS, MARCA O ARRANQUE DA OITAVA EDIÇÃO DO FESTIVAL DA  MARRABENTA, ESTE ANO ENQUADRADO NO VERÃO AMARELO, PATROCINADO PELA MCEL.
PAULO SITHOLE AFIRMA QUE A FESTA DE ABERTURA FOI MARCADA PARA A PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA POR MOTIVOS CONTEMPLADORES.
"CHEGOU O MOMENTO DA FESTA E QUEREMOS COMEÇAR MOSTRANDO OUTRAS ALTERNATIVAS.TODOS VÃO TOCAR, MENOS MABERMUDA QUE TEM OUTRO COMPROMISSO NAQUELE DIA".
O FESTIVAL MARRABENTA DECORRE DE 31 DE JANEIRO A 7 DE FEVEREIRO NA PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA, MARRACUENE (GWAZA MUTHINI), CENTRO CULTURAL DE MATALE (MARRACUENE), MATOLA 700 E XAIXAI.
SEGUNDO PAULO SITHOLE, O ESPECTÁCULO DA PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA TEM DUPLO SIGNIFICADO.
"PRIMEIRO PORQUE MARCA A ABERTURA DA OITAVA EDIÇÃO. SEGUNDO, SERÁ A FORMA DE OS ARTISTAS DEMONSTRAREM A SUA SOLIDARIEDADE.TEREMOS PONTOS DE COLECTA DE ROUPA E OUTROS PRODUTOS PERECIVEIS PARA SEREM CANALIZADOS ÀS VITIMAS DAS CHEIAS".
FONTE: JORNAL DOMINGO DE MOÇAMBIQUE.
UMA DAS VERSÕES HISTÓRICAS SOBRE A MARRABENTA:
"MARRABENTA"
"UMA DANÇA DO FOLCLORE MOÇAMBICANO
Vamos procurar historiar o que é e de onde veio a dança da «Marrabenta», hoje tão popular em Moçambique e além das suas fronteiras. A «Marrabenta» vem da amálgama de muitas danças do Norte, Centro e Sul da Província de Moçambique, vertida sobre uma base «Ronga», possivelmente construída sobre o ritmo

«NTfehna». O contacto, a consequente penetração dessas d anças, processou-se na cidade de Lourenço Marques, para onde anualmente convergem moçambicanos das mais diversas regiões do território. O êxodo dessas populações à capital, norteia-se na busca de maiores defesas económicas
junto às nossas zonas industriais.
Grupo da Associação Africana de Moçambique dançando a «Marrabenta»
 
Quando os grupos dessa gente desembarca na capital da Província, traz consigo uma
força rítmica, capaz de vencer o cansaço, e no peito, a força mística das consoladores esperanças.
A adversidade, a nostalgia ou a tristeza, não conduzem, nesta gente, a um desajustamento
 

social típico das populações. Chegados à cidade, na necessidade de comentar, narrar e lamentar
as desditas, que se revelam comum a centenas de milhar de pessoas., surge prontamente, o ritmo
da região de proveniência, a sublinhar o espírito de observação dos africanos.
Estabelecido o diálogo, o conceito clássico de tribo sofre uma alteração profunda, dando lugar à aceitação da identidade de um sem-número de factores de ordem económica e social.As fronteiras entre os diversos dialectos rompem-se; a dança, autêntica forma de expressão
— que ainda é em África — enriquece-se com a aquisição de novos «vocábulos». No caldeamento, no cadinho receptivo dos hábitos das gentes, surgem os novos «vocábulos» da nova linguagem «coreográfica». Pode dizer-se, que assim nasceu a «Marrabenta».

— 33 —
A nova dança, depois de imperar em todo o território moçambicano, foi viajar pelos
 

países vizinhos, antes de aparecer no Europa e no América, obtendo foros de ritmo do momento.
Espera-a, certamente, uma carreira de êxitos, nesta internacionalização da «Marrabenta».
Foram os conjuntos moçambicanos «HARMONIA», «JOÃO DOMINGOS» e «DJAMBO»,que deram a conhecer a «Marrabenta», através das suas interpretações. Foram eles os iniciadores

 
 

do sua divulgação. O disco «Alvorada», editado só com «Marrabenta», constituiu um êxito,
assim como outro disco editado em Moçambique, que foi o primeiro disco editado, de
«Marrabenta».
 

Graças o trabalho de moralização desenvolvido pelo Centro Associativo dos Negros de
Moçambique e a Associação Africana de Moçambique, que apoiam os conjuntos já citados,vai-se registando em Lourenço Marques um movimento de interesse pelo genuíno folclore moçambicano."
FONTE: "O LIVRO DE OURO DO MUNDO PORTUGÊS, MOÇAMBIQUE" 1964/65.
 
 

sábado, 24 de janeiro de 2015

BMI BANCO MERCANTIL DE INVESTIMENTOS (BMI) CRIA NOVOS PRODUTOS E SERVIÇOS EM MOÇAMBIQUE

Os clientes do Banco Mercantil de Investimentos (BMI) vão beneficiar nos próximos tempos de novos produtos e serviços, em resultado das profundas transformações que esta instituição financeira está a operar, como forma de acompanhar a modernização de entidades bancárias em curso no país.
Falando há dias ao jornal “Notícias”, o director executivo da instituição, Mussa Tembe, disse que as mudanças consistem também na introdução de regras de padrão internacional e transfiguração da imagem do banco.
“Vamos adoptar regras “standard” internacionais, inserir serviços e produtos para fazer do BMI um banco universal. Hoje não temos cartões, ATM’s e internet bank. Precisamos de introduzir esses produtos e serviços e estar mais presentes no país, porque somos um banco puramente moçambicano”, disse o director.
Tembe fez saber que o banco vai privilegiar as pequenas e médias empresas e criará diversos produtos para clientes particulares.
“Tencionamos criar produtos como crédito de habitação com taxas preferenciais, implementaremos, ainda, o crédito ao consumo, que é uma das maiores lacunas que existe no nosso sistema financeiro para os clientes particulares. Quer dizer, existem estes produtos mas as taxas não são adequadas. Tendo esse aspecto em conta, criaremos taxas especiais”.
O BMI traz, por via desta série de mudanças, a integração de seguros nos seus produtos como o principal atractivo para os moçambicanos.
“Incorporaremos o seguro em todos nossos produtos, porque as pessoas não têm o hábito de ir pessoalmente fazer o seguro. E essa inclusão tem uma vantagem. Se acontece algum problema o financiamento está coberto. Portanto, não estaremos a transferir essa carga de financiamento para os filhos ou parceiros”, garantiu.
“Para tal vamos criar prazos adequados, porque sabemos que 10 ou 15 anos não são limites suficientes. Temos que alargar para poder acomodar o prazo de pagamento, que é um dos grandes dilemas em Moçambique. Temos, ainda, que criar taxas mais flexíveis para o cidadão poder suportá-las”, subsidiou.
A imagem deste banco, também, vai ser alvo de mudanças substanciais com vista a adequá-la aos objectivos actuais. As linhas da nova imagem irão basear-se na inovação, presença no mercado e o reflexo da moçambicanidade.
O atendimento personalizado é a outra componente que incorpora o leque dos novos serviços a serem implantados no BMI. Para adoptá-lo às tecnologias de ponta a actual plataforma informática vai ser substituída por uma outra que permite a operação do serviço, uma troca que irá implicar a formação dos actuais 54 colaboradores para se familiarizarem com o sistema.
Aliás, para a operação das transformações o banco tenciona contratar pessoas mais experientes da praça e potenciar os recursos humanos já existentes. “Temos recursos humanos com capacidade para colocar os projectos em prática, mas teremos de ir buscar mais na concorrência. No processo de crescimento precisamos de pessoas com mais experiência. Esta é a regra do jogo. Temos que ir buscar moçambicanos com mais tarimba”, sustentou Tembe.
A iniciativa acarretará custos para o banco, pois terá de remunerá-los ao preço do mercado. “Temos isso em conta e faremos com muito orgulho, porque estaremos a fazer crescer a classe média moçambicana. Portanto, olhamos no sentido positivo. No plano que temos projectámos à busca de recursos humanos com experiência neste mercado e remunerá-los ao preço da praça”, disse.
Estratégia contempla também a expansão
Com dois balcões, ambos localizados em Maputo, a instituição bancária espera expandir-se, primeiro, para as capitais económicas (Maputo, Nampula e Pemba) para depois chegar a alguns distritos, introduzindo novos serviços como forma de garantir que o banco chegue às localidades a custos reduzidos.
Esta instituição financeira tem uma carteira de clientes situada nos cinco mil com tendência a aumentar, segundo o director. Mesmo assim Tembe disse que a sua instituição não se sente sufocada com apresença de outros bancos que já ganharam expressão no mercado.
“Existe espaço para todos. Temos 16 bancos a operarem no país e os moçambicanos são multibancos (têm hábito de possuir contas em vários bancos). A diferença reside no nível de serviço, tipo de produtos que oferecemos, a qualidade de serviços, e no tempo de resposta. Uma das grandes vantagens é que somos puramente moçambicanos, conhecemos o território nacional e não estamos a importar modelos. Valorizamos a moçambicanidade”, defendeu-se."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA DE MOÇAMBIQUE VAI CRIAR UMA METODOLOGIA PEDAGÓGICA NO CV DO CURSO QUE PERMITA O MELHOR ACESSO AO MERCADO DE TRABALHO

A UNIVERSIDADE Pedagógica (UP) vai introduzir no presente ano lectivo um novo currículo ajustado às necessidades de garantir melhor enquadramento dos estudantes após a conclusão do curso de licenciatura.
Trata-se de uma nova metodologia de formação que obriga o estudante a frequentar um curso de licenciatura e outro de especialização durante os quatro anos que permanecer na academia.
Para o efeito, quadros da instituição liderados pelo Reitor, Rogério Uthui, estiveram reunidos ontem em Maputo para discutir os mecanismos de implementação do currículo, que resulta da revisão do que já é ministrado desde 2010.
O facto é que quando a UP introduziu em 2010 o novo currículo, cujo ciclo de formação terminou em 2013, alguns aspectos constatados na supervisão e monitoria tiveram que ser revistos e harmonizados.
Segundo Hipólito Sengulane, director pedagógico da UP, durante a sua vigência foram identificadas várias situações relacionadas com a estrutura do mesmo e que careciam de enquadramento.
“As linhas mestras desta revisão têm a ver com a formação menor, “minor”- em Inglês, que é composta por pequenos cursos. Na filosofia do currículo que abraçamos tem uma parte maior - “major” do curso e outra de especialidade. Se um estudante está a frequentar o curso de Geografia, ele pode, por exemplo, fazer uma especialização numa outra área livre, que pode ser Informática, Inglês ou outras”, explicou Sengulane.
Ao que explicou, a introdução da formação menor é a principal inovação a ser introduzida este ano, uma vez que tudo o resto necessitava apenas de acertos. Em relação aos minors, pretende-se responder a uma série de questões relativas ao ensino no que diz respeito à empregabilidade.
“Queremos garantir que o estudante penetre no mercado de emprego através de outra formação que seja do seu gosto. A ideia é ver como ele pode aliar a experiência adquirida no curso a uma outra área, de livre escolha, capaz de garantir maior facilidade de acesso ao mercado de trabalho”, acrescentou.
Um estudante do curso de Licenciatura em História, por hipótese, tem a liberdade de estudar Informática, Matemática, ou mesmo Gestão, dentro de uma modalidade, tendo em conta um total de 240 créditos, dos quais 60 reservados à formação especializada.
No fim do curso o estudante tem que somar 180 créditos da formação maior aos outros 60 como requisito para a obtenção do grau de licenciatura. A frequência do curso de especialização é de carácter obrigatório, mas a escolha da área é livre."
FONTE: JORNAL NOTICIAS DE MOÇAMBIQUE.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CHISSANO, JOAQUIM ALBERTO CHISSANO ANTIGO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE E A SUA PERSPECTIVA SOBRE A AGRICULTURA DO PAÍS

"Chissano

Maputo, 21 Jan (AIM) -antigo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, aponta a exploração de novas parcerias com o sector privado como uma alternativa que poderá ajudar a contribuir para a rápida solução dos problemas traduzidos na restrição da competitividade na agricultura bem como no agronegócio.

Segundo Chissano, a agricultura deve continuar a ser vista como a alma do continente e não pode ser relegada apenas ao sector público, porquanto o agronegócio em África exige uma nova abordagem que vai garantir a parceria para o crescimento.
O ex-estadista moçambicano defendeu a acepção durante a sua intervenção na 4/a Cimeira da AGCO para África realizada segunda-feira na cidade de Berlim, capital da Alemanha, onde além dos quadros da iniciativa estiveram também personalidades da FAO, agência da ONU, assim como intervenientes em representação de organizações afins.
Após a proclamação da independência nacional em 1975, a agricultura, segundo Chissano, foi definida como a base do desenvolvimento, pois a maioria da população que, por sinal vive no meio rural, dela depende para garantir a sua subsistência.
No exercício da sua governação durante 18 anos (1986-2004), o ex-presidente moçambicano afirma ter entendido que a agricultura tem um elevado potencial para transformar o modo de vida da maioria da população em áreas rurais.
Quando ascendeu ao poder, o sector da agricultura tinha sofrido negativamente os efeitos da guerra assim como dos desastres naturais recorrentes (secas e cheias). Na altura, havia dois principais actores envolvidos no processo de produção.
Por um lado as fazendas estatais em diferentes subsectores da agricultura ou seja, culturas, pecuária e silvicultura; por outro os pequenos agricultores, alguns agrupados em cooperativas de produção e associações; e outros a trabalharem individualmente.
Depois de historiar sobre as diversas fases que a agricultura do país atravessou desde os insucessos na forma de guerra civil, e os sucessos espelhados nas diversas iniciativas, políticas e programas que além de aumentar a produção alargaram as áreas de cultiva, Chissano disse que esses feitos contribuíram para mudar a situação no país.
A nível continental, por exemplo, o país tem estado a melhorar a sua participação no debate sobre agricultura e agronegócio. Aliás, a Declaração de Maputo 2003, através da qual os líderes africanos são apelados a reservar pelo menos 10 por cento do orçamento anual à agricultura, constitui um exemplo do envolvimento do país no debate Agricultura Africano, no período pós-guerra.
A fonte destacou ainda que a nível internacional, como parte do pós-guerra, foram também implementas acções que abordaram a necessidade de reduzir a fome e melhorar os indicadores de segurança alimentar, como parte dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

Na verdade, segundo Chissano, o maior desafio consiste em encorajar a juventude rural a abraçar a agricultura e assegurar a formação e serviços para que ela possa sair bem-sucedida tanto como investidores quanto agricultores comerciais.
Para o efeito, o continente precisa de estabelecer as modalidades destinadas a reverter o êxodo rural através da provisão de incentivos à juventude para que ela assuma a agricultura e o agronegócio com mais seriedade.
Acredito que o agronegócio, quando totalmente integrado na agenda do desenvolvimento da agricultura, pode acrescentar valor à produção agrícola, aumentar oportunidades de emprego e a geração de renda nas cadeias de valor da agricultura”, ressaltou Chissano.
O feito é fundamental no quadro de esforços que o governo está a empreender para reduzir a pobreza e do desenvolvimento sustentável em Moçambique, em particular, e do continente em geral.
O ex-estadista moçambicano reafirmou a necessidade de reforçar o compromisso de investir mais na agricultura, em geral, e colocar o agronegócio no epicentro da agenda de desenvolvimento agrícola.
A fim de acelerar o crescimento sustentável e inclusivo e do desenvolvimento na África, há a necessidade de reconhecer o papel do sector privado no complemento ao papel do governo com o objectivo de maximizar os benefícios do agronegócio e agro-indústrias em uma abordagem capaz de explorar todo o potencial do agronegócio do continente.
A agricultura como um negócio e não apenas uma agenda de desenvolvimento só será bem-sucedida se, segundo Chissano, os pequenos agricultores, em parceria com o sector privado e do governo, oferecer uma oportunidade para reviver a competitividade, agronegócios e agro-indústrias de uma forma consistente.
A ideia da agricultura como um negócio também só terá sucesso se os pequenos agricultores forem suportados através de um mecanismo estabelecido que fornece habilidades necessárias, insumos e um ambiente propício para uma geração de jovens empreendedores com serviços de formação e de apoio inovadores."
FONTE: PORTAL DO GOVERNO DE MOÇAMBIQUE

PORTUGAL GOVERNO DE PORTUGAL NEWSLETTER DE 21 DE JANEIRO DE 2015

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21 janeiro
 
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Em Destaque 
 
«A TAP precisa de ser recapitalizada e o Estado não está em condições de o assegurar»
2015-01-16 às 12:04
 
«O caderno de encargos para a privatização da TAP prevê que todos os acordos de empresa existentes terão de ser respeitados pelos futuros compradores», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, acrescentando: «Quaisquer acordos que possam existir, nomeadamente de natureza sindical, terão de ser respeitados pelos operadores que vierem a adquirir a TAP, e aqui prevalece a norma geral do Direito, portanto, não há nenhuma restrição quanto à aplicação desses acordos».
 
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As pessoas vão perceber a recuperação «nos recibos dos salários, do IRS e das pensões»
2015-01-20 às 12:12
 
O «que as pessoas vão perceber nos recibos dos salários, nos recibos do IRS e nos recibos das pensões é a recuperação, porque nos meses de janeiro e fevereiro os funcionários públicos vão recuperar 20% face ao corte que tinham tido e o IRS das famílias com filhos desce consideravelmente», afirmou o Vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas, que discursava numa apresentação organizada pelo AICEP em Aveiro. Disse também que se «a palavra mais usada nos últimos anos foi ajustamento», agora «deverá ser recuperação».
 
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Municípios com novas competências nas áreas da educação, saúde e cultura
2015-01-15 às 14:53
 
«A implementação prevista do novo regime de delegação de competências nos municípios hoje aprovado pelo Governo é progressiva, com projetos-piloto que assentam na adesão voluntária dos municípios ou comunidades intermunicipais», afirmou o Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.
 
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73 milhões de euros para combater o desemprego de longa duração em 2015
2015-01-19 às 15:49
 
«Da mesma forma que Portugal foi pioneiro na discussão e na aplicação da Garantia Jovem, entendemos que é muito importante agora sermos pioneiros a falar do desemprego de longa duração, porque é também um problema a nível europeu», afirmou o Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, à saída de uma conferência sobre o desemprego jovem, em Bruxelas.
 
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Ministro anuncia medidas para enfrentar anormal afluxo de doentes às urgências
2015-01-20 às 15:19
 
O Ministro da Saúde anunciou a contratação de mil enfermeiros e de médicos reformados e ainda o alargamento dos horários dos centros de saúde para fazer face ao anormal afluxo de doentes às urgências dos hospitais. Paulo Macedo afirmou que «o que existe é um número de doentes em situações de maior prioridade e que exigem maiores situações de internamento».
 
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TEMAS 
 
 
O Orçamento Cidadão resume o Orçamento do Estado nos seus pontos essenciais, pretendendo torná-lo, através de quadros e tabelas simplificadas, de fácil compreensão para os cidadãos. A comunicação das prioridades e decisões implícitas na política orçamental é fundamental para que os cidadãos entendam como o Governo pretende cobrar receitas, onde prevê gastá-las, e ainda como irá cumprir os objectivos do défice orçamental e da dívida pública.
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Apresentação Semana Azul
 
 
A Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, apresentou publicamente a Semana Azul, que se realiza entre 4 e 6 de junho, afirmando que a intenção «é tornar Lisboa a capital dos oceanos, a capital do mar, e trazer as pessoas ao país.» Consulte também o site desta iniciativa.
 
 
 
2015 Governo de Portugal"
FONTE: PORTAL DO GOVERNO DE PORTUGAL NEWSLETTER.